Meu tio me encontrou vestida e não me deixou explicar
Andrés estava viajando e eu estava usando minha saia nova. Quando a campainha tocou e vi meu tio na porta, eu soube que meu segredo tinha acabado.
Andrés estava viajando e eu estava usando minha saia nova. Quando a campainha tocou e vi meu tio na porta, eu soube que meu segredo tinha acabado.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Ela a viu entrar e algo se deteve em seu peito. Não soube explicar, mas desde aquele instante só conseguia pensar nela.
Quando a vi na porta, soube que aquele jantar não terminaria como qualquer outro. Vera tinha aquele olhar que dizia tudo sem dizer nada.
Fui ao aeroporto com um vestido vermelho apertado demais e um segredo entre as pernas. Naquela noite, o vermelho entrou na nossa pele, na nossa boca, em tudo.
Ela apareceu sem avisar no início do semestre e, desde o primeiro dia, me encarou sem vergonha. Não sei quando comecei a precisar que ela fizesse isso.
Eu estava andando sozinha quando Ernesto se debruçou pela janela do ônibus e me chamou pelo nome. Eu devia ter seguido em frente, mas algo na voz dele me fez parar.
Marcos tinha o corpo que eu tinha na idade dele. Naquela noite, com todo mundo dormindo, senti que havia algo mais do que calor entre nós naquela cama estreita.
Eu caminhava sem rumo quando ele ergueu o rosto do segundo andar e sustentou meu olhar como se soubesse, antes de mim, que acabaríamos enroscados nos lençóis dele.
Ele me pediu uma rapidinha enquanto eu escrevia. Saiu do banho cheirando a ele e eu vesti as meias de renda. O resto eu ainda saboreio.
Valentina viu o volume sob o shorts e não o ignorou. Levantou-se, olhou em volta para confirmar que a sala estava vazia e se aproximou devagar.
Reservei a cabine só para mim, mas o Danúbio tem um jeito de dissolver fronteiras que nenhum mapa consegue prever.
Eu tinha vinte e seis anos e nunca tinha feito nada parecido. Entrei naquela sala com as mãos trêmulas e saí sendo outra pessoa.
Eu tinha quarenta e ela cinquenta e dois. Bastou vê-la ajeitando a roupa, achando que estava sozinha, para o ar daquela casa ficar insuportável.
Só levava um casaco longo e botas de salto. Seu único plano era sentir os olhares de estranhos percorrendo seu corpo enquanto fingia fazer compras.
Bruno levaria meus pais para a cidade e eu ficaria sozinha. O que ninguém esperava era que a sobremesa de domingo terminasse assim.
Estávamos há três anos como amantes quando ele me fez aquela proposta. Queria me ver com outro. E saber que ele estava olhando mudou tudo o que senti naquela noite.
Se tivessem nos dito naquela manhã que acabaríamos num quarto com espelho no teto, nenhum de nós teria acreditado.
Quando entrei naquele bar e ouvi sua voz se apresentando, algo dentro de mim desabou. Não foi desejo. Foi rendição absoluta.
Doze anos de amizade e um olhar que dizia tudo. Quando o casamento acabou, Valeria cruzou a porta da suíte e ninguém mandou ela ir embora.