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Relatos Ardientes

O proibido entre mãe e filho durante o isolamento

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O espelho do banheiro devolveu a imagem de sempre: uma mulher de quarenta e quatro anos, com um metro e sessenta e quatro, quadris largos e ventre plano. O cabelo escuro, ainda úmido do banho, caía sobre os ombros. Os seios eram grandes, com mamilos morenos e bem marcados. As pernas firmes de quem não abandonou a academia em anos. Elena se olhava e pensava que estava bem, embora ultimamente ninguém além do filho a olhasse.

Eles estavam trancados havia semanas. O confinamento suspendera o tempo dentro daquele apartamento, reduzira o mundo a quatro cômodos, dissolvera as distâncias que antes os mantinham assim sem que nenhum dos dois reconhecesse. Agora essa distância já não existia. Elena não sabia exatamente quando havia desaparecido, mas também não sentia necessidade de reconstruí-la.

A mão foi sozinha até a virilha. Estava completamente depilada, os lábios bem definidos. Ficou assim por um momento, de pé diante do espelho, sentindo aquele calor conhecido que vinha aparecendo havia semanas toda manhã, antes de ir acordar o filho.

Vestiu uma tanguinha preta, discreta. A robe por cima. Saiu do banheiro descalça e atravessou o corredor em silêncio.

A porta do quarto de Diego estava entreaberta. Elena a empurrou devagar e o viu dormindo de barriga para cima, os braços abertos, com uma cueca cinza como única peça. Vinte e um anos, pele branca, corpo de alguém que fazia musculação com constância: abdômen definido, peito largo, ombros largos. Elena ficou no batente mais tempo do que era razoável. O olhava com aquela mistura de orgulho e algo mais escuro que vinha crescendo durante o confinamento, quase sem que ela pedisse.

Chegou mais perto. Sentou-se na beira da cama. Apoiou a mão aberta no abdômen de Diego, sobre a pele morna, e foi deslizando para baixo sem pressa. Quando chegou ao tecido da cueca, apalpou o que havia por baixo.

Diego abriu os olhos. Olhou para ela sem surpresa.

— Bom dia — disse ela em voz baixa, e baixou a cueca dele com cuidado.

— Bom dia, mãe — respondeu ele, com a voz ainda rouca de sono.

Elena o tomou com a mão e começou a masturbá-lo devagar. Diego a observava sem falar. Ela se livrou da robe, deixando-a cair no chão, deitou-se ao lado dele e continuou sem soltá-lo.

Se beijaram. O beijo durou. As línguas se encontraram sem pressa, com aquela familiaridade que haviam construído em semanas, e só se separaram quando Diego abaixou a cabeça e procurou um dos seios dela. Tomou o mamilo escuro com a boca e chupou com força.

Elena fechou os olhos e o deixou. Havia algo naquela boca em seu mamilo que a desfazia de um jeito diferente de tudo o mais: uma mistura de prazer físico e algo mais antigo, mais profundo, que ela não sabia nomear direito. Sentiu a umidade entre as pernas, o pulso acelerando nas têmporas.

Diego deixou o peito e começou a descer pelo corpo dela. Beijou o ventre, lambeu o umbigo, seguiu descendo. Tirou a tanguinha sem pressa. Quando chegou à virilha, a encontrou úmida e aberta. Começou a lambê-la com calma, separando os lábios com a língua, contornando o clitóris. Ele cresceu sob sua língua, inchado e sensível. Elena apertou as coxas ao redor da cabeça dele e arqueou as costas.

— Me mete — pediu, com a voz tensa.

Diego se ergueu. A acomodou com as pernas apoiadas sobre os ombros, na posição que sabia ser a preferida dela, e a penetrou devagar. Centímetro a centímetro, até ficar todo dentro. Elena soltou o ar lentamente.

Então ele começou a se mover.

