Confesso que três homens disputavam a minha cama
Não escolhi os três ao mesmo tempo. Aconteceu aos poucos, até que uma noite descobri que eles trocavam mensagens para tirar uns aos outros do caminho.
Não escolhi os três ao mesmo tempo. Aconteceu aos poucos, até que uma noite descobri que eles trocavam mensagens para tirar uns aos outros do caminho.
Voltei mais cedo, abri a porta de casa e entendi que o silêncio entre nós tinha um nome, uma voz grave e um sorriso que não era para mim.
Passamos metade da vida nos medindo em silêncio. Até que a mulher que ele perseguia bateu à minha porta numa madrugada de agosto e escolheu ficar.
Ele chegou sem avisar, com aquele sorriso de quem sempre consegue o que quer, e em uma única semana virou de cabeça para baixo a vida da minha mãe, a minha e a do bairro inteiro.
Saímos quase sem nos despedir. No carro, com a raiva ainda queimando por dentro, decidi lembrá-lo de quem era dona daquela noite.
Rubén ria do corpo da loira na tela, certo de que ela não duraria nem um minuto. Não sabia que quem acabaria no chão seria ele.
Aos 49 anos, minha mãe continuava sendo a mulher que todos olhavam na rua. Eu, por outro lado, aprendi cedo demais o que era me sentir invisível ao lado dela.
Saíram ao palco convencidos de que seria apenas uma dança ridícula. Nenhum deles imaginou até onde elas estavam dispostas a ir naquela tarde de fim de curso.
Eu aguentava as humilhações dele em silêncio fazia um ano. Naquela tarde, quando ele me agarrou pela camisa para me humilhar, minha mão encontrou onde apertar.
Ela me fez ajoelhar no centro do porão, ajustou a coleira no meu pescoço e sorriu: naquela noite, pretendia me provar, outra vez, quem era o sexo fraco.
A foto chegou ao meu e-mail sem remetente: a rainha sorria com o rosto coberto de leite e a coroa intacta. Então entendi por que sempre vencia o mesmo tipo de garota.
Na cafeteria, elas se lançaram um desafio entre risadas: cada uma escolheria um homem naquela mesma tarde. Nenhuma imaginou que a aposta terminaria na mesma cama.
Ficamos na fila dos toboáguas a manhã toda, mas foi na água, com a mão dela escorregando pela minha cintura, que entendi o que ela realmente queria de mim.
Eu a detestei desde que entrou: alta, calada, insuportável. O que eu não esperava era passar a noite imaginando-a, nem o que viria depois no escritório vazio.
Íamos nos odiando no escritório, mas naquela noite, com a quarta margarita na mão, o polegar dela roçou minha coxa nua e tudo mudou.
Comprei lingerie para uma noite a sós com minha esposa. Jamais imaginei que acabaria vendo-a nos braços de outro homem enquanto a mulher dele se acomodava no meu colo.
Se aguentássemos cinco minutos, depois elas competiriam. O que começou como uma brincadeira entre amigos acabou deixando os quatro nus na mesma cama.
As regras eram simples: o vencedor ficava amarrado, o perdedor servia e, no fim, os dois casais mediriam quem mandava de verdade. Ninguém pensava em se render.
Quando abriu a porta do meu escritório, soube que ela não vinha pela herança. Vinha pelo que deixamos pela metade dez anos atrás, e eu tinha passado todo esse tempo esperando por ela.
Quando o punho daquele desconhecido derrubou meu namorado sobre a lona, soube que naquela noite eu faria algo do qual jamais conseguiria me arrepender por completo.