O que aconteceu na maca do meu massagista
O telefone tocou e era ele, me oferecendo uma sessão para aquela mesma tarde. Pelo tom, soube que não falávamos só de massagem.
O telefone tocou e era ele, me oferecendo uma sessão para aquela mesma tarde. Pelo tom, soube que não falávamos só de massagem.
Devolvi as chaves do apartamento e, sem planejar, a semana terminou com a confissão que eu nunca pensei contar a ninguém: dois homens, uma amiga e uma só noite.
Desde a pista já buscávamos as mãos com discrição; o que não terminamos no carro seguimos no meu quarto, sem pressa e sem nada no corpo.
Eu disse a ele que vinha suando, que precisava tomar banho. Ele me carregou até o sofá e sussurrou que assim, com meu aroma, ele gostava ainda mais.
O zumbido do ar-condicionado era a trilha sonora da sua jaula dourada. Nessa noite, um pneu estourado a deixou diante de três desconhecidos e à beira do que jamais se permitiu desejar.
Éramos cinco amigos e um povoado à beira-mar. O que começou como uma brincadeira entre risadas e cervejas virou o fim de semana que mudou tudo entre nós.
Vivíamos há anos com uma regra clara, mas naquela manhã entendi que renovar o contrato significava subir na mesa da notaria diante de todos.
Achei que ela estava dormindo na noite em que trouxe aqueles dois homens. Eu me enganei: ela viu tudo. E, semanas depois, entrou no banheiro, se sentou diante de mim e exigiu saber de tudo.
Levei duas semanas para admitir que queria que acontecesse de novo. E, numa madrugada, em vez de fugir, sentei naquela escada e esperei por eles.
Quando senti o corpo dele contra minhas costas na cozinha, soube que não ia conseguir resistir. O que eu não sabia era que meu marido tinha planejado tudo.
Quando o carregaram dormindo até a cama, soube que aquela noite não terminaria como as outras. E não me arrependo de nada do que aconteceu depois.
Abri a porta enrolada na toalha, ainda molhada, convencida de que era um pacote. Era ele, com um buquê na mão e um sorriso que não prometia nada inocente.
Éramos vizinhos havia anos e mal trocávamos um “oi” no corredor. Naquela noite, quando coloquei meu suéter sobre seus ombros, soube que não íamos mais fingir.
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Subimos para estender a roupa com qualquer pretexto. Entre as caixas d’água da laje, descobri que ela estava tão impaciente quanto eu para parar de fingir.
Quando a porta do elevador se abriu e vi a porta do apartamento entreaberta, entendi que desta vez não haveria regras. E uma parte de mim queria isso havia dias.
Eu o ouvi dizer ao telefone: “essa velha já tá pronta”. Eu devia ter me ofendido. Em vez disso, senti que me molhava inteira contra o balcão.
Eu tinha jurado que a virgindade dela era inegociável. Naquela manhã, no apartamento emprestado por um amigo, ela me mostrou até onde estava disposta a ir.
Eu o tinha visto só uma vez e não consegui esquecer o corpo dele. Quando soube que ele também me procurava, esperei minha mãe sair para trabalhar e o deixei entrar.
Me escondi no beiral do vestiário com Bruno colado nas minhas costas. Lá embaixo, minha mãe e a amiga dela se despiram entre os operários, e eu não consegui tirar os olhos.