Meu filho mudou as regras na noite da piscina
A cumplicidade entre Marisol e seu filho tinha se tornado o ar que respiravam, uma atmosfera densa e privada em que ambos se moviam com uma liberdade que beirava a temeridade. Andavam sempre nus pela casa, já não por provocação, mas por puro costume. Naquele verão, Adrián, num surto de responsabilidade incomum, decidiu cuidar da piscina pela primeira vez. Disse à mãe, com um meio sorriso, que limpá-la também fazia parte do contrato.
Durante o dia, quando o calor caía como uma manta úmida sobre o jardim, eles se banhavam. Brincavam na água como dois pirralhos que se recusavam a crescer, se espirrando, rindo, uma coreografia de inocência que era a fachada perfeita do que fervia por baixo. Adrián aproveitava qualquer descuido para tocá-la: os dedos procurando seu xoxota sob a água, afundando entre os lábios molhados com uma surpresa elétrica, ou se fechando sobre seus peitos para beliscar seus mamilos duros enquanto olhava de esguelha para as janelas dos vizinhos, como um sentinela vigiando seu próprio reino secreto.
Mas uma noite, sob um céu sem lua e com as estrelas como únicas testemunhas, ele pediu que ela desse o próximo passo.
— Vamos para a piscina — disse, a mão percorrendo suas costas enquanto ela se servia de um copo de água na cozinha.
Marisol se virou com um sorriso de incredulidade.
— Agora? Você está louco? Eu tenho cara de quem quer pegar uma pneumonia a essa hora?
— Não seja chata. Vai ser incrível. A água, a noite… nós.
Ela negou com a cabeça e largou o copo na bancada com um golpe seco.
— Nem brincando, Adrián. Não vou sair para o quintal nua mesmo que tenha acabado a luz de metade do bairro.
Ele se colou às costas dela, seu pau quente e firme pressionando contra suas nádegas como uma prova que não admitia discussão. Marisol sentiu a glande dura se cravando bem na linha do cu, e uma umidade instantânea encharcou sua xoxota.
— É perigoso — murmurou ela, sentindo como seu corpo traía cada uma de suas palavras, como uma corrente descia pela coluna e encharcava suas coxas.
— Não há lua, não há luzes. Ninguém vai nos ver. Vamos estar sozinhos no universo, mãe. Só nós dois e o cloro.
Marisol resistiu um pouco mais, uma luta simbólica que já sabia perdida. A insistência dele, misturada à promessa de uma aventura proibida, acabou por desarmá-la.
— Tudo bem — disse, com a derrota na voz—. Mas zero barulho. Entendido?
— Sim, senhora! — respondeu ele, com um tom militar e debochado ao mesmo tempo.
Ele pegou sua mão e a guiou quase à força até a porta de correr. Ela caminhava com a relutância de quem vai para o patíbulo, arrastando os passos, enquanto ele a puxava, impaciente, com o pau duro dançando entre as pernas.
— Você com certeza não vai sair assim — insistiu ela numa última tentativa de negociação—. Se um vizinho olhar pela janela…
— Que se divirta com o espetáculo — disse ele, empurrando-a suavemente para fora.
***
A noite os envolveu num manto morno perfumado de jasmim. Ela entrou primeiro, um arrepio doce correndo por seu corpo enquanto se afundava até os ombros. Ele a seguiu e a encontrou em meio ao silêncio. Adrián a levou de propósito para a parte mais funda, onde seus pés já não tocavam o fundo, um pequeno abismo azul. Ali ele a tomou, como dois náufragos numa ilha deserta cuja única lei era o desejo.
A ausência de peso da água os transformava em astronautas de um sexo sem peso. Marisol passou as pernas ao redor da cintura dele e sentiu como o pau duro do filho se alinhava contra a entrada da xoxota, empurrando devagar, abrindo caminho entre os lábios molhados até afundar até o fundo com um movimento lento e profundo, um deslizamento que parecia mais limpo, mais elementar. Cada estocada deslocava a água para dentro, uma pressão estranha e prazerosa que enchia seu ventre. Ele movia o quadril com uma força tranquila, um remo constante que os empurrava mar adentro, com o pau entrando e saindo da xoxota da mãe como um pistão silencioso.
— Temos que ficar em silêncio — sussurrou ela contra sua orelha, antes de morder o lóbulo—. Mas me fode mais forte, filho, mais forte…
— Estamos em silêncio — respondeu ele sem parar de se mover, cravando-a até as bolas—. Estamos falando com a pele.
