Aceitei ir pescar com meu primo e o amigo dele
Eu sabia que aqueles dois não tinham me convidado só para pescar. E eu, se for sincera, também não tinha dito sim só pelo rio.
Eu sabia que aqueles dois não tinham me convidado só para pescar. E eu, se for sincera, também não tinha dito sim só pelo rio.
Nunca imaginei que um domingo qualquer no rio acabaria comigo de joelhos na grama, entregue a ele e implorando para que não parasse nunca.
Só queria ser gentil e subir suas sacolas até o apartamento. Ela me ofereceu um refrigerante, trocou de roupa e deixou a porta do quarto entreaberta.
Eu a olhava havia anos de um jeito errado. Nessa noite, depois de pegá-la com outro, ela entrou no meu carro sem saber que eu também escondia um segredo.
Às seis da manhã, com um prato de tacos na mão, resolvi sentar na mesa de dois desconhecidos que estavam me olhando fazia um tempo.
Acreditei que controlava tudo em casa, até a mulher com quem me casei deixar claro quem mandava de verdade entre nós três.
Quando nos levou ao palco e começaram as apostas sobre o que usávamos por baixo do vestido, entendi que a festa de luxo tinha saído do normal.
Durante anos eu me disse que era o típico cara hétero. Menti. Minhas punhetas eram dedicadas aos colegas do vestiário, e demorei demais para admitir.
Disse que estava com o coração partido só para que alguém me olhasse. Não esperava que dois desconhecidos levassem minha cura tão a sério… nem que eu permitisse.
Ela era quinze anos mais velha que eu, tinha um conversível vermelho e uma ideia muito clara do que queria naquela noite. Eu só precisava obedecer e aproveitar.
Eu estava suada e ofegante quando a voz dele me alcançou pelas costas. Ele não queria me convidar para jantar: queria comprar a noite inteira — e eu quis me deixar comprar.
Aos dezoito entrei em Medicina com a maior nota do país. Aos vinte e quatro ainda não sabia o que era gozar. Esta é minha história.
Ao atingir a maioridade, Ignia é iniciada em um rito cósmico de prazer por suas duas mães, e o santuário inteiro se entrega ao êxtase.
Eu estava semanas sem resposta. Naquela noite, me vesti para outro e, justo quando o beijava na mesa ao lado, ele entrou de braços dados com uma desconhecida.
O nosso era o segredo que carregávamos para todo lado, mas naquela noite, longe da cidade, decidimos compartilhá-lo com mais alguém.
Tinha dezenove anos e uma tesão impossível de esconder. Ele percebeu assim que me abriu a porta do apartamento, e já não deu para disfarçar o que nós dois queríamos.
Aceitei subir a um quarto com doze colchões no chão, sem imaginar que naquela manhã eu não sairia de lá com apenas um homem marcado na pele.
Eu estava nu na cama, dolorido, e ele se ofereceu para me examinar. Eu não sabia até onde ele estava disposto a ir para passar a dor.
Quando abri a porta, esperava uma sacola de papel e um «bom dia». Não esperava que ele ficasse olhando para dentro e me perguntasse, em voz baixa, se eu morava sozinho.
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.