O encontro do aplicativo que terminou em um ménage
Já fazia vários dias que conversávamos sobre aplicativos de namoro no grupo. Eu era o único que ainda não tinha perfil e, entre piadas, capturas de tela e anedotas, acabaram me empurrando para abrir uma conta.
—Cria uma de uma vez —insistiram comigo—. Nem que seja por curiosidade. Nunca se sabe quem pode aparecer.
Fiz isso sem grandes expectativas, mais para matar o tempo do que por qualquer outra coisa. Mas, assim que comecei a deslizar pelos perfis, entendi o apelo: havia de tudo. Mulheres procurando uma aventura rápida, casais com ideias estranhas, gente educada com desejos pouquíssimo educados e outras que deixavam claríssimo que não queriam perder tempo com rodeios.
Entre todos aqueles perfis, uma mulher morena me chamou a atenção, com olhar vivo, sorriso largo e um ar de segurança que transparecia até nas fotos. Não era pose de modelo nem uma coleção de filtros baratos. Parecia adulta, segura de si, com aquele tipo de atração que não depende de um rosto perfeito, mas de como ela encara a câmera sabendo exatamente o que provoca.
O nome dela no aplicativo era Mara. Dizia estar por volta dos quarenta, gostar de conversas inteligentes e de homens decididos. Em uma foto, aparecia com um vestido sóbrio, quase formal; em outra, com leggings pretas e uma camiseta curta que deixava à mostra apenas um pedaço da barriga. Essa mistura de discrição e provocação me fez pensar nela mais do que o normal.
Dei “like” sem pensar muito. Ela não demorou nem uma hora para responder.
—Oi, bonitão. Bom dia.
Começamos a conversar e, desde a primeira troca, notei que ela não era uma daquelas mulheres que enchem o chat de monossílabos. Escrevia bem, tinha senso de humor e sabia conduzir qualquer comentário para um duplo sentido sem parecer desesperada. Eu acompanhei o ritmo dela com todo prazer.
As mensagens foram esquentando aos poucos. Nada vulgar no começo, apenas insinuações. O que gostávamos em um beijo. Se preferíamos uma tarde tranquila ou uma noite longa. Se éramos do tipo de mãos inquietas. Se nos excitava mais a antecipação ou ir direto ao ponto.
—Eu sou de beijar muito —ela me escreveu certa tarde—. Beijar, tocar e deixar as horas passarem sozinhas.
—Isso parece perigoso.
—Só se você não souber se controlar.
Eu já não me controlava muito enquanto lia as mensagens dela. Durante alguns dias, conversamos quase o tempo todo, e cada frase parecia empurrar a seguinte um pouco mais longe. Ela me contava que gostava de sentir desejo antes de encontrar alguém. Que preferia homens que soubessem usar a boca e as mãos. Que odiava pressa. E que, quando queria alguém na cama dela, não gostava de fingir indiferença.
No terceiro dia, propus que nos encontrássemos para tomar um café perto da região onde ela morava. Ela riu da mensagem que enviei.
—Se quiser, podemos marcar em um bar cheio de gente, para você comprovar que não sou louca.
—Ou você vem à minha casa e eu comprovo se você sabe beijar —ela respondeu.
Ela me passou o nome da rua, sem o número. Acrescentou que, quando eu estivesse lá, deveria avisá-la. Aquele jeito de me marcar, com um pouco de mistério e outro tanto de atrevimento, me deixou o dia inteiro com a cabeça ocupada.
A conversa nas horas que antecederam o encontro subiu de tom de uma forma ridícula. Reler aquelas mensagens depois teria sido como ler um conto erótico escrito por duas pessoas que já estavam tirando a roupa com a imaginação.
Quando finalmente chegou a tarde, mandei o aviso da calçada.
—Já estou aqui.
Ela levou alguns segundos para responder.
—Número 41, terceiro andar, apartamento B. Suba.
Senti uma descarga imediata no corpo. Nunca tínhamos nos visto pessoalmente, mas o tom das mensagens não deixava muitas dúvidas. Eu não estava subindo para tomar café. Estava subindo para descobrir se toda aquela tensão era real.
O prédio era tranquilo, um edifício residencial de bairro sem loja no térreo. Enquanto esperava o elevador, senti meu pau endurecer dentro da calça só de imaginar que, do outro lado da porta, ela estaria sozinha, esperando.
