O dia em que saímos para navegar os três sozinhos
Lucía soltou o leme, se apoiou contra meu peito e senti ela mover os quadris em busca do que já não podia disfarçar sob a bermuda de banho.
Lucía soltou o leme, se apoiou contra meu peito e senti ela mover os quadris em busca do que já não podia disfarçar sob a bermuda de banho.
Quando baixei o vidro, Laura já tinha decidido que naquela noite não haveria limites. Os desconhecidos perceberam isso do lado de fora do carro.
Sentei no murinho de frente para o mar, separei as pernas e deixei o vento fazer o resto. Seis desconhecidos viram tudo. Eu precisava deles todos.
Experimentei-os um por um diante do espelho, com ele observando do outro lado da tela. Não era moda. Era puro controle.
Marcos apresentou Lucía como sua mulher diante do bartender. Ela era a mulher de Diego. Ninguém corrigiu. Foi assim que aquela noite começou.
O calor, o mar e dois casais cômodos demais entre si. Quando os dois homens saem para buscar cervejas, ninguém imagina de que acabarão falando.
Aquele armário de homem comia um sanduíche no balcão. Bastou cruzar olhares para saber que naquela noite eu iria procurá-lo na porta da boate.
Quando Aurelia tirou o vestido na frente da minha câmera, eu soube que aquela sessão de fotos não terminaria como as outras.
Uma enseada escondida, um mirante sobre o mar e uma aposta: ele tinha um minuto para fazê-la gozar antes de serem flagrados.
A brisa noturna, dois baseados acesos e a certeza de que todos dormiam. Só faltava alguém dizer em voz alta o que nós dois pensávamos.
Rodrigo tinha dois dedos dentro de mim quando mamãe saiu do banheiro. O que veio depois ninguém tinha planejado.