E era verdade. Os corpos deles dialogavam numa língua antiga, um murmúrio de pele contra pele, de água respingando devagar, de suspiros contidos. Marisol cravou as unhas nos ombros dele e sentiu como o pau de Adrián roçava um ponto interno que a fazia enlouquecer. Procurou o clitóris com dois dedos sob a água e o esfregou enquanto ele continuava a investi-la, a carne quente contra a frieza do líquido, um contraste que lhe disparava o sangue.
— Me mete tudo, querido, não deixa nem um centímetro de fora — implorou com os lábios colados aos dele—. Tudo para a sua mãe.
— É seu, mãe, todo seu, olha como entra em você, olha como desaparece dentro da sua xoxota.
Marisol sentiu o orgasmo se aproximar não como uma explosão, mas como uma maré, uma onda que a levantava e a arrastava para uma margem de inconsciência. A xoxota se fechou ao redor do pau do filho com uma convulsão longa, ordenhando-o, e quando ele gozou dentro dela foi um torrente silencioso de calor em plena escuridão, jato após jato de sêmen quente inundando suas entranhas e se misturando ao cloro. Permaneceram assim, abraçados, flutuando, dois corpos fundidos no coração da noite, com o pau ainda duro pulsando dentro dela.
— Não tira ainda — sussurrou Marisol—. Quero sentir como ele vai baixando dentro de mim.
Ele obedeceu e a manteve empalada por mais um tempo, mordiscando seu pescoço, enquanto a água levava em pequenas nuvens brancas os restos da gozada que escapavam pelas frestas do sexo.
Depois ele a levou até a borda da piscina e a sentou no revestimento. Abriu suas pernas e enfiou o rosto na xoxota encharcada, chupando o clitóris com uma fome silenciosa, lambendo-a de cima a baixo, tirando com a língua o sêmen que ele mesmo tinha acabado de deixar dentro. Marisol mordeu o nó do dedo para não gritar e agarrou sua nuca, apertando-o contra sua carne enquanto as estrelas giravam sobre sua cabeça. Um segundo orgasmo a partiu ao meio, mais seco, mais íntimo, e suas pernas tremeram sobre os ombros do filho.
— Agora você — arquejou ela, deslizando outra vez para a água—. Fica de pé.
Adrián subiu no revestimento e ficou de pé, o pau outra vez duro apontando para o céu. Marisol se aproximou, com a água na cintura, e o colocou na boca. Chupou-o devagar, com a língua enrolada na glande, saboreando o gosto misturado de cloro e de sua própria xoxota. Agarrou as bolas dele com uma mão e, com a outra, acariciava a base do pau enquanto o engolia até a garganta, com os olhos semicerrados olhando para ele de baixo.
— Como você chupa bem, mãe, porra, como você chupa bem — rosnou ele, agarrando seu cabelo molhado.
Ela respondeu com um ronronar, a boca cheia, e acelerou o ritmo. A saliva se misturava à água e escorria pelo queixo. Adrián resistiu por alguns minutos e gozou de novo, dessa vez na boca dela, um segundo jato que ela engoliu obediente, lambendo os lábios como quem acabou de beber algo proibido.
A terceira vez foi diferente. Ele a virou e a fez apoiar os braços no revestimento, deixando o cu aparecendo na água. Penetrou-a por trás, com o pau outra vez duro após um breve descanso, segurando-a pelos quadris e fodendo-a com investidas mais brutais, já sem o pudor das primeiras. Marisol mordia a borda de pedra para engolir os gemidos enquanto ele enfiava o pau até o fundo, uma e outra vez, com o som ritmado da água chacoalhando entre os corpos. Adrián passou uma mão por diante dela e procurou o clitóris de novo, esfregando-o enquanto a empalava, e ela sentiu que perdia o controle.
— Vou gozar outra vez, filho, não para, não para…
— Goza, mãe, goza com meu pau dentro, goza pra mim.
Marisol se deixou levar com um espasmo silencioso, e ele terminou logo depois, esvaziando-se pela terceira vez naquela noite, apertando suas nádegas enquanto despejava as últimas gotas na xoxota já destruída.
Uma maratona aquática que os manteve à tona até depois das duas da manhã, convertidos em criaturas noturnas cujo único propósito era testar os limites do prazer. Marisol se surpreendia com a resistência de Adrián, uma energia de animal jovem que parecia inesgotável. Isso ele não herdou do pai, pensou, com uma mistura de orgulho e blasfêmia.
