A desconhecida do grupo me convidou para a casa dela naquela noite
Quando ela me abriu a porta com aquele vestido curto e aquele sorriso carregado de álcool, eu soube que a noite não terminaria como ela planejou.
Quando ela me abriu a porta com aquele vestido curto e aquele sorriso carregado de álcool, eu soube que a noite não terminaria como ela planejou.
Aceitei o encontro por puro tesão: ser o objeto que meu chefe empresta aos amigos. Mas o que o sócio queria de mim naquela noite eu jamais teria imaginado.
Quando ela me pediu para passar o protetor solar, minhas mãos já sabiam o que minha boca ainda não ousava dizer.
Nunca tinha pago por sexo, e muito menos por uma trans. Mas naquela madrugada, com o carro cheio de gasolina e a cabeça cheia de tesão, dei uma volta a mais.
Eu a via passar ao fundo com outra massagista havia meses. Naquela tarde, quando o relógio marcou seis e meia, o nome dela apareceu na minha agenda pela primeira vez.
Ele disse que me mostraria três momentos de prazer e que eu sairia leve. Não mencionou as algemas, a varanda nem o vibrador que mudaria tudo.
Desci as escadas com o vestido que mamãe usou nas últimas férias. Quando meu pai ergueu os olhos, soube que algo nele tinha se quebrado para sempre.
Quando minha mãe finalmente decidiu se casar, eu jamais imaginaria que a viagem à ilha com minha futura meia-irmã revelaria o segredo de toda a família.
Eu estava há semanas deitada na minha rede, me besuntando de óleo e fechando os olhos, até que uma tarde senti que alguém me observava através dos ciprestes.
O elevador parou no oitavo e ele entrou. Eu tinha os últimos pesos no bolso e a certeza de que aquela manhã algo ia acontecer entre nós.
Ouvi a água correr e soube exatamente o que ia fazer. Entrei sem ruído, me ajoelhei nos azulejos e deixei que o vapor fizesse o resto.
Servi o café das quatro como sempre. Só que dessa vez eu tinha acrescentado algo que não constava em agenda nenhuma.
Ela saiu do vestiário de costas, com um biquíni que nunca tinha me mostrado. Senti ciúme. E, sem saber por quê, comecei a sentir outra coisa.
Atravessei a doca, faminta e com um ódio fino pela humanidade, e então a vi cair no asfalto de um soco. Era minha chefe.
O legging branco ficava translúcido sob o moletom, e eu soube que naquela noite, na caminhonete vazia, o motorista ia me olhar de outro jeito.
Fui ao clube para uma noite tranquila. Acabei atravessando a porta do quarto com a mulher de outro homem e a promessa de que ele esperaria do lado de fora.
Há anos eu me vestia às escondidas com as roupas da minha irmã. Na noite em que ele me esperou naquele hotel, parei de fingir e virei quem sempre fui.
Entrei com a chave que ele deixou no vaso. O que eu não esperava era encontrá-la me esperando, de braços cruzados e a mandíbula travada.
Aceitei o convite com a lingerie guardada na bolsa. Não imaginei que a câmera não existiria, e que o plano real era eu.
Quando a sala esvaziou, ele ficou diante da minha mesa com uma desculpa tola sobre um exercício que já sabia resolver. E eu parei de fingir.