As fotos que meu namorado enviava enquanto eu dormia
Essa pasta não devia existir. Mas eu a abri e, entre centenas de fotos minhas dormindo e nua, encontrei algo pior: o e-mail onde ele as entregava.
Essa pasta não devia existir. Mas eu a abri e, entre centenas de fotos minhas dormindo e nua, encontrei algo pior: o e-mail onde ele as entregava.
A porta tinha ficado entreaberta. Quando me ergui sobre a mesa, vi meu irmão mais novo olhando do corredor. Ele não ousava entrar.
Liguei o celular, abri só um pouco as cortinas e esperei a sombra dele cruzar a janela enquanto eu ficava nua diante do espelho.
Quando espiei pela fechadura e a vi ajoelhada diante dele, soube que o tesão tinha vencido o orgulho muito antes daquela noite.
Eu tinha a casa só para mim, quatro doses no corpo e a certeza de que quatro homens me observavam do andaime. Não desperdiçaria aquela manhã.
Nós o vimos entre os lírios, nos olhando da sombra. Daniela se ajoelhou sem avisar e eu soube que aquela noite mudaria tudo o que éramos como casal.
Subi ao segundo andar, abri a porta do banheiro principal e lá estava ela, dentro da banheira com o bebê, coberta só por uma fina camada de espuma.
Por trás dos óculos escuros, ninguém sabe para onde um homem olha — e naquela tarde de julho ele decidiu olhar muito além da linha do guarda-sol.
Saí para fumar no escuro e vi: agachado atrás da palmeira, com o olhar cravado na janela onde ela se despia sem saber que estava sendo olhada por dois.
Quando saí do banheiro naquela tarde, o vi tirar a mão de dentro da calça. E a TV estava mais baixa do que o normal. Não foi coincidência.
Estávamos há quase um ano conversando pelo WhatsApp sem nunca nos vermos. Naquela tarde, no quarto do hotel, ela se sentou na minha frente e começou a tirar a roupa.
Abri as cortinas, acendi a luminária do canto e soube que ele estaria espiando da varanda vizinha. Naquela noite íamos dar a ele algo que não ousaria pedir.
Passamos horas bebendo cerveja em volta da piscina. Quando entrei na casa procurando gelo, os gemidos vinham de dentro e não eram só dela.
A cama rangia no ritmo de gemidos contidos. Fui descalço até a fresta da porta de Camila, e o que vi me deixou pregado ao chão por uma hora inteira.
A toalha mal me cobria quando bati na porta do vizinho do sétimo. Ele aceitou me ajudar a abrir o apartamento só se eu deixasse cair a única coisa que me cobria.
Eu me vesti para deixar meu namorado de queixo caído. Quem abriu a porta foi o irmão mais velho dele, e os olhos dele me atravessaram inteira antes de me cumprimentar.
Eu queria pregar uma peça acendendo as velas diante do barracão. Quando empurramos a porta, ninguém riu: meu filho estava contra o móvel e o pai do amigo não parava.
Subi ao terceiro andar para bisbilhotar e acabei trancada num armário, espionando uma madrugada proibida que mudaria tudo o que eu pensava do desejo.
Quando o primeiro se aproximou do carro, minha mulher já estava com a saia levantada e a blusa aberta. O que veio depois eu vi tudo de um sofá, copo na mão, sem respirar.
Desci para o banheiro numa noite sem luz, achando que estava sozinho na casa. A lanterna de um celular iluminou a cozinha e entendi por que os dois andavam tão estranhos.