O hetero curioso que me impôs três condições
Eram duas da manhã quando ele aceitou cruzar minha porta. Só me pediu três coisas, e a terceira era a que mais me excitava: poder voltar atrás quando quisesse.
Eram duas da manhã quando ele aceitou cruzar minha porta. Só me pediu três coisas, e a terceira era a que mais me excitava: poder voltar atrás quando quisesse.
Era só para servir de álibi e evitar suspeitas da esposa. Nunca imaginei que acabaria sentado diante deles, sem conseguir desviar os olhos do que faziam.
Andrés guardou o cartão por dois dias sem se atrever a escrever. Quando finalmente o fez, não imaginou que naquela mesma noite estaria nu contra a parede do próprio hall.
Estávamos há semanas em alto-mar e o velho contramestre vinha me olhando de um jeito diferente. Nessa meia-noite, ao terminar meu turno, bati em sua porta sem imaginar o que ele me pediria.
Subi as escadas atrás dele sentindo seu perfume, sem saber que os colegas voltariam duas horas antes do previsto.
Ela me humilhou por chamada de vídeo e fui beber até cair. No balcão, dois caras altos me ampararam e me ofereceram um lugar mais tranquilo.
Damián salvou metade da cidade e levou o novato para a suíte para comemorar. Tomás o admirava como a um ídolo, até descobrir quem mandava de verdade naquela noite.
Eu o vi sozinho no balcão da cozinha, alheio ao grupo, grudado no celular. Só de olhar eu soube que aquela tarde não ia ser tão macho quanto ele imaginava.
Estávamos sozinhos na sala de pesos quando ele tirou a camiseta e me mandou tocar. Eu não imaginava até onde iríamos depois de fechar a porta do vestiário.
Ele me desafiou a nadar o último sprint com uma condição que nenhum dos dois pensava cumprir. Mas naquela noite a piscina estava vazia e ninguém nos via.
Eu estava há mais de duas horas na sala de espera quando ele chamou meu nome. Eu não imaginava que naquela mesma tarde terminaríamos sozinhos numa maca que ninguém mais usava.
Eu o vi na esquina com o apito entre os dentes, avisando os traficantes. Não consegui parar de olhar, e soube que naquela madrugada eu não voltaria para casa sem ele.
Levantei os olhos do celular e os olhos dele já estavam cravados nos meus do outro lado do estacionamento. Não fez falta uma única palavra.
Ele prometeu que só ia encostar um pouco. Eu relaxei, confiei nele, e esse foi o erro que eu não devia ter cometido naquela noite na cama dele.
Aquele porão de pedra sob a casa dele foi minha escola secreta: ali aprendi o que nem ousava nomear, primeiro com Tomás e depois com o irmão dele.
Gosto que me olhem, que me desejem, que o olhar deles se perca quando eu me viro. E ao longo dos anos aprendi a fazer disso uma arte.
Karim arrancou minha sunga e disse que já era hora de eu parar de bancar o difícil. Eu não sabia que aquela tarde à beira da água ia me ensinar a usar meu corpo como arma.
Ele lhe ofereceu uma bebida com um sorriso travesso e uma piscadela, e naquele instante o professor soube que a distância entre os dois estava prestes a desaparecer.
Ele tirou a camiseta encharcada diante de mim, sem saber que eu tinha ouvido tudo do chuveiro. O que lhe ofereci naquela tarde mudou sua ideia de prazer.
Faz dez anos que eu não pensava no meu próprio corpo. Bastou aquele massagista cravar os dedos nas minhas costas para algo que eu achava impossível começar a despertar.