O que meu amigo deixou que eu fizesse com ele no chuveiro
Não conseguia parar de olhar o corpo de Bruno debaixo d’água, e quando ele se virou de olhos fechados soube que aquela tarde ia cruzar uma linha que a gente evitava havia anos.
Não conseguia parar de olhar o corpo de Bruno debaixo d’água, e quando ele se virou de olhos fechados soube que aquela tarde ia cruzar uma linha que a gente evitava havia anos.
Eu sabia que, assim que cruzasse a porta dele, não haveria mais volta: naquele dia eu ia deixar que ele me comesse de verdade, e passei a semana inteira imaginando isso.
Dez minutos de pausa, um videogame de futebol e uma aposta absurda bastaram para derrubar tudo o que Bruno achava saber sobre o amigo em uma tarde.
Quando ela se ajoelhou no chuveiro e me olhou com aquele sorriso, eu soube que não havia mais volta: a fantasia dela e a minha estavam prestes a cruzar uma linha.
Llevávamos dois horas bebendo quando ele me contou, meio de brincadeira, o que eu vinha imaginando havia anos. Ele riu. Eu não.
Vi-o me olhar pelo reflexo no espelho do elevador e algo se acendeu. Nessa noite soube que eu não queria só que ele me olhasse: queria que ele visse absolutamente tudo.
Passamos anos roçando as mãos sem dizer nada. Naquela madrugada, na minha sala em meia-luz, os olhares deixaram de bastar e ninguém quis fingir mais.
Conheci Carla na adolescência e nunca deixei de desejá-la. Ela me contava cada beijo, cada amante, sem saber que eu guardava suas palavras para as noites sozinho.
Era meu melhor amigo, meu confidente. Naquela noite de feira, entre vinho e risadas, a mão dele na minha cintura acendeu algo que eu jamais tinha sentido por ele.
Éramos cinco amigos e um povoado à beira-mar. O que começou como uma brincadeira entre risadas e cervejas virou o fim de semana que mudou tudo entre nós.
Quando senti o corpo dele contra minhas costas na cozinha, soube que não ia conseguir resistir. O que eu não sabia era que meu marido tinha planejado tudo.
Quando o carregaram dormindo até a cama, soube que aquela noite não terminaria como as outras. E não me arrependo de nada do que aconteceu depois.
Voltei por Bryan, mas foi Andrés quem me parou no meio da rua, me agarrou sem vergonha e me chamou para o dia seguinte. Eu já sabia o que ia acontecer e não fiz nada para evitar.
Eu vinha imaginando isso havia meses e não ousava admitir. Numa tarde qualquer, uma conversa bastou para tudo sair do controle.
Tínhamos nos reunido para revisar as finais, mas às seis os livros já estavam fechados e ninguém queria ir embora. O que veio depois ainda acelera meu pulso.
Ela tinha idade para ser minha mãe e era esposa de um homem que nem a olhava. Eu só queria voltar àquela cozinha todas as tardes.
Eu estava nu na cama, dolorido, e ele se ofereceu para me examinar. Eu não sabia até onde ele estava disposto a ir para passar a dor.
Quando ela desceu do avião com aquele short e aquele sorriso, soube que o código de não tocar na irmã de um amigo me custaria caro.
Ela abriu as pernas no chão da sala e me lançou um desafio que eu não soube recusar: me mostra, e se toca pra mim. A amiga dela continuava dormindo no sofá.
O abraço dele me subiu pelo corpo com um calor que eu não soube explicar. Só sabia que, assim que ficasse sozinha, teria de terminar o que ele tinha começado.