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Relatos Ardientes

A passageira madura que entrou no meu carro naquela manhã

Eu não esperava nada de especial daquela viagem. Só precisava sair de Córdoba por uns dias, me afastar das telas, das métricas e dos clientes que sempre querem tudo «para ontem». Trabalhar por conta própria gerenciando publicidade parece flexível, mas há semanas em que isso te sufoca sem que você perceba.

O carro era meu havia apenas um mês. Comprei depois de anos adiando, me convencendo de que o transporte público bastava e de que alugar saía mais barato. Mas agora que ele era meu, eu queria estrada. Queria espaço, música, ar entrando pela janela sem pedir licença.

Abri um app de caronas por costume, como quem atira uma garrafa ao mar. Um pouco para economizar gasolina. Um pouco para não dirigir sozinho até Cádiz. Ou talvez, no fundo, para não me sentir tão desconectado das pessoas.

Foi aí que apareceu Amalia.

Cinquenta e cinco anos. «Conversadora, amante do mar e dos silêncios confortáveis», dizia a descrição dela. Ela não tinha uma daquelas fotos de perfil feitas para impressionar. Era uma imagem simples, sem pretensão: cabelo grisalho solto, olhar firme, um sorriso apenas insinuado. Eu não saberia dizer o que exatamente me atraiu, mas aceitei o pedido sem pensar duas vezes.

Fui buscá-la numa manhã morna de agosto, numa rua tranquila perto do rio. Ela usava um vestido longo e solto, uma bolsa de tecido no ombro e óculos escuros. Andava como quem deixou de se apressar há anos, mas ainda sabe perfeitamente para onde vai.

—Mateo? —disse, ao se aproximar.

—O próprio. Amalia?

—A mesma. Obrigada por me aceitar.

Entrou no carro com uma naturalidade desarmante. Se acomodou no banco como se não fosse a primeira vez que viajava comigo. Ao cruzar as pernas, o vestido subiu um pouco pela coxa e eu vi a pele morena e firme, ainda tensa apesar dos anos. Desviei o olhar para não ficar encarando, mas o detalhe ficou grudado na minha retina durante a primeira hora inteira de viagem.

Os primeiros quilômetros foram de cordialidade: o trânsito, o calor, o clássico «você é daqui?». Mas, quando pegamos a saída para a rodovia, a conversa mudou de registro, como se algo tivesse encaixado entre nós.

—Com o que você trabalha? —perguntou, com aquela voz que não parecia ter pressa.

—Faço design e cuido de campanhas de publicidade. Por conta própria.

—Muitos clientes?

—Demais. Mas prefiro isso ao silêncio do telefone.

Ela assentiu, olhando a paisagem sem deixar de escutar.

—Eu fui professora de música. Agora vivo entre Córdoba e a costa. Meio aposentada. Jovem demais para largar tudo, cansada demais para continuar como sempre.

Gostava da forma como ela falava. Do ritmo. Da honestidade sem drama, como se tivesse feito as pazes com as próprias contradições.

—Sinto falta das conversas longas —disse em certo momento—. Daquelas que não têm objetivo. Só existir.

Não respondi de imediato. Coloquei uma música, um disco suave que ficou tocando ao fundo. Ela apoiou a cabeça no encosto e fechou os olhos. O rosto parecia descansar de verdade. Olhei de canto e, por um segundo, me senti fora do tempo. O decote do vestido tinha cedido com o calor e era possível adivinhar o começo dos seios dela, duas curvas pesadas que subiam e desciam com a respiração. Minha rola endureceu dentro do jeans e eu tive que mudar de posição ao volante.

Paramos num posto mais à frente. Tomamos café e nos sentamos sob uma sombrinha metálica. Conversamos pouco, mas com peso. Ela me contou que tinha sido casada e que não era mais. Que tinha dois filhos adultos. Que vivia tranquila, embora às vezes com a sensação de estar olhando a vida por trás de um vidro.

Quando a deixei no destino, já caía a tarde. Ela agradeceu a carona com um sorriso que trazia algo a mais por trás. Beijou minha bochecha, um pouco mais perto dos lábios do que o necessário, e, ao se inclinar, pousou a mão na minha coxa, quase sobre a braguilha. Não pôde deixar de notar o volume duro. Ergueu os olhos por um segundo, sorriu outra vez e foi embora, sem olhar para trás.

***

Dois dias depois, enquanto tomava café da manhã num bar de estrada, chegou uma mensagem dela.

