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Relatos Ardientes

A noite em que uma trans mudou minha vida para sempre

Meu nome é Andrés, tenho vinte e nove anos e sou de Cali. Até aquela sexta-feira, eu me considerava um cara bastante previsível: trabalhava de segunda a sexta, ia à academia três vezes por semana, tinha uma namorada fixa e nenhuma história que valesse a pena contar. Naquela noite, sem querer, deixei de ser esse cara. E nunca mais quis voltar a ser.

Tinha sido uma semana longa. Turnos duplos, um chefe insuportável e, acima de tudo, sete dias sem ver Mariana. Sentia falta dela de um jeito quase físico, com uma urgência acumulada que nada conseguia acalmar. Na sexta-feira finalmente conseguimos nos encontrar: fui buscá-la, fomos comer num restaurante de comida tailandesa de que ela gostava e, de lá, direto para um motel nos arredores.

Eu estava em brasa, com aquela impaciência boba de adolescente, o pau já meio duro desde o restaurante só de olhar para o decote dela. Mas, assim que fechamos a porta do quarto, ela se sentou na beirada da cama com uma expressão de desculpa.

— Preciso contar uma coisa — disse ela. — Você não vai poder me comer esta noite. Estou com uma infecção, o médico disse que nada de sexo por alguns dias.

É claro. Justo naquela noite.

— Mas posso te agradar de outro jeito — acrescentou, mordendo o lábio enquanto se ajoelhava entre as minhas pernas.

E foi o que fez. Abriu o zíper da minha calça, tirou meu pau já duro e o encarou por um segundo, como se tivesse carinho por ele. Depois o colocou na boca até a metade, com paciência, sem pressa, olhando para cima como eu gostava. Chupou devagar, ensopando-o inteiro de saliva, brincando com a língua ao redor da glande, tirando-o de vez em quando para passá-lo pelos lábios e voltar a engoli-lo. Foi bom, foi gostoso. Segurei o cabelo dela, marquei um ritmo lento, senti a garganta se fechando toda vez que eu empurrava um pouco mais para dentro. O problema foi que ela não conseguiu acabar com a minha excitação: quando gozei na boca dela, foi uma ejaculação curta, quase tímida, e me deixou pela metade, com o corpo desperto, o pau ainda pulsando e a cabeça girando. Ela engoliu tudo, limpou o canto da boca com o polegar e sorriu para mim. Quando terminamos, fiquei olhando para o teto por um bom tempo, com as bolas ainda pesadas e a boceta de Mariana ali, a um metro de distância, proibida.

— Quer que eu te leve para casa? — perguntei, mais seco do que pretendia.

Ela assentiu. Deixei-a no apartamento perto das duas da manhã, dei um beijo na testa dela e saí com o corpo ainda vibrando e um mau humor do cão.

***

O tanque estava quase na reserva, então parei num posto de gasolina na zona sul, um daqueles que ficam abertos a noite inteira. Enquanto a bomba enchia o carro, olhei para o outro lado da avenida quase por instinto.

Lá estava a zona de tolerância.

Eu sabia que existia, todo mundo na cidade sabia onde ficava, mas nunca tinha parado para observá-la de verdade. Naquela madrugada, sob a luz alaranjada dos postes, havia uma fila de mulheres encostadas nas paredes e nos postes. E não eram mulheres quaisquer. Eram trans, percebi na hora pelo formato exagerado e perfeito dos corpos: quadris impossíveis, pernas intermináveis, peitos enormes que pareciam desafiar a gravidade, bundas redondas apertadas contra minissaias de couro.

Algo apertou dentro do meu peito. Eu nunca tinha pagado por sexo. Nunca, na vida, tinha pensado em transar com uma trans. Mas a frustração da noite, o boquete pela metade, o tesão acumulado e aquela fila de silhuetas provocaram um curto-circuito na minha cabeça. Meu pau começou a inchar sozinho dentro da calça.

Paguei a gasolina, liguei o carro e, em vez de pegar a avenida para casa, dei a volta no quarteirão. Só para olhar, disse a mim mesmo. Só curiosidade.

