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Relatos Ardientes

O que quatro amigos calaram durante todo o jantar

A tarde na praia tinha deixado aquela fadiga prazerosa que só o sol e a água dão. Chegaram ao apartamento quando a luz começava a ficar alaranjada sobre os telhados, com a pele salgada e o cabelo emaranhado, e os quatro aceitaram o ritmo lento do lugar: tomar banho em turnos, deixar o vapor se espalhar pelo corredor estreito, escolher a roupa sem pressa.

Marcos saiu do banho primeiro e se jogou no sofá sem nem olhar para o telefone que tinha na mão. Daniel e Sara estavam no quarto de trás, com a porta entreaberta. Lucía se arrumava diante do espelho pequeno do hall de entrada. Quando atravessou a sala para procurar alguma coisa na bolsa, passou por Marcos sem dizer nada e roçou o ombro dele ao passar. Um gesto mínimo, do tipo que existe entre pessoas que se conhecem há anos.

Era a familiaridade que os anos de amizade trazem. O conforto de dividir um espaço sem precisar justificar cada movimento. Mas, naquela tarde, havia algo diferente no ar, algo que não estivera na noite anterior, quando chegaram e dividiram os quartos com a cordialidade educada de quem ainda não quer invadir. Agora isso tinha desaparecido. O apartamento já era dos quatro.

— Reservamos em algum lugar ou improvisamos? — perguntou Daniel, aparecendo com a cabeça no corredor.

— Improvisamos — respondeu Lucía antes que alguém mais pudesse responder—. Estamos fora de casa. É pra isso que serve.

Sara apareceu atrás de Daniel com o cabelo solto e um sorriso simples.

— Acho ótimo.

Marcos levantou do sofá e pegou as chaves da mesinha.

— Então improvisamos.

Saíram para a rua com aquela leveza que os dias longos sem obrigações dão. O ar cheirava a mar e a fritura de algum bar por perto. O calçadão ficava a cinco minutos a pé, e foram para lá sem pressa, falando do que se fala quando o dia já foi suficiente e a noite começa bem: o quanto a água estava fria naquela tarde, se o tempo aguentaria no sábado, se o apartamento tinha toalhas suficientes para quatro pessoas.

Conversas de superfície. Mas o tom tinha mudado desde a praia. Era mais próximo, mais solto. Como se algo que normalmente ocupava um espaço entre eles tivesse decidido se afastar um pouco.

— Tem um mais à frente que parece bom — disse Daniel—. Vi quando passamos.

— Pra mim basta ter vinho gelado — disse Sara.

— E cerveja bem gelada — acrescentou Marcos.

— Vocês se entendem em alguma coisa um dia? — disse Lucía.

— Nisso, sempre — respondeu Marcos.

Dobram uma esquina e o viram. Roberto. Camiseta branca, calça escura, sandálias. O mesmo homem que estivera atrás do balcão do quiosque a tarde inteira, servindo cervejas com aquele gesto eficiente de quem faz aquilo há anos. Agora ele caminhava na direção oposta, com as mãos nos bolsos, e demorou um instante para reconhecê-los.

— Olha só! — disse, com um sorriso genuíno—. Os do quiosque. Passeio noturno?

Marcos foi o primeiro a reagir.

— Roberto! Agora fora do expediente, hein?

— Até que enfim — respondeu Roberto—. Porque se não...

— Vamos jantar — disse Marcos—. Aproveitar a noite.

— Boa ideia.

Roberto olhava para eles. Primeiro os homens, depois elas. Algo cruzou sua expressão naquele instante, um ajuste pequeno e quase imperceptível, como se estivesse tentando calcular algo que não terminava de encaixar. Talvez tivesse os visto antes no quiosque numa disposição diferente. Talvez fosse só cansaço.

Foi nesse momento que Marcos fez aquilo.

Sem nenhuma deliberação visível, com a fluidez de algo decidido em uma fração de segundo, estendeu o braço e apoiou a mão nas costas de Sara. Uma mão aberta, tranquila, como quem põe a mão nas costas de alguém que está ao lado há anos.

— Olha — disse—, deixa eu apresentar. Esta é a minha mulher.

O tempo não parou, mas algo dentro dele se reorganizou.

Sara não recuou. Não corrigiu nada. Virou levemente a cabeça para Roberto com um sorriso límpido.

