Aquela noite minha mãe e eu cruzamos o proibido
Quando lhe propus um drinque naquele sábado, não imaginei que ao fim da noite nós dois teríamos cruzado uma linha sem volta.
Quando lhe propus um drinque naquele sábado, não imaginei que ao fim da noite nós dois teríamos cruzado uma linha sem volta.
Minha mãe abriu a porta do provador sem avisar. O que encontrou do outro lado mudou tudo entre nós, embora nenhum de nós soubesse nomear aquilo naquela tarde.
Ela morava dois andares acima e, toda vez que eu a encontrava no elevador, eu pensava a mesma coisa: você vai ser minha. Naquela tarde, com uma rosa na mão, pedi que ela descesse para tomar um café comigo.
Era quinta, o dia da minha mãe, mas minha irmã postiça me arrastou para o banho antes do café da manhã. As regras do harem que elas inventaram começaram a se quebrar de novo.
Às duas da madrugada desci descalça para pegar um copo d’água e os ouvi discutir baixinho sobre mim, com aquela voz de casais que já não precisam terminar as frases.
Cada tarde eu colocava o dildo na cadeira e continuava trabalhando. Eu estava me preparando para dar a Marcos o que ele vinha me pedindo havia meses.
Quando ela girou sobre os saltos, o vestido subiu um pouco e deixou ver a linha exata onde a meia terminava e começava a pele. E então ela me pediu uma massagem.
Quando abri a porta, senti o olhar dele cravar na tira preta que aparecia por cima da minha calça jeans. Ele sorriu antes de me empurrar para dentro.
Quando desci para a garagem, Valeria me esperava com uma calça de couro e um sorriso que não tinha nada de maternal.
A porta entreaberta deixava escapar um gemido sufocado e eu, paralisado nas sombras do corredor, não conseguia me mexer nem parar de olhar o que via.
Meus três filhos me olhavam com a respiração ofegante. Queriam saber como foi minha primeira vez. Não imaginavam o que estavam prestes a ouvir.
Tínhamos cruzado uma linha sem volta. Diante do fórum, entendi que o que eu sentia por ele era mais real que qualquer medo.
Eu sabia que entre dom Rodrigo e eu nunca poderia acontecer nada. Mas encontrei um jeito de tornar isso real, ainda que fosse só uma vez, ainda que ninguém mais soubesse.
Eu tinha quarenta e ela cinquenta e dois. Bastou vê-la ajeitando a roupa, achando que estava sozinha, para o ar daquela casa ficar insuportável.