Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

As máscaras do Carnaval ocultavam sua dominação

3.7(42)

O voo transatlântico saindo de Bogotá cruzava o Atlântico em um silêncio denso e azulado. Onze horas de voo, uma linha reta sobre o oceano que nos separava do frio invernal da Itália. Na cabine preferencial, a maioria dos passageiros dormia sob suas mantas de lã. Eu estava sentado no centro, com Valeria à minha direita e Daniela à minha esquerda.

Valeria — minha Pantera — usava o colar de prata havia dois anos. Conhecia minhas regras sem precisar de lembretes e executava minhas ordens com uma elegância que me enchia de orgulho. Daniela era outra história: fazia apenas três meses que estava sob meu comando e ainda cometia o erro de achar que seus limites eram negociáveis. O Carnaval de Veneza se encarregaria de corrigi-la.

Debaixo das mantas do avião, os controles dos ovos vibratórios que eu tinha enfiado no cú das duas antes do embarque descansavam no meu colo. Eu os havia ativado em baixa intensidade desde a decolagem, um zumbido constante que a esta altura já as deixava com as coxas encharcadas e os mamilos marcando o tecido do vestido. Sempre que uma aeromoça passava pelo corredor, Daniela prendia a respiração e apertava as coxas para que não lhe escapasse um gemido. Valeria, ao contrário, abria as pernas como uma puta treinada, me oferecendo o cú trêmulo sem pudor.

—Tá sentindo isso no cú, pirralha? — sussurrei no ouvido de Daniela, me inclinando na direção dela enquanto girava o botão para cima — Estamos sobre o Atlântico. Cada quilômetro que avançamos te afasta de qualquer zona de conforto que você já tenha conhecido. Quando aterrissarmos, você vai estar tão encharcada que vai deixar uma poça no assento.

As mãos dela se fecharam sobre o apoio de braço de couro. Tinha o cabelo escuro preso num coque que começava a se desfazer, e os olhos — grandes, cor de avelã — me buscaram com aquela mistura de pânico genuíno e entrega que a tornava tão interessante de dominar. O ovo vibrava agora em um padrão errático que eu controlava com o polegar sem tirar os olhos do corredor. Passei a mão livre por baixo da manta, subi a saia de um puxão e enfiei dois dedos no cú até os nós dos dedos. Ela estava tão molhada que meus dedos entraram sem resistência, deslizando ao lado do ovo de silicone.

—Olha só como você me molha a mão, putinha — murmurei, tirando os dedos brilhando de fluidos e obrigando-a a chupá-los — Lambe. Quero que prove o quanto você está excitada.

Daniela fechou os lábios em torno dos meus dedos e os chupou com desespero, o peito subindo e descendo rápido demais. Belisquei um mamilo endurecido por cima do vestido e a senti se arrepiar inteira.

—Não solte um único som — eu disse friamente — Se a aeromoça se aproximar para perguntar se está tudo bem, o resto desse voo você faz em pé, ao lado do banheiro, com o cú aberto contra a porta e meu sêmen escorrendo pelas suas coxas.

Valeria observava a cena com aquela calma predatória que a caracterizava. Não precisava que eu aumentasse a intensidade para lembrar qual era o seu lugar; ela sabia e desfrutava disso. Com um movimento fluido e ousado, deslizou para baixo da minha manta. Senti-a abrir meu zíper com dedos experientes, tirar minha rola já dura da cueca e enfiá-la inteira na boca. O calor da garganta dela, o roçar da língua sob a glande, a pressão dos lábios descendo até a base. Valeria chupava como só ela sabia: com fome, com paciência e com a certeza de quem está acostumada a ser bem servida por servir bem.

—Assim, minha Pantera — murmurei, fechando os olhos por um instante enquanto a língua dela desenhava círculos sob o freio — Chupa devagar. Mostra a essa pirralha a diferença entre vocês duas. Engole até o fundo, sem fazer barulho.

Senti-a relaxar a garganta e descer até enterrar o nariz no meu pelo pubiano. Três segundos. Cinco. Subiu de novo com um fio de saliva pendendo do canto da boca, lambeu a ponta como se fosse um doce e voltou a afundar. A manta mal disfarçava o movimento rítmico da cabeça dela.

