O encontro no hotel com o homem que me submeteu
Sou uma travesti de armário. Passei meses obedecendo aos seus e-mails quando ele me escreveu que viria à minha cidade, e eu soube que naquela tarde ele faria comigo tudo o que me tinha ordenado.
Sou uma travesti de armário. Passei meses obedecendo aos seus e-mails quando ele me escreveu que viria à minha cidade, e eu soube que naquela tarde ele faria comigo tudo o que me tinha ordenado.
Segui a moça para a rua convencido de que seria só mais uma noite. Não imaginava o que ela escondia sob aquele vestido colado nem até onde iria me levar.
Quarenta minutos antes minhas mãos tremiam. Agora eu seguro o arnês e, pela primeira vez em dezoito anos, sou eu quem decide o que acontece neste quarto.
Mostrei-lhe o vídeo e ela desabou no chão da sala. Mas, quando voltou a se erguer, já não era a mulher que o marido humilhara por vinte anos.
Ele me ligou no fim da tarde para avisar que chegaria tarde. Naquela altura, eu já tinha começado a me preparar: a peruca, a maquiagem, o plug. Só faltava ele.
No carro, com a mão dele no volante e a minha entre suas pernas, entendi que naquela noite as regras seriam minhas. E ele obedeceria a cada uma.
Eu a mantive enjaulada ao lado da mesa, de quatro, enquanto meus amigos comiam e jogavam as sobras no chão metálico. Era só o começo.
Naquela semana eu tinha me comportado como uma insolente, e ele me advertiu: veríamos se eu continuaria tão arrogante quando o tivesse de frente, de joelhos.
Ninguém ao meu redor desconfia, mas o dia inteiro eu obedeço ordens que só existem na minha cabeça… e cada vez desejo mais que se tornem reais.
Quando o aquecimento da cabana apagou, meu marido me lembrou que as regras dele não se quebram só porque faz frio. Naquela noite entendi o que significava pertencer a ele de verdade.
Essa madrugada eu vesti a tanga vermelha, as meias arrastão e a peruca diante do espelho do hotel, e pela primeira vez não reconheci o garoto de sempre.
Eu sonhava com os dois quando senti o peso de um corpo subir na cama. Uma mão quente percorreu minhas costas e eu soube, antes de abrir os olhos, que não era Mateo quem tinha voltado.
Ninguém sabe. Nem mesmo a pessoa com quem durmo todas as noites. Mas, quando fecho os olhos, me vejo diante do espelho, transformado em outra, pronta para ele.
Minha família estava um andar abaixo e eu, sozinha no meu quarto, com o telefone colado à orelha e a voz dele me mandando fazer coisas que eu nunca tinha ousado fazer.
Eu estava de quatro, tremendo, com o cu empinado e meu próprio pau pingando sozinho. Ele mal tinha enfiado a ponta e eu já implorava para ele me arrebentar inteira.
Quando ela disse que a cama era espaçosa e que tinha tudo pronto para mim, senti um arrepio. O olhar dela não era de chefe: era de alguém que calculava havia semanas.
Quando desci até a biblioteca naquela tarde, não sabia que minha madrasta e sua sócia imponente já tinham decidido que tipo de homem fariam de mim.
Quando Damián fechou a porta e saiu em viagem, Mariela já sabia que a semana inteira a sós com Rodrigo mudaria tudo entre eles.
Ela sabia exatamente o que queria naquela noite: um homem que a olhasse como se fosse sua e não lhe desse trégua. Só precisava atravessar a porta daquele quarto.
Todo mundo desconfia do que eu sou pelo jeito que me visto, mas eu nunca confirmo. É o meu segredo, e contá-lo anonimamente me deixa mais quente do que qualquer outra coisa.