— Prazer.

A voz saiu sem tremor. Completamente natural.

Lucía, a um metro de distância, registrou a cena em silêncio. Daniel também. E, naquele instante de compreensão compartilhada, Daniel fez a única coisa que fazia sentido fazer. Deu um passo em direção a Lucía e a apresentou com uma leve inclinação da cabeça.

— E esta é a minha.

Roberto piscou. Uma vez. Duas. Olhou para Lucía, depois para Daniel, depois de novo para Marcos. Estava tentando montar algo coerente com os elementos que tinha diante de si.

Não conseguia.

Lucía sorriu.

— Prazer.

A mesma palavra de Sara. Outro tom. Outro peso.

— Ah... — disse Roberto—. Claro. Um prazer.

O constrangimento era visível, embora ele fizesse o possível para disfarçá-lo. Os olhos dele continuavam indo de um a outro, buscando uma lógica que não encontrava.

— Bom — disse Marcos—. A gente se vê amanhã no quiosque.

— Sim, claro... aproveitem o jantar.

— Pode deixar.

Roberto foi embora com o passo um pouco mais rápido de quem ainda está processando alguma coisa. Virou uma vez antes de dobrar a esquina, como se quisesse confirmar o que os olhos lhe tinham dito. Não havia nada a confirmar, ou havia coisa demais. Os quatro o viram desaparecer entre as pessoas do calçadão.

O silêncio que ficou entre eles era diferente de todos os anteriores. Mais denso. Mais consciente.

Marcos retirou a mão das costas de Sara com a mesma calma com que a tinha colocado. Daniel deixou um pouco de espaço entre ele e Lucía. Ninguém falou por vários segundos.

— Foi bem rápido — disse Lucía por fim.

Marcos sorriu.

— Foi oportuno.

Sara soltou uma risadinha curta. Não era nervosismo. Era algo que ainda não tinha nome.

— Ele não acreditou totalmente.

— Não soube o que fazer — disse Daniel.

— Normal — respondeu Lucía—. Ele não tinha todas as informações.

Marcos olhou para ela.

— E alguém tem?

Lucía sustentou o olhar.

— Nós, suponho. Mas por que você fez isso?

— Não sei — disse Marcos—. Saiu assim. E nenhum dos dois corrigiu.

Ninguém respondeu a isso. Também não era preciso.

***

O restaurante ficava a duas ruas do calçadão. Nem grande nem pequeno, com aquela decoração de madeira e luz quente que os lugares onde se come bem sem precisar de reserva costumam ter. Um garçom jovem de camisa branca os recebeu na porta.

— Boa noite. Mesa para quatro?

— Sim.

Ele os guiou até uma mesa ao lado de uma janela aberta para o calçadão. Dali se via o movimento lento das pessoas, as luzes dos estabelecimentos da frente e, ao fundo, o reflexo quieto da lua sobre a água.

Sentaram quase sem decidir. Marcos pegou uma cadeira lateral e Sara se colocou ao lado dele. Do outro lado da mesa, Daniel e Lucía. A distribuição foi tão natural que ninguém comentou. Mas todos registraram.

— Posso trazer algo para beber enquanto vocês olham o cardápio?

— Vinho branco, gelado — disse Lucía.

— Cerveja pra mim — disse Marcos.

— O mesmo que ela — disse Daniel, apontando para a taça de Lucía.

Sara assentiu.

— Igual.

Olharam os cardápios sem muito interesse real. A conversa fluiu sozinha: o plano para o dia seguinte, os filhos que tinham deixado com os avós, a estranha delícia de estar longe das rotinas de sempre. Conversas conhecidas. Mas o tom era diferente. Havia algo mais solto nele, como se o encontro com Roberto tivesse aberto uma pequena comporta pela qual agora entrava um ar que antes não circulava.

— É curioso — disse Lucía, girando a taça de vinho entre os dedos—. Aqui tudo parece mais leve.

— Deve ser o mar — disse Marcos.

— Ou a distância de casa — respondeu Sara.

— Ou as duas coisas juntas — disse Daniel.

Os olhares se cruzavam com mais frequência agora. Não com desconforto, mas com uma espécie de curiosidade nova. Marcos apoiou o cotovelo no encosto da cadeira de Sara em algum momento e não o tirou. Sara não se inclinou para ele, mas também não se afastou. Era um equilíbrio preciso, do tipo que não se improvisa.

