Perdi o controle na sex shop e todo mundo viu
A vendedora garantiu que ninguém poderia me ver. Quando a caixa caiu no chão, fiquei exposta diante de três desconhecidos que não pretendiam ir embora.
A vendedora garantiu que ninguém poderia me ver. Quando a caixa caiu no chão, fiquei exposta diante de três desconhecidos que não pretendiam ir embora.
Quando os gemidos começaram do outro lado da parede, ela dormia ao meu lado. O que vi no espelho naquela madrugada ainda não sei contar a ninguém.
Deixei o carro a um quarteirão para não fazer barulho. As luzes estavam apagadas, mas do fundo da casa vinham risadas que não combinavam com reunião nenhuma.
Era apenas um nome em uma longa lista. Quando ela ligou a câmera, tudo o que eu acreditava sobre o desejo mudou para sempre.
Deixei a cortina entreaberta de propósito. Ela sabia e não parou de olhar. Assim começou tudo: nos observando à distância antes que a distância deixasse de importar.
Ninguém respondeu quando toquei a campainha. Entrei, percorri o corredor e, ao chegar à garagem, fiquei paralisado diante do que vi.
Eu tinha entrado para comprar um brinquedo. Não esperava acabar no chão da loja, completamente nua, com estranhos me olhando do outro lado de uma caixa caída.
O cartaz prometia orgia, casais, strippers. O que aconteceu naquele motel foi outra coisa: ele me despiu diante de trinta desconhecidos.
Uma enseada escondida, um mirante sobre o mar e uma aposta: ele tinha um minuto para fazê-la gozar antes de serem flagrados.
Doze pessoas que nunca tinham se visto, uma casa com piscina no campo e duas noites sem roupa. Eu montei tudo. Ninguém foi embora decepcionado.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Só levava um casaco longo e botas de salto. Seu único plano era sentir os olhares de estranhos percorrendo seu corpo enquanto fingia fazer compras.
Estávamos há três anos como amantes quando ele me fez aquela proposta. Queria me ver com outro. E saber que ele estava olhando mudou tudo o que senti naquela noite.
Se tivessem nos dito naquela manhã que acabaríamos num quarto com espelho no teto, nenhum de nós teria acreditado.
Quando vi o homem se aproximando pela trilha, ele apertou minha cabeça com mais força. Não ia parar. E eu também não queria que ele parasse.
Ele demorava a se trocar. Ela esperava do lado de fora. E um grupo de turistas passou no lugar errado, na hora perfeita.
Eu a espionava da minha janela enquanto estendia as roupas no terraço. Aquelas tetas enormes, aquele sorriso cúmplice. Ela sabia que eu olhava e nunca disse nada... até aquela terça-feira.
Vim passar a noite no apartamento dele e acabei nua no sofá enquanto a melhor amiga dele nos observava da poltrona, sem se mexer e sem dizer uma palavra.
Vinte anos de uniforme engomado, e eu nunca tinha tremido num corredor. Naquela noite, com o balde de gelo nas mãos, soube que iria me quebrar.
Quando me inclinei para a janela para descansar um momento, eu os vi na piscina. Nus, se beijando, totalmente alheios ao mundo. Entendi que aquele ano seria muito diferente.