Oi, Mateo. Vi que você volta amanhã para Córdoba. Você poderia me buscar? Estou num apartamento junto à praia. Te mando a localização, se puder desviar um pouco.

Li várias vezes. Não era nada sugestivo, na verdade. Mas havia um tom, uma pausa, um equilíbrio entre formalidade e proximidade que me mexeu por dentro. E a lembrança daquela mão sobre minha coxa também não ajudava a ler com calma.

Respondi que, claro, passaria depois do almoço, por volta das seis. Ela respondeu com um «perfeito, te espero, me avisa quando estiver perto» e um emoticon que me pareceu mais quente do que deveria.

Cheguei ao apartamento dela depois das sete. O trânsito tinha sido lento e, para piorar, o carro começou a alertar com um sensor: pneu traseiro baixo. Ao estacionar, vi a olho nu, alguma coisa tinha entrado na borracha. Nada grave, mas eu precisava de assistência.

Liguei para o seguro. Disseram que viriam, mas que demoraria um bom tempo. Suspeirei, apoiado no capô.

Ela desceu para me abrir. Usava um pareô solto, o cabelo ainda úmido, e estava descalça sobre os ladrilhos mornos do hall. Por baixo do pareô, o topo do biquíni marcava o corpo, e os mamilos ficavam duros contra o tecido molhado.

—Problemas? —perguntou.

—O pneu. Entrou alguma coisa. Vão trocar, mas não sei quanto vão demorar.

—Então sobe. Você não vai ficar na rua com esse calor.

Entrei.

O apartamento era simples e fresco, cheio de luz. Janelas abertas, cheiro de mar, livros empilhados por toda parte. Um toca-discos antigo, uma planta meio seca e um sofá largo em frente à varanda.

—Quer uma cerveja?

—Claro. Obrigado.

Sentamos do lado de fora. O mar era um murmúrio constante. Brindamos sem cerimônia e falamos de nada e de tudo ao mesmo tempo. Ela se sentou de pernas cruzadas e o pareô se abriu pela coxa, subindo até o alto. Ela não fez nada para fechá-lo. Eu também não fiz nada para parar de olhar.

—Acho que você não chega hoje em Córdoba —disse depois de um tempo, como quem comenta o tempo.

—Também acho.

—Então você fica aqui? Tem cama de hóspedes. Lençóis limpos, prometo.

Ela não disse isso de forma sedutora. Disse de verdade, com uma naturalidade que tornava qualquer ressalva absurda. Concordei.

***

A noite foi se desenrolando devagar, com a calma de um suspiro que se alonga. O apartamento tinha aquele calor simples das luzes baixas, e o aroma do mar entrava pela janela aberta. Amalia acendeu duas velas na mesinha da sala e o piso de madeira rangeu sob nossos pés enquanto nos acomodávamos com as taças na mão.

—Não imaginava que alguém tão jovem soubesse apreciar um bom vinho —me disse, erguendo a taça com um sorriso maroto.

—Aprendi por necessidade. Nesse trabalho, a gente aprende tudo rápido, até os prazeres.

Rimos juntos, e o som me pareceu mais íntimo do que qualquer um nos últimos meses. O jazz suave ao fundo envolvia o ambiente e parecia se sintonizar com o ritmo da nossa respiração.

Pouco a pouco, os jogos de olhares foram ficando mais longos. Ela girava a taça entre os dedos, mantinha o vinho na boca por um instante, e eu sentia cada pequeno gesto aumentar a eletricidade no ar. A distância entre nós diminuiu sem que nenhum dos dois dissesse uma palavra.

Quando ela falou dos anos sem ninguém, os olhos brilhavam com uma mistura de honestidade e vulnerabilidade que me comoveu.

—Já faz tempo —disse—. Quatro anos sem foder, Mateo. Quatro. E não é só isso. É como se eu tivesse esquecido de ter vontade. De me deixar levar. De pedir o que eu quero.

Ela dizer aquilo assim, sem rodeios, me fez engolir em seco. Cheguei mais perto, até nossos joelhos quase se tocarem.

—E o que você quer esta noite?

Ela largou a taça na mesa e me olhou nos olhos.

—Quero lembrar como é uma rola dura entre as pernas. Quero que você me toque até eu esquecer esses anos. Que me foda devagar e depois com força. Que me faça gritar nesta casa onde ninguém grita há tempo demais.

Minha boca secou. A taça que eu ainda segurava tremia um pouco. Eu lhe disse com a voz rouca:

—Vem aqui.

