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Relatos Ardientes

A senhora da fazenda queria mais que um caseiro

Nadir havia atravessado o mar três anos antes e, desde então, sobrevivia como podia pelas ruas de Valência. Tinha vinte e quatro anos, um sorriso que escapava mesmo nos piores dias e uma dívida que crescia mais rápido do que ele conseguia trabalhar. As pessoas que lhe deram um teto quando chegou eram as mesmas que o mantinham preso: passavam-lhe as mercadorias, cobravam-lhe o alojamento, descontavam até o ar que respirava. Vender camisetas falsificadas no calçadão não era suficiente para sair daquele poço. Sonhava em encontrar outra coisa, qualquer coisa que não dependesse deles, mas nem sabia por onde começar.

Certa tarde, o aviso chegou tarde demais. Quando tentou recolher a manta e sair correndo, a polícia já o tinha cercado. Confiscaram tudo, o que significava mais dívida, mais correntes. Enfiaram-no numa cela com outros cinco homens, e ele ficou ali, encolhido num canto, até ouvir seu nome.

— Vamos, não temos a tarde inteira — disse o agente.

Levaram-no a uma sala pequena, com uma mesa e duas cadeiras frente a frente.

— Sente-se aí e espere.

Nadir obedeceu. Pouco depois entrou uma mulher, e por um instante ele se esqueceu do medo. Ela devia ter uns quarenta e tantos anos, vestida com uma elegância que não combinava com aquele lugar: terno claro, cabelos escuros presos pela metade, um corpo que o tempo havia respeitado. Movia-se como alguém acostumada a ser observada.

— Bom dia, Nadir. Meu nome é Elena, sou sua advogada.

— Não, por favor — ele se apressou em dizer. — Prefiro a prisão a ficar devendo outro favor àquela gente. Nunca conseguiria pagar.

— Calma. Ninguém manda em mim. Pertenço a uma associação que atende detidos sem advogado. Você não vai pagar um euro. Isto é só uma formalidade; daqui a pouco estará na rua. — Ela o observou com uma curiosidade que ele não soube interpretar. — Conte-me, de onde você veio?

Nadir contou tudo: a travessia numa balsa que quase afundou, o endereço que lhe deram em seu país com a promessa de um emprego, as camisetas vencidas, a pensão caríssima, a dívida que nunca diminuía. Elena o escutava com o queixo apoiado na mão, mas não prestava atenção apenas às palavras. Reparava na boca dele, nas mãos grandes, na linha dos ombros sob a camiseta gasta. Enquanto ele falava, ela já estava em outro lugar.

Esse garoto poderia ser meu. Como eu quiser e quando eu quiser. Com esse pau que se adivinha sob a calça, eu o foderia aqui mesmo, em cima da mesa.

Ela tinha uma fazenda no interior, herdada, que não visitava havia meses. O jardim selvagem, a piscina verde, a casa se fechando sobre si mesma. Ninguém ia até lá. Ninguém perguntaria.

— Olhe — disse ela, endireitando-se de repente —, você teve sorte. Tenho uma casa no campo e preciso de alguém para cuidar dela. Dou-lhe moradia e mil euros por mês se ficar responsável pelo jardim, pela piscina e pela manutenção. O que me diz?

Nadir olhou para ela como se não entendesse o idioma. Um trabalho de verdade. Um teto que não pertencesse à máfia. Poderia até mandar dinheiro para casa.

— Claro, senhora. Eu cuido de tudo. Eu muito agradecido.

— Então vamos resolver sua situação e você vem comigo. Levo-o hoje mesmo.

— E minhas roupas, senhora?

— Eu cuido disso.

***

Elena cuidou da papelada com a desenvoltura de quem já fizera aquilo mil vezes e o guiou até seu carro. Antes de sair da cidade, pararam numa loja de departamentos. Ela comprou camisas, calças, um par de sapatos decentes e também roupas de trabalho para o campo. Mandou-o ao provador com tudo.

E então fez algo que não pensava admitir nem para si mesma: ficou junto à cortina, fingindo examinar um cabide, espionando pela fresta.

Nadir tirou primeiro a camiseta. As costas largas, o peito definido de carregar caixas e dormir mal. Depois abaixou a calça. Não usava nada por baixo. Elena teve de se afastar da cortina e morder o dorso da mão para não deixar escapar o suspiro de uma vez. Entre as pernas do rapaz pendia um pau moreno, grosso, comprido mesmo flácido, com a cabeça larga e dois testículos generosos que balançavam quando ele se mexia. Aquele rapaz era dotado de um jeito que não parecia justo — e ele nem sequer estava excitado.

