A viúva que aprendeu a obedecer ao seu novo dono
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela mesma noite.
Ao lado do caixão aberto, enquanto todos fingiam chorar, Mariana só conseguia pensar nas mãos daqueles dois homens e no que fariam com ela naquela mesma noite.
Ele tinha vinte e poucos anos, uma esposa magra nadando lá embaixo e uns olhos famintos que me imploravam sem saber. Naquela tarde, eu lhe ensinei quem manda.
Apertei enviar e algo se quebrou para sempre. Com a coleira no pescoço, eu soube que, ao cruzar a porta do bar, deixaria de ser quem fui.
Entrei em casa seguindo uma música solene e a encontrei deitada na cama, acorrentada em ouro e me olhando como se eu fosse o único dono dela.
Entrei no carro com cada peça escolhida por ele e soube que naquela tarde meu único trabalho seria obedecer enquanto as pessoas passavam sem desconfiar de nada.
Abri a porta errada e a encontrei diante do espelho, com dois dedos onde não deviam estar. Ela não gritou. Sorriu como quem acabou de escolher a presa.
Ela me escreveu que queria gozar sobre meus lábios antes mesmo de nos vermos. Aquilo me fisgou, mas o que veio depois, à beira-mar, superou qualquer mensagem.
Sempre fui a garota que seguia as regras, até ele me mandar ajoelhar e eu entender que meu corpo esperava havia anos que alguém lhe desse permissão.
A primeira vez que entrei no escritório dele, pensei que ia negociar um empréstimo. Saí com as instruções dele gravadas na pele e a certeza de que já não mandava no meu próprio desejo.
Naquela noite a vi pela janela, sozinha e desesperada com o brinquedo. E soube exatamente o que fazer com ela... e com o filho dela, que observava ao meu lado na escuridão.
A toalha escorregou durante a massagem e, sem querer, eu fiquei olhando. Ele percebeu. E, daquele segundo em diante, deixei de ser eu para virar algo dele.
Eu a observava havia semanas atrás do balcão da clínica. Na noite em que sua vida desmoronou, convidei-a para subir ao meu apartamento e ofereci a única coisa que ela não podia recusar.
Eu achava que só ia me divertir e ganhar algum dinheiro. Não imaginava que naquela noite, entre golpes e carícias, encontraria exatamente o que meu corpo pedia aos gritos.
Ela chegou treze minutos antes da hora, sem sutiã e com aquele sorriso que não tinha nada de inocente. E eu tinha deixado uma corda preparada na entrada.
Cada tarde ela levava o jantar ao anexo e se sentava com as pernas entreabertas, sussurrando como seu antigo Amo a havia treinado. Moldava-o sem que ele percebesse.
Eu a citei às seis com uma única condição: saia curta e a lingerie que eu escolhesse. O resto eu decidiria quando ela cruzasse a porta.
Antes discutia política e lia os clássicos. Hoje senta no colo dele e espera, sorrindo, o próximo capricho do homem que a transformou.
Nos conectamos por semanas através de uma tela, mas e se, pessoalmente, não sobrasse nada daquela faísca? Então o vi cruzar o bar e meu corpo respondeu antes da minha cabeça.
Aceitei ir tomar um café com o namorado da minha amiga. Quando ele abriu a porta daquele quarto, entendi que não havia café nenhum me esperando.
Desci para a cozinha de pijama, sem nada por baixo, sabendo que ele estaria acordado. A tensão vinha crescendo havia dias e, naquela noite, decidi que não ia me conter mais.