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Relatos Ardientes

A vizinha de saltos vermelhos guardava um segredo

Em um prédio antigo do centro de Rosario morava Bruno, um ilustrador de vinte e sete anos que quase não saía do apartamento. Trabalhava de dia com a persiana abaixada e passava as noites diante do console, sem outra rotina além do café da manhã e do zumbido do ar-condicionado.

Tudo mudou num sábado de março. Ouviu vozes no corredor e, por curiosidade, abriu a porta. Lá estava ela, dirigindo os carregadores com uma voz rouca e autoritária que não admitia discussão.

Parecia recém-saída de uma revista dos anos cinquenta. Vestido justo de bolinhas, busto proeminente realçado por um sutiã tipo torpedo, unhas longas pintadas de vermelho intenso que gesticulavam com elegância enquanto dava ordens. A maquiagem era carregada: lábios carmim, delineador preto, sombras esfumadas que lhe davam um ar de mistério. O penteado, alto e volumoso, completava a estampa.

O conjunto era arrematado por meias de nylon com costura aparente, um corset que lhe apertava a cintura até o impossível e uns saltos agulha que batiam no piso de madeira a cada passo.

Bruno ficou pregado na soleira. Nunca tinha visto alguém tão magnético, tão parecido com uma estrela de cinema clássico com um toque de decadência. Sentiu um formigamento no estômago e, antes de pensar, falou.

—Oi, vizinha. Sou o Bruno, do apartamento ao lado. Precisa de uma mão com a mudança?

Ela se virou devagar e o mediu de cima a baixo.

—Que cavalheiro — respondeu, estendendo uma mão enluvada —. Me chamo Renata. Seria um prazer aceitar tua oferta, querido.

Bruno sentiu um arrepio quando roçou os dedos nos dela. Passaram a tarde juntos: ele carregando móveis pesados, ela indicando onde colocar com gestos teatrais. Toda vez que Renata se inclinava para ajeitar uma luminária, ele não conseguia deixar de olhar a silhueta apertada pelo corset, a perna cruzada envolta na costura, o tac-tac dos saltos sobre a madeira recém-encerada. A braguilha ficou apertada e Bruno já sentia a rola dura contra a calça, umedecendo o tecido.

***

No fim da tarde, Renata o convidou para ficar e tomar um chá.

—Você foi tão útil, Bruno. Deixe que eu te recompense.

Preparou a infusão como um ritual: mediu as folhas com precisão, despejou a água enquanto as unhas tamborilavam na chaleira. Sentados num sofá vintage recém-desembalado, conversaram. Ela falava de um passado glamoroso, de salões esquecidos e amores intensos. Bruno estava hipnotizado.

O perfume floral e empoeirado o envolvia. Cada toque acidental — a mão sobre o joelho, uma mecha roçando o ombro — o fazia querer mais. Ofereceu-se para ajudá-la no que fosse preciso, com a esperança secreta de que aquela proximidade rendesse algo. Imaginava beijá-la, desabotoar o corset, percorrer aquelas curvas que o obcecavam, enfiar o rosto entre aqueles peitos enormes e lambê-los até deixá-los molhados.

Mas Renata era sagaz. Notou o olhar faminto e decidiu inverter os papéis.

—Você é um garoto tão doce — murmurou, aproximando-se.

Com uma mão, ajeitou-lhe o colarinho da camisa e deixou que as unhas longas traçassem uma linha pelo peito, descendo até roçarem o volume que se marcava na calça. Bruno corou, mas não se afastou. Ela o guiou com frases sussurradas.

—Na minha época, as mulheres sabiam seduzir sem dizer uma palavra. E também sabiam quando um garoto estava morrendo de vontade de que mexessem na rola dele.

Convidou-o para dançar um lento na sala vazia, o corpo colado ao dele, o busto roçando no torso e a pelve apertada contra a sua. Bruno sentiu o coração disparado e a cabeça nublada de desejo. Foi ele quem acabou implorando, beijando-a com urgência, as mãos explorando o corset que moldava a figura, erguendo a saia do vestido e apalpando-lhe as coxas por cima das meias.

Renata riu baixo, mordeu o lábio inferior dele e agarrou a mão para levá-la direto ao volume próprio, pressionando os dedos dele contra o tecido.