Ela se levantou, cruzou os dois passos que nos separavam e se sentou de cavalinho em cima de mim, no sofá. O pareô se abriu por completo e o biquíni ainda úmido do banho deixou uma mancha escura no meu jeans. Ela passou os braços no meu pescoço e o primeiro beijo já não foi tímido. Foi mordida no lábio, língua quente, duas bocas que já se mediam há horas.

—Meu Deus, como você beija —sussurrou contra minha boca—. Me beija outra vez, assim, me come a boca.

Cravei uma mão na nuca dela e a outra na bunda. Apertei com força, sentindo a carne firme sob o biquíni. Ela se moveu sobre mim, se esfregando contra a braguilha, e sentiu em cheio a rola dura por baixo do tecido.

—Olha o que você tem aí, seu filho da puta —ofegou, rindo com a voz grave—. Que varão. E tudo isso você veio escondendo na viagem.

—Toca —eu disse.

Ela baixou o zíper sem parar de me encarar. Quando enfiou a mão e tirou minha rola para fora, escapou dela um gemido de puro prazer. Agarrrou a base e começou a me masturbar devagar, apertando bem.

—Que linda você tem —murmurou—. Grossa, dura, com a cabeça brilhando. Quanto tempo sem ter uma dessas na mão.

Ela se inclinou sem soltar e lambeu a ponta com a língua achatada, de baixo para cima, saboreando a gota que já tinha saído. Fechei os olhos. Senti-a abrir a boca e descer, engolindo metade do meu pau de uma vez. A língua girava ao redor enquanto ela chupava, subindo e descendo num ritmo lento que estava me enlouquecendo.

—Porra, Amalia. Assim, chupa assim, não para.

Ela subiu por um instante, a boca brilhando e o batom borrado.

—Eu também quero. Fode minha boca, Mateo. Me empurra pela nuca.

Pus a mão no alto da cabeça dela e a abaixei de novo. Empurrei devagar, deixando a rola afundar até o fundo da garganta. Ela aguentou com os olhos marejados, babando pelos cantos da boca, e, quando a soltei, voltou a chupar sozinha, com fome, chupando também minhas bolas, subindo e descendo por todo o varão.

Levantei-a antes de terminar. Eu a queria por baixo, não queria gozar ainda.

—Vem para o sofá. De barriga para cima.

Desamarrei o pareô e joguei no chão. Arranquei o top do biquíni e saltaram dois peitos grandes, ainda firmes para a idade dela, com as aréolas escuras e os mamilos rijos. Peguei-os com a mão, apertei, mordi. Ela gemeu e arqueou as costas.

—Chupa com força. Morde. Deixa os dentes sentirem.

Obedeci. Passei a língua ao redor e mordi o mamilo até ela soltar um gemido de prazer. O outro seio eu amassava com a mão, apertando a aréola entre os dedos.

—Isso, assim, seu desgraçado, assim.

Arranquei a calcinha do biquíni com um puxão. Por baixo, ela tinha o cu depilado, com os lábios inchados e brilhantes. O cheiro de mar e de mulher quente me atingiu em cheio. Abri as pernas dela por completo, levantei-as até os ombros e fui de cabeça.

A primeira lambida eu dei longa, de baixo para cima, saboreando toda a fenda. Quando cheguei ao clitóris, ela deu um pulo e cravou os dedos no meu cabelo.

—Aí, aí, aí, não sai daí.

Chupei o clitóris com os lábios, puxando de leve, e enfi em dois dedos no cu dela. Estava encharcada. Um dedo entrava e saía sem problema nenhum, dois também, e o cu se apertava ao redor enquanto eu a lambia.

—Ai, Mateo, porra, me come o cu assim, não para, não para, que eu vou gozar.

Enfiei um terceiro dedo. Curvei os três para cima, procurando o ponto por dentro, e ao mesmo tempo mordisquei com cuidado o clitóris. Ela sentiu o orgasmo subir. As coxas se tensionaram ao redor da minha cabeça, os seios tremiam, e ela soltou um grito que ecoou por toda a casa vazia.

—Vou gozar, vou gozar, vou gozaaaar…

Ela encharcou meus dedos e meu queixo. Eu não parei de lamber até que ela mesma me afastou, rindo entre ofegos.

—Chega, chega, que eu não aguento. Vem aqui, seu desgraçado, vem aqui agora.

Subi em cima. Ela agarrou minha rola com as duas mãos e a guiou até a entrada do seu cu. Esfreguei-a um instante entre os lábios, molhando-a com o próprio fluxo, e, com uma investida, a enfiei até o fundo. O grito que ela soltou não foi de dor, foi de rendição pura.

