Sua primeira noite de dogging entre amigos
Saí do escritório com a cabeça feita merda e o celular vibrando no bolso. Era Mauro, que já estava bebendo com Sergio, Tomás e Leo num bar da região financeira, aquela parte da cidade que à noite fica vazia e cheia de persianas fechadas, calçadas largas e carros estacionados em fila. Ele disse que eu aparecesse, que faltava alguém para completar o plano, e assim que ouvi o tom da voz dele soube de quem estavam falando.
Valeria.
Era nossa amiga havia anos, mas fazia tempo que tinha deixado de ser só isso. Entre nós, tinha virado costume uma cerveja terminar em beijos, uma conversa em amassos e qualquer noite tranquila numa transa compartilhada. Não era uma mulher que se deixasse arrastar: gostava de decidir, provocar, abrir o jogo e ver como deixava todos nós de pau duro com duas frases e um olhar.
Quando cheguei, os três já estavam na segunda rodada. Mauro empurrou o copo para a minha mão e abriu um daqueles sorrisos que anunciam desastre.
— Liga para ela você — disse —. Para você ela sempre atende excitada.
Liguei sem fazer cu doce. Ela atendeu no segundo toque.
— Já estava sentindo saudade de mim? — disse com aquela voz arrastada que parecia uma carícia direta na virilha.
— Estamos bebendo aqui perto do centro — respondi —. Venha terminar de consertar nossa noite.
Ela riu do outro lado.
— Quantos são?
— Quatro.
— Que número gostoso — murmurou —. Me deem vinte minutos.
Desligou sem mais nem menos, e nós quatro ficamos nos encarando como idiotas, sorrindo do mesmo jeito. Com Valeria era assim: bastava uma frase para tensionar o ar. Continuamos bebendo, mas a conversa nunca mais voltou ao normal. Cada um imaginava uma coisa diferente, embora todos soubéssemos que acabaríamos passando a mão nela antes de chegar ao carro.
Ela entrou no bar com uma naturalidade de dar raiva. Usava uma saia jeans, tênis brancos e uma blusa curta que deixava aparecer uma faixa da barriga quando se mexia. Vestida assim, quase inocente, parecia uma mulher qualquer saindo do trabalho. Justamente por isso excitava mais: sabíamos o que havia por baixo daquela aparência casual e ela sabia que nós sabíamos.
Cumprimentou cada um com um beijo na boca. Curto, úmido, descarado.
— Estou vendo que vocês chegaram com fome — soltou Tomás.
— E vocês estão com cara de quem quer aprontar — respondeu ela, sentando-se entre Mauro e mim.
Coloquei a mão sobre a coxa dela assim que se acomodou. Mauro fez o mesmo do outro lado. O tecido da saia foi subindo entre nossas mãos, e ela continuou falando como se nada estivesse acontecendo, pedindo uma cerveja, cruzando uma perna sobre a outra, deixando que avançássemos até a borda exata onde começava a calcinha.
— O que você disse ao telefone sobre quatro ser um número gostoso? — perguntou Leo do outro lado da mesa, já com os olhos grudados nas pernas dela.
Valeria sorriu devagar. Sabia que nos mantinha dependentes da boca dela.
— Porque com quatro eu posso brincar — disse —. Não me sinto massacrada. Posso escolher uma boca, uma mão, uma pica, trocar de um para outro, olhar para o rosto de vocês. Gosto quando são suficientes para eu não dar conta, mas não tantos a ponto de me transformar apenas num buraco passando de mão em mão.
Senti como ficava ainda mais duro dentro da calça. Minha mão já tocava a tira da calcinha fio-dental por baixo da saia. Mauro acariciava o joelho dela, depois a parte interna da coxa, subindo devagar. Ela abriu um pouco as pernas, um gesto mínimo que, numa mesa de bar, parecia uma indecência gigantesca.
— Então hoje você quer brincar — disse Sergio.
— Hoje quero fazer parte do desastre — respondeu —, não ser apenas o prêmio.
Enfiei dois dedos por dentro do tecido, pressionando a boceta dela por cima da calcinha. Estava quente. Ainda não encharcada, mas desperta, sensível, viva. Ela virou a cabeça na minha direção e sustentou meu olhar.
— Não comece se não vai continuar — sussurrou.