—Gostou do que sentiu, querido? Ainda não viu nada.

Levou-o ao quarto, ainda cheio de caixas. Despiram-se devagar: primeiro os saltos, depois as meias com costura que revelaram pernas suaves e depiladas. Bruno desabotoou o corset com dedos trêmulos e os seios ficaram livres, pesados, com os mamilos duros. Atirou-se a chupá-los, um e outro, mordiscando de leve, enquanto Renata cravava as unhas na nuca dele e gemia.

—Assim, com fome. Chupa bem.

Bruno estava perdido no encanto dela, na maquiagem que não borrava, no penteado intacto. Desceu os beijos pelo ventre, disposto a lamber a boceta, e então, na penumbra, ao baixar as mãos, descobriu algo inesperado. Renata não era o que aparentava: era uma travesti, com uma rola de dimensões generosas, grossa, escura, já dura, que lhe pesou contra a bochecha.

O susto inicial deu lugar a uma mistura de confusão e curiosidade. Renata riu baixinho, sem um grama de arrependimento, e segurou o rosto dele com uma mão enluvada.

—A vida é uma ilusão, darling. Não ama as reviravoltas numa boa trama? Agora abre a boca, que você a tem do lado.

Bruno, ainda ofegante, ficou olhando para aquela rola a centímetros dos lábios. O cheiro de pele e perfume misturados o deixou tonto. Colocou a língua para fora, hesitante, e passou-a pela glande. Renata gemeu e empurrou a cabeça dele. Bruno abriu a boca e a recebeu, primeiro a ponta, depois metade, engasgando um pouco quando ela cravou os saltos da voz.

—Isso. Chupa tudo, não seja tímido. Encharca bem de saliva.

Bruno chupou de maneira desajeitada, mas com vontade. Sentia a rola inchar contra o palato, o gosto salgado do pré-sêmen descendo pela garganta. As unhas vermelhas puxavam seu cabelo marcando o ritmo. Quando Renata sentiu que estava prestes a gozar na boca dele, o afastou com um empurrão, o jogou de costas e arrancou-lhe as calças. Agarrou a rola dura de Bruno, cuspiu nela com desdém elegante e começou a batê-lo com calma enquanto se sentava sobre o rosto dele.

—Agora lambe. Tudo. O cu também, sem frescura.

Bruno obedeceu, a língua percorrendo os ovos, subindo pelo períneo, afundando entre as nádegas depiladas. Renata gemia rouca, se movia sobre ele, e com a mão continuava a trabalhar a rola dele. Quando sentiu que ele estava perto, virou-se num movimento fluido, sentou sobre a rola de Bruno e a enfiou de uma vez, até o fundo. Bruno soltou um grito abafado. O calor apertado do cu de Renata o fez ver estrelas.

—Fica quietinho, amor. Deixa ela aí dentro. Agora quem manda sou eu.

Renata começou a cavalgar nele, subindo e descendo com os seios quicando, a rola própria dura batendo no ventre de Bruno. Agarrou a mão dele e a colocou na rola, obrigando-o a masturbá-la no ritmo da transa. Bruno, aturdido, apertava e bombeava enquanto ela o montava com a elegância de uma amazona.

—Goza dentro. Enche tudo. Depois você vai me lamber.

Bruno não aguentou mais. Gozoou com um gemido longo, descarregando-se inteiro no cu de Renata, sentindo como ela o apertava com os músculos para espremer até a última gota. Quase ao mesmo tempo, Renata também gozou, disparando um jato grosso de sêmen contra o peito e o queixo dele. Inclinou-se, passou dois dedos pelo gozo e os colocou na boca de Bruno, que os chupou sem pensar.

—Bom garoto. Aprende rápido.

Ele havia sido seduzido por completo, não só pelo corpo, mas pela aura de mistério e confiança. Desde aquela noite, sua rotina mudou para sempre.

***

Os dias seguintes foram um tormento. Não conseguia tirar Renata da cabeça. Fechava os olhos e via o penteado desfeito pela paixão, sentia o roçar das unhas, cheirava o perfume empoeirado misturado com suor e sêmen. Batia punheta três vezes por dia pensando nela, na rola que o fez engolir, no cu que ela tinha comido. No trabalho, seus desenhos viravam abstratos, curvas que lembravam aquele corset. À noite, sonhava com o tac-tac dos saltos se aproximando na escuridão.

