A loira do chá de lingerie me escolheu
Eu não conhecia ninguém naquele jantar de garotas, até que ela entrou pela porta e nossos olhares ficaram presos um no outro por cima dos pratos.
Eu não conhecia ninguém naquele jantar de garotas, até que ela entrou pela porta e nossos olhares ficaram presos um no outro por cima dos pratos.
Abri os olhos no meio da ação e a vi apoiada no batente da porta, com uma mão dentro do short. Ela não estava com raiva. Estava me olhando.
Há meses tomávamos café juntas depois de deixar as crianças. Naquela manhã, ela pareceu diferente, e o que me escreveu no celular mudou tudo entre nós.
Desde os quinze anos, guardei em silêncio a vontade de beijá-la. Agora, sentada à minha frente com aquele sorriso de sempre, eu não pretendia deixar passar a chance outra vez.
Eu estava há três meses sem as mãos dela, sem a boca dela, sem as tetas dela sobre as minhas. Nessa noite, servi uma taça de vinho, me despi e decidi que o prazer não precisava esperar o retorno dela.
Renata passava a loção bronzeadora nos meus seios quando me perguntou se eu já tinha tido uma amante. Corei como uma menina. Disse que não.
Naquela noite aprendi que entregá-la por inteiro significava renunciar à minha própria virilidade enquanto ele a tomava sobre meu rosto.
Quando desci nua para pegar um café à meia-noite, não esperava encontrá-la na cozinha, de camisola, com uma confissão que mudaria tudo entre nós.
Quando ela saiu para a garagem vestida assim, eu soube que perderia a aposta. O que eu não imaginei foi até onde aquele verão chegaria com ela e com a mãe dela.
Ela estava nua, fazendo ioga em frente à camper, alheia a tudo. Quando abriu os olhos e nos estendeu a mão, eu soube que naquela manhã não voltaríamos os mesmos para casa.
Chegamos ao clube depois da meia-noite sem saber muito bem o que buscávamos. Soubemos quando Mara saiu da água, nos olhou e sorriu como se já nos conhecesse.
Quando Lucía tirou o biquíni na minha frente no quarto dela, entendi que aquele fim de semana na praia não ia ser só para tomar sol.
Atravessei a cortina convencida de que buscava um homem. A mão que me pegou na penumbra era suave, perfumada e não me soltou até mudar tudo.
Quando Lucía e eu chegamos àquela casa, o que vimos na sala nos deixou sem fôlego. Eu soube que a noite mal começava e que ninguém queria ir embora.
Descemos para a sauna sem roupa de banho e entendi que minha mulher e a prima dela já tinham conversado sobre tudo: aquele fim de semana na montanha não seria o que nos contaram.
Nunca imaginei que aquela garota tímida de óculos, que corava ao falar de sexo, acabaria nua e entregue numa tenda perdida no deserto.
A regra era simples: só olhar, ficar de roupa íntima e nada mais. Durou exatamente até ela pôr minha mão no peito e me pedir para apertar.
Eu sabia que queria dar pra ele desde a primeira mensagem. O que eu não sabia era até onde meu marido iria quando os três cruzássemos a porta do reservado.
Subimos ao barco para pescar e tomar sol. Descemos dele sendo outra coisa. O que vi na proa ainda tira meu sono todas as noites.
Levantei depois de fazer amor e, quase sem pensar, provei nos meus dedos o que ele tinha deixado dentro de mim. Naquela noite entendi até onde queria ir.