A madura que aprendeu a gozar em Málaga
Não tinha vindo a Málaga procurar nada. E, no entanto, Mateo apareceu com seus vinte e oito anos e aqueles olhos que fazem você sentir que o mundo lhe deve algo.
Não tinha vindo a Málaga procurar nada. E, no entanto, Mateo apareceu com seus vinte e oito anos e aqueles olhos que fazem você sentir que o mundo lhe deve algo.
Numa noite de verão, um jogo da garrafa na praia entre desconhecidos e nenhuma intenção de parar. O que aconteceu depois foi muito além do esperado.
Sofía me olhou do sofá e disse que tinham algo para me propor. Rodrigo sorria atrás dela. Naquela noite aprendi que confiar pode te levar mais longe do que imagina.
Tinham passado o dia evitando nomear aquilo. Quando Marcos fechou a porta do apartamento e perguntou se iam dormir com a nova parceira, ninguém respondeu primeiro.
Naquela noite na casa alugada em Búzios, com três caras e uma garrafa de vodca pela metade, Camila decidiu que a vergonha podia esperar até amanhã.
Subimos para o quarto sem saber muito bem como começar. Fui eu quem deu o primeiro passo, e a partir daquele momento não houve mais volta.
Vivíamos no mesmo ritmo havia anos até que ela topou tirar a roupa numa praia cheia de estranhos. O que veio depois foi melhor do que eu imaginei.
Rodrigo já estava há um bom tempo olhando para elas da toalha quando Clara fez o sinal. A praia vazia e o céu violeta fizeram o resto.
Estávamos no quarto dela com vinho quando ela soltou a gargalhada. «Nunca te contei tudo sobre Búzios.» Eu soube que o que vinha ia me abalar.
Os dois usavam aliança e levavam vinte anos fazendo o mesmo nas viagens de trabalho. Tudo mudou no dia em que pararam naquela praia.
Ela tomou outro gole de vinho, me olhou com aquele sorriso que anuncia confissão, e começou a me contar o que realmente aconteceu naquela noite na casa alugada.
Lucía soltou o leme, se apoiou contra meu peito e senti ela mover os quadris em busca do que já não podia disfarçar sob a bermuda de banho.
Quando baixei o vidro, Laura já tinha decidido que naquela noite não haveria limites. Os desconhecidos perceberam isso do lado de fora do carro.
Sentei no murinho de frente para o mar, separei as pernas e deixei o vento fazer o resto. Seis desconhecidos viram tudo. Eu precisava deles todos.
Experimentei-os um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era puro controle.
Marcos apresentou Lucía como sua mulher diante do bartender. Ela era a mulher de Diego. Ninguém corrigiu. Foi assim que aquela noite começou.
O calor, o mar e dois casais cômodos demais entre si. Quando os dois homens saem para buscar cervejas, ninguém imagina de que acabarão falando.
Aquele armário de homem comia um sanduíche no balcão. Bastou cruzar olhares para saber que naquela noite eu iria procurá-lo na porta da boate.
Quando Aurelia tirou o vestido na frente da minha câmera, eu soube que aquela sessão de fotos não terminaria como as outras.
Uma enseada escondida, um mirante sobre o mar e uma aposta: ele tinha um minuto para fazê-la gozar antes de serem flagrados.