Nossa primeira noite de troca com outro casal
Tudo isso aconteceu há uns dez anos, quando começamos de verdade a entrar nesse mundo. Já tínhamos tido alguns encontros esparsos com outros casais, mas sempre com pressa demais e pouca confiança, então nada chegava a funcionar de fato. Uma noite, meio de brincadeira, minha mulher me propôs colocar um anúncio na internet dizendo que buscávamos um casal para troca, e fizemos isso sem pensar muito.
Apareceu todo tipo de gente estranha, gente que escrevia duas linhas e sumia, gente que só queria fotos. Mas, entre todas as mensagens, apareceu um casal que parecia diferente. Escreviam com calma, falavam um pouco sobre eles, perguntavam sobre nós. Passei meu número e o cara e eu começamos a conversar por telefone quase todas as noites, nos sondando, para ver se valia a pena marcar algo a quatro.
—Vocês também ficam nervosos antes de conhecer alguém? — ele me perguntou numa dessas noites.
—Mais do que você imagina — confessei, e nós dois rimos.
Marcamos para a semana seguinte, a princípio só para tomar uns cafés e ver como cada um era. Mas, dois dias antes, ele me ligou e propôs que fosse melhor almoçarmos juntos, para ter mais tempo e não ficar correndo contra o relógio. Eu disse que conhecia um barzinho perto de casa onde se comia muito bem e muito barato, um lugar tranquilo onde poderíamos conversar sem ninguém nos incomodar.
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Chegamos no horário combinado e eles já estavam lá, pontuais. E, para falar a verdade, eram exatamente como tinham descrito, ou até melhores. Um casal lindíssimo, sobretudo ela. Chamava-se Daniela, era latina, e tinha um corpo de tirar o fôlego. Ainda lembro do nome e da sensação de vê-la pela primeira vez: uma das mulheres mais sexys que já conhecemos na vida. E não era só linda, também era leve, simpática, daquelas pessoas com quem você se sente à vontade em cinco minutos.
Ele se chamava Andrés e era igualmente agradável. Os dois deviam estar na casa dos trinta e poucos. Daniela tinha umas curvas que me deixavam louco e seios espetaculares; Andrés dava para ver que cuidava do corpo, que frequentava a academia. Sentamos, pedimos, e em poucos minutos já havia uma química evidente sobre a mesa. Eles tinham experiência de sobra e nós, embora mais novatos, estávamos com muita vontade. Começamos a falar de gostos, de limites, do que gostávamos e do que não gostávamos.
No meio do almoço, Daniela se inclinou na direção da minha mulher e perguntou, com um sorriso maroto, se ela queria acompanhá-la ao banheiro. Minha mulher me olhou por um segundo, como pedindo permissão sem palavras, e se levantou com ela.
Demoraram bastante. Quando voltaram, as duas estavam com as bochechas coradas e uma risadinha cúmplice que eu não soube interpretar naquele momento. Daniela piscou para mim ao se sentar, mas eu ainda não tinha entendido nada. Seguimos comendo como se nada tivesse acontecido, conversando bobagens, e só mais tarde, já a caminho da casa deles no carro, minha mulher me contou ao ouvido o que tinha acontecido entre aquelas quatro paredes.
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Ela me disse que, assim que entrou no banheiro, Daniela a encostou na parede e a beijou sem avisar, com fome. Minha mulher estava usando uma roupa de duas peças, e Daniela enfiou a mão por baixo enquanto continuava devorando a boca dela. Minha mulher ficou completamente acesa; confessou que, em questão de segundos, estava encharcada, mais excitada do que se lembrava de já ter estado na vida.
Depois foi a vez de Daniela. Minha mulher baixou o vestido dela e descobriu uns seios grandes que pediam atenção, e se jogou neles sem pensar. A coisa escalou rápido. Daniela se ajoelhou, afastou a calcinha e começou a lambê-la, e ali, em pé contra os azulejos frios do banheiro de um bar, minha mulher gozou pela primeira vez na boca de outra mulher. Tiveram que parar porque alguém começou a bater na porta, e saíram arrumando o cabelo como se nada tivesse acontecido.
Ouvir tudo aquilo no carro, enquanto eu dirigia atrás do carro deles em direção à casa, me deixou à beira do limite. Não sabia se chegaríamos inteiros.
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Na casa deles nos ofereceram algo para beber. Andrés trouxe uns refrigerantes e ficamos um tempo sentados na sala, ainda com aquela tensão pairando no ar. Então Daniela pegou minha mulher pela mão e a levou para o quarto.
—Ela tem um armário cheio de lingerie — me disse Andrés, dando de ombros com um sorriso —. Quando começa a escolher, demora.
