Só iríamos olhar naquele clube de casais
—Só para olhar —ela sussurrou na porta do clube. Mas mãos de desconhecidos já procuravam sua pele, e eu era incapaz de desviar os olhos ou de detê-lo.
—Só para olhar —ela sussurrou na porta do clube. Mas mãos de desconhecidos já procuravam sua pele, e eu era incapaz de desviar os olhos ou de detê-lo.
Saímos para tomar sol sem marcas e sem ninguém por perto. O que não imaginávamos era quantos iam acabar em cima de nós antes de voltarmos à água.
Deitadas ao sol depois do que tinha acabado de acontecer, ouvíamos como riam dele por não ter tido coragem. E foi isso que nos fez levantar.
Éramos cinco e ele era só um, mas nenhuma saiu daquela casa sem gritar o nome dele ao menos duas vezes naquele fim de semana de calor.
Achei que só jantaria algo típico antes de dormir. Não imaginei que aqueles dois rapazes do bar me levariam à noite mais desinibida da minha vida.
Eu só ia de acompanhante, juro. Mas quando os dois entraram na terraço, idênticos e sorrindo igual, eu soube que aquela noite eu não ia me comportar.
Era seu primeiro coven e ela era a mais jovem do círculo. Todas queriam tocá-la, mas ela só buscava a loira que a encarava do outro lado da fogueira.
Eram duas da madrugada, a garrafa estava quase vazia e ela continuava rindo no meu sofá. Eu soube que aquele era o momento que tanto tinha esperado.
Apoiei os pés no colo dela sem pensar, como tantas outras noites. Mas dessa vez Daniela me olhou de outro jeito, e eu soube que não havia mais volta.
Marina sabia exatamente onde tocar para fazer o corpo de Lucía parar de obedecê-la. Naquela noite, na penumbra do hotel, decidiu descobrir até onde ia a curiosidade dela.
Passei metade da vida acreditando que tinha tudo, até vê-la parada na linha de produção e saber que não ia parar até tê-la na minha cama.
Vinte anos separavam Mariana de sua professora, mas quando aquela mão parou em seu quadril durante o ensaio, ela soube que já não era olhada do mesmo jeito.
Eu achava que o mais difícil do ano seria passar no exame de inglês. Enganei-me: o mais difícil foi disfarçar o quanto eu desejava a mulher que vinha me ensinar.
Passei uma semana longe dela e, assim que atravessei a porta da sua casa, soube que aquela aula não teria nada de prova.
Achei que a tinha encurralada contra a parede. Demorei um segundo para entender que a única presa naquela casa vazia era eu.
Ela conduzia o retiro com a devoção de quem nunca quebra uma regra. Eu só queria uma massagem a sós, longe das rezas e dos olhares alheios.
Bruno tinha partido meu coração outra vez, mas quem me esperava naquela casa nos arredores não era ele, e sim sua mãe, com um vestido que não deixava nada à imaginação.
Ela me encostou na parede com um beijo lento, baixou a voz até o sussurro e me disse que eu seria uma boa menina. Eu não soube o nome dela, mas obedeci.
Toda vez que ela passava pela minha mesa, eu perdia o fio do que estava fazendo. Não imaginava que um único descuido revelaria tudo o que eu sentia por ela.
Nunca tinha pensado em Nora dessa maneira, até ela se roçar em mim no bar e eu entender, pelo sorriso dela, que ela já pensava nisso há muito tempo.