Daniela observava o volume sob a manta com uma fascinação que a denunciava. O corpo dela seguia se contraindo em silêncio, preso entre a inveja e a agonia do prazer contido. Cada padrão de vibração que eu escolhia era um pulso direto contra a vontade dela. Os mamilos duros marcavam a blusa, e ela cheirava a cú quente sob o ar reciclado da cabine. Quando uma aeromoça parou a duas fileiras de distância para recolher uma bandeja, Daniela ficou vermelha de tanto prender a respiração enquanto sentia outra onda seca de orgasmo subir pelas coxas.

—Sebastián... por favor... eu preciso gozar... — conseguiu dizer em um sussurro quebrado.

—“Por favor” não existe neste voo — respondi, elevando o ovo ao máximo por dez segundos — Aqui só existe o que eu decidir. Você vai gozar quando eu te der permissão, e vai fazer isso em silêncio, mordendo a língua até sangrar se for preciso.

Enfiei os dedos de novo, desta vez três, abrindo seu cú em leque enquanto o ovo continuava vibrando dentro dela. Senti as paredes da vagina se tensionarem ao redor dos meus dedos, o clitóris inchado pulsando contra o meu polegar. Eu a esfreguei com precisão cirúrgica até vê-la morder o colarinho da própria blusa e se contorcer inteira, o rosto enterrado no meu ombro, abafando um grito que teria acordado metade da cabine. Ela gozou encharcando minha mão até o punho.

Quando Valeria enfim emergiu de novo, limpou o canto da boca e o fio da minha porra do queixo com uma lentidão que era quase uma declaração de guerra. Engoliu tudo, abrindo a boca para me mostrar que estava vazia antes de fechá-la com um sorriso. Se acomodou no assento como se nada tivesse acontecido. Daniela estava destruída, encharcando o assento de luxo com os próprios fluidos, tremendo sob a manta enquanto o avião iniciava sua descida para o norte da Itália. Veneza nos esperava, e com ela, as máscaras.

***

O aeroporto Marco Polo nos recebeu com o frio seco de fevereiro. No cais externo, nos aguardava uma lancha de madeira escura e casco baixo, o motor em marcha lenta. O trajeto até a cidade foi o prelúdio perfeito para o que viria: vê-las sentadas na popa, envoltas nos casacos mas com as pernas ainda tremendo por causa do voo e as coxas pegajosas do próprio gozo secando, era uma imagem de pura posse. O motorista manobrava pelos canais com aquela indiferença profissional que me convinha.

Ao entrar no Grande Canal, a cidade se abriu como uma armadilha de pedra e água. Palácios de cal e tijolo, o reflexo dos postes sobre a superfície verde, o cheiro de umidade antiga. O hotel ficava diretamente sobre o canal, com píer privativo e um concierge de terno escuro nos esperando no cais.

A suíte era um espaço de mármore, seda e silêncio. Mas o que importava estava ao fundo: um terraço de pedra projetado sobre a água, uma plataforma sem paredes onde a cidade podia olhar para você se quisesse. Levei-as até lá antes que sequer pudessem tirar os casacos.

—No parapeito. As duas — ordenei, apontando para a borda de mármore voltada para o canal.

O vento bateu em seus rostos. As gôndolas passavam dois metros abaixo. Na margem oposta, um turista ergueu a câmera em direção aos palácios. O burburinho da cidade vinha como um eco distante, mas a visibilidade dali era absoluta.

—Olhem o canal — eu disse, posicionando-me atrás delas — Vocês estão no palco mais antigo da Europa, e em exatamente um minuto vão estar nuas neste terraço, com os cus expostos e os peitos arrepiando para toda Veneza.

—Está frio — murmurou Daniela, abraçando a si mesma.

—O frio é um lembrete de que você está aqui — respondi, agarrando-a pelo cabelo com firmeza para que olhasse para a frente — Valeria não reclama. Aprenda com ela.

Obrigei as duas a tirarem os casacos e a roupa de viagem ali mesmo, de frente para o canal. Cada peça caía no mármore com um baque surdo: o casaco, o vestido, as meias, o sutiã, as calcinhas encharcadas. A nudez naquele cenário era uma forma de humilhação que não precisava de palavras: os corpos marcados pelas horas de vibração, os mamilos duros como balas, o púbis de Valeria aparado em um triângulo perfeito e a vagina completamente depilada de Daniela ainda brilhando de umidade, em contraste com a arquitetura gótica dos palácios do outro lado. Valeria se manteve ereta, o queixo alto, os seios firmes apontando para o horizonte, aceitando a exposição com uma dignidade feroz. Daniela tentou cobrir os seios e o cú com as mãos.

