Meu pecado mais doce no silêncio do convento
A primeira vez que o vi foi na missa de Pentecostes. Eu estava há três anos no convento das Irmãs do Santíssimo Nome, nos arredores de Segóvia, e tinha me convencido de que aquela vida de silêncio e oração era exatamente o que eu precisava. A disciplina. A ordem. A ausência de complicações.
Rodrigo Vidal entrou pelas portas da capela acompanhado de dois assessores e se sentou no primeiro banco sem pedir licença. Media um metro e noventa. O uniforme verde-oliva lhe ajustava os ombros largos e o peito robusto, coberto de condecorações que eu não soube decifrar. O cabelo raspado. A mandíbula quadrada. Um bigode escuro com alguns fios brancos. Um homem de cinquenta e tantos anos que carregava o próprio peso como se fosse uma armadura.
Eu não deveria tê-lo encarado tanto.
Mas encarei.
Naquela noite, rezei o dobro do habitual e me impus mais uma hora de silêncio. Não serviu de nada. A imagem dele ficou grudada atrás dos meus olhos: as costas retas, as mãos grandes apoiadas nos joelhos, aquele jeito de estar em qualquer lugar como se aquilo lhe pertencesse.
***
Durante os meses seguintes, Vidal visitou o convento em três ocasiões. Sempre por questões protocolares: doações, reuniões com a madre superiora, atos de representação. Eu o observava à distância, com o hábito preto impecável e as mãos cruzadas sobre o ventre, fingindo que rezava.
Ele nunca me olhava diretamente. Isso tornava tudo mais difícil.
Uma vez, coube a mim servir-lhe chá no locutório. Aproximei-me com a bandeja e, quando a deixei sobre a mesa, nossos dedos quase se tocaram. Só quase. Ele ergueu os olhos para mim por um segundo, só isso, e disse em voz baixa:
—Obrigado, irmã.
Naquela noite eu não consegui dormir. Ajoelhei-me diante do altar da minha cela e rezei durante horas. Pedi força. Pedi clareza. Pedi que esse desejo que vinha crescendo havia meses como uma erva daninha dentro de mim se extinguisse de uma vez. Não sou essa pessoa, eu pensava. Não quero ser essa pessoa. E, no entanto, na escuridão, minha mão se enfiava sob a camisola, entre as pernas, e encontrava minha boceta encharcada, a carne inchada, o clitóris pulsando como se tivesse vida própria. Eu me tocava pensando nele, com vergonha e com fúria, até gozar mordendo o braço para não gritar. Depois eu chorava. Depois voltava a rezar.
Mas eu era. E eu o queria.
Comecei a procurar informações sobre ele nos jornais que chegavam ao convento uma vez por semana. Um militar transformado em figura pública, conhecido pela firmeza, acostumado a liderar sem pedir desculpas. Descreviam-no como autoritário. Alguns o admiravam, outros o temiam. Para mim, esses rótulos eram completamente irrelevantes. O que eu sentia não tinha a ver com seu cargo nem com sua reputação, mas com algo muito mais simples e muito mais difícil de nomear.
Tentei o exercício. Tentei o cilício. Tentei o trabalho físico na horta até ficar exausta. Nada funcionava. Toda vez que eu fechava os olhos na escuridão da minha cela, a imagem das mãos grandes dele, da voz grave e contida, se instalava com uma naturalidade que me envergonhava e me fascinava em partes iguais. Eu imaginava aquelas mãos abrindo minhas coxas, aqueles dedos grossos entrando na minha boceta, o bigode dele roçando a parte interna da minha coxa antes de a boca se fechar sobre o meu clitóris. Eu também imaginava o pau dele, e não tinha referências, mas na minha cabeça eu o construía enorme, duro, me esperando.
***
A noite em que tudo mudou era no fim de novembro. Tinha nevado sobre Segóvia, e o frio dentro do convento era tão intenso que a pedra das paredes parecia suar gelo. Eu usava o hábito até para dormir e havia apagado a vela antes das nove, na inútil esperança de que o sono viesse rápido.
Ouvi os passos quando passava das duas da madrugada.
Não eram os passos leves das irmãs. Eram passos pesados e deliberados, o som de botas grossas sobre o piso de pedra fria. Sentei na cama com o coração na garganta e a respiração cortada.
Bateram duas vezes na minha porta. Devagar.
Não abra, eu disse a mim mesma. Não pode ser ele. É impossível.
Abri a porta.
Era ele.
Rodrigo Vidal usava o uniforme completo, embora segurasse a boina na mão direita. A luz tênue do corredor o iluminava por trás, transformando sua silhueta em algo enorme e escuro. Ele me olhou de cima, sem dizer nada no início. Examinei seu rosto: sério, tenso, com algo parecido com dúvida que eu não esperava encontrar em um homem assim.
—Irmã Esperanza —disse afinal, com aquela voz que saía de seu peito como um trovão contido.
—General —respondi. Não soube dizer mais nada.
—Posso entrar?
Eu deveria ter dito que não. Deveria ter fechado a porta e corrido para acordar a madre superiora. Em vez disso, dei um passo para o lado e o deixei entrar.