Ela abriu antes que eu batesse pela segunda vez. Sorriu ao me ver como se já me conhecesse. Usava o cabelo preso, leggings pretas, tênis confortáveis e uma camiseta branca justa que marcava os seios e deixava uma faixa de pele à mostra acima da cintura. Não era uma beleza fria; era melhor. Tinha um corpo real, uma energia quente, um sorriso daqueles que fazem você entrar completamente desarmado.
—Então você é o Leo —disse, me olhando de cima a baixo sem disfarçar.
—E você é ainda mais perigosa pessoalmente.
Ela riu com vontade e se afastou para me deixar entrar. O apartamento cheirava a perfume suave e café recém-passado, embora, pelo jeito como ela estava me olhando, o café fosse ser a última coisa em que pensaríamos.
Nos aproximamos para nos cumprimentar. Quando eu ia dar os dois beijos de praxe, roçei minha boca na dela de propósito. Foi apenas um contato breve, um selinho descarado que ela não rejeitou. Pelo contrário: ficou imóvel por um segundo, sorrindo, como se aprovasse a ousadia.
—Deixe a jaqueta ali —disse, apontando para o sofá.
Deixei-a sem tirar os olhos dela. Então abriu ligeiramente os braços, sem dizer nada, oferecendo-se para um abraço que já não parecia inocente. Aproximei-me devagar, coloquei as mãos na cintura dela e ela envolveu meu pescoço. Nós nos encaramos por um instante. Depois nos beijamos.
No começo foi um beijo suave, de reconhecimento, tateando. Os lábios dela eram carnudos, quentes e cheiravam a café doce. Assim que nossas línguas se tocaram, tudo acelerou. Começamos a nos beijar com fome, apertando-nos cada vez mais. Enterrei as mãos nas costas dela, descendo até a pele descoberta da cintura. Ela agarrou minha bunda sem vergonha, apertando como se estivesse esperando por aquilo havia dias.
Mordi o lábio dela. Ela gemia bem baixinho, quase um ruído úmido entre um beijo e outro, mas aquele som me deixou ainda mais duro. Enfiei os dedos por dentro do cós das leggings e ela colou os quadris na minha ereção, esfregando-se sem disfarçar.
—Porra —murmurou contra minha boca—. Você veio mesmo tenso.
—Passei o dia inteiro pensando nisso.
—Eu passei dois.
Voltamos a nos beijar, já sem timidez alguma. Segurei uma nádega por baixo do tecido e apertei com força. Ela respondeu esfregando o púbis contra meu pau. Senti o calor da boceta dela através da roupa e tive de me conter para não arrancar as leggings ali mesmo.
Foi ela quem pegou minha mão e me conduziu ao quarto. Não era preciso dizer nada. A maneira como caminhava à minha frente, virando apenas um pouco a cabeça para sorrir para mim, já era um convite indecente.
A cama estava arrumada, a persiana meio abaixada, e a luz da tarde entrava em faixas mornas. Ela ficou diante de mim e abriu minha calça com calma, olhando-me nos olhos. Baixou o zíper, enfiou a mão dentro da cueca e soltou uma expiração satisfeita quando agarrou meu pau duro.
—Caralho... —sussurrou—. Agora entendo suas mensagens.
Puxou a roupa para baixo e minha ereção saltou livre, pesada e tensa. Doía de tão dura. Ela sorriu, mordeu o lábio e começou a se despir sem pressa, aproveitando o modo como eu a olhava. Primeiro tirou a camiseta. Depois empurrou as leggings e a calcinha para baixo de uma só vez, deixando-as cair nos tornozelos. O sutiã preto foi a última peça.
Ficou diante de mim de roupa íntima por um segundo, com os seios cheios e os mamilos já marcados, antes de soltar o sutiã e deixar que eu a visse inteira. Tinha peitos generosos, pele macia e uma boceta quase completamente depilada, já molhada entre as coxas. Aproximei-me para beijar o pescoço dela e desci uma mão entre suas pernas. Quando toquei seus lábios inchados, encontrei umidade de sobra.
—Você está encharcada.
—Não me faça repetir o quanto você me deixa excitada.
Deitei-a parcialmente sobre a cama e chupei um mamilo enquanto enfiava dois dedos na boceta dela. Ela os sugou de uma vez, apertando-me. Mara soltou um gemido rouco e abriu mais as pernas. Comecei a mover a mão em ritmo, entrando e saindo, e ela me segurou pelos cabelos para me puxar ainda mais contra o peito.
—Continue... assim... porra...