Tentou se distrair com amigos e videogames, mas sempre acabava no corredor, escutando atrás da porta ao lado, esperando um sinal.

Uma tarde, a campainha tocou. Era Renata, impecável como sempre.

—Você parece um alma penada, querido — disse com aquela voz rouca que o fazia tremer.

Ela o convidou para o apartamento, já decorado com móveis vintage, velas vermelhas, cortinas pesadas e um armário entreaberto que deixava ver correias e chicotes. Preparou outro chá, mas dessa vez foi direta.

—Eu já te saquei, Bruno. Você não consegue parar de pensar na minha rola dentro de você, não é? Está na hora de você saber quem eu sou de verdade.

Com um sorriso brincalhão, revelou seu ofício: ganhava a vida como dominatriz.

—Nos clubes discretos da cidade eu sou a rainha. Homens e mulheres pagam fortunas para se submeter à minha vontade. Meu estilo retrô não é só moda; é minha armadura, meu poder.

Bruno engoliu em seco, excitado e nervoso, com a rola já endurecendo na calça. Ela o encarou fixamente, as unhas tamborilando na xícara e depois descendo para acariciar-lhe o volume por cima do tecido.

—Te proponho uma coisa: seja meu escravo por uma noite. Uma sessão completa. Sem amarras... bem, com amarras, mas você me entende.

Bruno temia o desconhecido, a dor, a vulnerabilidade. Mas a atração falava mais alto.

—Aceito — murmurou, com a voz trêmula.

***

Naquela noite, Renata preparou tudo. Fez Bruno se despir devagar enquanto ela trocava de roupa para um traje mais severo: corset preto, luvas longas e seus inseparáveis saltos agulha. Debaixo do corset não usava nada, e a rola lhe pendia pesada, semi-ereta, emoldurada pelas ligas.

—De joelhos, escravo — ordenou.

Bruno obedeceu com o coração batendo forte no peito. A sessão de bondage começou. Com cordas macias, mas firmes, ela o amarrou na cama, braços estendidos, pernas abertas e flexionadas, o cu bem exposto. As unhas longas traçavam padrões na pele dele, enviando arrepios de prazer e expectativa.

—Relaxa. Isso é sobre entrega — sussurrava, ajustando os nós com precisão de especialista.

Passou a língua pelos mamilos dele, um e outro, e desceu mordendo o ventre até chegar à rola. Agarrou-a com a mão enluvada, apertou na base e passou a língua por toda a extensão, bem devagar, olhando nos olhos dele.

—Olha para mim, escravo. Nunca feche os olhos quando eu te chupar.

Engoliu a rola inteira, até o fundo da garganta, sem engasgar, com uma técnica de puta cara. Bruno gemeu e puxou as cordas. Renata subia e descia a cabeça, o penteado alto intacto, os lábios vermelhos deixando um anel úmido na pele. Quando o deixou à beira, separou-se e deu um tapa na rola dele.

—Nem pense em gozar sem permissão.

A maquiagem carregada dos olhos o vigiava; o penteado alto a transformava numa deusa inalcançável. Brincou com ele por horas: carícias alternadas com tapas leves nas nádegas, palavras humilhantes que o excitavam mais do que ele admitiria. Beliscava os mamilos dele com as unhas, cuspia na boca dele, obrigava-o a dizer “obrigado, Ama” toda vez.

Depois, lubrificou o cu dele com dedos experientes, enfiando um primeiro, depois dois, abrindo-o com paciência enquanto ele se retorcia nas cordas.

—Relaxa o rabinho, meu amor. Eu já trabalhei ele direitinho. Agora vai entrar toda a minha rola.

Bruno, temeroso no começo, se rendeu ao prazer da submissão. As cordas o imobilizavam, mas libertavam algo dentro dele. Renata o levou ao limite. No clímax da sessão, posicionou-se sobre ele e, com um movimento fluido, o penetrou com uma mistura de firmeza e domínio. A rola grossa se afundou no cu de Bruno de uma só investida, arrancando-lhe um grito.

