A massagem no spa que terminou na casa de praia dele
Eu já fazia massagens em desconhecidos havia anos, mas nenhum tinha me feito tremer assim sobre a maca, esperando que fosse ele a implorar primeiro.
Eu já fazia massagens em desconhecidos havia anos, mas nenhum tinha me feito tremer assim sobre a maca, esperando que fosse ele a implorar primeiro.
Saí do banheiro com o biquíni meio desabotoado e ele estava ali, secando o cabelo. Ficamos congelados. O que aconteceu depois ainda me faz sorrir.
O que começou como uma massagem paga num motel de interior virou algo que minha amiga e eu juramos nunca contar a ninguém.
Nunca vi o rosto dela. Só suas costas morenas respirando entrecortadas enquanto minhas mãos iam mais longe do que um massagista deveria ousar.
Ela me pediu que subisse para ser cobaia de um óleo novo. O marido dela dormia no quarto ao lado e eu sabia que aquilo não terminaria em massagem.
Faz dez anos que eu não pensava no meu próprio corpo. Bastou aquele massagista cravar os dedos nas minhas costas para algo que eu achava impossível começar a despertar.
Nove e meia da manhã, uma planilha do Excel pela metade e, de repente, o corpo nu do namorado roçando sua nuca. Trabalhar ia ser impossível.
Quando aquele homem pousou as mãos nas minhas costas, soube que já não era sobre a febre nem o cansaço da viagem, mas sobre algo que eu evitava havia anos.
Levei três meses para chegar ao sofá de Mariana, tirar suas sapatilhas devagar e descobrir se ela realmente se importava com eu não conseguir parar de olhar seus pés.
A porta se abriu e entendi que naquela noite eu não decidiria nada. Ela me esperava amarrada à cabeceira; ele, em pé na penumbra, só me olhou e assentiu.
Três anos descalça, dois anéis nos dedos e a certeza de que, ao fim do dia, ele se ajoelhará para lamber cada marca do caminho que ela pisou.
Ele a viu dormindo no sofá e não resistiu aos pés descalços da prima. O que começa como fetiche secreto vira uma entrega proibida.
Nunca tinha reparado nos pés de ninguém, até aquela tarde quente em que ela estendeu o dela na minha direção e me perguntou, com um sorriso, se eu ousava tocá-lo.
Ela colocou os pés no meu colo, mandou que eu desamarrasse as tiras das sandálias e, com um sorriso nada inocente, disse que aquele seria o preço do seu silêncio.
Ofereci examinar o tornozelo dela como médico. Ela cruzou a perna, aproximou o pé do meu rosto e eu soube, naquele instante, quem mandava de verdade.
Ninguém ousava se mover, até que ela ergueu o frasco de óleo em direção aos desconhecidos e, sem dizer uma palavra, os convidou a entrar no jogo.
Quando voltamos ao quarto, já não aguentávamos esperar. Então a porta tocou: o presente que eu tinha preparado acabava de chegar, e você não sabia de nada.
O roupão de papel mal me cobria. Quando as mãos quentes dele desceram pelas minhas costas, eu soube que aquela sessão não terminaria como eu imaginava.
Eram duas da manhã, estávamos sozinhos no 25º andar e ela estava com as costas travadas. O que começou como um favor virou outra coisa.
Tomás me presenteou com uma massagem, mas não me contou que aprenderia a fazê-la junto com a massagista. O que aconteceu naquela sala superou qualquer fantasia.