As investidas eram profundas e rítmicas. Elena as recebia com os olhos fechados, completamente concentrada na sensação. Pensou, não pela primeira vez, na cama em que estavam: a cama do filho, onde ele dormira criança, onde estudara e sonhara, e onde agora a penetrava com vontade. Esse pensamento acrescentava uma camada de morbidez que ela não podia nem queria analisar.

Se beijaram sem parar de se mover. Diego empurrava com ritmo, com determinação. Elena chegou ao orgasmo com um gemido que tentou conter mordendo o lábio. As paredes de sua vagina se contraíram ao redor dele. Diego sentiu e empurrou com mais força, arrancando dele um som grave e rouco da garganta.

— Isso... meu menino... — arfou.

Ele esperou ela terminar. Depois se retirou e se sentou sobre o ventre dela. Elena tomou os próprios seios com as duas mãos e os apertou ao redor dele, envolvendo-o. Começou a se mover devagar.

— Você vai gozar nas tetas da mamãe? — perguntou, olhando para ele.

— Sim — respondeu ele, com a voz tensa.

Diego não aguentou muito. O sêmen veio quente, em ondas, manchando-lhe os seios. Ele se inclinou para a frente e os lambeu sem nenhum pudor, limpando-os com a língua. Depois se deitaram lado a lado, e a mão de Elena desenhava círculos lentos nas costas dele.

***

O confinamento alterara os ritmos dos dois. Havia dias em que se procuravam três vezes antes de escurecer, em cantos diferentes do apartamento, sem desculpa nem protocolo. Naquela mesma manhã, depois do café da manhã, acabaram no chuveiro.

Elena ensaboou as mãos e as passou pelos ombros, pelo peito e pelo abdômen de Diego. Ele fez o mesmo com ela: cobriu os seios, o ventre, as coxas, as nádegas de espuma. A água quente caía sobre os dois. Quando se enxaguaram, ele já estava duro de novo e ela sentia aquele calor entre as pernas que não tinha nada a ver com a água.

Se isso era tão errado, por que parecia tão bom?

Elena não encontrava uma resposta que a convencesse. E também não a procurava com tanto empenho. Os dedos de Diego encontraram sua virilha. Ela respondeu o tomando com a mão e masturbando-o devagar sob a água enquanto se beijavam. Ele apertou os mamilos dela entre os dedos até senti-los endurecer sob as pontas.

Ele a virou com suavidade. A encostou no azulejo frio da parede. Abriu-lhe as pernas e se colocou atrás dela.

Penetrou-a devagar.

As paredes da vagina a acolheram com aquela pressão quente que ele já conhecia bem. Diego agarrou os quadris dela e começou a meter. As nádegas de Elena quicavam contra o ventre dele a cada golpe. A água continuava caindo sobre os dois, mas eles já não a notavam.

Diego colou o peito às costas dela. Procurou o pescoço de Elena com os lábios, beijou-o, mordiscou-o de leve. Ela inclinou a cabeça para o lado, dando-lhe mais espaço, sentindo o hálito quente do filho na nuca cada vez que ele se afastava para respirar. A mão de Diego rodeou o corpo dela e agarrou um dos seios. Apertou-o. Elena apoiou a testa no azulejo.

— Mamãe... eu vou gozar — disse ele, com a voz colada ao ouvido dela.

— Goza dentro — respondeu ela —. Quero sentir você.

Diego se deixou levar. O orgasmo veio com força, e Elena o sentiu se expandir dentro dela com aquele calor que a fazia estremecer. O dela veio quase ao mesmo tempo, com um tremor que percorreu suas pernas de cima a baixo. Diego se retirou devagar. Ela se virou e o beijou na boca, com calma.

A água e o sabonete levaram o resto.

***

Comeram sem pressa, falaram pouco e descansaram. Era a dinâmica daqueles dias sem horários nem obrigações. Elena pegou no sono com a mão apoiada no peito de Diego, ouvindo a respiração dele.

Depois da sesta, foi para a sala.

Diego estava sentado no sofá com uma cueca boxer preta e a televisão ligada. Elena chegou com uma robe branca de algodão e sentou-se ao lado dele. Esperou apenas alguns segundos antes de começar.