—Não se cubram — eu disse, ativando de novo os ovos com uma pulsação lenta, mas profunda — Tirem as mãos. Abram as pernas um palmo. Deixem Veneza testemunhar como vocês tremem com dois ovos dentro e os cus escorrendo sobre o mármore.

Daniela baixou as mãos devagar, mostrando os mamilos rosados e o sexo ainda inchado do orgasmo no avião. Valeria, sem esperar a segunda ordem, afastou as coxas o suficiente para que eu visse o fio do ovo aparecendo na entrada da vagina. Fiz um gesto para ela, e ela levou dois dedos ao clitóris, se esfregando sem pressa enquanto olhava para o canal.

Sentei na poltrona do terraço e as observei contra o fundo das cúpulas iluminadas. Eram minhas duas estátuas de carne no museu mais antigo do mundo, e a noite ainda nem tinha começado.

***

Antes de sair, abri duas caixas de madeira sobre a cama. Tinha encomendado as peças a um artesão do sestiere de Dorsoduro, desenhadas segundo minhas especificações exatas.

—O Carnaval é um teatro de sombras — disse, abrindo a primeira — Aqui, sem rosto, não existem limites.

Tirei a máscara da Pantera: couro preto com incrustações prateadas e traços felinos, afiados e orgulhosos. Coloquei em Valeria, ajustando as tiras de seda com uma firmeza que lhe arrancou um suspiro. Os olhos escuros dela, emoldurados pelas cavidades talhadas no couro, ganharam uma profundidade nova. Combinava perfeitamente com o colar de prata. Aproveitei o ajuste para passar a mão pelo cú ainda inchado e esfregar o ovo dentro com um movimento circular. Ela mordeu o lábio.

—Esta é a sua coroa — sussurrei, beijando a borda do couro — Lembre quem segura a coleira, e quem decide quando sua vagina vai abrir hoje à noite.

Para Daniela, uma máscara Volto branca, lisa e sem expressão. O vazio absoluto. Ao colocá-la, a identidade universitária dela desapareceu por completo: já não era uma garota de vinte e três anos com vida própria; era uma superfície anônima, um objeto de porcelana que só existia para receber rola, dedos e ordens. O contraste visual entre as duas era exatamente o que eu queria.

—Você não precisa de rosto esta noite — eu disse, dando-lhe um golpe seco na nuca para que baixasse a cabeça — Sua única presença nesta cidade serão os seus tremores e o barulho que sua vagina fizer quando eu gozar dentro. Nada mais.

Ajudei as duas a vestirem os trajes de época que eu havia alugado: vestidos de brocado e veludo que pesavam vários quilos. Apertei os corpetes eu mesmo, puxando os cordões até que os seios subissem e a respiração delas ficasse curta e controlada. Antes de fechar as saias, conferi os ovos um por um, enfiando dois dedos em cada cú para verificar a posição. Tirei os dedos brilhando e passei-os pelos lábios pintados para que chupassem os próprios fluidos. Ajustei os aparelhos no modo “batida”, uma vibração constante e baixa que as manteria com o clitóris pulsando a noite inteira. Eram duas visões do século dezoito carregando tecnologia do presente enfiada em suas vaginas.

—Peguem as capas. Vamos a San Marco.

***

A Praça de São Marcos durante o Carnaval é uma massa viva de tecido, plumas e rostos ocultos. Milhares de pessoas se movendo sob a sombra da Basílica e do Campanário, a música das orquestras dos cafés históricos se misturando ao barulho dos fogos de artifício sobre o canal. Parei na borda da praça antes de entrar. Tirei o telefone do bolso e deslizei os dois controles até o nível nove.

Valeria se retesou, a coluna arqueando levemente sob o brocado. Os dedos enluvados dela se fecharam no meu braço. Daniela, por trás da máscara branca, soltou um suspiro abafado que se perdeu no ruído da multidão. Pude ver uma mancha de umidade começando a escurecer a parte interna da coxa sob a saia comprida.

—Andem — ordenei ao ouvido delas — E não ousem tropeçar. A primeira que gozar sem pedir permissão passa o resto da noite com o ovo enfiado no cú.

O avanço pela praça foi uma tortura calculada. Em San Marco durante o Carnaval, o contato físico é inevitável: estranhos mascarados roçavam suas capas ao passar, seus corpos se chocando levemente contra os delas no fluxo da festa. Cada esbarrão acidental acrescentava adrenalina ao que eu enviava do bolso. Um homem com máscara de médico da peste tropeçou em Daniela e pôs a mão em sua cintura para equilibrá-la. Ela quase gozou ali mesmo.