Os pratos chegaram. Compartilharam sem pensar muito: uma travessa no centro, talheres se cruzando, alguém provando do lado oposto da mesa.

— E o seu, como está? — perguntou Daniel olhando para Marcos.

— Prova.

Daniel estendeu o garfo. Assentiu devagar.

— Melhor que o meu.

— Sempre acontece — disse Lucía—. O do outro sempre parece melhor.

A frase caiu sobre a mesa com toda a sua ambiguidade. Ninguém a recolheu. Ninguém a rejeitou.

Falaram de coisas que normalmente não se dizem em jantares de rotina: decisões que cada um tinha tomado ou deixado de tomar, momentos em que a vida poderia ter virado numa direção completamente diferente. Havia algo na noite que permitia isso, uma espécie de parêntese que a distância de casa abria sem pedir licença.

— E se você tivesse seguido aquele caminho? — perguntou Marcos, olhando para Sara.

Sara pensou por um momento.

— Eu não estaria aqui.

— E isso seria ruim?

Sara sustentou o olhar dele por um instante.

— Depende do que você compara.

Daniel observou a troca sem intervir. Lucía olhava o reflexo da lua na água através da janela aberta.

Quando terminaram, o garçom trouxe a conta sem que ninguém pedisse. Marcos fez o gesto de pegá-la.

— Eu pago.

— Nem pensar — disse Daniel—. Metade no mínimo.

— Deixa — disse Lucía—. Depois vocês acertam.

— De um jeito ou de outro — acrescentou Sara, olhando para Marcos.

Marcos a olhou. Ela sustentou o olhar exatamente o tempo necessário.

Pagaram e saíram para a rua.

***

A noite estava amena e tranquila. Caminharam de volta sem seguir caminho específico, deixando-se levar pelo calçadão e suas luzes. Em algum momento, quase sem ficar claro como, Daniel e Sara ficaram alguns passos à frente. As vozes deles vinham em fragmentos, risadinhas baixas, algo que o barulho do mar e a distância não deixavam ouvir por completo. Atrás, Marcos e Lucía caminhavam em um silêncio confortável.

— Em que você está pensando? — perguntou Lucía.

Marcos demorou alguns segundos.

— No quanto tudo isso pareceu natural.

Lucía não respondeu de imediato. Olhava para Daniel e Sara alguns metros à frente.

— Não sei se isso é tão estranho — disse por fim—. A gente é amigo há anos. As coisas às vezes simplesmente... evoluem.

Marcos a olhou de lado.

— Você já tinha pensado nisso antes?

Lucía hesitou o suficiente para que a resposta fosse desnecessária.

Mais à frente, Sara disse algo que fez Daniel rir. Ele inclinou a cabeça para ela para ouvir melhor, e os ombros deles se roçaram por alguns passos. Nenhum dos dois se afastou.

A rua estava quase vazia quando chegaram ao prédio. Marcos pegou as chaves, abriu a porta e se afastou para que passassem primeiro.

Entraram.

Daniel acendeu a pequena lâmpada da sala. Sara tirou as sandálias junto à entrada. Lucía deixou a bolsa sobre a mesinha do hall. Marcos fechou a porta com calma, e durante alguns segundos ninguém falou.

O dia tinha sido longo. A noite ainda não.

Marcos apoiou as costas na porta e olhou para os outros três. Havia algo em sua expressão que não era provocação. Era algo mais tranquilo e mais difícil de nomear. Certeza, talvez. Ou simplesmente a consequência lógica de uma noite que tinha avançado numa única direção.

Fez uma breve pausa.

— Uma coisa.

Os três o olharam.

— Vamos dormir cada um com o nosso novo par?

O silêncio que se seguiu foi progressivo, como se a pergunta precisasse de um momento para se espalhar pela sala. Sara não baixou os olhos. Lucía também não. Daniel observou Marcos por um segundo inteiro antes de fazer qualquer coisa.

E, pela primeira vez naquela noite, ninguém se apressou para responder. Foi Sara quem rompeu o silêncio, e fez isso andando. Cruzou a sala com uma calma que não era daquela noite, era de anos, e se plantou diante de Marcos. Pôs uma mão no peito dele, bem acima do coração, e dali a foi descendo bem devagar até o cinto. Nem um centímetro daquele percurso foi disfarçado.