Demoraram uns vinte minutos longos. Nós dois conversamos sobre qualquer coisa, sabendo perfeitamente o que estava prestes a acontecer. E, quando a porta se abriu, minha boca secou. As duas saíram transformadas, com saltos altíssimos e conjuntos que deixavam pouca coisa para a imaginação. Daniela estava de cair o queixo, mas minha mulher não ficava atrás; eu nunca a tinha visto tão disposta, tão segura de si. E ainda assim, admito, aquela mulher latina me tinha completamente hipnotizado.
Daniela veio direto para mim e começamos a nos beijar no sofá. Enfiei a mão por baixo do conjunto e a encontrei encharcada, dilatada, pronta. Coloquei dois dedos nela com uma facilidade que me surpreendeu, sem parar de beijá-la. Depois desci para os seios e fiquei um tempo ali, perdido, até que não aguentei mais a roupa no corpo e a tirei. Andrés fez o mesmo. Em questão de minutos estávamos os quatro nus naquela sala.
Levantei os olhos e vi minha mulher ajoelhada na frente de Andrés, chupando-o. Ele tinha um pau bem grande, e minha mulher adora paus grandes, então se entregou como poucas vezes eu a tinha visto, gemendo entre lambidas, me olhando de soslaio para confirmar que eu estava vendo. Estava completamente alucinada.
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Daniela desceu pelo meu corpo e começou a fazer um boquete absurdo. Fazia tão bem que tive que pedir que parasse, porque, se continuasse, eu não ia durar nada. Deitei-a no sofá, abri suas pernas e levantei seus joelhos. Ajoelhei-me no chão e comecei devagar, primeiro concentrado no clitóris dela, desenhando círculos lentos, e depois descendo aos poucos enquanto ela arqueava as costas.
—Não para, por favor, não para — ela me pedia com a voz quebrada.
Enfiei dois dedos nela e senti como ela se contraía ao redor deles. Comecei a movê-los mais rápido, sem parar de lambê-la, e ela cravou as unhas no meu ombro.
—Assim, mais forte, que eu vou gozar — ofegou.
Dei tudo o que tinha, língua e dedos ao mesmo tempo, e ela gozou tremendo, apertando minha cabeça com as coxas. A poucos metros dali, no mesmo sofá, minha mulher estava de pernas abertas com Andrés entre elas, igualmente encharcada, e as duas procuravam a boca uma da outra por cima de mim, se beijando enquanto nós as devorávamos. Foi uma imagem que eu não vou esquecer.
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Eu já não aguentava mais. Coloquei a camisinha e começamos a transar cada um com sua própria parceira, ainda sem cruzar tudo de uma vez. Comecei com minha mulher, porque no início ela estava um pouco insegura e eu queria que se sentisse à vontade. Mas a timidez dela durou pouco: assim que ganhou confiança, virou-se para Daniela e a beijou, e Daniela respondeu na mesma hora. As duas se moviam sobre nós, de mãos dadas, se beijando entre gemidos.
Foi minha mulher quem, em dado momento, propôs trocar. E aí trocamos de verdade. Nós as colocamos de quatro, mas de frente uma para a outra, para que pudessem se beijar e se tocar enquanto nós as segurávamos pelas coxas. Eu metia em Daniela com toda a velocidade que meu corpo deixava, fascinado com a forma como ela se movia. Ela gozou de novo, dessa vez com um gemido longo que escapou contra a boca da minha mulher.
Andrés e minha mulher ficaram na sala, e Daniela me puxou para o quarto. Achamos que eles viriam atrás, mas não vieram, e a verdade é que aquilo foi o melhor da noite, pelo menos para mim.
***
Deitamos na cama e continuei fodendo-a. Daniela era entrega pura; abria as pernas o máximo que podia, me pedia mais, dizia ao meu ouvido o que queria. No meio de tudo, colocou uma mão no meu peito.
—Para um segundo — me disse, me olhando fixo.
Fiquei parado, sem entender. Então, sem desviar os olhos dos meus, ela mesma tirou minha camisinha e enfiou meu pau de novo dentro dela, agora sem nada entre nós. Eu já não pensava com clareza, só queria continuar. Enterrei-me em seus seios e tentei ir o mais fundo possível enquanto ela me soltava todo tipo de putaria no ouvido.
—Quero que você me encha, não goza fora — sussurrava.
Senti que estava para gozar. Fiz menção de sair para terminar fora, mas ela me segurou com as pernas e não deixou.
—Dentro — ordenou, e isso bastou.
Vê-la gemer ao sentir aquilo, com aquele sorriso de quem sabe exatamente o que está fazendo, foi o fecho perfeito para nossa primeira noite de verdade nesse mundo. Depois vieram muitas outras, algumas iguais e outras até melhores, mas essa foi a que nos abriu a porta. Para o resto, ainda haverá tempo de contar em outros relatos.