Passei devagar diante da fila, com a janela fechada e o coração batendo contra as costelas. E então, bem à minha frente, um táxi parou e uma delas desceu.

Era loira, não muito alta, com um corpo espetacular. Tinha peitos enormes transbordando do top, cintura estreita e curvas que pareciam desenhadas de propósito para deixar qualquer um louco. Caminhou até a beira da calçada com a segurança de quem sabe que é desejada, rebolando como se soubesse que eu estava olhando. Meu estômago se embrulhou e, sem pensar, meu pau ficou duro como pedra contra a calça.

Ela me viu. Aproximou-se do carro com um sorriso de canto.

Fiquei assustado. Acelerei por meio quarteirão, com o pulso disparado, repetindo para mim mesmo que aquilo era uma loucura, que eu tinha namorada, que nunca tinha feito nada parecido. Mas, no meio da quadra, freie. Minha cabeça já estava perdida. Meu pau não ia amolecer sozinho. Eu não conseguiria dormir sem saber.

***

Dei a volta outra vez e parei ao lado dela. Baixei o vidro com os dedos desajeitados.

De perto, o rosto dela não era tão delicado quanto a silhueta prometia: traços mais duros, uma voz grave que denunciava tudo o que o corpo escondia. Por um instante, hesitei. Mas eu já estava ali, com o pau marcado na calça, e a dúvida não diminuiu nem um pouco a minha vontade.

— O que você está procurando, papai? — perguntou, apoiando os braços na janela, deixando os peitos escorrerem à altura dos meus olhos.

— Não sei direito — admiti. — O que você oferece?

— Algo que você nunca vai esquecer. Chupo seu pau como ninguém jamais chupou, e, se você topar, enfio em você ou te dou a bunda, o que quiser. — Ela disse aquilo com absoluta calma, como se fosse um fato, não uma promessa.

Ela tinha toda a razão, embora eu ainda não soubesse. Combinamos um preço, abri a porta e ela entrou. O carro se encheu do perfume doce e pesado dela.

— Eu sou Valeria — disse, indicando com o queixo que eu arrancasse. — Como você se chama?

— Andrés.

— Alguma vez uma trans chupou seu pau, Andrés?

— Não — confessei, e minha voz falhou um pouco. — Nunca tinha ficado com uma.

— Então hoje é sua noite de sorte. — Ela riu baixinho e pousou a mão sobre o volume. — Eu sou a melhor chupando. Depois você não vai querer outra boceta.

Não tive nem tempo de responder. A mão dela já estava sobre a minha virilha, apertando meu pau por cima do tecido, abrindo meu cinto com uma habilidade que me deixou sem ar. Desabotoou minha calça, baixou minha cueca até as coxas e tirou meu pau, que saltou duro contra a palma da mão dela. Ela o encarou de boca aberta e riu.

— Olha que delícia você tem, papai. E todinho para mim.

Eu tentava dirigir até o motel mais próximo, mas ela se inclinou sobre a alavanca de câmbio e colocou meu pau na boca num único movimento, até o fundo. Senti a garganta dela se fechando ao redor da glande, a língua se enrolando por baixo, a saliva escorrendo pelas minhas bolas.

O que veio depois quase me tirou da estrada.

Ela chupou meu pau como ninguém jamais tinha chupado na vida. Não havia pressa nem automatismo: havia fome. Engolia-o inteiro até encostar o nariz na minha barriga, permanecia assim por alguns segundos, com o pau enterrado até o fundo da garganta, e depois subia devagar, arrastando os lábios apertados e deixando meu pau brilhando de saliva. Lambia minhas bolas, colocava-as uma de cada vez na boca e voltava a subir. Brincava com a língua ao redor da glande, chupava a ponta como se fosse um pirulito e, de vez em quando, me olhava de soslaio com aqueles olhos pintados de preto para ter certeza de que eu estava perdendo a cabeça. E eu estava. Precisei me agarrar ao volante e parar num sinal vermelho só para não bater, com o pau enterrado até a campainha na garganta dela e as mãos tremendo sobre o couro.