Minha nossa. E isso em repouso. Quando ficar duro, não vai caber na minha boca. Minha boceta está ficando molhada só de olhar.

Sentiu a calcinha encharcar ali mesmo, no meio da seção masculina, e teve de apertar as coxas para acalmar a pulsação entre as pernas. Lembrou-se, sem conseguir evitar, do que a amiga Cristina lhe dissera anos antes, depois de uma viagem a Cuba, sobre os paus descomunais que jamais voltaria a experimentar. Elena pensou que a vida acabara de colocar exatamente aquilo diante dela, com um sorriso de menino que tornava tudo mais perigoso. Pegou as roupas, esperou que ele saísse com o sorriso de sempre e, com o coração acelerado como o de uma adolescente, dirigiu até a fazenda.

***

A casa ficava no fim de uma estrada de terra, cercada por vários hectares de amendoeiras e mata. Nadir abriu a boca ao ver a extensão do terreno. Elena mostrou-lhe a piscina, explicou como aquecer a água e mantê-la limpa, mostrou-lhe o barracão de ferramentas e a pequena máquina para recolher os galhos podados. Ele assentia a tudo, feliz como não se lembrava de ter estado em anos.

— Muito obrigado, senhora. Prometo que tudo ficará do seu gosto.

— Não tenho dúvida. Deixe a piscina pronta para o fim de semana. Trarei comida para você. Agora preciso ir; na sexta-feira à noite nos vemos.

Despediu-se com um aperto de braço longo demais. De volta à cidade, Elena não conseguiu se concentrar na estrada. A imagem do provador repetia-se em sua cabeça, aquele pau pendendo pesado, e ela já imaginava quanto pesaria dentro da mão, da boca, da boceta. Chegou à garagem respirando com dificuldade, com a calcinha um nojo, e entrou direto no banho. Arrancou as roupas, deixou a água cair pelas costas e apoiou uma mão nos azulejos. A outra desceu sozinha, abriu caminho entre as dobras encharcadas do sexo e encontrou o clitóris inchado, pulsando. Esfregou-o em círculos, depressa, sem ternura, enquanto enfiava dois dedos na boceta e imaginava que era o pau do rapaz que a rasgava por dentro. Não demorou nada. Go­zou pensando nele, mordendo o lábio para não gritar seu nome — e, ainda assim, gritou, com o jato de água abafando sua voz.

— Nadir... porra, Nadir...

Saiu tremendo do banho e deitou-se nua, com dois dedos ainda enterrados entre as pernas, planejando o que faria com o rapaz assim que o tivesse por perto.

***

A quinta-feira pareceu interminável. À tarde, encontrou-se com Cristina numa varanda e contou-lhe a história inteira: a prisão, a fazenda, o provador. A amiga a escutou com os olhos cada vez mais arregalados.

— Mas quanto você viu, sua vadia? Não seja má.

— Cristina, juro pelo que você quiser: pendia até a metade da perna, flácido. Flácido. Imagine-o duro.

— Você está me deixando excitada.

— Vai transar com ele? — perguntou a outra, por fim, divertida.

— Assim que puder — respondeu Elena, sem piscar. — Vou chupar o pau dele até esquecer meu nome.

— E vai me deixar experimentar?

— Se você se comportar, talvez eu o empreste. — As duas riram como adolescentes.

Terminaram as compras. Elena comprou um biquíni minúsculo, três triângulos de tecido e alguns cordões, daqueles que cobrem apenas o mamilo e deixam metade da bunda à mostra, pensado para um único olhar. Não queria parecer fácil; queria parecer inevitável. Naquela noite, deitou-se cedo, repassando mentalmente cada passo do plano, sabendo de antemão que o plano sairia de seu controle assim que ele estivesse diante dela.

***

Na sexta-feira, Elena tinha três audiências pela manhã, o que foi uma bênção: o trabalho não a deixou pensar. Almoçou depressa, fez as compras e dirigiu até a fazenda com o sol ainda alto.

Encontrou Nadir podando alguns galhos, com o torso nu e a pele brilhando de suor. Cada músculo se destacava com o esforço e, quando ela se aproximou, notou o volume que esticava o tecido leve da calça, desenhando o pau inteiro contra a coxa. Elena engoliu em seco e obrigou-se a falar com voz de chefe.

