Minha aluna francesa me pediu a chibata
Ela chegou à pista como uma semiprofissional de modos impecáveis. Três aulas depois, era ela quem me colocava a chibata na mão e me pedia para não pegar leve.
Ela chegou à pista como uma semiprofissional de modos impecáveis. Três aulas depois, era ela quem me colocava a chibata na mão e me pedia para não pegar leve.
Ajoelhei-me diante da janela sem imaginar que um deles já tinha contornado a casa e me observava em silêncio pela porta dos fundos.
Toda a minha vida achei que pertencia só a ele. Na tarde em que ele entrou na direção e me encontrou sobre a mesa, descobri o quanto ele gostava de me ver com outro.
Sabia que aquela blusa o deixaria nervoso. O que não imaginei é até onde eu estaria disposta a levá-lo naquela tarde, com o apartamento vazio e a porta fechada.
«Eu sabia que você viria hoje», disse ela, e então ele entendeu que aquele reencontro casual não tinha nada de casual.
Sempre fui a garota que seguia as regras, até ele me mandar ajoelhar e eu entender que meu corpo esperava havia anos que alguém lhe desse permissão.
Fico vermelha só de pensar que vocês vão ler isto, mas ele me ordenou: devo contar, sem esconder nada, como aprendi a me ajoelhar e agradecer.
Aos vinte e nove anos, ela ainda tinha cara de moça direita, mas naquela manhã entrou no meu escritório sabendo exatamente o que teria de fazer para que o pai dormisse em casa.
Começou como um interesse acadêmico pelo aluno mais brilhante do grupo. O que acabou acontecendo na minha sala ainda me custa colocar em palavras.
Tinha dezenove anos e uma tesão impossível de esconder. Ele percebeu assim que me abriu a porta do apartamento, e já não deu para disfarçar o que nós dois queríamos.
Todas as minhas colegas suspiravam por ele, mas nenhuma sabia o que eu escondia sob o uniforme masculino que o mundo me obrigava a usar.
Minha tutora tinha acabado de adormecer quando descobri a gaveta entreaberta da mesa de cabeceira. Dentro, algo brilhava e ia mudar tudo entre nós.
Eu estava de joelhos no banco do carona quando ele sussurrou o nome da namorada. Ergui o olhar pelo vidro escuro: ela vinha na direção do carro.
Ele tinha certeza de que ninguém podia hipnotizá-lo. Sentou-se no sofá com um sorriso de superioridade, sem suspeitar que aquela mulher já havia decidido em quem ia transformá-lo.
Atravessei a rua convencido de que ela não me reconheceria. Ela sorriu, e eu soube que aquela tarde mudaria tudo entre nós dois.
Quando entrei na sala dos professores, umas mãos me envolveram por trás e uns lábios desceram pelo meu pescoço. Reconheci o perfume dela na hora.
Quando entrei na sala vazia para trocar de roupa, a porta se abriu atrás de mim. Era ela, a presidente do centro de estudantes, e não vinha só com palavras.
Reconheci-o assim que ele se virou. Ia ser meu professor de ginástica e, ao primeiro toque das mãos dele nas minhas costas, soube que aquele dia não terminava ali.
Quando a sala esvaziou, ele ficou diante da minha mesa com uma desculpa tola sobre um exercício que já sabia resolver. E eu parei de fingir.
Naquela sexta, nós éramos os últimos na piscina. Quando saí da água, o olhar dele desceu até minha sunga e eu soube que naquela noite o aluno seria outro.