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Relatos Ardientes

O que confessei ao meu filho mudou tudo entre nós

A história foi contada primeiro pelo meu filho. Ele a escreveu, publicou e depois me confessou isso com aquela mistura de culpa e orgulho que nunca soube disfarçar direito. Perguntou como eu tinha me sentido ao saber que as pessoas a liam, e a resposta que me escapou foi honesta: tesão. Muito tesão. E a sensação de que eu também queria contar a minha versão.

Aquela noite de verão, quando tudo mudou entre nós, já fazia um tempo que estávamos naquele ponto que nenhum dos dois tinha antecipado. A mão firme dele entre as minhas pernas, dois dedos já enfiados até o fundo da minha boceta encharcada, movendo-se devagar, procurando o ponto exato que me fazia apertar as coxas em torno do seu pulso. A minha fechada ao redor da sua rola, subindo e descendo com aquela lentidão que eu sabia que o estava deixando louco, sentindo como o prepúcio deslizava sobre a glande inchada, como uma gota de líquido pré-seminal umedecia a palma da minha mão toda vez que eu chegava lá em cima. O quarto cheirava a calor, a pele suada, a boceta molhada, à tempestade de junho que se aproximava do mar.

—Quando te vi entrar na academia naquela noite — comecei, com a boca perto da orelha dele, sem parar de masturbar a rola dele com o punho apertado —, meu corpo inteiro acendeu. Sua tia estava anos sem pôr as luvas e isso ficou claro no primeiro round. Mas no segundo ela tirou de onde tinha guardado alguma coisa. Me mandou ao chão duas vezes. Minhas pernas tremiam de verdade, mas eu não ia dar essa satisfação.

Ele apertou um pouco mais com a mão, curvou os dedos dentro de mim e encontrou aquele lugar que me fez arquear as costas contra o travesseiro. Notei como a respiração dele mudou de ritmo, como a rola ficou mais dura entre os meus dedos.

—Desde quando? — perguntou com a voz tensa.

—Desde menina, sempre me meti em brigas. — Eu dizia isso com calma, sem parar de me mover devagar, apertando a glande dele com o polegar toda vez que subia —. Não procurava exatamente. Mas, se vinha, eu não evitava. Se alguém mexia com alguém meu, eu respondia. Era simples assim.

A primeira vez que briguei de verdade foi numa boate. Eu tinha vinte e um anos. Uma amiga, Lorena, tinha arrumado problema com três mulheres no bar. Eu estava com ela quando começou, então o problema também era meu.

—Eram três — eu disse a ele —. Não me importava. Elas puxavam cabelo. Eu ia no braço mesmo. Não acabou bem para elas.

Meu filho me olhava com uma expressão que eu nunca tinha visto antes. Concentração. Desejo. Algo mais, que não era nenhum dos dois separadamente. Ele tirou os dedos da minha boceta, levou à boca e os chupou devagar, me encarando nos olhos, saboreando-me como se fosse a melhor coisa que já tinha provado na vida. Depois os enfiou de novo, dessa vez três, e o som que fizeram dentro de mim, aquele chapejo úmido, nos calou aos dois por alguns segundos.

Quando a segurança nos separou, eu esperava que nos colocassem na rua. Em vez disso, um dos seguranças me disse que o dono queria me ver na sala dele. Chamava-se Rodrigo: quarenta e poucos anos, terno escuro, o tipo de homem acostumado a ouvir “sim” de todo mundo sem precisar pedir duas vezes.

—Você luta bem — ele disse de trás da mesa —. Quero te fazer uma proposta.

—Não me interessa.

—Você ainda nem sabe o que é.

—Alguma coisa obscura, com certeza.

Ele se recostou na cadeira e me olhou com calma, como se a minha recusa fosse só o primeiro passo de um processo que ele já conhecia de cor.

—Quero organizar lutas aos sábados à noite. Para a clientela. Preciso de alguém que saiba lutar de verdade, não só que pareça saber. Eu pago tudo: treinador, equipamento, o que for preciso. Você é exatamente o que eu estava procurando.

Levei exatamente três segundos para pensar.

—Na segunda-feira eu quero um contrato.