— Para o carro um momento — disse ela, afastando-se apenas um pouco, com um fio de saliva pendendo dos lábios até a minha glande. — Por que ir tão longe? Fode comigo aqui.

Estacionei numa rua escura, atrás de um galpão fechado, sem pensar duas vezes.

***

Reclinei o banco o máximo que dava. Valeria se ajeitou, voltou a engolir meu pau por um longo tempo, cuspindo na mão e masturbando-o enquanto chupava, até deixá-lo mais duro do que nunca. Depois tirou uma camisinha de algum lugar do top. Colocou-a com os dentes e as mãos, devagar, saboreando minha expressão desesperada, desenrolando-a com a língua até a base.

— Você se importa se me vir? — perguntou, levantando a saia curta. — Porque eu não vou escondê-lo.

Balancei a cabeça. Naquele momento, não me incomodava absolutamente nada. Eu só queria senti-la montada sobre mim.

Mas, quando ela levantou o tecido e eu a vi, fiquei sem respirar. Tinha um pau grande, mais grosso que o meu, semiereto, com as veias saltadas e a glande brilhante, que balançava pesado enquanto ela se acomodava montada sobre mim no espaço apertado do carro. Pensei que aquilo fosse me incomodar. Não foi. Algo naquela contradição — os peitos enormes, a bunda de égua e aquele pau pendendo entre as pernas depiladas — me deixou excitado de um jeito que eu não esperava. Ela segurou meu pau com uma das mãos, levou-o para trás e enfiou-o na bunda de uma só vez.

— Ai, papai — gemeu, com aquela voz grave quebrada no ar. — Que pau gostoso você tem.

O calor da bunda apertada ao redor do meu pau me fez soltar um gemido animal. Ela começou a cavalgar devagar, controlando cada centímetro, apertando o cu toda vez que descia até o fundo. No início, lentamente, procurando o ritmo; depois com vontade, apoiando as mãos nos meus ombros e jogando a cabeça para trás. A cada movimento, o pau dela ficava mais duro e batia contra minha barriga, deixando uma marca úmida de líquido pré-ejaculatório na minha camisa, e eu não conseguia parar de olhá-lo, hipnotizado, enquanto ela mordia o lábio e soltava o ar pelo nariz.

— Você gosta de foder minha bunda, papai? — gemeu, subindo e descendo cada vez mais rápido. — Eu sabia que você ia gostar. Arrebenta meu cu, vai, fode com força.

Não consegui nem responder. Enterrei os dedos nos quadris dela e deixei que fizesse o que queria, empurrando de baixo para cima com os calcanhares apoiados no tapete. Ela sabia exatamente o que estava fazendo: subia até quase deixar meu pau escapar e descia de uma vez, encaixando o pau inteiro com um grunhido, apertava a bunda ao meu redor até me fazer ver estrelas e ria baixinho toda vez que eu gemia sem querer. Arranquei o top dela de um puxão, agarrei os peitos enormes com as duas mãos e chupei os mamilos duros enquanto ela cavalgava. Ela começou a se masturbar enquanto me montava, aquela mão firme indo e voltando sobre o próprio pau já completamente duro, apertando a glande, puxando a pele para trás a cada investida, e a imagem inteira — o rosto pintado, os peitos quicando na minha boca, aquele pau inchado entre nós dois manchando a mão dela de líquido pré-ejaculatório — me levou ao limite muito antes do que eu queria admitir.

— Ainda não — ordenou, parando de repente e apertando a base do meu pau com dois dedos. — Aguenta, papai. Experimenta uma coisa primeiro.

Ela se levantou, tirando meu pau da bunda com um ruído molhado, e se virou no banco estreito. Aproximou o pau duro, brilhante e pingando a um centímetro da minha boca. Eu, que duas horas antes sequer teria me imaginado naquela situação, abri os lábios sem protestar. Ela o colocou devagar, deixando-me sentir o peso e o gosto salgado do líquido pré-ejaculatório na língua. Primeiro apenas a ponta, movendo-a em círculos sobre meus lábios; depois empurrou mais para dentro, segurando minha nuca com uma das mãos.