— Nadir, faça o favor de tirar as sacolas do carro e levá-las para a cozinha.

— Imediatamente, senhora.

Ele passou ao lado dela, e seus olhos foram parar na camisa de seda, onde dois mamilos firmes denunciavam que ela também não era feita de gelo. O pau inchou sob a calça, alongando-se pela coxa sem que ele conseguisse disfarçar. Elena fingiu não perceber, mas sua boca secou.

— Você aqueceu a água, como eu mandei?

— Sim, senhora. Está a vinte e sete graus.

— Perfeito. Vou me trocar e descer para a piscina.

Ela vestiu o biquíni no quarto enquanto ele guardava as compras. Quando desceu para avisá-lo de que ficaria lá fora, Nadir paralisou no meio da cozinha, com uma caixa de leite ainda pela metade dentro da geladeira. O tecido mal cobria seus mamilos e deixava quase toda a bunda à mostra, empinada e firme para a idade dela. O calor daquela mulher madura, segura de cada centímetro do próprio corpo, encheu o ambiente. A reação dele foi imediata e descarada: o pau ficou completamente duro dentro da calça, empurrando o tecido para a frente como uma vara.

— Isso é por minha causa? — perguntou ela, inclinando a cabeça e olhando sem disfarçar para o volume.

— Sim, senhora. Desculpe. É que a senhora está... muito bonita.

— Não peça desculpas por ficar de pau duro, filho. É um elogio.

Elena sorriu, virou-se devagar para que ele tivesse a imagem completa da bunda balançando sob os triângulos de tecido e desapareceu em direção ao jardim. Nadir ficou sozinho, pressionando-se contra a bancada, sentindo o pau pulsar contra a cerâmica fria, desejando com todas as forças algo que ainda não ousava pedir.

***

Ela nadou por um bom tempo, agradecendo o frescor, e depois deitou-se ao sol. Passada meia hora, sem ninguém por perto, desamarrou a parte de cima e fechou os olhos. Os seios derramaram-se para os lados, brancos onde o sol não alcançava, com os mamilos escuros e ainda duros pela excitação acumulada. O cansaço da semana venceu-a, e ela adormeceu na espreguiçadeira.

Quando Nadir voltou da propriedade e a viu daquele jeito, dormindo descoberta, ficou pregado à beira do gramado. Os seios redondos subindo e descendo com a respiração, a curva da cintura, o minúsculo triângulo entre as pernas deixando escapar pelos lados pelos escuros e bem aparados. Não se atreveu a tocá-la. Afastou-se para a sombra de uma árvore grande, abaixou a calça até os joelhos e tirou o pau, grosso e moreno, já pingando na ponta. Segurou-o com a mão direita e começou a punhetá-lo olhando para os mamilos da senhora, imaginando que os chupava, que os mordia, que enterrava o rosto entre seus peitos. Go­zou em três puxadas, cerrando os dentes para não gemer, disparando uma porra espessa contra o tronco da árvore, jorro após jorro, até ficar sem ar. Limpou-se com folhas, certificando-se de que ela não acordara, e voltou para casa com o coração na garganta e a culpa em seus calcanhares.

Elena acordou com o frescor da tarde. Entrou na casa cobrindo-se com a toalha e, ao passar diante do banheiro de hóspedes, a porta entreaberta a fez parar de repente. Nadir estava sob o chuveiro, de costas, com a cabeça baixa e uma mão ocupada, movendo-se ritmicamente à frente. Estava se masturbando outra vez, entregue a tudo o que vinha reprimindo durante a semana. Ele não a viu.

Num instante, todo o plano de Elena, toda a estratégia de não parecer fácil, desapareceu. Ela empurrou a porta sem dizer nada, deixou a toalha cair no chão e ficou nua por um momento, observando-o. As costas largas, a bunda firme retesando-se a cada puxada, os testículos escuros balançando entre as pernas. Ajoelhou-se nos azulejos molhados, diante dele, e afastou sua mão com suavidade.

— Deixe, filho. Deixe que eu faço isso.