Finalmente, exaustos e enrugados como passas, voltaram para casa deixando um rastro de água no mármore. Tomaram banho juntos, um ato íntimo e funcional no qual ensaboaram as costas um do outro e se enxugaram com toalhas enormes, como dois esportistas depois de uma partida decisiva.
— Acho que tomei cloro até na alma — disse ela, esfregando o cabelo—. Amanhã vou cheirar a piscina e escândalo.
— Você cheira a glória — respondeu ele, beijando seu ombro—. Você é a minha medalha de ouro.
***
Nos dias seguintes, a rotina se instalou com a naturalidade de uma estação. Marisol pensava, às vezes com uma lucidez que a assustava, em como aquela relação com o filho tinha evoluído. Já não era uma criança, claro. Era seu dono, seu amante, seu homem. Parecia-lhe viver num paraíso de regras inventadas, um jardim do qual não queria fugir.
Mas o mundo exterior, com sua insistência ridícula na normalidade, voltou a bater à porta. Começou o último ano de Adrián na faculdade, e o tempo de repente se tornou um recurso escasso. Pela manhã ele ia para a universidade e a casa ficava vazia, um cenário sem seus atores principais. O café da manhã se tornou rápido e pragmático. O sexo matinal, por outro lado, esse ritual sagrado, se manteve intacto. Só que ela, como uma estrategista que cuida de seu melhor ativo, impôs uma nova regra.
— Escuta aqui, campeão — disse uma manhã, enquanto ele a empurrava contra a bancada, já com o pau metido até o fundo da xoxota, se movendo com aquela impaciência de quem sabe que o ônibus não espera—. De manhã você pode gozar, mas só uma vez. Depois, banho e aula. À tarde, primeiro o estudo; quando terminar, a gente se diverte.
Ele protestou, um gemido abafado contra seu pescoço, sem parar de bombeá-la.
— Mas mãe, eu quero enfiar de novo depois do café…
— Querer não é poder — ela o interrompeu com um sorriso, empurrando o cu para trás para recebê-lo melhor—. Não quero que você se esgote nem que suas notas caiam por minha culpa. Este é o ano mais importante. Preciso que você se torne um gênio das finanças, não um donjuán acabado. Preciso que você tenha energia para conquistar o mundo… e para voltar para casa e me foder como Deus manda. Faz isso por mim.
Adrián entendeu a lógica torta da mãe. Apertou seus peitos por trás, beliscando seus mamilos com as duas mãos, e acelerou as estocadas. A bancada de mármore arranhava seus quadris, mas Marisol se agarrou à borda e se deixou foder com os olhos fechados, sentindo como o pau do filho a abria a cada golpe. Rendeu-se e deixou que o corpo explodisse dentro dele, um jorro rápido e poderoso, jatos quentes que lhe enchiam a xoxota e escorriam pela parte interna das coxas, a promessa de que ele voltaria mais tarde com mais fome e mais tempo.
Marisol ficou apoiada na bancada por alguns segundos, com o sêmen pingando pelas pernas, respirando forte. Passou dois dedos pela xoxota, tirou-os cheios, e os levou à boca sem olhá-lo.
— Agora sim, pro banho — ordenou, com a voz rouca—. E vá estudar muito, porque se você reprovar eu te deixo sem pau por uma semana.
— Você não seria capaz — disse ele, rindo, enquanto puxava as calças por cima do pau ainda inchado.
— Não, mas você também não aguentaria uma semana sem me comer. Então estamos empatados.
***
Quando Adrián voltava para casa no meio da tarde, ela o esperava como sempre, com uma camisola transparente e nada por baixo, um símbolo da rendição total do corpo. Mas a realidade impunha sua tirania de obrigações entediantes.
— O estudo primeiro, meu amor — sussurrava, com um beijo que era mais aviso do que boas-vindas—. Você precisa se formar se quiser ser alguém.
Ele suspirava como um menino a quem negam um doce e se trancava com os apontamentos. Mas Adrián era um cavalo puro-sangue, uma energia que não se deixava domar por completo. A promessa da manhã se dissolvia com a luz da tarde. Às vezes ele a agarrava na cozinha. A empurrava contra a pia, ergueria a camisola de uma vez até a cintura e enfiava o pau na xoxota com um único golpe, rápido e feroz, enquanto ela tentava sem sucesso terminar de picar as cebolas para o jantar.
— Adrián… por favor… o jantar — murmurava, com o peito colado ao metal frio da pia, os peitos esmagados contra o aço.