— Chupa direito, papai — disse baixinho. — Do jeito que eu chupei você.

E eu chupei. O que aconteceu depois foi intenso, quase brutal: ela enfiou o pau até a minha garganta, fez-me engoli-lo inteiro algumas vezes enquanto eu sufocava as ânsias contra a barriga dela e terminou fodendo minha boca com as duas mãos na minha cabeça, até eu sentir o pau dela inchar ainda mais. Ela saiu bem a tempo, masturbou-se três vezes sobre o meu rosto e despejou dois jatos grossos de sêmen nos meus lábios e no queixo. Eu respirava ofegante contra o encosto, com o gosto da gozada dela na língua, e ela me olhava de cima com um sorriso triunfante, limpando a ponta do pau na minha bochecha.

— Gostei do seu comportamento — disse, acariciando minha mandíbula manchada. — Agora é a sua vez, papai. Goza para mim.

Ela voltou a se abaixar, tirou a camisinha com os dentes e chupou meu pau até o fim, sem soltá-lo nem por um segundo. Enfiou-o inteiro, apertou os lábios, começou a subir e descer depressa, ajudando com a mão na base, chupando minhas bolas também entre uma cabeçada e outra. Não aguentei mais de um minuto. Gozei com um tremor que percorreu meu corpo da nuca aos pés, um orgasmo que me fez me curvar sobre o volante, descarregando na boca dela jato após jato do sêmen espesso acumulado durante toda a semana. Ela engoliu tudo, não deixou cair uma gota, espremeu meu pau até a última gota e depois afastou os lábios apenas o suficiente para me mostrar o sêmen sobre a língua. Olhou-me fixamente. E, lentamente, engoliu tudo. Depois abriu a boca outra vez, vazia, para que eu visse bem. Aquela imagem — os olhos dela cravados nos meus enquanto fazia aquilo — ficou gravada em mim como nenhuma outra.

Ficamos em silêncio por um momento, os dois recuperando o fôlego dentro do carro embaçado, meu pau ainda para fora, mole e brilhante sobre a coxa.

— Eu avisei — murmurou, ajeitando a saia sobre o pau ainda duro. — Você não vai esquecer.

Levei-a de volta para a esquina dela. Antes de descer, ela piscou para mim, como se compartilhássemos um segredo que só nós dois iríamos entender. E, de certo modo, era isso mesmo.

***

No dia seguinte, Mariana passou no meu apartamento. Quis compensar o que acontecera no motel e se ajoelhou diante de mim com as melhores intenções. Tirou meu pau, colocou-o na boca e começou a chupá-lo devagar, com aquela técnica cuidadosa de sempre. Eu a deixei fazer, acariciei seus cabelos e sorri para ela. Mas, por dentro, olhava para ela com uma mistura estranha de carinho e pena, e percebia que meu pau demorava a ficar duro, que só sentia a ereção crescer de verdade quando fechava os olhos e me lembrava de Valeria engolindo minha gozada no banco do carro. Mariana se esforçava, realmente se esforçava, brincava com a língua, enfiava-o até onde conseguia. E, ainda assim, não havia comparação. Gozei na boca dela por costume, não por desejo.

Naquela madrugada, algo se abriu dentro de mim e não voltaria a se fechar. Com o tempo, terminei com Mariana — não por culpa, mas porque eu já sabia que procurava outra coisa — e, desde então, fiquei com várias trans: em motéis, em carros, em apartamentos emprestados, com desconhecidas que chuparam meu pau, enfiaram o pau até o fundo ou me deixaram arrebentar suas bundas até o amanhecer. Tenho uma nova namorada agora, e a amo. Mas, se alguém me pergunta, em voz baixa, qual foi a transa mais intensa que vivi, não falo dela.

Falo de uma loira de voz grave e pau duro, numa esquina iluminada de laranja, que certa noite qualquer me prometeu algo que eu jamais esqueceria. E cumpriu.

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