Confesso o que aconteceu no monte com aquele casal
Passei metade da vida subindo a serra sozinho, mas naquela manhã de outubro desci com mais coisa do que a cesta cheia. Isso aconteceu de verdade e ainda me custa acreditar.
Passei metade da vida subindo a serra sozinho, mas naquela manhã de outubro desci com mais coisa do que a cesta cheia. Isso aconteceu de verdade e ainda me custa acreditar.
Estava há quarenta anos sonhando com uma manhã livre e vazia. O que não estava nos meus planos era começar essa segunda-feira vendo o vizinho pelado e sentir a respiração falhar.
Minha mulher já tinha escolhido sua próxima conquista. O que nenhum dos dois imaginava era que o desfecho começaria comigo, a sós com ele, sob a água quente do vestiário.
Marisa me pediu um tempo na nossa relação, mas naquela noite me chamou para acompanhá-la ao jogo favorito dela: trocar de parceira diante do outro.
Era julho e nós dois suávamos. Eu estava nessa havia pouco tempo e ainda tinha muito a aprender, mas naquela noite a mulher me observava da cadeira como se eu fosse o prato principal.
Foi ela quem propôs, em sussurros, numa madrugada qualquer: queria que eu segurasse a câmera enquanto outro a tomava. Eu disse sim sem saber em que isso me transformaria.
Eu dividia o apartamento com duas universitárias que andavam quase nuas pela casa sem nenhum pudor na minha frente. Demorei semanas para entender o motivo.
Carla me confessou sua fantasia mais obscura num sussurro e, semanas depois, eu a vi de joelhos diante do homem que nós dois havíamos escolhido sem dizer em voz alta.
Eram onze e meia da noite quando Daniela apareceu no corredor e me pediu ajuda com o fogo. Eu passara a tarde inteira pensando no que suas malas escondiam.
Quando Lucía se mudou para nosso apartamento, os dois irmãos a desejaram. Nunca imaginei que anos depois seria ela quem pediria que Bruno entrasse na nossa cama.
Aceitei a fantasia dele achando que era um presente para ele. O que ninguém imaginou foi que, naquela noite, eu descobriria exatamente o que queria… e deixaria de me contentar.
Bruno me apresentou aos amigos com um sorriso cúmplice e, antes que eu entendesse nada, soube que aquela noite não ia me deixar sair da cabana sendo a mesma.
Acendi o pavio e os deixei trancados num apartamento vazio. Agora meu marido me implora para assistir ao que vem aí e meu cunhado já assinou em branco, sem saber o que o espera.
Lorena abriu a mala para ajudá-la a guardar a roupa e encontrou os brinquedos. Sua nova cozinheira a observava da porta, sem um pingo de vergonha.
Baixei a tela do celular pensando que só conversaríamos, mas o que vi na cama dela naquela madrugada mudou completamente o que eu achava que queria.
A primeira vez que me chamaram de guerreiro, algo dentro de mim se endireitou. Mas foi a mão dela na minha cintura, junto ao fogo, que me incendiou de vez.
As malas ainda por desfazer e, sob uma das camas, um monte de revistas velhas que nenhum dos três irmãos conseguiu parar de olhar naquela tarde de calor.
Sempre digo que sou tímida, mas a verdade é que nada me excita mais do que a possibilidade de alguém abrir a porta no pior momento.
Ela sabia muito bem o que aquele vestido provocava; o que não esperava era que ele se atrevesse a sussurrar isso no ouvido dela, na frente de toda a família.
Nunca imaginei que uma tarde qualquer, esperando minha mulher voltar, terminaria com eu vendo pela janela aquilo que jamais deveria ter visto.