Afastei-me apenas para me sentar na beirada da cama. Agarrei-a pela cintura e pensei em fodê-la imediatamente, mas ela se ajoelhou diante de mim antes que eu pudesse movê-la. Olhou-me com um sorriso obsceno e passou a língua pela cabeça do meu pau, devagar, recolhendo o líquido que já surgia.
A sensação percorreu meu corpo inteiro.
Mara segurou o tronco do meu pau com uma mão e, com a outra, começou a me punhetar, deixando a cabeça totalmente descoberta para lambê-la com calma. Depois abriu mais a boca e engoliu-o. De uma vez, fundo, até onde conseguiu. Soltei um gemido involuntário e ela levantou os olhos, satisfeita ao me ouvir.
O boquete dela foi daqueles que esvaziam sua cabeça. Ela não fazia rápido só por fazer. Sabia exatamente como alternar língua, lábios e garganta. Chupava a cabeça, lambia o freio, engolia metade do pau e depois inteiro, deixando-o deslizar entre a saliva quente. Cada vez que recuava, punhetava-me com a mão molhada antes de voltar a enfiá-lo na boca. O som úmido da boca dela chupando me deixou à beira.
—Porra, pare um pouco ou eu gozo —disse, respirando mal.
Ela soltou meu pau com um estalo e engatinhou pela cama até ficar sobre mim. Beijou-me, deixando-me provar na língua dela o gosto do meu próprio corpo.
—Quero saber se esse pau me enche como imagino —sussurrou—. E ainda não pretendo dividir você.
A última frase me fez franzir minimamente a testa, mas não tive tempo de perguntar nada. Ela se virou, posicionou-se de costas para mim e, apoiando uma mão na minha coxa, baixou lentamente a bunda para guiar a cabeça do meu pau entre os lábios.
Senti-a procurar a entrada, esfregar-se uma vez, duas, e então me engolir centímetro por centímetro.
—Porra... sim... —gemeu.
Sentou-se inteira, até o fundo, e nós dois soltamos um som abafado. A boceta dela estava quente, muito apertada e muito molhada. Começou a se mover em círculos lentos, acomodando-se, esfregando o clitóris na base da minha pélvis. Fiquei deitado, olhando para ela, com as mãos cravadas em seus quadris, deixando que cavalgasse no próprio ritmo.
Depois começou a subir e descer. Primeiro devagar, tirando quase todo o meu pau antes de voltar a afundá-lo até a raiz. Em seguida, mais rápido. A bunda dela quicava contra meu púbis, seus gemidos ficaram mais abertos, e eu já não conseguia deixar de empurrar de baixo para recebê-la mais fundo.
—Assim... assim... não pare —dizia entre arfadas.
Agarrei os seios dela por trás, apertando os mamilos entre os dedos enquanto ela cavalgava meu pau com uma segurança brutal. Às vezes parava apenas para apertar meus ovos com uma mão e depois continuar, mais safada, mais solta, como se quisesse me ordenhar à base de puro movimento.
Eu estava completamente entregue ao prazer quando uma voz masculina soou da porta.
—Vejo que você não estava exagerando.
Abri os olhos de repente. Um homem alto, moreno, de ombros largos e com uma barriguinha estava apoiado no batente. Adulto, tranquilo, olhando para nós com um meio sorriso. Meu pau se contraiu dentro dela de susto, e Mara parou de se mover por apenas um segundo.
—Pensei que você chegaria mais tarde, Darío —disse ela, com uma calma que me desconcertou.
—E perder isso?
Empurrei para que ela se levantasse e procurei o lençol, mais por reflexo do que por pudor.
—Não, não, acho melhor eu ir embora —soltei, com a voz seca.
Mara se virou imediatamente para mim, ainda nua, ainda meio sentada sobre meu pau já parcialmente murcho. Segurou meu rosto entre as mãos e me beijou devagar, com uma ternura inesperada.
—Calma. Ninguém está armando uma cilada para você —sussurrou—. Darío e eu somos amigos. Muito amigos. Se quiser ir embora, você vai. Se quiser ficar, prometo que vai se divertir como um animal.
Olhei para ela tentando entender. O homem se aproximou sem pressa, já abrindo a calça.
—Só se você quiser —disse ele—. Não tem problema.
Mara continuou me beijando com paciência, deixando pequenos selinhos nos meus lábios, olhando-me nos olhos entre um e outro. Enquanto isso, uma mão desceu novamente até meu pau e começou a acariciá-lo. Com a suavidade da voz dela e o calor da boceta ainda envolvendo a cabeça, minha ereção voltou a se levantar.