— O jantar pode esperar — rosnava ele, agarrando-a pelo cabelo e puxando para trás para fazê-la arquear as costas—. Sua xoxota não.
Ele a martelava com a força de um martelo, fazendo o móvel ranger, e ela largava a faca e se agarrava à torneira, sentindo como o pau do filho lhe perfurava o fundo. Adrián lhe dava tapinhas nas nádegas enquanto a fodia, deixando-as vermelhas, e metia dois dedos na boca dela para que ela chupasse. Ela obedecia como uma safada bem treinada, mamando-os com a língua envolvente enquanto o orgasmo ia se montando em seu ventre.
— Goza no meu pau, mãe, goza rápido que eu quero terminar dentro.
— Sim, sim, sim… já, já… já! — gemia Marisol contra a borda da pia, sacudindo-se inteira enquanto ele descarregava com um rugido abafado, esvaziando-se até a última gota na xoxota da mãe.
Outras vezes ele a colocava sobre a bancada, como se fosse um prato que ia devorar. Marisol, sentada no mármore, com as pernas abertas e a xoxota já brilhando, o via se aproximar entre as facas e tábuas de corte, um ato sacrílego no altar da comida da família. Ele se ajoelhava primeiro, abria bem suas coxas e afundava a boca entre suas pernas, comendo sua xoxota com apetite animal. Chupava o clitóris até fazê-la tremer e metia a língua bem fundo, puxando-a para fora e mergulhando de novo até que ela agarrava sua cabeça e gozava no rosto dele com um gemido longo.
— Pelo menos veste alguma coisa — pedia ela num surto de responsabilidade que soava cômico até para si mesma, ainda ofegante—. Não quero acabar misturada com o molho bolonhesa.
Ele ria e se negava. “É molho meu”, dizia, enquanto se punha de pé, agarrava o pau e o deslizava para dentro da xoxota latejante, enchendo-a sem remédio, uma bagunça que ela teria de limpar depois. Ele a fodia olhando em seus olhos, agarrando-a pela cintura, e ela o contornava com as pernas para que ele afundasse mais. O sêmen transbordava e corria pelo mármore, misturando-se aos restos do picadinho, um quadro que ela depois olhava com uma mistura de vergonha e orgulho.
Quando não conseguia negociar uma trégua até a noite — algo que costumava terminar em uma mamada rápida para acalmar a fera —, faziam isso no sofá. Aquele testemunho mudo de tantas tardes de televisão se tornara o principal campo de batalha de seu desejo. Ele a deitava sobre as almofadas, abria suas pernas escancaradamente e a possuía sem cerimônia, enfiando o pau até as bolas. Às vezes a punha de quatro sobre o encosto, com o cu bem alto, e a fodia por trás enquanto puxava seu cabelo. Outras a sentava por cima, empalada, para que ela cavalgasse seu pau com os peitos quicando no rosto dele. Adrián os chupava enquanto ela se movia, sugando seus mamilos duros, mordiscando-os com cuidado, até os dois explodirem ao mesmo tempo. O sofá absorvia seus suores, seus gemidos e as provas de sua paixão, manchas difíceis que seriam trabalho de Marisol no dia seguinte.
As mamadas de trégua também eram sua especialidade. Quando Marisol precisava de tempo para preparar o jantar e ele chegava com o pau duro desde a porta, ela o fazia sentar na cadeira da cozinha, ajoelhava-se entre suas pernas e o tirava com as duas mãos. Trabalhava nele devagar, lambendo-o das bolas à ponta, envolvendo-o com os lábios, olhando para cima com aquela cara de mãe entregue. Passava a língua pelo freio até fazê-lo gemer, e então o engolia inteiro, até a raiz, até que ele a agarrava pelo cabelo e a usava como queria, fodendo sua boca até enchê-la de sêmen. Marisol engolia tudo, limpava o canto da boca com o dedo e voltava ao fogão como se nada tivesse acontecido.
Um dia, enquanto esfregava de joelhos uma mancha particularmente teimosa, Adrián apareceu na soleira.
— O que você está fazendo, mãe?
— O que parece? Sou a faxineira da minha própria orgia — disse ela sem parar de esfregar—. Seu pai me deixava preocupações; você me deixa manchas. Não sei o que é pior.
Ele se ajoelhou atrás dela e a abraçou pela cintura.
— Desculpa — disse, com uma voz genuinamente triste.
Marisol se virou, o rosto a um palmo do dele.