Vinte minutos depois, já não havia mais nada para conversar. Pagamos, saímos e a noite nos recebeu com aquelas ruas semivazias onde o barulho se apaga e qualquer roçada parece mais suja. Assim que dobramos a esquina, Tomás agarrou a cintura dela e a beijou com fome. Ela abriu a boca na mesma hora, enfiando a língua com vontade, enquanto eu levantava a saia dela por trás e Mauro se colava pela frente para apertar uma teta por cima da blusa.
Valeria soltou um gemido pequeno contra a boca de Tomás. Aquele som desarrumou todos nós.
A caminhada virou uma sequência de mãos e bocas. Sergio mordia o pescoço dela. Mauro enfiava a mão sob a saia e agora encontrava o calor úmido da virilha. Eu acariciava a bunda dela por cima da calcinha, afastando-a só um pouco para sentir uma nádega nua. Ela deixava que fizéssemos, ria, nos provocava, virava-se para beijar um e estendia a mão para apalpar o volume do outro.
— Olhem para vocês — disse, ofegante —. Os quatro de pau duro só por andar duas quadras.
— A culpa é sua — falei ao ouvido.
— Então me façam pagar.
Chegamos ao carro de Mauro, estacionado quase no fim da rua, ao lado de outros veículos escuros e de uma fachada de escritórios apagados. Não havia ninguém à vista. Nem porteiro, nem pedestre, nem janela acesa. Aquele vazio foi permissão suficiente.
Colocamos Valeria de costas contra a porta traseira. Mauro e Sergio abriram o zíper sem disfarçar. Eu fiz o mesmo. Tomás levantou a saia até a cintura e deixou a calcinha dela transformada numa tira mínima enfiada entre as nádegas. A visão nos atingiu todos ao mesmo tempo.
— Agora sim — disse ela, olhando para os nossos paus um por um —. Tirem tudo para fora.
Ela se ajoelhou no asfalto sem que ninguém pedisse. Começou por Mauro, enfiando o pau dele na boca com uma avidez que sempre parecia nova. Chupou fundo, engolindo até quase enterrar a base nos lábios, enquanto com as mãos punhetava Sergio e a mim. Tomás se colocou atrás dela, agachado, afastando sua calcinha para ver a boceta e passar dois dedos pelos lábios molhados.
Valeria gemeu de boca cheia. Mauro segurou o cabelo dela num rabo de cavalo improvisado e começou a foder sua boca com investidas curtas. Ela levantou os olhos para mim e fez um sinal com a língua. Entendi na hora: aproximei meu pau e ela o recebeu junto com o de Mauro, abrindo-se o máximo que conseguia, babando nos dois embora mal pudesse mexer a cabeça.
A imagem era obscena e perfeita. A boca ocupada com dois paus, uma mão subindo e descendo pelo cacete de Sergio, a outra apertando minhas bolas, Tomás enfiando um dedo na boceta dela e depois dois, fazendo-a ofegar e cuspir saliva pelo canto da boca.
— Olhem para ela — disse Sergio com a voz quebrada —. Como engole tudo, a puta.
Ela soltou um dos paus, respirou com dificuldade e respondeu:
— Se vão falar assim comigo, então me fodam de uma vez.
Tomás não esperou mais. Puxou-a pelos cabelos com firmeza, virou-a e deixou-a inclinada sobre o capô. Fiquei na frente dela, para que continuasse me chupando se quisesse, enquanto ele afastava sua calcinha para o lado e encaixava o pau devagar. Valeria abriu a boca num gemido rouco quando a cabeça entrou.
— Devagar, seu puto... — murmurou —. E depois enfia tudo.
Tomás obedeceu apenas por duas estocadas. Na terceira, já a penetrava até o fundo, segurando-a pelo quadril e fazendo o corpo dela bater contra o metal morno do carro. O som molhado de cada entrada se misturou à respiração dela. Ela se esticou na minha direção e voltou a engolir metade do meu pau, chupando enquanto outro a fodia por trás.
Isso me fez perder a cabeça.
Agarrei o maxilar dela e tirei meu pau da boca só para cuspir na língua dela. Valeria manteve a boca aberta, recebendo a saliva, brincando por um segundo antes de engolir. Sergio viu o gesto e também se aproximou, enfiando dois dedos entre os lábios dela, manchados com a própria baba, antes de cravar outra cusparada direto na boca. Ela aceitou sorrindo, suja, excitada, cada vez mais quente com aquela humilhação compartilhada.
— Assim eu gosto — disse —. Usem-me, mas olhem para mim.