— Eu já respondi — disse.

Lucía se virou para Daniel. Não disse nada. Estendeu a mão e esperou. Daniel a segurou, e ela o levou para o quarto de trás sem olhar para trás uma única vez. A porta se fechou atrás deles com um clique curto.

Marcos e Sara ficaram sozinhos na sala, na penumbra amarela da pequena lâmpada. Ela ainda tinha a mão no cinto dele. A outra passou pela nuca dele e o puxou para baixo. Se beijaram pela primeira vez com a boca aberta desde o começo, sem a dificuldade inicial dos beijos novos, como se ambos tivessem passado meses ensaiando em silêncio cada um por conta própria. Ele agarrou a bunda dela com as duas mãos por cima do vestido e a ergueu contra o quadril. Sara soltou um gemido pequeno dentro da boca dele e mordeu o lábio.

— Come comigo logo — sussurrou—. Não quero preliminares educadinhas. Passei o jantar inteiro imaginando a sua rola.

Marcos a levou com empurrões suaves até o sofá, ergueu o vestido até a cintura e arrancou a calcinha dela com um puxão limpo. Sara abriu as pernas sem pudor, com a xana já brilhando e os lábios inchados. Ele se ajoelhou entre as coxas dela e enfiou o rosto ali de repente. Lambeu o clitóris com a língua achatada, longo, sem pressa, enquanto metia dois dedos até o fundo. Sara arqueou as costas contra o encosto e agarrou a cabeça dele com as duas mãos, empurrando-o contra o sexo.

— Assim, porra... não para...

Ele chupou o clitóris dela até as pernas tremerem e ela gozar na boca dele com um grito rouco que escapou sem aviso. Marcos não deu trégua. Levantou-se, baixou a calça e a cueca num único movimento e deixou ver a rola dura, grossa, apontando para o rosto dela. Sara se sentou meio erguida e a colocou na boca sem perguntar. Primeiro chupou a ponta, sugando com os lábios apertados, depois engoliu tudo até a garganta se fechar ao redor dela. Marcos rosnou e agarrou o cabelo dela com uma mão.

— Caralho, Sara... você quer fazer isso há anos...

Ela o olhou de baixo para cima com a rola ainda na boca e assentiu. Tirou-a pingando saliva, cuspiu com vontade e voltou a engolir enquanto acariciava os testículos com a outra mão. Marcos a deixou mais alguns segundos e depois a ergueu pelo cabelo com cuidado e a colocou de joelhos no sofá, virando-a de costas.

— Me mostra a bunda.

Sara arqueou as costas e a levantou. Agarrou-se ao encosto com as duas mãos e abriu os joelhos o máximo que pôde. Marcos passou a glande pela xana encharcada, de cima a baixo, duas, três vezes, e depois a penetrou de uma só vez até o fundo. Sara gemeu longo, um gemido que os que dormiam do outro lado do corredor não ouviam há anos.

— Ai, caralho... que grande que você tem...

Ele começou a fodê-la com estocadas duras, agarrando-a pelos quadris, puxando-a quase inteira para fora e entrando de novo de uma vez. O som dos corpos se chocando encheu a sala. Sara empurrava para trás, sincronizando-se com ele, mordendo o lábio para não gritar e depois desistindo de tentar.

— Mais forte — ofegou—. Me come mais forte, desgraçado, assim...

Marcos deu um tapa seco na bunda dela e acelerou. Agarrando o cabelo dela com uma mão, jogou-a para trás e continuou metendo. Sara gozou pela segunda vez com a xana apertando a rola dele em espasmos, e ele aguentou cerrando a mandíbula.

Lá no fundo do corredor, a porta do quarto já não disfarçava nada. Lucía tinha tirado a roupa antes de Daniel terminar de fechar. Ele a encontrou em pé ao lado da cama, de calcinha, com os peitos à mostra, menores e mais firmes que os de Sara, com os mamilos já duros. Daniel se aproximou e passou uma mão pela nuca dela. Beijou-a devagar, sem a pressa que se ouvia do outro lado, como se aquilo estivesse pendente havia anos e não precisasse ser apressado.

— Você passou a noite inteira me olhando — disse Lucía contra a boca dele.