— Não se preocupe, amor. É um preço pequeno pelo paraíso. Mas, já que está aqui… me ajuda a conferir se a mancha saiu de vez? A gente poderia fazer outra e comparar.
Ele sorriu, entendendo. Levou-a de volta ao sofá, arrancou o short de uma vez e a colocou de bruços sobre a almofada, com o cu empinado. Separou suas nádegas com as duas mãos e cuspiu sobre a xoxota antes de enfiá-la com um empurrão. Marisol gritou contra o tecido, o rosto esmagado, e ele começou a bombeá-la sem piedade, com o ritmo brutal de quem tem algo a provar. Agarrou seus pulsos e os cruzou nas costas dela, segurando-os com uma mão enquanto com a outra dava tapas em seu traseiro.
— Me diga que sou o melhor, mãe.
— Você é o melhor, meu amor, o melhor de todos, ninguém me fode como você…
— Me diga a quem pertence essa xoxota.
— A você, é sua, toda sua, filho…
Sobre a mancha quase apagada, voltaram a marcá-la, um ato de desafio, a prova de que seu paraíso era um lugar vivo que precisava ser regado constantemente. Quando ele gozou dentro, ela sentiu como a nova mancha já começava a se formar no tecido, e riu contra a almofada, exausta e feliz.
***
Num sábado, com o sol entrando em torrentes, Marisol decidiu que a domesticidade devia fazer uma aparição, nem que fosse por cortesia.
— Adrián, meu bem — disse, encontrando-o largado no sofá como um paxá—. Neste fim de semana temos que pôr ordem na garagem. É uma selva de ferramentas esquecidas.
— Acabei de conquistar o sofá, mãe — suspirou ele—. Tenho que conquistar a garagem também?
— A garagem é o próximo nível. O chefe final. E não vista nada, porque com o calor que faz lá dentro tem que ir como Deus nos trouxe ao mundo. Ou como eu trouxe você ao mundo.
Trabalharam durante horas, uma coreografia eficiente de caixas, ferramentas e tralhas antigas. O suor lhes salpicava a pele sob a luz fluorescente. Em Marisol, as gotas escorriam entre os peitos e brilhavam nos pelos do púbis. Quando finalmente tudo ficou empilhado com precisão quase militar, Marisol se abaixou para recolher os últimos objetos do chão. Foi então que ele, ao vê-la naquela posição, com a xoxota e o cu aparecendo entre as pernas abertas, sentiu que o trabalho tinha sido apenas o prólogo do verdadeiro negócio do dia. Ele a segurou pela cintura, já desperto e com o pau se cravando contra o vão de suas nádegas.
— Adrián, não, por favor. Estou cansada e suja — protestou ela, com uma voz que era pura formalidade.
— Vou te deixar mais suja — rosnou ele, empurrando-a em direção ao carro, um velho sedã que havia sido testemunha de mil viagens familiares.
— Aí não. É desconfortável, é pequeno… e cheira à minha juventude! — ela riu enquanto ele a forçava suavemente a abrir a porta traseira—. Você percebe a ironia? Vou foder no mesmo carro onde eu trocava suas fraldas.
— Considere uma melhoria no equipamento — disse ele, e a colocou dentro quase a jogando no banco.
Ela caiu com uma careta de fingido desgosto sobre o estofamento desbotado.
— Isso é deprimente. Faz um século que ninguém entra aqui. Vou bater a cabeça no porta-copos. E isso aqui, o que é? Chiclete grudado? Era meu!
Ele entrou atrás, um predador adentrando sua toca, e se colocou sobre ela. Abriu suas pernas com os joelhos, agarrou o pau e o cravou sem aviso prévio, uma invasão rápida e contundente, afundando até o fundo da xoxota com uma única estocada.
— Adrián! Avise antes!
— Avisar? Contractualmente é meu direito? Você me avisou quando decidiu virar a mulher mais desejável do planeta?
Marisol, no fundo, adorava aquela força, aquela determinação que se impunha sobre ela. Gostava de ser dominada por ele, de ser tratada como um território a ser conquistado. Adrián prendeu uma de suas pernas por trás do joelho, ergueu-a e a apoiou no encosto do banco da frente, abrindo-a escancaradamente para fodê-la mais fundo. O banco rangia, o carro inteiro se movia sobre as rodas. Ele a castigava com estocadas longas e brutais, tirando-o até a ponta e enfiando-o até as bolas, enquanto com uma mão apertava um peito e com a outra cobria metade de sua boca.