—Sebastián... tem gente demais... minha vagina vai explodir... — sussurrou Daniela, cuja máscara branca começava a embaçar com a respiração acelerada.

—Esse é o objetivo, pirralha — respondi, ajustando o padrão para pulsos mais violentos — Mil pessoas ao seu redor e nenhuma sabe que você tem um ovo vibrando na vagina e as coxas encharcando por baixo do vestido. Você é um segredo que pulsa no meio da rua. Uma putinha de corpete e máscara, oferecendo seu prazer ao pavimento de San Marco.

Valeria mantinha a cabeça erguida apesar do castigo. Caminhava um passo à frente, a máscara felina desafiando a multidão, mas o ritmo dos passos dela era cada vez mais pesado. Eu a obriguei a avançar em direção ao centro da praça, onde a música barroca dos cafés se misturava em uma cacofonia perfeita.

Em dado momento, um grupo de mascarados nos cercou para pedir uma foto em grupo. Aceitei com elegância, coloquei Daniela no centro exatamente quando aumentei a intensidade ao máximo. Vi nos olhos dela, por trás do antifaz branco, o esforço sobre-humano de permanecer imóvel enquanto o corpo exigia justamente o contrário. Os estranhos riram, agradeceram e seguiram caminho sem suspeitar que a garota da máscara branca tinha acabado de gozar abafando um grito enquanto posava para eles.

Minha Pantera observou a cena com uma superioridade que não precisava de palavras. Sofria o mesmo castigo, mas o orgulho dela o transformava em combustível. Daniela mal conseguia manter-se em pé e cheirava intensamente a sexo sob o brocado.

—Você gozou sem permissão — eu disse ao ouvido dela, sentindo o espasmo residual de suas coxas sob a minha mão — Isso a gente cobra hoje à noite com juros. Volta completa pela praça. Quero que sintam o chão sob os pés enquanto se mantêm de pé só na força de vontade, com os cus tão inchados que cada passo é uma agonia.

***

A gôndola nos esperava em um cais secundário, afastado do barulho principal. O gondoleiro usava uma máscara de bico longo e não pronunciou uma única palavra. Ajudei Valeria a subir primeiro, depois Daniela. Assim que nos afastamos do cais e entramos nos canais estreitos do bairro de Cannaregio, o silêncio se tornou quase físico. Só o respingar da água contra os muros centenários e o movimento rítmico do remo.

Coloquei os ovos em modo de vibração contínua e profunda.

—Sentem-se de frente para mim — ordenei do meu assento de couro — E levantem as saias até a cintura. Quero ver suas vaginas enquanto vocês decidem qual das duas ganha minha rola primeiro.

As duas obedeceram. Valeria se sentou com as pernas abertas, desafiadora mesmo exausta, mostrando o sexo brilhante e o fio do ovo aparecendo entre os lábios inchados. Daniela se encolheu ao lado dela, mas também levantou o tecido pesado até deixar as ancas expostas, mostrando uma vagina tão encharcada que tinha gotas escorrendo até o ânus. Escorreguei até o chão da embarcação e me ajoelhei entre as duas. Puxei primeiro o fio do ovo de Daniela, arrancando-o com um pequeno estalo úmido. Joguei-o no chão da gôndola, ainda vibrando.

—Agora você está vazia, pirralha — eu disse, enquanto lhe desabotoava as calças e tirava minha rola — Você ficou horas com isso dentro e agora a única coisa que sua vagina conhece é vibração. Vamos lembrar o que é um pau de verdade.

Fiz com que ela deslizasse até a beira do banco e abri suas coxas com as mãos. A ponta da minha rola roçou o sexo aberto e senti como ele se contraía procurando por mim. Penetrei de uma só investida, até o fundo, tapando sua boca com a palma para que o grito ficasse amortecido contra a minha mão. Ela estava tão encharcada que a entrada foi limpa e feroz, e senti a vagina pulsar inteira ao redor da minha pica.

—Você não vai gozar — murmurei no ouvido dela enquanto a fodia com golpes secos e profundos — Você gozou sem permissão na praça. Este pau é o seu castigo, não o seu prêmio.

Enquanto a fodia com um ritmo constante, fiz um sinal para Valeria. Minha Pantera deslizou até o chão com a elegância de sempre, tirou a máscara e se acomodou entre minhas pernas e as da outra. Sem precisar de instruções, colou a boca no sexo de Daniela exatamente onde minha rola entrava e saía, lambendo o clitóris inchado a cada investida. Senti a língua de Valeria percorrer também a base da minha pica toda vez que eu me retirava, uma carícia úmida que me arrancou um rosnado.