Mauro segurou o pescoço dela de lado, não para sufocá-la, mas para marcar posse, e apertou os peitos por cima da blusa até baixá-la o suficiente para tirar um deles para fora. Inclinou-se e mordeu o mamilo enquanto Tomás continuava metendo nela com um ritmo já selvagem.
Eu me punhetava na frente dela, incapaz de tirar os olhos de seu rosto. O rímel estava borrado, havia saliva no queixo e uma expressão que misturava ternura com puro vício. Quando Tomás saiu da boceta dela, Mauro ocupou seu lugar sem transição. Acariciou a entrada com a ponta e enterrou o pau nela de uma vez.
Valeria gritou, mas foi um grito de prazer.
— Porra, sim! Assim, assim!
Mauro metia nela com mais força que Tomás, mais seco, mais dominante. Cada vez que saía, a boceta de Valeria brilhava e se abria, buscando o pau outra vez. Sergio aproveitou para ficar na frente dela e enfiar o dele na boca. Agora ela estava presa entre dois ritmos: as estocadas profundas por trás e as da garganta engolindo pela frente.
Coloquei-me de lado para amassar a bunda dela e enfiar um dedo no cu, apenas a ponta lubrificada com o próprio gozo. Ela estremeceu inteira.
— Não me provoque assim se não vai enfiar — disse entre engasgos suaves e gemidos.
— Você é a próxima.
— É bom mesmo.
Sergio gozou primeiro, tirando o pau da boca dela para terminar nos lábios e no queixo. Valeria esticou a língua e recolheu parte da porra antes que caísse. Mauro não aguentou muito mais depois de ver aquilo. Saiu da boceta dela e se masturbou duas vezes antes de gozar sobre uma nádega e a parte baixa das costas, deixando fios espessos sobre a pele.
Ela levou a mão para trás, tocou a porra e depois chupou dois dedos.
— Não vão ficar sentimentais agora — disse —. O melhor ainda está por vir.
***
Mudamos de lugar quando ouvimos um carro dobrar ao longe. Não queríamos parar, apenas andar alguns metros até um canto mais escuro, ao lado de um estacionamento quase vazio. A adrenalina de estar no meio da rua já tinha nos deixado acelerados demais. Cada sombra parecia uma ameaça e um convite ao mesmo tempo.
Valeria caminhava com a saia levantada e a calcinha ainda torta, a bunda manchada, a boca brilhando de porra e saliva. Aquela imagem, no meio de uma rua deserta, era mais obscena do que qualquer nudez completa. Tomás deu um tapa forte numa nádega, e ela respondeu com um sorriso torto.
— Agora eu escolho — disse.
Virou-se para mim. Eu vinha sendo guardado por ela sem dizer nada, e ela sabia disso.
— Você. Contra o carro.
Agarrei-a pela cintura e a beijei com fome. Ela tinha gosto de saliva, cerveja e porra. Um sabor sujo que me deixou ainda mais duro. Empurrei-a suavemente até deixá-la apoiada de costas contra outra porta e enfiei a mão por baixo da saia. Ela estava realmente encharcada. Meus dedos entraram sem resistência.
— Olhe como você está — falei ao ouvido, tirando a mão para que ela visse o brilho —. Escorrendo só por estar na rua com quatro homens.
— Por estar com vocês — corrigiu —. Agora enfia.
Ergui uma perna dela sobre minha coxa e a penetrei de frente. Entrei devagar no começo, sentindo como a boceta se abria para me receber, apertada e muito molhada. Valeria envolveu meu pescoço com os dois braços e me encarou, ofegando na minha boca cada vez que eu empurrava mais fundo. De um lado, Mauro massageava os peitos dela. Do outro, Sergio beliscava os mamilos já duros. Tomás se colocou atrás dela e abriu suas nádegas para olhar meu pau entrando e saindo.
— Que gostoso como você engole o pau — murmurou Tomás —. Você se abre toda, sua puta.
Valeria mordeu o lábio.
— Então olhe bem.
Apertei sua coxa, aumentei o ritmo e comecei a fodê-la com vontade. O som molhado entre nossos quadris ficou mais forte. A cabeça dela batia de leve contra o vidro a cada estocada. Ela segurou meu rosto com uma das mãos e me beijou pela metade, interrompendo apenas para gemer palavras sujas.
— Não pare... mais forte... que eles saibam, mesmo sem nos verem...