Bruno ofegou. Uma onda de sensações percorreu seu corpo: a ardência inicial se transformando em êxtase, a pressão do corpo, o roçar das meias contra suas coxas abertas. Renata controlava o ritmo, as unhas cravando de leve nos quadris dele, golpeando cada vez mais forte, fazendo o saco bater nas nádegas.

—Isso. Entrega pra mim. Sente como eu meto. Agora você é minha puta.

Ela agarrou a rola de Bruno e a masturbou no ritmo da transa, apertando forte. Bruno gemia sem parar, a cabeça sacudindo sobre o travesseiro, incapaz de se mover por causa das cordas, obrigado a receber cada estocada. O som molhado da transa enchia o quarto, misturado ao ranger do corset de Renata e aos tacões que ela fincava no colchão para ganhar impulso.

—Goza quando eu mandar. Nem um segundo antes.

Ela continuou fodendo-o por minutos longuíssimos, mudando o ângulo, afundando até o fundo, tirando a rola quase inteira e enfiando de novo. Quando o sentiu prestes a gozar, acelerou o ritmo, rosnou e o encheu com um gozo enorme dentro do cu, jatos quentes que Bruno sentiu baterem nas entranhas.

—Agora você. Goza, escravo.

Bruno explodiu com um uivo, jorrando no próprio ventre enquanto Renata continuava apertando-lhe a rola e movia a dela dentro do cu dele, espremendo-o até a última contração. Quando terminou, ficou exausto, ainda amarrado, mas com um sorriso de satisfação, o sêmen alheio escorrendo entre as nádegas e o próprio secando no peito. Ela o desatou com cuidado, beijou seus pulsos marcados e passou dois dedos pelo gozo do ventre para dá-los a lamber.

—Bom garoto — disse, ajeitando o penteado.

Desde aquela noite, a relação mudou de natureza. Bruno já não era apenas o vizinho, mas seu devoto ocasional, explorando um mundo de prazeres que jamais havia imaginado.

***

Com as semanas, a dinâmica se solidificou. Bruno assinou um contrato simbólico numa noite de velas e promessas sussurradas. Jurou obediência em troca das sessões que o levavam ao êxtase e ao abismo.

Renata ditava as regras: ele limpava o apartamento de joelhos e nu, preparava os chás com precisão ritual e atendia às chamadas com um “Sim, Ama” trêmulo. Toda vez que ela passava ao lado, dava um tapinha suave em sua bochecha ou agarrava sua rola para ver se estava dura, e sempre estava. As noites de bondage viraram rotina, e cada uma era mais um degrau em sua submissão. Bruno ansiava pelas ordens dela, pelo tac-tac dos saltos anunciando sua chegada, pelo roçar das unhas na nuca como lembrete de quem mandava, pela rola de Renata entrando em sua boca ou em seu cu quase todos os dias.

Numa noite de lua cheia, Renata decidiu subir a aposta. Marcou um encontro com uma mensagem enigmática: “Vem preparado para renascer, darling”.

Bruno chegou pontualmente, nervoso e excitado. Encontrou-a em seu esplendor habitual, mas desta vez havia algo mais: sobre a cama, um arsenal de roupas e acessórios dispostos como um altar.

—Esta noite, meu escravo, eu vou te transformar — anunciou com voz rouca —. Vou te feminilizar à minha imagem e semelhança. Esquece o Bruno; a partir de agora, você é a Bruna, minha versão jovem e submissa.

Bruno engoliu em seco, tomado por um arrepio de medo e expectativa. Renata não admitia dúvidas. Despiu-o com mãos experientes e começou a transformação.

Primeiro, um corset que afinou sua cintura até deixá-la como a dela. Depois, um sutiã tipo torpedo recheado que lhe elevou o peito numa curva dramática e o fez se sentir exposto. Calçou meias com costura, ensinou-o a prendê-las com delicadeza e lhe pôs uns saltos que o obrigaram a caminhar com passos curtos e vacilantes.

O vestido era uma réplica do estilo de Renata: bolinhas, saia pregueada, justo em cima. Depois veio a maquiagem: lábios vermelhos, delineador preto, sombras esfumadas que o convertiam numa boneca viva. Por fim, as extensões para um penteado alto idêntico ao dela.

Diante do espelho, Bruno — agora Bruna — viu o reflexo de uma jovem retrô, uma versão juvenil da sua Ama, com unhas postiças vermelhas que completavam a ilusão.