—Assim, minha Pantera — eu disse, agarrando-a pelo cabelo e guiando seu rosto — Lambe enquanto eu meto. Engole o clitóris dela e a minha rola ao mesmo tempo.

Foi uma imagem de depravação perfeitamente orquestrada: duas mulheres mascaradas, uma de prata e uma de branco, entregues em uma embarcação flutuando entre palácios adormecidos. A música de alguma festa distante chegava amortecida, um eco de civilização que contrastava com a crueza do que acontecia no fundo da gôndola. Meus testículos batiam úmidos contra o queixo de Valeria a cada investida. O gondoleiro continuava remando como se nada estivesse acontecendo, o bico longo da máscara apontando para a frente.

Tirei a rola da vagina de Daniela com um estalo sonoro, brilhando de seus fluidos até a base, e fiz sinais para Valeria engoli-la. Ela a colocou inteira, até o fundo da garganta, limpando os fluidos da outra com a língua. Senti-a engolir duas vezes seguidas antes de soltá-la.

—Agora você — ordenei, puxando-a para trás sobre o banco e arrancando o ovo da vagina num puxão.

Ergui suas pernas até apoiá-las nos meus ombros e a penetrei com a mesma violência controlada. Valeria molhava como nenhuma outra: senti-a se abrir para mim sem resistência, suas paredes molhadas e quentes apertando minha pica a cada investida. Daniela, ainda vazia e trêmula, se ajoelhou ao nosso lado sem que eu pedisse, e começou a chupar os mamilos de Valeria por cima do corpete, mordiscando, lambendo, deixando-os vermelhos e duros.

—Boa puta — eu disse a Daniela, investindo em Valeria sem perder o ritmo — Você está aprendendo. Passe a língua na boca da sua irmã enquanto eu a meto até o fundo.

Daniela obedeceu, devorando a boca de Valeria com desespero. Vi as línguas se enredando à luz indireta dos lampiões do canal, vi Valeria gemendo dentro da boca da outra enquanto eu batia a coxa dela contra a madeira do banco. Cada investida arrancava um som úmido que ricocheteava nas paredes de pedra molhada.

—Agora — ordenei, sentindo que eu estava no limite — As duas. Gozem já. Eu dou permissão.

O clímax veio coordenado e violento. Daniela se engasgou com o próprio suspiro dentro da boca de Valeria; Valeria soltou um som abafado, as coxas se fechando ao redor da minha cintura, a vagina se contraindo em ondas profundas que ordenharam minha pica. Retirei-me no momento certo, agarrei Daniela pelos cabelos e aproximei seu rosto da minha rola. Gozei em jatos grossos sobre a máscara branca dela, manchando a porcelana lisa com longos fios de sêmen que escorreram até a boca aberta. O que caiu nos lábios ela engoliu sem pedir permissão. O que ficou grudado na máscara eu deixei como condecoração.

—Lambe o que caiu nos seus lábios da outra — ordenei a Valeria, enquanto limpava a glande no cabelo escuro de Daniela.

Minha Pantera lambia a máscara e os lábios da garota com calma, engolindo minha porra com a mesma serenidade com que tinha feito tudo o resto. Ergui-me sem pressa, guardei a rola ainda úmida na calça e me acomodei de novo no assento.

—Vocês não passam de sombras na água — eu disse, enquanto a gôndola virava em direção à luz de um canal principal — E isto é só o começo da noite de vocês.

***

O retorno ao hotel foi um trajeto em silêncio sepulcral. Ao entrar na suíte, o calor do interior contrastou brutalmente com o frio que elas traziam na pele. Não dei tempo para se aclimatarem.

—Tirem as máscaras. Tirem os vestidos. Tudo — ordenei, apontando para o terraço.

Elas se livraram dos trajes com movimentos desajeitados de cansaço. A máscara branca de Daniela caiu no mármore com uma mancha seca e esbranquiçada atravessando-a de bochecha a bochecha. Ali ficaram, nuas sob o céu de Veneza, a pele arrepiada pela brisa do canal, as vaginas ainda vermelhas e as coxas pegajosas de sêmen, fluidos e suor misturados. O Grande Canal continuava vivo abaixo delas, os últimos barcos da noite cruzando sem olhar para cima. Valeria mantinha o queixo alto, embora as coxas traíssem o cansaço com um tremor leve. Daniela olhava para o chão de mármore, incapaz de sustentar a vista do horizonte, com um fio branco ainda escorrendo pelo canto da boca.

