Minha vizinha madura me esperava junto à piscina
Eu vinha inventando desculpas para vê-la havia semanas. Naquela tarde de agosto, junto à piscina, ela tirou o top e deixou claro que as desculpas tinham acabado.
Eu vinha inventando desculpas para vê-la havia semanas. Naquela tarde de agosto, junto à piscina, ela tirou o top e deixou claro que as desculpas tinham acabado.
Aos sessenta, prometi a mim mesmo uma vida tranquila. Então a porta da frente se abriu, e ela apareceu, com duas mechas brancas e um sorriso que prometia problemas.
De dia, ela conferia quartos e horários com um sorriso gentil. À noite, aquele mesmo sorriso significava algo muito diferente para quem lhe abrisse a porta.
Sempre escondi meu corpo sob roupas largas, até a madrugada em que o pai da minha amiga abriu a porta do banheiro e ficou me olhando por um segundo a mais.
Eu disse que queria ir pela estrada bem iluminada. Ele sorriu, pegou o desvio para o mirante e deixei o vestido subir até a coxa.
Nunca tinha feito algo assim. Mas naquela tarde, enquanto procurava alguém para consertar o telhado, percebi que, na verdade, estava caçando outra coisa.
O namorado dela sempre tinha me atraído, mas ele era da minha amiga. Naquela madrugada, quando ela caiu de sono por causa do álcool, ele voltou nu para a sala e tudo mudou.
Havia semanas que Renata pensava nos dois: o entregador tímido e o fisioterapeuta sério. Naquela noite, convocou-os juntos para ensinar algo que nenhum ousava pedir.
No dia em que perdi o último ônibus sob a chuva, entendi que a liberdade tinha um preço —e que aquele homem de mãos pacientes sabia exatamente quanto eu estava disposta a pagar.
Passei junto à carteira dele, deixei um bilhete sem que ninguém visse e saí ao pátio para fumar. Quando ele bateu à porta, eu já tinha esquecido o que era certo.
Fazia uma eternidade que um homem não a tocava. Bastaram dois desconhecidos e um vagão lotado para que seu corpo a traísse sem pedir permissão.
Saí para caminhar pela trilha sem imaginar quem encontraria. Nunca pensei que um passeio pelo campo terminaria assim, e ainda tenho dificuldade de contar.
Aceitei o fetiche do meu namorado e saí vestida para ser olhada. Nunca pensei que acabaria sozinha com um policial que me observava demais.
Pedi que ele não voltasse. Mas, quando o vi outra vez na minha varanda, soube que seria eu quem ditaria as regras daquele jogo que não deveríamos jogar.
Beijei-o no carro como se tivesse desejado aquilo a vida inteira, e só então entendi que o garoto que vi crescer já não era uma criança.
Entediada em casa, aceitei tomar alguma coisa com ele. Não contava que aquela cerveja terminaria comigo de joelhos e, depois, no quarto de hotel dele.
Era para Andrés, meu namorado. Mas o segundo tique azul apareceu em três segundos, e entendi, com o estômago gelado, que o havia enviado ao homem errado.
Derramei o óleo de propósito, disquei seu número e esperei. Na minha idade, eu aprendera que oportunidades não são esperadas: são fabricadas.
Dançávamos quando ele se aproximou do meu ouvido e me lembrou do que tinha visto naquela outra noite. Meia hora depois, eu entrava na caminhonete dele no fim do corredor.
Na primeira vez que Carla cruzou as pernas no banco de trás, soube que aquelas viagens complicariam minha vida muito mais do que eu jamais imaginara.