***

Na segunda eu fui ao local. O contrato existia. O treinador também: um homem de uns cinquenta anos, calado, com mãos que pareciam ter visto muito mais do que eu. Treinávamos no porão do local, uma academia pequena com piso de madeira que rangia a cada movimento.

Eu gostava de treinar descalça. Treinava com short justo e top esportivo, só isso. Com o calor do verão, o suor dos meus pés ficava marcado na madeira toda vez que eu mudava de posição. Eu gostava de ver aquelas marcas. Me lembravam que eu tinha estado ali, que eu tinha trabalhado de verdade.

Rodrigo aparecia todas as tardes para me ver. Não tentava disfarçar. Eu também não tentava facilitar para ele. Treinava sabendo que ele estava me olhando, e isso também me agradava, embora eu ainda não admitisse aquilo naquela época.

—Quando eu vou lutar? — perguntei na quinta-feira, enquanto secava o rosto com a toalha.

—Neste sábado.

—Contra quem?

—As rivais são surpresa.

Passei o resto da semana trabalhando saco, sombra e golpes no corpo com meu treinador até os braços arderem. Terminava cada sessão completamente encharcada, com os pés marcados na madeira e as luvas cheias de calor. Eu gostava daquela sensação: o cansaço limpo de quem fez algo de verdade.

***

—Mãe — interrompeu meu filho naquele momento, com a mão parada por um instante.

—Depois — eu disse, e baixei a cabeça sem soltar a rola dele. Lambi a glande de baixo para cima, bem devagar, recolhendo com a língua a gota grossa que brilhava na ponta. Depois a coloquei inteira na boca, até sentir os pelos pubianos contra os lábios, e aguentei ali alguns segundos, sentindo-o se estremecer dentro da minha garganta, antes de subir de novo, com um fio de saliva que ficou pendurado entre a minha boca e a rola dele —. Agora escuta — eu disse, e voltei a me encostar nele, com a mão outra vez fechada na rola molhada.

Ele continuou ouvindo.

***

No sábado o local estava lotado até o limite do que cabia. Tinham montado um ringue no centro da pista de dança, com holofotes iluminando-o de cima, como se fosse um palco de verdade. A música tocava, mas ninguém dançava. Todo mundo olhava para o centro.

No escritório de Rodrigo, meu treinador estava enfaixando minhas mãos quando ele entrou com um pacote embrulhado em papel escuro.

—Para a minha campeã — disse.

—Ainda não ganhei nada.

—Minha campeã precisa estar à altura.

Abri o pacote em cima da mesa. Dentro havia um robe verde-escuro, luvas novas e uma calça da mesma cor com uma faixa branca no quadril. Meu treinador juntou suas coisas e saiu sem que ninguém precisasse pedir.

—Preciso me trocar — eu disse a Rodrigo.

—Posso sair, se quiser.

—Não quer preparar a sua campeã?

Ele ficou parado. Me olhou sem dizer nada.

Tirei a camiseta com calma. Por baixo eu não usava nada. Agarrei os mamilos com as pontas dos dedos, belisquei até ficarem duros como pedra, sem tirar os olhos dos dele. Vi o volume da rola dele marcar o tecido da calça do terno. Comecei a desabotoar meu jeans botão por botão, devagar, sem nenhuma pressa.

A mão dele chegou antes de eu terminar. Puxou a calça para ele com firmeza, se agachou e começou a desabotoar os botões que faltavam, um por um, com uma paciência que eu não esperava dele. Cada botão era um grau a mais de calor no peito, mais uma pulsação entre as pernas. Quando não sobrou nenhum, o tecido cedeu. Ele não o tirou de uma vez: baixou devagar até os joelhos e aproximou a boca da pele que havia ficado exposta. Não beijou. Só roçou. Só respirou contra ela, bem devagar, e aquele sopro quente contra a minha calcinha já encharcada me fez fechar os olhos.