Nadir arregalou os olhos e soltou um grunhido rouco. Não conseguia acreditar. Olhou para baixo e viu a senhora ajoelhada, nua, com os seios à mostra e o pau dele a um palmo de seu rosto. O membro estava enorme, vermelho, com a veia principal marcada de um lado ao outro, a cabeça inchada e arroxeada. Elena envolveu-o com a mão e nem sequer conseguiu fechar os dedos completamente. Olhou-o de perto, quase com reverência, e lambeu sua ponta com a língua espalmada, saboreando a gota espessa que surgia.

— Porra, que pau bonito você tem — murmurou ela, mais para si mesma. — Que presente.

E colocou-o na boca. Devagar no início, abrindo bem os lábios para deixar a cabeça entrar, empurrando o próprio corpo para a frente a fim de engolir cada vez mais. Conseguia engolir metade, depois um pouco mais, até ele tocar o fundo da garganta e ela precisar recuar para respirar. Um fio de saliva pendia de seu queixo. Enfiou-o de novo, desta vez com mais vontade, chupando-o com a boca inteira, movendo a cabeça para cima e para baixo enquanto a mão trabalhava o que não cabia e a outra acariciava os testículos, avaliando seu peso na palma.

Nadir apoiou uma mão trêmula na parede de azulejos e a outra, com cuidado, na nuca dela. Não se atrevia a empurrar. Elena ditava o ritmo, exigente, sem pressa, mas sem trégua, enquanto a água morna caía sobre os dois, escorrendo pelos seios dela e misturando-se à saliva no pau dele.

— Assim... senhora — balbuciou ele. — Não pare, por favor. A senhora vai chupar tudo, porra...

— Inteirinho, filho — respondeu ela, soltando-o por um instante, com os lábios brilhantes. — E você vai encher minha boca. Nem uma gota será desperdiçada. Está me ouvindo?

— Sim, senhora. Sim...

Ela voltou ao ataque. Lambeu a veia por baixo, dos testículos até a ponta, depois desceu completamente e chupou os testículos um a um, colocando-os na boca com cuidado, enquanto a mão fazia o pau subir e descer, depressa. Nadir gemia sem conseguir se calar. Ela voltou à cabeça, envolveu-a com os lábios e engoliu o pau até o fundo, segurando as ânsias, sentindo a ponta tocar a úvula. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas ela não se afastou.

Quando percebeu que ele estava no limite, quando sentiu os testículos se contraírem e o pau inchar ainda mais, olhou para ele de baixo sem soltá-lo, com o membro cravado até a garganta — e isso bastou. Nadir se entregou com um longo gemido, os joelhos quase falhando. O primeiro jorro encheu sua boca, espesso e quente; ela engoliu sem parar de mamar. O segundo escapou pelo canto dos lábios. Recebeu os seguintes sobre a língua, tirando o pau apenas para que ele gozasse sobre seus lábios, queixo e seios. Jorro após jorro, até ele ficar vazio e ofegante.

Elena passou dois dedos pelo peito, recolheu uma gota de esperma e levou-a à boca. Chupou-a devagar, olhando-o nos olhos.

— Isto é muito melhor — disse ela, levantando-se, com os mamilos eretos e as faces coradas. — E é só o começo. Espero que você tenha mais disso guardado aí, filho, porque vai passar o fim de semana inteiro gozando dentro de mim.

— Todas as vezes que a senhora quiser.

***

Eles jantaram pouco. Ainda atordoado, ele preparou um prato simples de sua terra, e os dois comeram quase em silêncio, trocando olhares que diziam mais do que qualquer conversa. Ela jantou nua, com os seios apoiados sobre a mesa, e o pau dele ficou duro de novo antes da segunda garfada. Quando terminaram, Elena deixou os talheres de lado.

— Gostei muito do banho — disse, chupando um dedo. — Mas agora é a minha vez. Você vai comer minha boceta até eu pedir clemência.

— Será um prazer, senhora.

Ela caminhou até a poltrona da sala, sentou-se e ergueu cada perna sobre um apoio de braço, abrindo-as como uma obscenidade viva. A boceta brilhava, inchada, com os lábios entreabertos e o clitóris já aparecendo entre os pelos aparados. Nadir ajoelhou-se entre suas coxas e ficou olhando de perto, com a boca seca.

— Não fique só olhando, filho. Meta a língua.

Ele começou pelos tornozelos, subindo com a língua pela parte interna de uma perna até quase roçar seu sexo, para então descer pela outra. Subiu e desceu várias vezes, respirando bem perto sem tocá-la, enquanto ela se contorcia e aproximava os quadris, impaciente.