—Apoiem-se no parapeito. Inclinem-se. Bundas para mim. Pernas abertas. Olhem para a frente — eu disse, tirando o cinto de couro que eu tinha deixado preparado sobre a mesa do terraço.

Obedeceram. Dois traseiros brancos à luz pálida da lua, as vaginas abertas entre as coxas afastadas, os pequenos ânus enrugados perfeitamente visíveis. Um cartão-postal pornográfico emoldurado pelas cúpulas iluminadas do outro lado do canal.

O primeiro golpe caiu nas nádegas de Daniela. Seco, calculado, deixando uma marca vermelha imediata que brilhou sob a luz do canal. Ela mordeu o punho para não gritar. O segundo foi para Valeria, de igual intensidade. Minha Pantera mal mexeu o quadril. O terceiro golpe atravessou as duas nádegas ao mesmo tempo, deixando uma linha diagonal de fogo em ambas. Não parei até que os dois traseiros exibissem o vermelho incandescente do castigo, aquele calor que as faria lembrar da minha presença por dias. Contei vinte golpes. Dez em cada uma. Distribuídos entre as nádegas e a parte interna das coxas. Quando terminei, as vaginas das duas estavam mais molhadas do que no começo.

—Sebastián... — sussurrou Valeria entre os dentes, os nós dos dedos brancos sobre o mármore, o clitóris inchado pulsando entre as pernas abertas.

Não respondi. Fui até a bacia de metal que o serviço de quarto havia deixado com gelo. Peguei um pedaço, deixei-o derreter um instante na minha mão até o frio ficar quase doloroso ao toque, e o deslizei pela linha de calor que o cinto havia deixado na nádega de Daniela. Depois o pressionei contra o sexo dela, enfiando-o entre os lábios ainda pulsantes do orgasmo do canal. Coloquei o gelo dentro da vagina com dois dedos, empurrando-o até o fundo.

O grito ficou preso na minha palma. O contraste entre o ardor do castigo e o frio extremo do gelo por dentro a deixou se contorcendo, olhando as luzes do palácio em frente com os olhos cheios de lágrimas que o vento levou antes de cair. Senti a água do gelo derretendo escorrer pelas coxas dela misturada aos próprios fluidos.

Repiti o processo com Valeria. Peguei outro pedaço e o passei pelas nádegas marcadas antes de enfiá-lo na vagina aberta. Ela não gritou. Os dedos dela se fecharam até ficarem brancos sobre o mármore do parapeito e ela soltou um rosnado profundo, aceitando o choque térmico diante de toda Veneza com aquela dignidade feroz que a tornava única. Obriguei-a a fechar as coxas para manter o gelo dentro enquanto olhava fixamente para as cúpulas iluminadas ao longe.

—Sintam o frio na vagina. Sintam o ardor na bunda — eu sussurrei, posicionando-me atrás das duas e abraçando-as pela cintura, os mamilos duros como pedras sob as minhas palmas — Isso é o que significa pertencer a alguém. Não existe Veneza sem esse preço.

Esperei mais um minuto, até sentir os gelos derreterem por completo dentro delas, até a água gelada escorrer pelas pernas e formar duas pequenas poças no mármore. Só então ordenei que se erguessem.

***

O frio do terraço as deixou com os sentidos em carne viva. Levei-as para dentro, onde a luz quente das luminárias de cristal de Murano banhava o quarto com um tom âmbar e denso. As lençóis pretos da cama de dossel pareciam feitos para o ato final.

—Para a cama. Valeria em cima, Daniela embaixo — ordenei, tirando a camisa e a calça.

Elas se posicionaram com a coordenação de quem já não precisa de explicações. Valeria olhou para Daniela — agora sem máscara, mostrando o rosto congestionado e os olhos brilhando — com uma mistura de posse e desafio que não precisava de palavras.

—Reivindique-a — eu disse a Valeria, sentando-me na beira da cama com a rola dura outra vez para observar — Faça-a saber quem executa a minha vontade esta noite. Quero vê-la comer a vagina dela até ela esquecer o próprio nome.

Valeria não precisou que eu repetisse. As mãos dela se fecharam sobre os ombros da outra com uma firmeza que não admitia negociação. Ela começou a beijá-la com a mesma crueldade controlada com que fazia tudo: não eram beijos de afeto, eram marcas de posse. Mordeu o lábio inferior dela até fazê-la gemer, chupou-lhe a língua, desceu com a boca pelo pescoço, pelos mamilos, pelo ventre. Daniela arqueava sob seu peso, presa entre os lençóis e o corpo da outra, reagindo de forma traidora a cada novo estímulo.