— Olha pra você, mãe, fodendo no carro velho como uma menina. Olha como você gosta.
— Eu adoro, filho, eu adoro, não para… mais forte, mais forte, quebra minha xoxota…
Esse pensamento se misturou, na deliciosa loucura de sua mente, com a ironia de tê-lo criado, de tê-lo ensinado a ser forte e a não se render… só para que ele aplicasse toda essa educação em possuí-la. Ela tinha sido sua treinadora pessoal para o único campeonato que importava: o de conquistá-la. A ideia foi tão obscenamente hilária que a empurrou ao orgasmo de imediato, um espasmo que a percorreu enquanto ele continuava se movendo, um motor implacável. A xoxota se contraiu em torno do pau do filho em ondas, encharcando-o, e ela mordeu os lábios para não gritar.
— Adrián, sim! Assim, meu campeão! — gritou, sem se importar que o som batesse nas paredes de cimento.
Ele a tirou do banco sem sair de dentro dela, virou-a de bruços e a fez apoiar as mãos na janela. Fodia-a em pé, com ela meio dentro do carro e meio fora, segurando-a pelos quadris e cravando-a com estocadas que faziam suas bolas baterem contra o clitóris. Marisol via seu próprio rosto refletido no vidro, a boca aberta, o cabelo colado na testa pelo suor, enquanto o cu do filho ia e voltava atrás dela. Gozou uma segunda vez, essa mais longa, mordendo a moldura da janela, e ele continuou sem parar, decidido a deixá-la exausta.
— Abre o cu, mãe, quero terminar aí.
Ela obedeceu sem pensar, arqueando as costas e separando as nádegas com as mãos. Adrián tirou o pau da xoxota escorrendo, untou-o com seus próprios fluidos e pressionou a cabeça da glande contra o olho do cu. Empurrou devagar, encontrando resistência, e depois mais forte, até que a cabeça passou pelo anel. Marisol gemeu, um som gutural entre dor e prazer, e ele afundou devagar, centímetro a centímetro, até as bolas.
— Porra, mãe, como você está apertada… assim, assim, fica quieta.
— Mete tudo, querido, tudo, é seu, todo meu cu é seu…
Ele a fodia pelo cu com uma lentidão quase religiosa, segurando-a pelos quadris, respirando forte. Ela procurou o clitóris com uma mão e o esfregou rápido, e em pouco tempo um terceiro orgasmo a percorreu, mais estranho, mais profundo, disparado pela sensação dupla de ser tomada daquele jeito. Quando ele terminou, um fluxo a reivindicou como seu troféu, esvaziando-se em seu cu com um rugido abafado, e ela sentiu o jato quente inundando-a por dentro. Permaneceram ali, um emaranhado de suor e pele no banco traseiro de um carro velho, um monumento à loucura.
Adrián retirou o pau devagar, e uma gota de sêmen escorreu pela parte interna de suas coxas.
— Acho que dei ao carro uma história muito mais interessante — disse ela, com a voz quebrada.
Ele riu, um som grave e satisfeito.
— Esse é o meu banco favorito a partir de agora.
Ficaram mais um tempo abraçados, ouvindo o eco de suas respirações. Marisol pensou no acaso, nas formas estranhas como o desejo se manifestava. Tinha passado de mãe a amante, de protetora a protegida, de dona da casa a escrava do próprio filho. E, por alguma razão, se sentia mais livre do que nunca.
***
Mas tudo, até o paraíso mais perfumado, tem prazo de validade. Os seis meses voaram como um suspiro, e a figura de Esteban, seu marido, voltou do esquecimento como um fantasma incômodo. Tanto ela quanto Adrián o tinham arquivado, um personagem secundário de uma trama que já não lhe pertencia. Uma semana antes do retorno, o telefone tocou, um toque estridente que cortou o ar denso de seu mundo secreto.
— Alô? — disse ela, a voz tremendo ligeiramente. Do outro lado, a voz de Esteban soava tão distante como se fosse de outro país.
— Marisol, sou eu. Só liguei para avisar que no sábado à tarde chego. Não venham me buscar, vou pegar um táxi.
A ligação foi curta, seca, tão funcional quanto uma previsão do tempo. Desligou e ela ficou com o telefone na mão, sentindo o peso do mundo real sobre os ombros.
Adrián, nu no sofá diante de um documentário sobre tubarões, a olhou.
— Era ele, não era?
Ela assentiu, sem palavras, perguntando-se se aquilo seria o fim de tudo.