O que fiz antes de dar a primeira chicotada
A bunda oferecida dela, o chicote ainda sem uso na minha mão e ela implorando que eu começasse. Mas o prazer do amo é outro: fazê-la esperar até que medo e desejo se confundam.
A bunda oferecida dela, o chicote ainda sem uso na minha mão e ela implorando que eu começasse. Mas o prazer do amo é outro: fazê-la esperar até que medo e desejo se confundam.
Enquanto meu marido mamava dos meus peitos diante do espelho, eu pensava nela e no corpo do homem com quem jantaríamos naquela noite.
Enquanto ele fervia o chá, os dois homens amarrados à mesa começavam a entender que naquela noite ninguém sairia daquela sala como entrou.
Despertei nua entre os dois, o corpo moído da noite anterior, e soube pelo roçar daquela régua verde nas minhas costas que ainda não tinham terminado comigo.
—Eu ponho as regras, vocês seguem — disse ela, e nenhum dos quatro ousou contradizê-la. Três meses de isolamento nos deixaram à mercê dela.
Havia uma porta fechada ao lado do quarto de Bárbara. Abri por curiosidade, sem saber que naquela mesma tarde eu terminaria amarrado lá dentro.
Ela me pegou vendo aqueles vídeos às escondidas. Em vez de ficar com raiva, sorriu e perguntou: «Você realmente quer que outro me coma na sua frente?».
Tirei a rola fingindo mijar sob a árvore, esperando ver se aquele desconhecido se atrevia a se aproximar na penumbra do parque.
Ela não me chamou pelo meu nome da primeira vez. Me olhou por inteiro, sem morbidez e sem pena, como se meu corpo não fosse um problema que ela tivesse de resolver.
Marquei de vê-lo pelo app em vinte minutos. Não imaginei que naquela mesma noite um desconhecido ia decidir por mim o que meu corpo faria e para quem eu o entregaria.
Apago a luz, abro o relato e deixo minha mão descer. Na minha cabeça sempre tem alguém no canto do quarto, me olhando, esperando a hora de entrar.
As correias apertavam quanto mais eu puxava. Eu estava amarrada, vendada e encharcada na minha própria cama quando a porta do quarto se abriu e ouvi duas vozes.
Colocaram a fita azul no meu pescoço, a única diferente das demais, e desci aquelas escadas sabendo que aqueles seis homens iam descobrir o que eu escondia.
Minha mãe se levantou da cadeira, me beijou na boca e, sem dizer nada, enfiou a mão debaixo do meu pijama. Só então entendi o que meus pais tinham combinado durante a noite.
Achei que tinha a situação sob controle. Achei que um velho sem forças não podia me fazer nada. Esse foi meu primeiro erro da manhã.
Cheguei às duas da manhã com a boca seca e uma única ideia na cabeça: naquela noite eu não colocaria limite nenhum, acontecesse o que acontecesse entre os pavilhões.
Eu já tinha tentado antes e só sentira dor. Numa noite de hotel com um desconhecido, descobri o quanto eu estava enganada.
Ele sussurrou no meu ouvido quando eu ainda tremia: “E se, da próxima vez, forem dois só para você?”. Eu não soube dizer não, e também não quis.
Eu gostava de me sentir olhada, desejada, escolhida entre todas. Nessa noite um homem do campo me tirou da pista e me levou a um lugar sem volta.
Nunca tinha visto um homem como Lamine, e desde o primeiro dia soube que faria qualquer coisa para voltar a entrar em sua casa.