O que aconteceu no elevador com minha vizinha
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Lorena tinha fama de gostar de mulheres. Eu nunca tinha dado importância, até aquela manhã de primavera em que nós duas ficamos presas.
Vinte anos, zero experiência e uma prima que o olhava como se soubesse exatamente o que ele tinha na cabeça. O verão prometia ser longo.
Passamos a manhã brincando entre os cinco, com aquela tensão que ninguém nomeia. Quando começaram a se tocar, ficou claro que a tarde ia durar muito.
Quando ela me confessou, já estávamos sozinhos no quarto. A irmã dela tinha me encarregado de cuidar dela por um dia. Ninguém imaginava o que ia acontecer entre nós.
Daniela enfiou um preservativo no meu bolso antes de ir embora. Eu sabia que era virgem e que Marco também era. Aquela tarde ia mudar tudo isso.
Só fui pegar o sutiã que tinha esquecido na noite anterior. Sofía abriu a porta com aquele sorriso, e eu soube que não sairia dali tão cedo.
Quando pedi que me contasse outra vez, seus olhos se fecharam, sua voz baixou até virar um sussurro úmido contra meu pescoço, e soube que aquilo ainda queimava dentro dela.
Eu a conhecia desde os dezessete. Contava tudo a ela. E naquela tarde, enquanto eu subia o zíper do vestido, entendi que também queria beijá-la.
Ela tinha namorado. Dizia que era hétero. E ainda assim, naquela tarde na piscina do hotel, o pé dela buscou o meu debaixo d’água e eu não o afastei.
Quando Sebastián entrou no meu apartamento, achou que era o rei da noite. Não imaginava que, na minha bolsa, havia algo capaz de inverter os papéis antes do amanhecer.
Nos sentamos uma de frente para a outra com um martíni cada. Uma regra: olhar, falar, cheirar. Tocar, proibido. E ela tinha um cubinho de gelo na mão.
Ao abrir a porta do quarto, o último que eu esperava era ver minha namorada debaixo da amiga dela, com as pernas abertas e um olhar que me proibia de entrar ainda.
Fui devolver a ela os quinhentos pesos que enfiou na minha pasta. Não esperava encontrá-la chorando, nem ficar até as seis da manhã.
Eu limpava as salas do corredor quando a encontrei sozinha, com o decote aberto e o pescoço tenso. Ofereci uma massagem. Nenhuma de nós imaginava o quanto iríamos longe.
Faziam dias que Luciana tinha tido sua estreia bissexual e já pedia mais. O que planejamos naquela noite em Buenos Aires mudou tudo para ela.
Daniela me pediu uma carona até o bairro dela. Ao chegarmos, dois vizinhos bebiam cerveja na rua. Um escondia um segredo que minha amiga já suspeitava. Eu decidi confirmar.
Renata chegou ao meu apartamento com uma garrafa de vinho que ninguém tinha pedido. Na manhã seguinte, nenhuma das duas fingiu que tinha sido só o vinho.
Ela sussurrou no meu ouvido que aquela noite era só para garotas. Eu devia ter ido embora. Em vez disso, alguma coisa em mim resolveu ficar.
Marcos me apresentou a ela com um sorriso cúmplice. Eu a examinei de cima a baixo e soube na hora que, por trás daquela fachada recatada, havia algo querendo se libertar.
Quando ela abriu a porta não estava maquiada e o olhar dela tinha uma melancolia que me acertou o peito antes de trocarmos uma única palavra.