Minha capitã me entregou ao amo do vestiário
Gozei três vezes sobre o banco do vestiário antes de entender que minha promoção já não dependia dos meus gols, mas de quanto eu aguentava de joelhos.
Gozei três vezes sobre o banco do vestiário antes de entender que minha promoção já não dependia dos meus gols, mas de quanto eu aguentava de joelhos.
Ela desceu do carro com a jaqueta entreaberta e eu soube que naquela noite não ia me conter. Ela tinha dito que não devíamos; eu já tinha decidido o contrário.
Há anos ela limpava casas alheias com um sorriso gentil, mas naquela tarde, de joelhos sobre o mármore, descobriu o quanto precisava ser tratada como um objeto.
«Vim ver se minha mulher trabalha bem», disse o homem na minha porta. Uma hora depois eu estava de joelhos na minha própria cozinha, com o avental dele.
Me deram a escolher entre três anos de cadeia ou me tornar o cachorro submisso da minha mulher. Escolhi errado, e naquela noite no O Reservado eu entendi tudo.
Ela só ia aconselhá-lo sobre um avental. Não imaginou que, diante do vendedor, ele a apontaria como se fosse a criada que vieram vestir.
Ela me escreveu que queria gozar sobre meus lábios antes mesmo de nos vermos. Aquilo me fisgou, mas o que veio depois, à beira-mar, superou qualquer mensagem.
Ela me mandou ficar de quatro nos fundos e, enquanto seus dedos me exploravam, entendi que acabava de descobrir algo que eu escondia havia anos.
Sempre fui a garota que seguia as regras, até ele me mandar ajoelhar e eu entender que meu corpo esperava havia anos que alguém lhe desse permissão.
A primeira vez que entrei no escritório dele, pensei que ia negociar um empréstimo. Saí com as instruções dele gravadas na pele e a certeza de que já não mandava no meu próprio desejo.
O táxi avançava no escuro quando Lena tirou o lenço e cobriu seus olhos. Bruna confiou na melhor amiga sem imaginar aonde aquela noite a levaria.
«Se ficar, deixa de ser a estudante perfeita», ele me disse sem me tocar ainda. Olhei para a porta trancada. Minhas pernas não se moveram.
Nunca tive coragem de me expor. Até hoje. Amanhã vou para a aula sem nada por baixo da roupa, e deixar isso escrito aqui já parece sua primeira ordem.
Naquela manhã, decidi levar eu mesma o café até a sala dele, diante de todos, para que entendessem que tipo de mulher eu pretendia ser ao lado dele.
Eu achava que só ia me divertir e ganhar algum dinheiro. Não imaginava que naquela noite, entre golpes e carícias, encontraria exatamente o que meu corpo pedia aos gritos.
Eu estava no terceiro uísque quando o celular vibrou: «Procuro um macho que me trate como sua escrava». Abri a foto no meio da festa e soube que estava perdido.
Entrei por aquela porta convencida de conhecer meus limites. Três horas depois, entendi que eu mal começava a descobri-los, tremendo entre o medo e uma vontade que eu não sabia nomear.
A cama da frente rangia toda madrugada no ritmo de um desconhecido, e ela fingia dormir enquanto calculava o quanto estava disposta a perder.
Bastou um comentário no escritório para que ele decidisse que sua mulher passaria pela sala de cirurgia. Não pelo bebê: para continuar sendo o único dono do corpo dela.
Eu implorei mil vezes sem acreditar que ele faria. Nessa noite, com as cordas apertadas e a voz dele no meu ouvido, entendi que não havia volta.