Cinco amigas, um massagista e um fim de semana sem regras
Éramos cinco e ele era só um, mas nenhuma saiu daquela casa sem gritar o nome dele ao menos duas vezes naquele fim de semana de calor.
Éramos cinco e ele era só um, mas nenhuma saiu daquela casa sem gritar o nome dele ao menos duas vezes naquele fim de semana de calor.
Eu só ia de acompanhante, juro. Mas quando os dois entraram na terraço, idênticos e sorrindo igual, eu soube que aquela noite eu não ia me comportar.
Ela confiava cegamente nela, por isso não perguntou para onde iam quando o carro saiu da autoestrada e seguiu rumo à costa com a professora no banco de trás.
Ela veio comprar meu livro e sentou no meu colo, de costas para mim. “Leia devagar, em voz alta”, pedi, enquanto meus dedos começavam a descer por sua barriga.
Uma só olhada no supermercado bastou para que eu largasse as sacolas e a seguisse escada acima. Eu não sabia o nome dela, mas já a desejava.
Sempre que Noa desviava o olhar, Marina a observava em silêncio, convencendo-se de que olhar as pernas da melhor amiga não significava nada.
Ela aceitou segui-la de carro sem saber muito bem por quê. Só sabia que, enquanto vinha atrás dela, algo se acendia dentro do seu corpo.
Eu não conhecia ninguém naquele jantar de garotas, até que ela entrou pela porta e nossos olhares ficaram presos um no outro por cima dos pratos.
Abri os olhos no meio da ação e a vi apoiada no batente da porta, com uma mão dentro do short. Ela não estava com raiva. Estava me olhando.
Há meses tomávamos café juntas depois de deixar as crianças. Naquela manhã, ela pareceu diferente, e o que me escreveu no celular mudou tudo entre nós.
Desde os quinze anos, guardei em silêncio a vontade de beijá-la. Agora, sentada à minha frente com aquele sorriso de sempre, eu não pretendia deixar passar a chance outra vez.
Eu estava há três meses sem as mãos dela, sem a boca dela, sem as tetas dela sobre as minhas. Nessa noite, servi uma taça de vinho, me despi e decidi que o prazer não precisava esperar o retorno dela.
Renata passava a loção bronzeadora nos meus seios quando me perguntou se eu já tinha tido uma amante. Corei como uma menina. Disse que não.
Naquela noite aprendi que entregá-la por inteiro significava renunciar à minha própria virilidade enquanto ele a tomava sobre meu rosto.
Quando desci nua para pegar um café à meia-noite, não esperava encontrá-la na cozinha, de camisola, com uma confissão que mudaria tudo entre nós.
Quando ela saiu para a garagem vestida assim, eu soube que perderia a aposta. O que eu não imaginei foi até onde aquele verão chegaria com ela e com a mãe dela.
Ela estava nua, fazendo ioga em frente à camper, alheia a tudo. Quando abriu os olhos e nos estendeu a mão, eu soube que naquela manhã não voltaríamos os mesmos para casa.
Chegamos ao clube depois da meia-noite sem saber muito bem o que buscávamos. Descobrimos quando Mara saiu da água, olhou para nós dois e sorriu como se já nos conhecesse.
Quando Lucía tirou o biquíni na minha frente no quarto dela, entendi que aquele fim de semana na praia não ia ser só para tomar sol.
Atravessei a cortina convencida de que buscava um homem. A mão que me pegou na penumbra era suave, perfumada e não me soltou até mudar tudo.