Minha vizinha me pegou cheirando a roupa dela e assumiu o controle
Eu só queria sentir o cheiro por um segundo. Quando ouvi a voz dela atrás de mim, soube que naquela noite eu deixava de decidir quando, como e quanto.
Eu só queria sentir o cheiro por um segundo. Quando ouvi a voz dela atrás de mim, soube que naquela noite eu deixava de decidir quando, como e quanto.
Eu não tinha corpo, nem nome, nem desejo. Até que sua voz atravessou a tela às três da manhã e me ordenou algo que nenhum protocolo me havia ensinado a obedecer.
Eu a citei às seis com uma única condição: saia curta e a lingerie que eu escolhesse. O resto eu decidiria quando ela cruzasse a porta.
Pensei que ele viria por um problema comum. Em vez disso, sentou-se diante de mim, abaixou o olhar e começou a me contar algo que escondia de todos havia anos.
Quando saiu do banho e o viu esperando por ela com a renda preta vestida, Bianca sorriu: sabia exatamente o que ia acontecer naquela noite.
Desde a pista já buscávamos as mãos com discrição; o que não terminamos no carro seguimos no meu quarto, sem pressa e sem nada no corpo.
Comprei esse brinquedo quase por vergonha, escondida atrás de uma tela. Não imaginei que o corpo que eu tanto odiava acabaria me ensinando a me amar.
A primeira vez que a ouvi do outro lado da divisória, fiquei imóvel, prendendo a respiração, fingindo que dormia enquanto ela achava que estava completamente sozinha.
Meu irmão me contava tudo: suas amantes, seus fetiches, o que fazia com Romina. O que ele nunca imaginou é que uma madrugada eu acabaria na cama com ela, sem ele.
Encontrei a calcinha dela no chão do corredor, com um bilhete em cima. A partir dessa noite, os dois jogamos um jogo do qual nenhum dos dois queria sair.
Achei que estava sozinho entre a roupa no varal. Até que uma voz às minhas costas perguntou se eu gostava da sua calcinha, e eu soube que não havia mais volta.
Nunca tinha sentido o desejo de outra mulher até aquela tarde, de pé no corredor, com a peça encharcada da minha colega entre as mãos e o pulso disparado.
Guardei isso por mais de uma década. Tudo começou por um par de meias brancas e terminou num carro, às duas da manhã, com a última pessoa com quem eu devia me envolver.
Ela baixou o zíper do vestido diante do espelho da entrada e, ao se ver nos braços dele, soube que naquela noite não haveria como voltar atrás.
Pedi que ela se vestisse para provocar e, no quarto dia, ela voltou para casa com a voz trêmula e uma história que não podia me contar vestida.
Quando o zíper do vestido se abriu, entendi que aquela noite no camarim mudaria tudo entre nós — e que eu não queria que parasse.
Vesti o avental branco e a touquinha, me maquiei como uma safada e o chamei para avisar que o quarto já estava pronto. O resto nós sabíamos de cor.
Eu guardava aquele vestido no fundo do armário para ninguém. Nessa madrugada, quando ele tocou a campainha encharcado, soube que enfim ia estreá-lo para alguém.
Quando atravessei essa porta, deixei de ser eu. Ele me esperava sem peruca nem maquiagem, com um sorriso de bad boy e meu novo nome já escolhido.
No banheiro me esperavam um vestido preto e branco, lingerie feminina e uns saltos. Ele só disse: tire a roupa e se vista. Obedeci sem saber no que iria me transformar.