—Meu Deus, que grossa. Que preenchida você me deixa.

Comecei a fodê-la devagar, tirando a rola quase inteira e voltando a afundá-la toda. O sofá rangia. Os seios dela se moviam no ritmo das investidas. Ela cravava as unhas nas minhas costas e me olhava de boca aberta.

—Mais forte, Mateo. Mais forte. Me fode como se fosse me partir ao meio.

Obedeci. Agarrei as pernas dela por trás dos joelhos, abri-as até o teto e comecei a metê-la com força, batendo quadril com quadril. O som molhado do cu encharcado e o golpe seco dos meus ovos contra a bunda dela encheram a sala.

—Isso, isso, isso, assim, assim que eu gosto, assim, porra, assim é que me fodem.

Mudei-a de posição. Coloquei-a de joelhos no sofá, com as mãos apoiadas no encosto, a bunda erguida. Dei uma palmada de aviso e ela arqueou mais as costas, se oferecendo. Enfiei a rola outra vez, agarrando-a pelo cabelo, puxando um pouco. Apertei uma nádega e abri o cu dela com o polegar.

—Assim?

—Assim, tudo, tudo, mete tudo, não me deixa nem um centímetro para fora.

Eu a fodia de quatro enquanto ela se esfregava no clitóris com a mão. Eu envolvia um seio com o braço por baixo, apertando, e com a outra mão puxava o cabelo dela.

—Vai gozar de novo, não vai?

—Vou, vou, não para, goza você também, não dentro, na boca, quero comer.

Ela disse isso com a voz partida pelo segundo orgasmo, que subia pelas pernas e fazia o cu dela apertar como uma tenaz ao redor da minha rola. Aguentei mais um pouco, sentindo-a se contorcer, e quando não consegui mais segurar, falei:

—Vou gozar, Amalia, vou gozar já.

Soltei-a. Ela se virou num segundo, atirou-se ao chão, ajoelhou-se à minha frente e abriu a boca com a língua para fora. Agarrei a rola e dei duas sacudidas rápidas. O primeiro jorro caiu na língua dela. O segundo, entre os seios. O terceiro, de novo na boca aberta. Ela lambeu os lábios sem parar de me encarar, engoliu o que tinha caído dentro e chupou a ponta para tirar a última gota.

—Passei quatro anos sem isso —sussurrou, apoiando a bochecha na minha coxa—. Quatro anos jogados fora.

Escorreguei para o chão com ela. Abracei-a, os dois suados, com o cheiro de sexo grudado na pele. Rimos sem motivo. Passei o polegar pela barba do queixo para limpar o resto de sêmen e ela o mordeu, brincando.

—Fique sabendo que a noite não acabou —me disse—. Nem fudendo.

Nos arrastamos até o quarto. Antes de dormir, coloquei-a de novo por baixo, mais devagar, mais longo, até que ela gozou uma terceira vez com a boca contra meu ombro, mordendo-me para não gritar. Dormimos enroscados entre os lençóis, com o mar murmurando ao longe.

***

No dia seguinte, com o carro ainda esperando o guincho, decidimos descer a uma enseada que ela conhecia, escondida entre rochas e quase vazia àquela hora.

O sol começava a esquentar a areia quando chegamos. A brisa se misturava ao aroma salgado da água e o rumor constante das ondas marcava o ritmo dos nossos passos. Nos olhamos com uma cumplicidade que já não precisava ser escondida.

Entramos juntos na água, fresca e limpa, e o sal na pele acendeu um fogo diferente do da noite. Sob a superfície, as mãos dela voltaram a me buscar com discrição. Ela enfiou a mão dentro da sunga e agarrou minha rola, já meio dura só com o atrito da água.

—De novo você está como um touro —sussurrou no meu ouvido—. Ontem três vezes e ainda sobra.

—Com você na minha frente, assim, com o biquíni colado no cu, ninguém consegue baixar.

Enfiei a mão por baixo da calcinha do biquíni. Passei o dedo pela fenda e senti que estava encharcada, e não era do mar. Afundei dois dedos no cu dela enquanto ela continuava me fazendo um boquete lento debaixo d’água, escondidos pela espuma das ondas.

—Mateo, para, vão nos ver.

—Que olhem.

Mas a consciência da silhueta ao longe, de um casal que vinha pela beira da água, nos fez nos separar com um sorriso cúmplice. Ela subiu o top, eu acomodei a rola dura dentro da sunga como pude.