—Olhe nos meus olhos — ordenou Valeria, antes de baixar a cabeça entre suas coxas abertas — Olhe como eu como sua vagina. Sinta o que ele faz com você através de mim.

Sob minha direção, Valeria a devorou. Abriu os grandes lábios com os dedos e mergulhou com a língua plana sobre o clitóris, sugando-o entre os lábios com um barulho obsceno. Vi a língua entrar e sair da vagina de Daniela, traçando círculos lentos sobre o ânus, voltando ao clitóris para mordê-lo com suavidade. Vi o suor cobrindo as costas das duas, os músculos se tensionando com o esforço. A hierarquia era perfeitamente visível: Valeria dominava, Daniela se desmanchava, e eu era o arquiteto de cada espasmo.

—Enfie dois dedos — intervim, aproximando-me da beira da cama e deslizando minha mão pelo cabelo de Valeria enquanto ela trabalhava — Três. Dobre os dedos para cima. Encontre o ponto dela. Quero que ela esqueça o próprio nome.

Valeria enfiou os três dedos até os nós e começou a bombeá-los com um ritmo brutal, sem parar de chupar o clitóris dela. O som da vagina de Daniela — molhado, sonoro, indecente — encheu o quarto. Daniela se convulsionou. As mãos dela buscaram algo para se agarrar e acabaram cravando-se no cabelo da outra, empurrando o rosto dela ainda mais contra o sexo. O clímax a sacudiu longo e sem saída, os quadris se ergueram da cama, as coxas se fecharam em torno da cabeça de Valeria, os olhos viraram. Quando enfim tombou, vazia e muda, Valeria se ergueu lentamente, os lábios e o queixo encharcados, brilhando sob a luz das velas, me olhando com um sorriso que não precisava de tradução.

—Ela já é sua — disse, ofegante, ajoelhando-se sobre o colchão com as nádegas marcadas ainda vermelhas voltadas para o teto — Já não lhe resta nada que não pertença a você. Ela está pronta para você fodê-la como quiser.

Subi na cama e agarrei Daniela pelos tornozelos, puxando-a até a borda e abrindo suas pernas em quarenta e cinco graus. Penetrei sem preâmbulos, afundando até os testículos na vagina ainda contraída pelo último orgasmo. A fodi num ritmo metódico, segurando-a pelas ancas, sentindo os seios dela sacudirem a cada golpe. Enquanto a fodia, fiz um gesto para Valeria. Minha Pantera se acomodou sobre o rosto de Daniela, sentando-se de bruços sobre a boca dela.

—Lamba — ordenei à garota de baixo — Coma a vagina dela enquanto eu te meto. Sirva às duas ao mesmo tempo.

O quarto se encheu de um coro de suspiros. O golpe úmido da minha rola entrando e saindo da vagina de Daniela, o som de Valeria esfregando o sexo contra a boca da outra, os rosnados que escapavam de mim a cada investida funda. Vi Valeria se inclinar para a frente e me beijar com a língua ainda grudenta dos fluidos de Daniela. Mordi o lábio dela e belisquei os mamilos com força.

—Vire-se — ordenei, tirando a rola da vagina de Daniela e arrastando-a comigo para uma nova posição.

Coloquei as duas de quatro, costas com costas, as bundas juntas, as vaginas abertas uma ao lado da outra. Um cartão-postal pornográfico da minha própria criação. Comecei a alternar: três estocadas na vagina de Valeria, três na de Daniela. Minha Pantera apertava ao redor da minha rola com aquela força treinada dos músculos do Kegel; a pirralha era pura umidade e maciez, uma vagina ainda jovem que se rendia a cada investida. Quando eu enfiava a pica em uma, afundava dois dedos na vagina da outra para que ela nunca ficasse vazia.

—Não parem de gemer — ordenei — Quero que todo o andar deste hotel saiba o que está acontecendo aqui.

As duas gemiam por vontade, ofegantes, submetidas, com o rosto contra os lençóis pretos e as bundas marcadas pelo cinto apontando para o teto. Investi em Valeria com mais força, os testículos batendo contra o clitóris dela a cada estocada. Senti-a se contrair, mordendo o lençol para não gritar. Passei para Daniela e a fodi com o mesmo ritmo brutal até senti-la gozar, a vagina se fechando ao redor da minha rola em ondas, as coxas tremendo sem controle.