Depois ele tirou meu jeans inteiro, beijou meus pés antes de deixá-los no chão de madeira e, a partir daí, subiu com a boca. Os tornozelos, a parte de trás dos joelhos, a parte interna das coxas. Quando chegou à calcinha, afastou-a para o lado com dois dedos e passou a língua pela minha boceta de baixo para cima, bem devagar, na primeira vez mal me tocando, na segunda se enterrando dentro. Eu agarrei a beira da mesa com as duas mãos para não cair. Chupou meu clitóris com os lábios, apertou-o entre a língua e o céu da boca, e quando percebeu que minhas pernas começavam a tremer, se afastou de repente.

Deslizou a palma da mão entre as minhas pernas, pressionou com calma sobre o tecido molhado e, quando a retirou, secou-a na própria coxa e me encarou diretamente nos olhos.

—Quando a luta acabar, a gente termina isso — disse —. E eu vou te foder em cima desta mesa até você não conseguir andar até o carro.

Ele colocou uma calcinha limpa do pacote em mim. Depois a nova calça. As luvas. O protetor bucal. Prendeu minhas tranças com cuidado, como se tivesse todo o tempo do mundo. Pôs o robe sobre meus ombros e me virou para a porta.

Minha rival já estava no ringue quando saí. Era loira, com o cabelo muito armado e uma expressão que tentava intimidar. Alguém gritou alguma coisa do fundo quando me viu aparecer. A plateia aplaudiu.

A luta começou e ficou claro, desde o primeiro minuto, que ela tinha entusiasmo, mas não técnica. Os golpes chegavam, mas sem direção real, sem saber exatamente onde queriam terminar. Deixei que ela me acertasse algumas vezes nos primeiros rounds para o público ter algo para ver, para acreditar que podia haver dúvida. No quinto round, encaixei um gancho que jogou o protetor bucal dela a mais de um metro de distância.

Não foi a luta que eu queria. Eu queria alguém que revidasse de verdade, que me obrigasse a tirar de mim algo a mais do que eu tinha guardado.

Fui ver Rodrigo quando terminei. Ele já me esperava com a cadeira virada para a porta e a rola ainda marcando o terno.

—Não quero mais rivais assim — eu disse —. Quero luta de verdade, não espetáculo barato.

—Vou pensar em algo — respondeu, sem tirar os olhos de mim. E cumpriu a promessa naquela noite, em cima da mesa do escritório, com meu rosto esmagado contra a madeira e a mão na minha nuca enquanto me fodia por trás com uma fúria que eu não tinha visto nem nos negócios. Me fez gozar três vezes antes de terminar dentro de mim. Saí daquele escritório andando estranho, com o sêmen escorrendo pela parte interna da coxa e com a certeza de que aquilo ia se repetir.

***

Meu filho me olhava fixamente quando terminei esse trecho da história. Havia algo no rosto dele que eu nunca tinha visto antes, ou talvez sempre tivesse estado ali e eu nunca tivesse querido reconhecer. A rola dele, dura como ferro entre os meus dedos, pulsava cada vez que eu descrevia um detalhe.

—Seu pai sabia? — perguntou com a voz tensa.

—Seu pai sabia de tudo desde o começo. — Eu continuava me movendo devagar enquanto falava, apertando e afrouxando o punho ao redor da rola, girando o pulso na cabeça dela —. Durante a pandemia, a gente via lutas juntos na televisão. As duas coisas nos excitavam e não éramos discretos quanto a isso. Ele me comia vendo o combate, sem trocar de canal sequer. Estranho você não ter percebido antes.

—Eu sabia que boxe deixava ele de pau duro. Não sabia que você também.

—Seu pai teve que aprender isso de algum lugar — eu disse —. Ele me conheceu na minha última luta. Naquele ano eu já tinha duas temporadas de combates no corpo, uma equipe de verdade. Naquela noite minha rival me mandou ao chão duas vezes antes de eu nocauteá-la no sétimo round. Seu pai estava na primeira fila. Me procurou quando eu saí do ringue. Não lembro exatamente o que ele me disse da primeira vez, mas lembro que achei que ele era o tipo de homem que não gostava de facilitar nada para ninguém, nem para si mesmo.

Meu filho demorou um instante para responder. Quando respondeu, não foi com palavras.

Ele me beijou.