—Preciso de mais —sussurrei no ouvido dela—. Agora. Vamos embora.

Ela assentiu, com um olhar que dizia tudo. Voltar ao apartamento já não era uma opção, era uma necessidade. Demos as mãos e, com passos rápidos e risonhos, deixamos para trás a enseada e seus segredos.

De volta ao refúgio fresco do apartamento, com a porta apenas encostada, a tensão se soltou sem reservas. Empurrei-a contra a parede do hall sem deixar a pele secar. Arranquei o biquíni de uma vez, todo molhado, e joguei no chão. Comi a boca dela com a língua enfiada até a garganta enquanto ela me baixava a sunga e agarrava minha rola outra vez.

—Aqui, agora, contra a parede —ordenei.

Ergui-a no colo. Ela enlaçou minha cintura com as pernas e eu a cravei contra a parede. Procurei o cu dela com a ponta e entrei de uma só investida. Estava tão molhada de água e de fluxo que a rola afundou inteira sem resistência. Tapei um pouco a boca dela com a mão para que não gritasse demais, mas ela mordeu meus dedos, rindo.

—Me fode assim, Mateo, assim, contra a parede, como se tivesse me caçado.

Eu a embestia com toda a força, apoiando-a no gesso frio. Os seios molhados dela grudavam no meu peito, as unhas se cravavam nos meus ombros. O gosto salgado do pescoço dela quando eu mordia a pele me enlouquecia. O som da carne contra a parede, meus ovos batendo na bunda dela, o ofego entrecortado que ela soltava a cada investida.

—Mais fundo, mais fundo, não tira.

Afastei-a da parede sem tirar de dentro e a levei assim, empalada, até o quarto. Joguei-a na cama sem me desencaixar, ela abriu as pernas para mim, e continuei a fodê-la na beirada do colchão. Agarrei os tornozelos e os subi sobre meus ombros. Naquela posição, a rola entrava até o fundo mais fundo. Ela chorava de prazer.

—Ai, Mateo, ai, assim, aí, aí que você me toca.

—Quer gozar de novo, safada?

—Quero, quero, me faz de safada, me faz o que você quiser.

Dei uma palmada na parte interna da coxa dela. Outra. Peguei os seios e puxei os mamilos enquanto a embestia. Enfiei um dedo na boca dela e ela o chupou como se fosse outra rola. Tirei-a por um momento e a coloquei de bruços, com a bunda levantada, o rosto contra o colchão. Abri as nádegas com as duas mãos e vi o cu escancarado, brilhante, me esperando. Voltei a enfiar a rola de uma só investida e ela soltou um gemido longo, sufocado no travesseiro.

Eu a fodi assim até senti-la tremer inteira. O orgasmo a sacudiu de cima a baixo e o cu se fechou ao redor da minha rola como um punho. Eu não aguentei mais. Agarrei os quadris dela com as duas mãos, puxei-a com força para trás e gozei dentro com três investidas profundas, rosnando com os dentes cerrados.

Desabamos na cama, um sobre o outro, encharcados de suor e de mar. Fiquei um tempo dentro dela, sentindo o cu pulsar ao redor. Quando finalmente saí, um jato de sêmen escorreu pela minha coxa e ela riu.

—Que bagunça você me deixou.

—A bagunça foi você quem procurou.

Ela se virou e me beijou na boca, devagar. A sensação de desejo misturada com ternura me envolvia por completo. Cada instante parecia suspenso, um momento eterno em que só existíamos nós dois.

Dormimos enroscados, com o mar sussurrando ao longe e o sol despontando pela janela, como se a manhã prometesse começar algo novo.

***

No dia seguinte, com o carro finalmente consertado e a pele ainda impregnada de sal e vinho, iniciamos a volta para Córdoba. A viagem foi mais silenciosa, mas no ar permanecia a cumplicidade profunda de quem compartilhou algo mais do que palavras.

Ela ia ao meu lado, os dedos entrelaçados aos meus, e nos olhos dela eu lia a mesma mistura de nostalgia e esperança que sentia em mim. Não precisava falar para entender que aquilo não era uma despedida.

Alguns dias depois, recebi uma mensagem que me fez sorrir antes mesmo de terminar de lê-la.

Que tal voltar à costa? Desta vez, sem pressa e com mais tempo. E sem biquíni.

Assinava Amalia, com a simplicidade de quem sabe que desejo e conexão não se apagam assim tão fácil. Respondi na hora, com o coração leve e a rola já dura só de ler.

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