A noite em que minha mulher saiu quase nua para a rua
Quando ela me disse o que realmente a excitava, eu soube que estávamos abrindo uma porta que não conseguiríamos mais fechar. E eu não queria fechá-la.
Quando ela me disse o que realmente a excitava, eu soube que estávamos abrindo uma porta que não conseguiríamos mais fechar. E eu não queria fechá-la.
“Quero que você dê a ela o que minha mãe nunca teve”, ela me disse com um sorriso. E eu, que já tinha visto aquela mulher madura, soube que não diria não.
Você não nos conhecia de nada, mas passou a tarde toda com a mão dentro da sunga, nos vendo brincar. E nós sabíamos disso desde o começo.
Ela chorava bêbada no meu ombro dizendo que ninguém mais a desejava. Não imaginava que, naquela mesma noite, na areia, eu ia provar exatamente o contrário.
Nunca pensei que ver outro homem olhando para minha namorada nua, com as pernas abertas sobre a areia, seria a coisa mais excitante que eu sentiria na vida.
Acordamos os três nus e, entre risadas, lembrei do instante exato em que tudo mudou: quando descobri o que Mariela escondia sob a saia.
Minha mulher tirou um folheto da bolsa e disse que naquela mesma tarde teríamos uma reunião. Eu não sabia que aceitar significava deixar de ser o único homem na cama dela por quinze dias.
Quando subi no carro naquela manhã e vi que ela estava sozinha ao volante, soube que o fim de semana não teria nada de inocente.
Quando ela me pediu para passar o protetor solar, minhas mãos já sabiam o que minha boca ainda não ousava dizer.
Ela saiu do vestiário de costas, com um biquíni que nunca tinha me mostrado. Senti ciúme. E, sem saber por quê, comecei a sentir outra coisa.
Diante do espelho do hotel, aquele biquíni não me caía bem. Nada me caía bem desde que decidiram que tipo de corpo eu merecia ter.
Quando me ajoelhei na areia com o sol batendo nas minhas costas, não imaginei que alguém observava cada movimento do outro lado do rochedo.
Quando tirei o sutiã do biquíni na frente de Carolina, o rosto dela mudou. E então eu soube que aquela tarde eu não sairia da praia sendo só a amiga dela.
Cada primeiro terça-feira do mês ele tocava a campainha com o galão no ombro. Eu o recebia cada vez com menos roupa, esperando que ficasse mais tempo do que devia.
Achei que estava sozinho em casa. Deixei a porta do banheiro aberta, fechei os olhos e disse o nome dela em voz alta sem imaginar que ela já tinha voltado.
Não fui à praia para nadar. Fui para lembrá-la, centímetro por centímetro, até a lembrança se tornar tão real que o corpo respondeu sozinho.
Quando ela desceu descalça pelo corredor com aquele robe transparente, eu soube que nenhum dos dois ia fingir que nada tinha acontecido.
O vapor saiu com ela, envolta numa toalha minúscula, e pela primeira vez em meses senti vontade de pegar um pincel. O que veio depois não deveria ter acontecido.
Quando a vi descendo pela portaria às seis da manhã, com a mala maior que ela, entendi que aquele verão não seria como nenhum outro.
Compartilhar o quarto com ela naquela casa de frente para o mar parecia inofensivo, até que o calor, o mezcal e o corpo dela colado ao meu mudaram tudo.