Tomás ficou atrás dela e enfiou dois dedos em seu cu enquanto eu continuava dentro da boceta. Ela arqueou as costas e soltou um gemido mais alto, daqueles que já não se controlam. Mauro aproveitou para enfiar o pau na boca dela de lado, não inteiro, apenas a cabeça e parte do cacete, o suficiente para que ela o lambesse enquanto eu a fodia. Era um caos coordenado: mãos, dedos, pau, boca, gemidos e respiração ofegante no meio do silêncio da rua.
— Vou gozar — avisou, tremendo —. Não tire nada. Não pare, seu puto, não pare.
Continuei metendo nela sem desviar o olhar. Senti como ela me apertava mais, como a boceta pulsava ao redor do pau, como suas pernas amoleciam. Ela gozou com um espasmo forte, apertando minha nuca e ofegando meu nome contra minha boca. Não gritou; foi algo mais íntimo e mais bruto, uma sucessão de contrações que quase me fez perder o controle.
Tirei o pau a tempo de não gozar dentro dela. Queria vê-la terminar coberta outra vez.
Nós três a viramos e a colocamos de joelhos. O asfalto já não importava. Valeria abriu a boca por iniciativa própria, pôs a língua para fora e olhou para cada um de nós. Tinha aquela expressão de puta feliz que sempre destruía minha cabeça.
— Vamos — disse —. Deem-me o que falta.
Tomás aproximou o pau primeiro, e ela o chupou com uma avidez raivosa, usando a mão na base, sugando com força e fazendo-o gemer em menos de um minuto. Mauro ficou ao lado para que ela o punhetasse. Sergio acariciava o rosto manchado. Fiquei bem na frente, vendo como ela se esforçava para atender a todos nós.
Tomás gozou na bochecha e na boca dela. Valeria não se afastou. Recebeu a porra, fechou um olho quando caiu perto dos cílios e continuou chupando o de Mauro sem limpar nada. Aquela visão bastou para que ele também explodisse, dessa vez dentro da boca dela. Ela engoliu quase tudo e deixou um pouco escorrer pelo queixo.
Sergio gozou depois, masturbando-se sobre o rosto dela, manchando sua testa e seu pescoço. Valeria levou a mão ao peito para espalhar tudo sem pudor. Eu era o último e já estava no limite.
Levantei-a pelos cabelos, não com violência, mas com firmeza, e virei-a outra vez contra o carro. Afastei sua calcinha, vi a porra seca misturada à fresca nas coxas dela e enfiei meu pau de uma só vez. Entrei fundo, quente, sem ritmo prévio, apenas necessidade. Ela apoiou as palmas na lataria e empinou a bunda para trás a fim de receber cada estocada.
— Goze onde quiser — ofegou —. Mas faça isso me fodendo.
Foi o que fiz. Segurei-a pela cintura e a fodi rápido, sujo, com as pernas já bambas por tudo o que acontecera antes. Não demorei. O orgasmo subiu pela minha coluna e gozei dentro dela, enterrado até o fundo, rosnando contra seu pescoço. Fiquei alguns segundos parado, esvaziando-me por completo.
Quando saí, minha porra começou a escorrer pela parte interna da coxa dela. Sergio soltou uma gargalhada incrédula. Mauro deu um tapa suave na bunda dela. Tomás passou o polegar pela boca dela, e ela o chupou até limpá-lo.
Ficamos respirando ao redor dela, ainda descompostos, ainda excitados. A rua continuava quase vazia, mas já não parecia a mesma. Tínhamos cruzado uma linha simples e brutal: a de transar não apenas em grupo, mas com o tesão de que qualquer pessoa pudesse olhar.
Valeria ajeitou a roupa como pôde, embora carregasse as provas da noite no rosto, no pescoço e nas pernas. Olhou para nós com um brilho satisfeito, quase orgulhoso.
— Agora sim — disse —. Já entenderam por que quatro é um número perfeito.
Mauro abriu o carro e soltou:
— No meu apartamento ainda tem bebida.
Ela sorriu, cansada e excitada ao mesmo tempo.
— Então não me façam esperar. Isso foi apenas a primeira parte.
Entramos no carro com o pulso ainda disparado. Ninguém falou durante os primeiros minutos. Não era preciso. O cheiro de sexo, porra e rua ia conosco, grudado na pele e na roupa. E eu não conseguia parar de pensar que aquela tinha sido sua primeira noite procurando aquele tesão de ser vista, de transar entre carros, à beira de um olhar alheio transformar tudo em algo ainda mais indecente.
O pior, ou o melhor, era que todos nós tínhamos gostado demais.