Ele fechou a porta devagar, sem fazer barulho.
***
Ficou de pé no meio da cela, olhando o pequeno altar, a cama estreita, a única cadeira de madeira. Era grande demais para aquele espaço e isso, por algum motivo, me pareceu terno.
—Estou há semanas tentando não vir —disse sem se virar.
—Eu também tentei não... —comecei, e não consegui terminar a frase.
Ele se virou então para mim. Havia no rosto dele algo que eu não tinha visto nas outras ocasiões: vulnerabilidade. Um homem com toda aquela autoridade por cima, me olhando como se eu tivesse o poder de mandá-lo embora ou de mantê-lo comigo. A diferença de altura era evidente: eu pequena e magra dentro do hábito, ele imponente com o uniforme cheio de insígnias.
Fui eu quem se aproximou primeiro.
Coloquei as mãos sobre o peito dele, em cima das condecorações metálicas e frias, e senti o calor do corpo dele se infiltrando até meus dedos. Ele não se mexeu. Respirava devagar, se controlando.
—Se isso for um erro —disse em voz muito baixa—, me diga agora.
—Cala a boca —eu disse.
E o beijei.
***
Os lábios dele eram macios, mas o bigode arranhava minhas bochechas, e esse contraste me acendeu de um jeito inesperado. Ele correspondeu ao beijo com uma lentidão calculada que me desesperou. As mãos grandes e quentes envolveram minha cintura, apertando-me sem brusquidão, com uma precisão que mostrava que ele sabia perfeitamente o que fazia. Senti a língua dele se abrir caminho entre meus lábios, grossa e quente, e eu a chupei como se estivesse com sede havia anos. Meus mamilos endureceram sob o tecido áspero do hábito e notei, pressionado contra o meu ventre, o volume duro dentro da calça do uniforme. Grande. Muito grande. Escapou-me um gemido curto, e ele o bebeu.
Ele beijou meu pescoço. A clavícula. A borda do véu.
—Você é tão pequena —murmurou contra minha pele.
—Não me trate como se eu fosse quebrar —implorei.
Algo mudou nele então. O controle afrouxou. Ele segurou meu rosto com as duas mãos e me beijou com uma urgência que me tirou o fôlego. A mão dele desceu pelas minhas costas, agarrou minha bunda por cima do hábito e me apertou contra o pau, me movendo devagar sobre ele para que eu sentisse a forma completa, o comprimento, a grossura. Eu arfava de boca aberta contra a dele. Nunca tinha tocado um homem assim. Nunca tinha sentido nada tão duro e tão vivo colado ao meu corpo.
—Você sente o que me faz? —disse com a voz quebrada—. Faz meses que fico de pau duro toda vez que penso em você, Esperanza. Toda santa noite.
Ouvir ele falar assim, com aquela boca de general contido dizendo essas palavras, arrancou de mim outro gemido. Agarrei a mão dele e a subi pelo meu corpo até colocá-la sobre um dos meus seios por cima do hábito.
—Eu também —disse a ele—. Eu também, todas as noites.
Fomos nos movendo até o banco de pedra junto à parede. Ele se sentou, com as pernas abertas, e eu me ajoelhei à sua frente. O véu ainda posto, o hábito intacto. Desabotoei a camisa dele devagar, botão por botão. Por baixo havia um peito largo coberto de pelos escuros e grisalhos, os mamilos endurecidos pelo frio. Passei os dedos pelas costelas, pelo ventre firme e proeminente, pela linha de pelos que descia sob o cinto. Beijei o peito dele. Lambi um mamilo e ele soltou um rosnado baixo que me fez apertar as coxas.
Ele respirava com dificuldade.
Desabotoei o cinto. Os botões da calça. Desci a calça e a cueca o necessário. O que apareceu era grande, escuro, completamente duro. Um pau grosso, com as veias marcadas, a cabeça brilhante e já úmida, saindo de um ninho de pelos espessos e grisalhos. Os ovos pesados descansavam por baixo, tensos, elevados contra o corpo. Peguei-o com a mão e nem consegui fechá-la por completo. Senti o latejar dele contra meus dedos, o pulsar junto ao pulso dele, e uma gota grossa de líquido transparente surgiu na ponta.
—Esperanza... —ele disse meu nome como se fosse ao mesmo tempo uma advertência e uma súplica.
Olhei nos olhos dele por um momento. Depois abaixei a cabeça e pus a língua para fora. Recolhi aquela gota primeiro, devagar, saboreando-a. Sabor salgado, denso, com um fundo quente. Ouvi o ar engasgar na garganta dele. Passei a língua inteira pela extensão do pau, da base à ponta, aprendendo sua forma, e depois o levei à boca devagar.
O som que ele fez foi grave e longo, quase um gemido que tentou conter. Coloquei uma mão no ventre dele e a outra na base enquanto meus lábios se moviam com calma, aprendendo o peso, o calor, o sabor salgado da pele dele. Eu não conseguia colocá-lo todo na boca. Empurrei até o fundo, até a cabeça tocar o meu céu da boca, e ainda assim sobrou uma parte grossa que segurei no punho. Ele pôs uma mão sobre meu véu, sem tirá-lo, apenas sustentando minha cabeça com uma firmeza suave que me fez fechar os olhos.
