A noite em que minha amiga me confessou que era virgem
Trabalhávamos juntos havia meses, conversávamos até de madrugada por mensagem. Mas naquela noite, pela primeira vez, ela bateu à porta do meu quarto com uma sacola na mão.
Trabalhávamos juntos havia meses, conversávamos até de madrugada por mensagem. Mas naquela noite, pela primeira vez, ela bateu à porta do meu quarto com uma sacola na mão.
Ela tinha 37 anos, um corpo de arrancar o fôlego e quase um ano de solidão acumulada. Quando me escolheu na academia, entendi que certas noites não se planejam.
Rodrigo empalideceu de repente e tirou o celular. Eu soube exatamente o que tinha acontecido antes mesmo de ele abrir a boca para se explicar.
A primeira vez que fui sozinho à casa dele, meu coração batia forte enquanto eu tocava a campainha. Eu não sabia o que dizer. Ele abriu de robe úmido e sorriso.
Eu já fazia tempo que queria fazer isso: escolher um homem em um lugar público e levá-lo para a cama. Naquela tarde no café, enfim tomei coragem.
Quando Sofía cruzou a porta do meu apartamento, não sabia exatamente o que a esperava. A mãe dela tinha planejado tudo com semanas de antecedência.
Eu tinha ido só cumprimentar, mas Matías não tirava os olhos de mim. Quando o pai saiu, aquele garoto mostrou que tinha muito mais iniciativa do que parecia.
Eu precisava de fraldas para minha filha e não tinha um peso. Quando o americano me ofereceu dinheiro, disse a mim mesma que seria só uma vez. Não sabia o que viria depois.
Quando abri os olhos naquela manhã, não estava no meu quarto. Estava completamente nu numa cama que cheirava a alguém com quem eu jamais deveria ter passado a noite.
Quando ele chegou à minha porta achando que vinha ajudar, eu já tinha tudo planejado. Ele tinha vinte anos e a ingenuidade de quem não sabe o que o espera.
Atravessei o parque com o pulso disparado, sabendo que naquela noite o valentão não se contentaria com minha calcinha nem com o dinheiro que já não me restava.
Cinco e meia da manhã. O corredor escuro. Fui chamar minha mãe, e o que ouvi atrás daquela porta me deixou sem ar por quinze minutos.
Ernesto fazia anos que não me olhava assim. Então chegaram os vizinhos da frente e, num jantar, acenderam algo que achávamos adormecido para sempre.
A porta se abriu em meio à tempestade e a senhora nos examinou de cima a baixo antes de fazer sua oferta. Era direta: quinhentos por tudo, pagos adiantado.
Me avisaram que ela era amarga, que odiava homens. O que ninguém disse é que, por trás dessa armadura, fazia anos que ninguém a tocava de verdade.
Andrés me dizia que o vizinho nos olhava demais. Ele tinha razão. Mas naquela tarde de agosto, quando a campainha tocou e fui abrir, eu me alegrei de ele não estar.
Quando desci à cozinha eram três da manhã. Ele estava sentado com uma xícara na mão, o torso nu, me olhando como se estivesse me esperando.
Deixei o carro a um quarteirão para não fazer barulho. As luzes estavam apagadas, mas do fundo da casa vinham risadas que não combinavam com reunião nenhuma.
Marcos tinha o corpo que eu tinha na idade dele. Naquela noite, com todo mundo dormindo, senti que havia algo mais do que calor entre nós naquela cama estreita.