A massagem que minha mulher me deu de presente de Reis
Quando abri o presente de Reis e vi um vale para uma massagem com Pilar, ri. Eu não sabia que minha mulher vinha planejando havia meses exatamente o que aconteceria.
Quando abri o presente de Reis e vi um vale para uma massagem com Pilar, ri. Eu não sabia que minha mulher vinha planejando havia meses exatamente o que aconteceria.
Deitei nu na maca de propósito, sem me cobrir, só para ver o que ele faria quando entrasse com o óleo quente.
Na primeira tarde em que fui ajudá-lo, achei que faria apenas os exercícios dele. Não imaginei que acabaria descobrindo com ele tudo o que me negavam em casa.
Quando ele entrou no carro e me sorriu, eu soube que naquela noite não chegaríamos a lugar nenhum decente. Tinha de ser nosso, nem que fosse em um caminho de terra entre amendoeiras.
Tinham se passado anos desde a última vez que a vi. Quando ela se sentou diante de mim naquele balcão e pousou a mão na minha coxa, soube que aquela noite não terminaria como minha prima imaginava.
Eu era sua assistente. Trabalhávamos doze horas por dia. Numa noite, descalça no sofá dela, ela me olhou como nunca antes e eu soube que algo tinha mudado para sempre.
Aos 21, achei que daria conta de qualquer situação. Mas quando Esteban pôs as mãos nas minhas costas e meu corpo respondeu, já não tinha tanta certeza de nada.
A proposta veio na terceira taça: a cada noite, um dos quatro mandaria no quarto do outro. Disseram que começávamos naquela mesma noite.
Quando atravessei a porta da masmorra, ela me estendeu a mão para que eu a beijasse. Depois apontou para o chão. Naquele instante, soube que a noite seria longa.
Nunca achei que depilar o corpo inteiro fosse mudar alguma coisa. Mas quando ele passou a cera nos meus glúteos e mandou eu ficar de quatro, algo acendeu em mim.
Fui levar um pedido para minha sogra e acabei com as mãos em algo que não era o tornozelo. Não posso me arrepender de nada.
Naquela manhã pensei que estava sozinho em casa. Cruzei o corredor nu e, ao virar a esquina, lá estava ela, com um olhar que não era de mãe.
Baixei o olhar ao ver minha saia mais curta do que o prudente. Cruzei as pernas no banco e, antes mesmo de o coquetel chegar, sentia dois pares de olhos cravados no meu decote.
A lareira ardia, a chuva batia nos vidros e os dois me olhavam com aquela mistura de curiosidade e vertigem que surge pouco antes de cruzar uma linha.
Quando ela girou sobre os saltos, o vestido subiu um pouco e deixou ver a linha exata onde a meia terminava e começava a pele. E então ela me pediu uma massagem.
Eu tinha quinze anos quando as surpreendi pela primeira vez. Hoje, com vinte e dois, já não consigo olhar aquelas lembranças da mesma maneira.
Naquela noite, entendi que ensinar alguém a sentir o próprio corpo pode ser o ato mais íntimo de todos.
Fechei os olhos sob a venda e a voz do meu pai construiu cada detalhe. Eu já não estava no meu quarto: estava com Rodrigo, e ele fazia exatamente o que eu tinha sonhado.
Eu tinha quinze anos e não sabia o que estava vendo. Agora, aos vinte e dois, cada lembrança daquelas tardes ganha um significado completamente diferente.
Embarquei em Colônia com a desculpa de descansar. O que encontrei naquele grupo foi algo que eu não tinha sabido pedir antes.