Saí da vagina de Daniela e voltei a enfiá-la na de Valeria. Três estocadas mais, profundas, lentas, sentindo a porra se acumular na base. Tirei a rola no momento certo, agarrei as duas pelos cabelos e as girei sobre o colchão até deixá-las ajoelhadas à minha frente, os rostos juntos, as línguas de fora.

—Abram a boca. As duas. Encostem as línguas — ordenei, me esfregando com a mão.

Gozei entre os dois rostos com um rosnado baixo. Jorros grossos e brancos caíram sobre as línguas estendidas, sobre as bochechas, sobre os cantos da boca. Valeria segurou minha porra na boca por um instante, inclinou-se e a passou para Daniela num beijo profundo. Vi a pirralha engolir tudo, até a última gota, com os olhos fechados.

—Limpem-me — ofeguei, mostrando-lhes a rola ainda pulsando.

As duas línguas percorreram minha glande, os testículos, a base, até me deixarem limpo. Valeria beijou a ponta da minha rola como despedida.

Eu a reivindiquei com a mesma intensidade com que ela havia reivindicado a outra. Nessa suíte veneziana, com o Grande Canal como testemunha muda atrás dos vidros, o poder tinha sido selado através da carne das duas mulheres que melhor conheciam a minha escuridão.

***

A luz do amanhecer entrou pelos vitrais com um azul pálido e frio que anunciava o fim. O canal começava a despertar: os primeiros vaporettos de abastecimento cruzavam a superfície calma, seus motores amortecidos pela névoa de fevereiro. Na cama de dossel, o caos da noite havia se transformado em uma calma densa. Valeria dormia com a cabeça sobre meu peito e a respiração compassada, as nádegas ainda marcadas e as coxas manchadas de sêmen seco. Daniela, aos nossos pés, continuava inconsciente, reduzida à sua expressão mínima, com um fio branco ressecado entre os seios.

Levantei com cuidado e caminhei descalço até o terraço. Acendi um cigarro e observei a névoa se erguer sobre a água como o fantasma de tudo o que havíamos construído entre aqueles canais. O que havíamos vivido ali não era simplesmente uma viagem: era uma confirmação. De Bogotá até este canal, meu controle não havia feito nada além de se consolidar, adaptando-se a cada cenário que Veneza nos ofereceu.

Senti passos atrás de mim. Valeria apareceu no terraço envolta em um lençol de seda, o colar de prata brilhando na primeira luz do dia. Parou ao meu lado sem dizer nada, olhando para as cúpulas que emergiam da névoa com uma serenidade que só possuem aqueles que entregaram por completo sua vontade.

—O Carnaval acabou — sussurrou, apoiando a mão sobre a minha no parapeito.

—Para o mundo, sim — respondi, olhando para ela — Para nós, o Carnaval é permanente. Veneza só nos emprestou o palco.

Abri o lençol dela sem avisar e passei a mão pela vagina. Ainda havia vestígios do meu sêmen grudados nos lábios. Enfiei dois dedos, tirei-os brilhando e aproximei-os da boca dela. Ela os chupou até deixá-los limpos, sustentando meu olhar.

Voltamos para dentro para acordar Daniela. Ela abriu os olhos lentamente, e vi neles o que sempre procuro no final: a confusão, o prazer residual e, acima de tudo, o reconhecimento de quem decide. Obriguei-a a se ajoelhar uma última vez diante da janela enquanto terminávamos de recolher a bagagem, com a boca aberta e a língua de fora. Enfiei a rola mole por um instante, sem me mover, só para que ela sentisse o peso, um lembrete de que sua posição não mudava pelo simples fato de o sol ter nascido. Tirei-a após alguns segundos e dei-lhe um beijo na testa.

A lancha nos esperava no píer privativo. Enquanto o motor cortava as águas quietas do canal e os palácios iam ficando para trás, observei as duas. Valeria, orgulhosa e precisa, com o colar de prata refletindo o sol invernal. Daniela, exausta, mas irrevogavelmente diferente da garota que tinha embarcado no avião em Bogotá, com as coxas ainda pegajosas sob o vestido limpo. O rastro da nossa passagem ficaria gravado nos canais, no eco dos gemidos sob as pontes, na textura do gelo derretendo dentro das suas vaginas, no gosto do sêmen engolido sob as máscaras.

Veneza nos emprestou seu palco. Nós o aproveitamos bem.

Ver todos os contos de BDSM

Avalie este conto

3.7(42)

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.