— E você a mim.

— Eu sei.

Ela desabotoou o cinto sem parar de beijá-lo. Tirou a rola da cueca com a mão e a apertou no punho, medindo-a. Sorriu.

— Tá melhor do que eu imaginava.

Ela se deixou cair de joelhos no chão sem mais cerimônia. Passou a língua por toda a parte de baixo da glande, dos testículos até a ponta, bem devagar, olhando para ele. Depois a enfiou inteira na boca. Daniel jogou a cabeça para trás e soltou um gemido curto. Lucía chupou com calma, alternando, tirando-a para lamber a ponta com a língua enrolada e voltando a engolir tudo. Babou os testículos dele. Passou os lábios pela veia de baixo. Chupou como se tivesse todo o tempo do mundo.

Quando Daniel percebeu que ia gozar na boca dela, a afastou com suavidade.

— Pra cama.

Lucía se deixou levantar. Deitou-se de costas, abriu as pernas e levou dois dedos à xana, afastando os lábios para que ele visse direito. Estava toda brilhando.

— Vem aqui comer isso.

Daniel se atirou de bruços entre as coxas dela e comeu a xana com calma, com a língua entrando e saindo, chupando o clitóris entre os lábios, metendo um dedo, depois dois. Lucía se contorcia na cama, com os olhos fechados, segurando os próprios seios, apertando os mamilos. Gozou devagar, com um gemido longo e grave, prendendo a cabeça dele entre as coxas.

— Agora me fode — sussurrou—. Mete tudo.

Daniel se colocou por cima. Passou a rola pela xana encharcada e foi metendo aos poucos, olhando para o rosto dela. Lucía abriu a boca e cravou as unhas nas costas dele quando a sentiu inteira dentro.

— Caralho, Daniel...

Começaram devagar, com estocadas longas e profundas, se olhando. Depois ela o empurrou pelo ombro e ficou por cima. Desceu na rola dele num só movimento e começou a cavalgar, com as mãos apoiadas no peito dele, subindo e descendo, movendo os quadris em círculos. Daniel agarrou os seios dela e apertou. Chupou os mamilos um por um enquanto ela se movia. Lucía goza pela segunda vez em cima dele, mordendo o punho para não gritar demais.

Do outro lado do corredor, nem Sara nem Marcos faziam questão de calar nada. Ele a tinha levado do sofá para o chão, a colocara de barriga para cima com as pernas sobre os ombros e a fodia dobrada ao meio, enfiando até os testículos a cada vez.

— Goza dentro — ofegou Sara—. Quero sentir. Goza dentro de mim, Marcos, porra...

Ele aguentou mais duas, três estocadas, com a mandíbula tensa, e goza dentro dela com um rosnado longo. Sara sentiu os jatos batendo por dentro e goza de novo, agarrando os antebraços dele. Ficaram assim por alguns segundos, ofegantes, com a rola ainda dentro, a testa dele apoiada no peito dela.

— Meu Deus — sussurrou Sara para o teto—. Meu Deus.

No quarto, Lucía desceu de cima de Daniel e se pôs de quatro, oferecendo tudo.

— Termina assim — disse, olhando por cima do ombro—. Forte.

Daniel se posicionou atrás e a penetrou de uma vez. Pegou-a pelo cabelo com uma mão e pelo quadril com a outra, e a fodeu com toda a força que ainda tinha, sem cuidado, com as estocadas batendo na bunda dela. Lucía apertava o lençol com os punhos e gemia sem filtro, dizendo coisas que nem ela sabia que dizia.

— Isso... assim... leva até o fundo... assim, porra, assim, não para...

Ela gozou mais uma vez antes de ele terminar. Daniel se derramou dentro com um rugido apertado entre os dentes e desabou sobre as costas dela, suado, sem forças, ainda dentro.

O apartamento ficou em silêncio por um longo tempo. Só as respirações e, bem longe, o mar.

Ninguém foi para a própria cama antiga naquela noite. Marcos adormeceu com a cabeça no ventre de Sara, no sofá. Daniel e Lucía ficaram enroscados sob o lençol do quarto de trás, sem forças para mais nada.

A pergunta que Marcos tinha deixado na sala respondeu a si mesma. E a resposta ia durar, pelo menos, o que restava das férias.

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