— Finalmente alguém que sabe apreciar o tempo — murmurou ela. — Mas, se não meter a língua logo, vou expulsá-lo da poltrona, seu safado.

Ele riu contra sua pele e enfim a atendeu onde ela precisava. Passou a língua inteira pela fenda, de baixo para cima, recolhendo o fluxo espesso que escorria, e parou no clitóris. Chupou-o devagar, envolvendo-o inteiro com os lábios, enquanto dois dedos entravam na boceta e começavam a bombear para dentro e para fora. Elena arqueou as costas e soltou um uivo que veio do fundo da barriga.

— Ai, filho... assim, assim, continue...

Nadir aprendia rápido. Trocou a língua por movimentos rápidos e planos sobre o clitóris, depois por círculos, e então voltou a sugá-lo. Introduziu um terceiro dedo, curvando-os para cima em busca daquele ponto áspero que a fazia estremecer. Quando o encontrou, não o soltou. As pernas dela começaram a tremer, as coxas apertaram-se contra as orelhas dele e seus dedos afundaram nos cabelos do rapaz.

— Não pare, não pare, não pare, eu vou gozar, vou gozar, porra, vou gozar...

Um orgasmo longo e brutal tomou conta dela, sacudindo-a inteira. Ela jorrou sobre a mão do rapaz, sobre sua boca e sobre o assento da poltrona. Nadir continuou lambendo-a, sem soltá-la, arrancando-lhe prazer até a última gota, até que ela teve de afastar sua cabeça com as duas mãos, pois já não aguentava.

— Minha nossa... — ofegou, rindo e tremendo ao mesmo tempo. — Nunca tinha acontecido isso comigo. Nunca. Você me fez esguichar, seu safado.

Nadir olhou para ela de baixo, com o queixo brilhando, e sorriu.

— A senhora tem um gosto muito bom.

Ele a tomou nos braços, ainda amolecida, e levou-a ao quarto. Fez menção de afastar-se para deixá-la descansar, mas ela o segurou pelo pulso.

— Aonde você pensa que vai? Ainda não enfiou esse pau em mim. E não saio desta cama enquanto você não enterrá-lo inteiro.

Ele voltou para a cama com um sorriso de lobo. Pegou uma almofada da cabeceira e colocou-a sob os quadris dela, um detalhe que ela desconhecia, mas entendeu imediatamente: a boceta ficou elevada, oferecida, no ângulo exato. Nadir ajoelhou-se entre suas pernas e segurou o pau pela base. Estava duríssimo outra vez, de um vermelho escuro, apontado para o teto. Passou-o pela fenda, para cima e para baixo, ensopando-o de fluxo, e apoiou-o na entrada da boceta.

— Enfia logo, não seja mau.

Ele entrou nela muito devagar, milímetro a milímetro, dando-lhe tempo para se acostumar. Elena abriu muito a boca, sem que a voz saísse, sentindo-se abrir, sentindo-se partir ao meio. Nunca na vida havia recebido algo daquele calibre. O membro avançava e avançava, dilatando-a por dentro, apertando todas as paredes, até que ele deu o último impulso e ficou colado ao seu púbis, enterrado até os testículos.

— Porra... entrou inteiro, senhora.

— Ai, meu Deus... chega até a minha garganta... não se mexa ainda, deixe-me me acostumar...

Ele ficou imóvel, apoiado nos antebraços, olhando-a bem de perto. Ela começou a respirar fundo, a acomodar os quadris, apertando o pau com a boceta para senti-lo melhor. Depois de um minuto, cravou os calcanhares na bunda dele.

— Agora sim — pediu. — Meta com força. Não se segure. Foda-me como se eu tivesse pagado para você me foder.

E ele não se conteve. Segurou-a pelos quadris e começou a se mover com vontade. Saía quase inteiro, até a cabeça, e voltava a entrar com um golpe seco que sacudia os seios dela e arrancava um gemido. Os corpos estalavam molhados, a cama rangia, e o quarto se encheu do ruído úmido da foda. Elena arranhava suas costas, mordia-lhe o pescoço e gritava obscenidades em seu ouvido.

— Assim, filho, enfia tudo, arrebenta minha boceta, mais forte, mais forte...

Nadir entendia pelos gemidos quando apertar e quando diminuir o ritmo. Ergueu as pernas dela sobre os ombros, inclinou-se para a frente e fodeu-a dobrada, com o pau entrando num ângulo novo que roçava exatamente onde devia. Elena gozou outra vez, num orgasmo curto e agudo que a fez gritar. Antes que se recuperasse, ele a tirou da cama.