—Perfeita, minha menina — murmurou Renata, admirando sua obra —. A partir de agora você vai me chamar de Mamãe. Eu sou sua guia, sua dona. Entendeu, filha?

Bruna respondeu com voz trêmula e fingidamente infantil:

—Sim, Mamãe.

Renata a empurrou contra o espelho, ergueu a saia pregueada e arrancou sua calcinha nova. Cravou três dedos no cu dela, sem aviso prévio, apenas umedecidos com saliva.

—E menina boazinha se deixa usar quando a Mamãe está com vontade. É ou não é, Bruna?

—Sim, Mamãe — ofegou Bruna, com o rosto colado no vidro.

Renata tirou a rola pela abertura do corset, cuspiu nela e a enfiou com um só empurrão. Bruna gritou ao ver o próprio reflexo maquiado, a boca aberta de vermelho, os peitos postiços quicando sob o vestido de bolinhas. Mamãe agarrou o penteado novo e a fodeu contra o espelho, investindo com força, os saltos de ambas batendo no chão.

—Se olha. Você é minha puta filha. Repete.

—Sou sua puta filha, Mamãe.

—Mais forte.

—Sou sua puta filha!

Renata gozou dentro dela, mordendo-lhe o pescoço por cima das extensões, e deixou o gozo escorrendo pelas coxas presas nas meias com costura. Passou um dedo pelo rastro branco e o enfiou na boca pintada de vermelho de Bruna.

—Bem-vinda à tua nova vida, filha.

***

O treinamento de Bruna avançou sob a tutela rigorosa de Renata. Toda manhã ela aperfeiçoava a aparência: o corset moldando a figura, o busto que a tornava vulnerável, as meias sussurrando a cada movimento desajeitado sobre os saltos. A maquiagem era um ritual matinal; as unhas longas, uma extensão de sua obediência.

Numa tarde chuvosa, Renata decidiu levá-la a um novo patamar.

—Minha menina, para servir Mamãe como se deve você precisa aprender a se manter pronta o tempo todo — disse.

Mostrou-lhe uma caixa com plugs de tamanhos graduados e a instruiu com paciência. De joelhos, o corset apertando sua respiração, Bruna sentiu a invasão inicial como uma mistura de incômodo e excitação que a fez tremer. Renata passava lubrificante fino, empurrava, retirava, empurrava um pouco mais fundo, enquanto sussurrava em seu ouvido.

—Abre para a Mamãe. Abre esse cuzinho de puta que a Mamãe fez. Assim, respira.

O plug entrou de uma vez com um estalo úmido e Bruna soltou um gemido longo. Renata deu-lhe um tapa firme na bunda, marcando a palma sobre a pele branca.

—Relaxa e respira fundo — sussurrou Mamãe, ajustando-o com precisão —. Anda. Sente como ele te mantém pronta para o que vier.

Bruna se levantou cambaleante. Cada passo enviava ondas de sensações. Um suspiro escapava dela toda vez que a base do plug roçava suas nádegas e a rola ficava duríssima sob o vestido, umedecendo a calcinha com pré-sêmen. Renata, com a sua no lugar, mostrou-lhe como se mover com elegância sem perder o glamour. Passaram a tarde praticando: sentar, inclinar-se, sustentá-lo por horas, enquanto Mamãe a premiava com carícias na rola ou a castigava com leves açoutes se ela reclamasse. Em uma das inclinações, Renata se colou por trás, arrancou o plug de um puxão e enfiou a rola sem aviso, fodendo-a em pé contra a mesa, rápido, sujo.

—Os buracos da minha menina estão abertos para mim o tempo todo. Entendeu?

—Sim, Mamãe, sim, me come — choramingava Bruna, agarrada à toalha da mesa.

Renata gozou dentro dela pela segunda vez no dia e tornou a enfiar o plug com um empurrão, selando o sêmen lá dentro.

—Amanhã você vai me assistir numa sessão real — anunciou naquela noite —. Um cliente vem se submeter. Você vai ser minha sombra, aprendendo e servindo.

—Sim, Mamãe — assentiu Bruna, entre o medo e a expectativa, com o cu ainda escorrendo.

