Meu chefe me fez usar lingerie por baixo do uniforme
Faziam quase dois meses que eu não tinha notícias dele. Então chegou a mensagem: «Amanhã venha ao trabalho com roupa íntima de mulher». E eu soube que não conseguiria negar.
Faziam quase dois meses que eu não tinha notícias dele. Então chegou a mensagem: «Amanhã venha ao trabalho com roupa íntima de mulher». E eu soube que não conseguiria negar.
Aos cinquenta e três anos, solteiro e entediado, Ramiro descobriu que oferta e demanda também funcionam às três da tarde, no sofá da sala.
Visto a lingerie que ela jamais usaria e espero ele bater na porta do motel. Sei que ele vai voltar: em casa dele há um homem morrendo de fome.
Eu tinha uma semana para decidir se deixava tudo para trás. Naquela noite, quatro homens se propuseram a me fazer esquecer a decisão, ainda que só por algumas horas.
Ele me pediu para fechar os olhos diante da vitrine. Quando abri, soube que Hugo queria me ver transformado em algo que sempre desejei ser sem ter coragem de dizer.
Quando ela saiu do quarto vestida naquele látex preto, com o rabo de cavalo esticado e os saltos altos, eu soube que aquela noite não ia terminar cedo.
Nunca tinha pago por algo assim. Marcamos numa terça de manhã, ela me entregou a sacola às pressas e eu não conseguia parar de pensar no que me esperava em casa.
A porta se abriu e entendi que naquela noite eu não decidiria nada. Ela me esperava amarrada à cabeceira; ele, em pé na penumbra, só me olhou e assentiu.
Ela mandou eu tirar a roupa e deixei que suas mãos ajustassem cada cabo contra minha pele. Quando comecei a me molhar, soube que não havia mais volta.
Quando se olhou no espelho, já não se reconheceu: peruca loira, corset vermelho, saltos. E ela, fumando no sofá, o esperava com um sorriso que ele jamais tinha visto.
Eu vinha cuidando daquele emprego como ouro. Naquela manhã, a sós com ele antes de abrir, descobri o quanto eu gostava que me dissessem o que fazer.
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
Nunca me atraiu, mas cada mensagem dele me deixava mais excitada que a anterior. E naquela noite, com meu marido a poucos metros, deixei de resistir.
Encontrei suas calcinhas dobradas no último degrau, ainda mornas, e soube que não era um esquecimento: era uma ordem que eu devia obedecer de joelhos.
Quando me deu as costas para tirar as fotocópias, a mão dele subiu pelas minhas meias como se tivesse o direito de fazer aquilo. E eu não disse não.
Na noite em que o esperei com a blusa entreaberta, soube que já não era a mesma mulher: eu havia me refeito por inteiro para acender o desejo de um só homem.
Ela as deixou dobradas sobre a pia, ainda com o cheiro dela, e um bilhete: «Hoje você usa elas». Eu soube que a tarde seria longa.
Aceitei acompanhá-lo na viagem sabendo que seria sua mulher por alguns dias. O que eu não sabia era que meu corpo já fazia parte da negociação.
Ele me deixou sozinha na sala, ainda trêmula, e saí de casa sem me despedir. Naquela mesma semana entendi que algo dentro de mim tinha se acendido e já não podia apagar.
Você jogou sua calcinha ainda morna para mim e sorriu. “Coloca e me espera”, disse. Duas horas depois eu ainda estava de joelhos, contando os minutos até sua chegada.