— Fique de quatro, senhora.

— Ai, Deus...

Virou-a e colocou-a de quatro na beira do colchão. Posicionou-se atrás, segurou sua bunda com as duas mãos e separou as nádegas. Cuspiu na palma, espalhou a saliva no pau e voltou a enfiá-lo com um impulso brutal. Elena enterrou o rosto no travesseiro para abafar o uivo.

Nadir começou a bombear com força, segurando-a pelos quadris, puxando seus cabelos com uma mão e dando-lhe alguns tapas na bunda com a outra. O pau entrava e saía escorrendo, brilhante, marcando um ritmo que aumentava cada vez mais. Elena, que passara tempo demais sendo a pessoa que mandava em todos os lugares, deixou-se levar completamente, agradecida por não ter de decidir nada. Só precisava oferecer a bunda e receber.

— Continue, continue, continue, não pare...

— Eu vou gozar, senhora...

— Dentro. Goze dentro. Encha minha boceta até em cima.

Ele acelerou, cerrou os dentes e enterrou o pau até o fundo enquanto se esvaziava inteiro dentro dela. Ela sentiu os jorros quentes baterem contra o colo do útero e gozou outra vez, apertando o membro com as paredes, ordenhando-o até a última gota. Quando Nadir saiu, um fio espesso de esperma misturado ao fluxo escorreu pela parte interna da coxa.

Os orgasmos se encadearam um após o outro, porque eles não pararam por ali. Tomaram banho, comeram alguma coisa e voltaram para a cama. Ele a fodeu outra vez de lado, com uma perna dela no ar. E mais uma vez em pé, contra o batente da porta, com ela pendurada em seus braços. E outra com Elena por cima, cavalgando-o devagar, bebendo o pau dele com a boceta. Ao amanhecer, ela estava desfeita sobre os lençóis, com os cabelos desgrenhados, os seios marcados pelas mãos dele e a parte interna das coxas melada.

— Você acabou comigo — murmurou contra o travesseiro, com um sorriso torto. — Fodeu-me como ninguém jamais havia fodido. E não vou demiti-lo por isso.

Nadir caiu ao lado dela, abraçou-a pelas costas, passou o pau ainda meio duro entre suas nádegas, e os dois adormeceram quase imediatamente, vencidos.

***

O fim de semana foi longo e quente, e poucos cantos da fazenda ficaram sem ser inaugurados. Foderam na piscina, com ela pendurada na borda enquanto ele entrava por trás, sacudindo sua bunda sob a água. Foderam na cozinha, com a calcinha afastada e os seios esmagados contra o mármore frio. Foderam na rede do jardim, ao sol, com Elena montada sobre ele, recebendo o pau inteiro e movendo-se devagar enquanto as cigarras cantavam. Ela ensinou-o a lamber sua bunda, a enfiar um dedo em seu cu enquanto a comia pela frente, a gozar em seu rosto. Ele aprendeu rápido.

No domingo, o mais tarde que conseguiu, Elena vestiu-se a contragosto e procurou as chaves do carro. Custava-lhe andar. Tinha a boceta em carne viva, os mamilos doloridos e a mandíbula travada de tantas chupadas. Não se sentia tão bem havia vinte anos. Antes de entrar no carro, virou-se para ele, que se despedia à porta com o pau meio duro marcado sob a bermuda.

— Mantenha a água quente — disse, recuperando a voz de chefe, embora os olhos a traíssem. — E mantenha esse pau quente para mim também. No próximo fim de semana virei com uma amiga. Falei muito de você e disto — deu um tapinha carinhoso no volume. — Ela vai querer experimentar. E você vai se comportar muito bem com nós duas, não vai?

— Com as duas, senhora. Quantas vezes for preciso.

Elena sorriu, colocou os óculos escuros e deu a partida. Nadir sorriu e ficou observando-a afastar-se pela estrada de terra. Três anos depois de atravessar o mar, finalmente tinha um teto próprio, um salário e, ao que tudo indicava, uma agenda que estava ficando complicada da melhor maneira possível. Ficou olhando a nuvem de poeira levantada pelo carro e pensou que, pela primeira vez, a sorte lhe devia alguma coisa e decidira pagar tudo de uma vez.

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