No começo eu virei o rosto. Ele não insistiu de imediato. Só esperou, com a testa apoiada na minha têmpora, até que o calor acumulado a noite inteira fosse mais forte que qualquer argumento que ainda me restasse contra aquilo.

Quando cedi, cedi por inteira. Abri a boca para ele com a língua e devolvi o beijo com mais fome do que tinha posto em qualquer coisa em anos. Ele se colocou sobre mim, com os joelhos entre as minhas coxas, e desceu a boca pelo pescoço, pelas clavículas, até chegar aos seios. Chupou meus mamilos um depois do outro, mordeu-os com cuidado, deixou-os brilhando de saliva e duros contra o ar.

—Chupa a minha boceta — pedi sem pensar —. Como seu pai te ensinou a chupar a das mulheres.

Não precisou repetir. Ele desceu pelo meu ventre, abriu minhas pernas com as duas mãos e enterrou o rosto entre as minhas coxas. A língua dele encontrou o clitóris de primeira. Lambeu em círculos, chupou apertando os lábios, enfiou dois dedos na minha boceta enquanto continuava chupando por cima. Eu agarrei o cabelo dele com as duas mãos e pressionei o rosto dele contra mim, sem nenhuma vergonha já, movendo a boca dele para onde eu precisava. Gozei assim, com a cabeça dele presa entre minhas coxas, o orgasmo subindo pelas costas até a nuca.

Quando ele levantou o rosto, estava brilhando de mim. Limpou a boca com o dorso da mão e se colocou entre as minhas pernas. Agarrei a rola dele, guiei-a até a entrada da boceta e senti-a me abrir centímetro por centímetro, grossa, quente, até me preencher por completo.

O que veio depois não foi delicado. Não houve tentativas nem pausas. Foi exatamente o que era: duas pessoas que tinham cruzado uma linha sem pensar demais e que já não estavam procurando a volta. Ele me fodia primeiro devagar, com investidas longas e fundas, me olhando nos olhos toda vez que chegava ao fundo. Depois mais forte, apoiando as mãos dos lados da minha cabeça, os braços retos, os golpes de quadril cada vez mais secos, mais rápidos. A cama rangia. O colchão se movia. As bolas dele batiam contra a minha bunda com um som úmido que enchia o quarto.

—Fica por cima — eu disse ofegante.

Rolamos sem ele sair. Fiquei sentada sobre ele, com a rola cravada até o fundo, e comecei a me mover para frente e para trás, esfregando o clitóris contra o osso púbico dele, apoiando as mãos no peito dele. Ele me olhava de baixo com a boca aberta, agarrando meus peitos, beliscando meus mamilos. Mudei o ritmo. Comecei a subir e descer, me largando inteira sobre a rola dele, sentindo-a entrar até um lugar que eu não sabia que existia. Ele me agarrou pelos quadris, marcou o ritmo e me penetrava de baixo toda vez que eu descia.

—Vira de costas — ele pediu com a voz quebrada —. Quero ver tua bunda.

Fiquei de quatro. Ele se colocou atrás e me penetrou de novo de uma só vez. Agarrou minhas tranças, puxou para trás com firmeza e começou a me foder por trás com uma força que me arrancou o primeiro grito de verdade. Enfiou o polegar no meu cu, sem aviso prévio, e foi isso que me fez explodir pela segunda vez. Minhas pernas tremiam antes mesmo de ele terminar. Os gritos que eu tentava abafar no travesseiro nem sempre conseguiam por inteiro.

—Vou gozar — ele disse com os dentes cerrados.

—Fora — respondi —. No meu rosto.

Ele saiu de repente, me virou de barriga para cima, montou no meu peito e gozou a tempo. O primeiro jato veio até a minha testa. O segundo, na boca aberta. O terceiro, sobre os seios. Ele apertou a rola com a mão até a última gota, deslizou-a pelos meus lábios e eu a chupei sem desviar os olhos dos dele.

Ficamos os dois imóveis, suados, olhando para o teto do quarto em silêncio. O sêmen escorria devagar pelo meu pescoço até a clavícula.

—Ainda tem muita história — eu disse quando recuperei o fôlego —. Guarda um pouco. A noite é longa.

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