—Fique, amor —disse ela—. Deixe-me cuidar de você mais um pouco.
Assenti, ainda nervoso, mas excitado até um ponto absurdo. Ela sorriu. Levantou-se, completamente nua, e foi até Darío para beijá-lo. Beijaram-se sem pressa, como duas pessoas que já se conheciam bem. Enquanto isso, ela enfiou a mão dentro da calça dele e começou a tirar um pau grosso e escuro, que crescia rapidamente entre seus dedos.
Fiquei sentado na beirada da cama, observando, incapaz de desviar os olhos. Vê-la tocar outro homem diante de mim, tão naturalmente, tão excitada, devolveu toda a minha dureza com uma violência instantânea.
Mara voltou para junto de mim e me beijou outra vez, agora enquanto Darío se posicionava atrás dela. Ela segurou minha cabeça entre as mãos, encostando a testa na minha. A língua dela entrava na minha boca exatamente quando senti que ele abria suas nádegas e esfregava a cabeça do pau entre a boceta e o cu dela.
—Relaxe —disse-me ela, embora quem arfasse fosse eu ao ver a cena tão de perto.
Darío a penetrou por trás com uma única estocada seca. Mara arqueou o corpo, soltou um gemido longo diretamente dentro da minha boca, e seus dedos afundaram em minhas bochechas. Sentado diante dela, agarrei seus seios enquanto ele começava a fodê-la com investidas firmes.
A visão acabou com a minha cabeça. Ela me beijando, ele empurrando dentro dela por trás, os seios balançando a centímetros do meu rosto, a respiração quebrada, o som molhado de cada estocada. Desci a mão entre as pernas dela e encontrei o clitóris duro e escorregadio. Comecei a esfregá-lo em círculos enquanto Darío batia nela cada vez mais forte.
—Sim... sim... assim... não parem... —arfou Mara.
O orgasmo veio de repente. As coxas dela tremeram, o ventre se contraiu e ela mordeu meu lábio enquanto gozava. Darío não parou de empurrar, apenas diminuiu o ritmo, mantendo-a cheia enquanto ela atravessava os espasmos. Continuei tocando-a até que quase desabasse sobre mim.
—Obrigada, amor —sussurrou com um sorriso safado—. Agora sim. Vamos terminar o que começamos.
Ela saiu do pau de Darío e se virou para beijá-lo com uma calma íntima que, longe de me esfriar, me deixou ainda pior. Eu estava tão duro que doía. Ela voltou a ficar de costas para mim e, sem parar de beijar o outro homem, ofereceu a bunda e abriu as nádegas com uma mão para me mostrar a boceta brilhando de umidade e sêmen.
Sentei-me melhor na cama e agarrei-a pelos quadris. Ela baixou novamente sobre meu pau, enfiando-o devagar enquanto Darío se posicionava diante dela. Assim que ficou cheia de mim, abriu a boca para receber o pau dele.
A cena arrancou um rosnado de mim. Mara começou a se mover lentamente, cavalgando-me enquanto chupava Darío. Eu a via engoli-lo, afastar-se apenas para respirar e voltar a enfiá-lo na boca, com a saliva escorrendo pelo queixo. Ao mesmo tempo, sua boceta me ordenhava com subidas e descidas lentas, deliciosas, quase cruéis.
Acariciei sua barriga, depois os seios, depois o clitóris outra vez. Ela respondeu apertando-me com força por dentro. O quarto se encheu de gemidos, do som molhado da boca dela e das batidas suaves das nádegas contra mim.
—Não gozem sem avisar —disse quando soltou o pau de Darío por um instante—. Quero tudo.
—Não vou aguentar muito mais —admiti.
Ela saiu de cima de mim contrariada e sorriu como se já tivesse pensado na próxima loucura. Inclinou-se sobre meu rosto, apertando minha cabeça entre os seios enquanto me beijava com a língua safada e profunda. Atrás dela, Darío separou suas nádegas e começou a cuspir no cu dela e a enfiar um dedo, depois dois, trabalhando-a devagar.
Mara gemeu contra minha boca.
—Quero seu leite dentro de mim —disse—. Mas espere um segundo.
Eu estava à beira do desmaio de tanto desejo. Darío continuou abrindo o cu dela com paciência, massageando-a e fazendo-a gemer mais alto. Depois subiu na cama e deitou-se de barriga para cima. Ela olhou para ele, entendeu imediatamente e sorriu. Chupou o pau dele algumas vezes, deixou-o bem molhado e, em vez de guiá-lo para a boceta, conduziu-o para trás.
