A cabeleireira do anúncio que me atendeu de tanguinha
Subi até aquele apartamento por um corte de cabelo. Ela abriu a porta com a promessa de ficar de tanguinha diante de um completo desconhecido.
Subi até aquele apartamento por um corte de cabelo. Ela abriu a porta com a promessa de ficar de tanguinha diante de um completo desconhecido.
Não tinham passado nem cinco minutos de filme quando a mão dele já procurava debaixo do meu short, e eu, em vez de afastá-la, rezei para que ninguém na sala virasse para nos olhar.
Ela lhe mostrou o celular com as mãos trêmulas. Não era uma mensagem de outro garoto: era uma lista de buscas que confessava tudo o que ela guardava havia anos.
Entrei esperando uma festa normal. Encontrei um quintal cheio de garotas de biquíni, nenhum outro homem e uma anfitriã com um sorriso nada amigável.
Quando o namorado dela saiu batendo a porta, ela ficou de pé na minha cozinha, descalça, esperando que eu dissesse a primeira palavra da nova vida dela.
Encontrei minha amiga tremendo no banheiro daquela festa. Quando perguntei quem a deixou assim, jamais imaginei que ela dissesse o nome do nosso professor mais temido.
Quando entrei naquele sótão com as cordas pendendo das vigas, entendi que aquela noite não me pertenceria.
Ela caminhava entre as salas vazias com a pasta sob o braço e a régua de aço na mão, sem imaginar que naquela noite três abusadores aprenderiam a temer o som do metal.
Passei um ano engolindo as provocações dele em silêncio. Naquela tarde, quando ele me agarrou pela camisa para me humilhar, minha mão encontrou onde apertar.
Ela sentiu o olhar antes de vê-lo: alguém a observava nua entre os armários. Quando abriu a porta de uma vez, o caçador virou presa.
Subi o vestido degrau por degrau enquanto eles me seguiam pela escada. Quando chegamos ao meu quarto, já não havia nada a disfarçar.
Cheguei com um vestido preto e a ideia de passar um tempo fácil. Às três da manhã, já não contava as garrafas nem as mãos que deslizavam pelas minhas costas.
Eles chegaram às seis em ponto, me beijaram um por um assim que entraram e eu soube que, naquela noite, não seria eu quem mandaria.
Acordei com a boca dela ao redor da minha rola e soube que o segundo dia na casa de praia seria ainda mais longo que o primeiro.
Quando perguntei o que realmente a excitava, ela se sentou sobre mim e começou a contar uma noite que nunca tinha confessado a ninguém.
Só queria dormir a bebedeira. Mas quando a porta se abriu e eles três entraram, decidi continuar de olhos fechados para ver até onde ousavam ir.
Voltamos a nos encontrar um ano depois daquela viagem, e desta vez Marina trouxe um convidado que não sabia nada do que íamos fazer naquela casa à beira do lago.
Lucía colocou a tequila no centro do tapete e sorriu: quem não cumprisse o desafio, bebia. Ninguém imaginava até onde iríamos naquela noite.
Fiquei uma semana sem ele quando me esperou na saída da aula, me levou a um canto isolado e deixou que três desconhecidos vissem tudo.
Toda vez que Noa desviava o olhar, Marina a observava em silêncio, convencendo-se de que olhar para as pernas da melhor amiga não significava nada.
Nos esquentamos na aula e não aguentamos até chegar em casa. O terreno baldio atrás da faculdade foi o primeiro de muitos lugares onde não devíamos nos tocar.
Ela achava que eu ainda estava dormindo enquanto se tocava no chão, ao lado da minha cama. Eu não me mexi. Ainda não queria que ela parasse.
Entrei no banheiro do bar buscando um momento de calma e a encontrei ali, de olhos fechados e pernas abertas, sem a menor intenção de parar quando me viu.
Compartilhavam a mesma aula três dias por semana e se olhavam às escondidas. Até que uma delas decidiu que já estava cansada de fingir que nada acontecia.
Segui ela nas redes para me vingar da minha ex, mas acabei desejando a Renata. Meses depois a vi no meio da multidão e soube que não ia deixá-la ir.
Senti a mão dela subir pela minha coxa no meio da multidão do metrô e, embora eu não pudesse me mexer um centímetro, não quis que ela parasse.