***

O cliente chegou no dia seguinte: um homem de meia-idade, nervoso e submisso, que se ajoelhou diante de Renata assim que cruzou a porta. Ela, radiante em seu vestido justo e penteado alto, o dominava com um único olhar. Bruna, vestida como sua réplica jovem, ficou ao lado dele, pernas juntas, o plug dentro, a rola contida sob a saia.

Renata amarrou o escravo a uma cadeira vintage com mãos experientes, deixando seus braços para trás e as pernas abertas.

—Mostra tua devoção — ordenou, tirando a rola pela abertura do corset e oferecendo-a à cara dele.

O homem, tremendo, começou a chupá-la com avidez, a língua percorrendo toda a extensão, os lábios se fechando na base. Renata agarrou a cabeça dele com as duas mãos enluvadas e começou a foder a boca dele com investidas firmes, sufocando-o de vez em quando, deixando fios de saliva pendurados no queixo. Bruna observava, a boca aberta, sua própria excitação intensificada ao ver a maquiagem do cliente borrando com as lágrimas.

—Engole tudo, otário. Como eu te ensinei.

Depois, Mamãe virou a cabeça para ela.

—Tua vez, filha. Faz ele te servir.

Bruna, corada sob a maquiagem, aproximou-se e ergueu a saia, expondo a rola dura e as meias molhadas. O cliente, sob ameaça de castigo, a atendeu com uma boca ansiosa, chupando-a inteira, engolindo o pré-sêmen sem protestar. Renata supervisionava cada gesto, açoitando o homem no peito com um chicote curto quando ele afrouxava.

—Mais entusiasmo — exigia —, ou você vai sentir a minha raiva. Chupa a rola da minha filha como se fosse a última coisa que vai fazer.

Bruna agarrou a cabeça do cliente e fodeu a boca dele imitando o que Mamãe tinha feito com ela, sentindo-se poderosa pela primeira vez, enfiando até fazer o homem engasgar. Renata sorria atrás, orgulhosa, brincando ela mesma com a rola.

—Assim, filha. Arrebenta a boca dele. Que aprenda que também me serve.

O clímax chegou quando Renata decidiu pelo total submetimento. Desamarrou o homem só para colocá-lo de quatro sobre o tapete, a cabeça baixa, o cu erguido. Posicionou-se atrás, cuspiu no anel do cu dele e o penetrou com ritmo dominante, os saltos firmes no chão, o corset rangendo a cada investida. O escravo gemia, entregue, com o rosto pressionado contra o tapete.

—Agora você, filha — disse, tirando-a de um puxão e cedendo o lugar.

Bruna, dilatada e excitada, posicionou-se atrás do cliente e cravou a própria rola no cu já aberto por Mamãe. A sensação de comer outro pela primeira vez a fez gemer alto. Renata se colocou diante do homem e meteu a rola na boca dele ao mesmo tempo, tapando-o dos dois lados, alternando estocadas com Bruna numa dança de dominação compartilhada. O escravo engasgava, babava, arqueava as costas para receber melhor.

—Come ele, filha. Com tudo. Faz ele sentir nós duas.

Trocaram de lugar. Renata voltou ao cu, Bruna à boca. A própria rola sabia menos estranho do que ela imaginava, talvez porque já a tivesse chupado tantas vezes de Mamãe. Os gemidos encheram o quarto, o ar carregado de perfume empoeirado e suor. Renata rosnou primeiro, gozando no cliente dentro do cu com investidas curtas e profundas. Bruna, ao ver aquela cara de êxtase em Mamãe, também gozou na boca do homem, obrigando-o a engolir até a última gota.

Quando terminaram, deixaram o cliente ajoelhado, com o sêmen de Renata escorrendo entre as pernas e o de Bruna nos cantos dos lábios. O homem foi embora exausto e satisfeito, pagando generosamente. Renata abraçou Bruna e lambeu o gozo alheio que lhe havia ficado na bochecha.

—Muito bem, filha. Você é meu orgulho.

Bruna se sentiu completa no papel, pronta para mais. Sua vida, agora um tecido de submissão e prazer, se entrelaçava cada dia mais fundo no mundo retrô e dominante da vizinha misteriosa, aquela diva de saltos vermelhos que lhe roubara o corpo e, sem que percebesse, também a alma.

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