Vi quando ela apoiou a cabeça do pau no cu e começou a se sentar sobre ele muito devagar.
—Porra... —rosnou Darío.
Mara ficou tensa, respirou fundo e continuou descendo até enfiá-lo inteiro. Seus gemidos eram diferentes, mais quebrados, mais profundos. Acomodou-se com pequenos movimentos de quadril, acostumando o corpo, enquanto eu a observava fascinado. Quando o teve bem dentro, ficou sentada sobre ele por um instante, com a bunda aberta ao redor daquele pau grosso, e olhou para mim por cima do ombro, com os olhos cheios de fome.
—Venha.
Aproximei-me de joelhos sobre a cama. Ela se inclinou sobre Darío, deixando a boceta à altura do meu rosto, inchada e brilhante. Entendi na hora. Passei a cabeça do meu pau pelos lábios dela e Mara gemeu só com o roçar.
—Enfie tudo —ordenou, rouca—. Agora.
Cravei-o com uma estocada. Entrei até o fundo, até os ovos, enquanto ela soltava um grito que se misturou ao gemido de Darío embaixo. A sensação foi brutal: a boceta apertando meu pau pela frente enquanto o cu continuava cheio dele, os três corpos encaixados em uma posição suja e apertada, intensa demais para pensar em qualquer outra coisa.
Comecei a fodê-la com investidas curtas no início, procurando o ritmo sem sair. Depois, com mais força. Mara ficou deitada sobre o peito de Darío, gemendo a cada golpe. Ele a segurou pela cintura por baixo e começou a levantá-la ligeiramente para que nós dois pudéssemos nos mover com ela.
O quarto virou puro barulho de carne molhada, respirações quebradas e cama rangendo. Agarrei Mara pelos quadris e comecei a fodê-la com fome, enterrando-me fundo a cada vez. Eu também sentia Darío se mover embaixo, empurrando pelo cu. Ela recebia os dois paus tremendo, completamente entregue, com a boca aberta e a saliva escorrendo pelo canto.
—Assim... assim, seus putos... eu adoro... —balbuciou.
A visão me levou ao limite. Ver meu pau entrar e sair da boceta enquanto o cu engolia o outro, sentir como ela se contraía ao redor dos dois, ouvi-la pedir mais sem nenhuma vergonha... foi demais. Darío rosnava embaixo, também cada vez mais perto.
—Vou gozar —avisei entre os dentes.
—Dentro —ordenou Mara—. Os dois dentro.
Não aguentei nem mais duas estocadas. Agarrei-a com força e gozei dentro da boceta dela em uma descarga longa e profunda, liberando até o último pulsar enquanto continuava enterrado nela. Mara tremeu inteira e apertou tanto que arrancou de mim um gemido quase dolorido.
Darío durou apenas mais alguns segundos. Senti pelo modo como o corpo dela ficou tenso outra vez e pelo rosnado rouco que ele soltou ao gozar dentro do cu dela. Mara ficou entre nós dois, imóvel por um instante, respirando como se tivesse acabado de sair da água.
Depois desabamos, formando um nó de braços, pernas e suor. Demoramos um bom tempo para nos separarmos o suficiente para respirar normalmente. Ninguém falou de imediato. Só se ouvia a respiração pesada dos três e algum espasmo tardio sacudindo nossos corpos.
Mara foi a primeira a rir, deitada de barriga para cima entre nós.
—Porra... isso sim foi um encontro produtivo.
Nós também rimos, mais por alívio do que por qualquer outra coisa. Eu ainda tentava processar como havia subido pensando em transar com uma mulher de um aplicativo e acabara vivendo o ménage mais intenso da minha vida.
Ela se ergueu devagar, olhando para nós com aquela satisfação descarada de quem sabe que deixou dois homens vazios.
—Vou tomar banho —disse—. Se as pernas de vocês não quebraram, depois fazemos café.
Darío ficou ao meu lado na cama, recuperando o fôlego, e soltou uma risada baixa.
—Ela nem sempre improvisa assim —comentou—. Mas, quando gosta de você, dá para perceber.
Olhei para a porta do banheiro, por onde ela havia acabado de desaparecer, balançando os quadris ainda trêmulos, e não pude evitar um sorriso.
—Sim. Isso já ficou bem claro para mim.
E também ficou claro para mim que, às vezes, um aplicativo não muda apenas a sua tarde. Ele muda para sempre a maneira como você imagina o desejo.