Começou pelo pescoço. Um beijo lento, o nariz roçando atrás da orelha. Diego desligou a televisão sem dizer nada e se virou para ela. Retribuiu com um beijo na boca e enfiou a mão entre a abertura da robe. Encontrou um dos mamilos dela e o roçou com os dedos até senti-lo endurecer.

— Me come — sussurrou ela, abrindo a robe.

Diego baixou a cabeça e lambeu os dois seios antes de colocar um dos mamilos escuros na boca. Chupou com força. Elena, com a mão, apalpou o volume que crescia dentro da cueca boxer. Através do tecido sentiu o calor, a pressão, o tamanho.

Montou nele de pernas abertas. Através do tecido da cueca boxer e da tanguinha branca que ele usava, os dois sentiam o calor que emanava do outro. Beijaram-se longamente. Diego voltou a descer a cabeça até os seios dela, lambendo-os e mordendo-os com aquela concentração que a deixava irresistível.

Quando a roupa começou a incomodar, tiraram-na sem alarde. Diego baixou a tanguinha pelos quadris dela devagar. Elena baixou a cueca boxer dele. Deitaram-se no sofá.

Elena se posicionou sobre ele, invertida. Diego enterrou a língua na virilha dela, abrindo os lábios, contornando o clitóris com cuidado. Ela inclinou a cabeça e percorreu com a língua o comprimento do pênis, da base até a glande. Beijou-o. Colocou-o na boca e chupou.

Os sons da sala eram apenas os dos dois.

Elena apertava os lábios e sugava fundo, enquanto Diego continuava lambendo e separando com os dedos. Os dois se davam prazer com a boca ao mesmo tempo, sem pressa, completamente absorvidos um no outro. De vez em quando um dos dois gemia, e o som ficava amortecido pelo que tinha na boca.

Mudaram de posição. Elena se pôs de quatro sobre as almofadas do sofá. Diego se ajoelhou atrás dela. Era sua posição favorita: a que lhe dava mais profundidade, mais controle, e lhe permitia ver como as nádegas da mãe reagiam a cada investida. Ele a penetrou. Agarrou-lhe os quadris e começou o movimento: profundo, rítmico, constante.

— Oohhh... não para — pediu ela, com a bochecha apoiada no encosto do sofá.

Diego aumentou o ritmo. As investidas ficaram mais fortes, mais rápidas, e de vez em quando ele dava uma palmada leve nas nádegas dela com a palma aberta. Elena respondia com um som grave vindo da garganta que ele já conhecia bem.

Ela passou uma mão entre as pernas e começou a se tocar enquanto ele a penetrava. O estímulo duplo foi suficiente. O orgasmo veio em ondas longas, e ela mordeu a almofada do sofá para abafar o som. Não era só o prazer físico, era também o pensamento que o acompanhava: que era o próprio filho, que era proibido, que estavam sozinhos no mundo e que isso os livrava de qualquer outra consideração.

Quando terminou, Diego se sentou no sofá com as pernas abertas. Elena se ajoelhou no chão entre os joelhos dele. Tomou-o com a mão, lambeu-o de cima a baixo, saboreando a si mesma nele. Depois o colocou na boca, devagar no começo, depois com mais decisão.

— Goza na minha boca, carinho — disse, olhando nos olhos dele antes de continuar.

Voltou a pô-lo na boca. Diego aguentou pouco. Quando chegou ao orgasmo, Elena não se afastou. Recebeu tudo, manteve um instante na língua e engoliu. Sentiu o calor descendo pela garganta.

Levantou-se e sentou-se ao lado dele. Beijaram-se com ternura. As mãos de ambos se entrelaçaram sobre a coxa dele.

— Eu te amo, mamãe — disse Diego.

— Eu também te amo, filho — respondeu ela.

Lá fora, o confinamento seguia. Dentro, o tempo passava de outro jeito, e nenhum dos dois tinha intenção de procurar como voltar atrás.

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