—Assim —murmurou—. Chupa assim, não para.
Comecei a me mover com mais ritmo. Ia e vinha, apertando os lábios contra a pele tensa, girava a língua por baixo da glande, deixava a boca se encher de saliva para escorregar melhor. Cada vez que descia, apertava o punho; cada vez que subia, sugava forte, oca. Os ruídos úmidos da minha boca em volta do pau dele eram obscenos e encheram a cela como uma liturgia obscena. Ele deixou a cabeça cair para trás contra a parede de pedra.
—Caralho, caralho, irmã... que boca você tem... —gemia entre os dentes—. Chupa mais forte, olha pra mim enquanto chupa.
Ergui os olhos sem tirá-lo da boca. Vê-lo assim —o uniforme aberto, as condecorações brilhando, o bigode tremendo, me olhando com a boca entreaberta e os olhos escurecidos enquanto eu, de véu e ajoelhada, tinha o pau dele enterrado até o fundo da garganta— era uma imagem que eu levaria comigo até o dia em que morresse.
Tirei o pau da boca e lambi os ovos um por um, sugando-os suavemente enquanto o punhetava com a mão. Ele soltou um palavrão baixo que soou como súplica. Voltei a subir pelo comprimento em lambidas, com a língua larga, e o coloquei de novo inteiro na boca, mais fundo que antes, até o gag reflex se formar na minha garganta e os olhos se encherem de lágrimas. Ele apertou minha nuca com mais força.
—Assim, até o fundo. Muito bem. Muito bem, porra.
Continuei. Eu o ouvia respirar cada vez com mais dificuldade, as coxas tensionando sob minhas mãos, o ventre se contraindo. Eu estava encharcada sob o hábito, com as coxas cerradas, sentindo aquele calor se acumular sem saída. Levei uma mão entre as pernas por cima do tecido e pressionei minha boceta com a palma, movendo os quadris contra a minha própria mão enquanto continuava chupando. Há algo nessa posição —ajoelhada enquanto ele permanece sentado com toda a autoridade sobre mim— que eu não soube explicar na época e que também não quero explicar agora. Só sei que nunca me senti assim. Submissa e poderosa ao mesmo tempo. Com um general da República se desfazendo entre meus lábios.
—Vou gozar —rosnou ele, e tentou afastar minha cabeça—. Esperanza, eu vou...
Não deixei. Apertei as mãos dele contra as coxas, aprofundei-me mais, chupei mais forte, movi a língua sob a glande com desespero.
Quando ele chegou ao clímax, fez isso com um som profundo que tentou abafar, uma mão se fechando sobre meu véu, o corpo se sacudindo uma única vez. A primeira onda de porra atingiu o fundo da minha garganta, quente e espessa, e depois vieram mais duas, mais três, enchendo minha boca com um sabor denso e salgado. Engoli tudo o que ele me deu. Engoli de olhos fechados, sentindo o líquido descer pela garganta, e, quando acabou, passei a língua pela ponta para recolher a última gota. E naquele momento gozei também, sem que ninguém me tocasse, só com a pressão da minha própria mão contra o hábito e a intensidade do que eu estava vivendo. Gozei com o pau dele ainda entre os lábios, tremendo por inteira, os joelhos dobrados contra a pedra fria, e um gemido abafado que ficou vibrando em torno da glande dele. Minhas mãos tremiam.
Silêncio.
Só se ouvia a respiração dos dois se recuperando e o vento batendo na janela pequena.
***
Ele me levantou do chão com um cuidado que me surpreendeu. Tomou meu rosto entre as mãos, passou o polegar pelos meus lábios inchados, limpou uma gota que havia ficado no canto da boca e a levou à própria boca sem parar de me olhar. Depois me encarou por longo tempo sem dizer nada.
—Vem —disse afinal.
Ele me levou até a pia da cela. Com mãos lentas e quase cerimoniais, tirou meu véu, depois o hábito, deixando-me nua sob a luz escassa. Eu o deixei fazer sem me mover, sem me cobrir. Ele me observava com uma expressão que já não era só desejo. Percorreu meu corpo com os olhos: os seios pequenos com os mamilos duros, o ventre plano, o triângulo escuro de pelos entre as pernas, as coxas brilhantes de umidade.
—Você está encharcada —murmurou, e passou dois dedos pelos lábios da minha boceta, bem devagar. Ergueu-os brilhando até meu rosto e os colocou na minha boca. Eu os chupei, provando a mim mesma, olhando-o nos olhos.
Abriu o registro do chuveiro e me colocou sob a água quente. Ficou ao lado, ainda meio vestido, e me ensaboou com as mãos grandes e cuidadosas: os ombros, o pescoço, os seios pequenos que apertou suavemente entre os dedos, a cintura, as coxas. Quando a mão dele passou entre minhas pernas, a palma escorregando sobre a boceta ensaboada, escapou-me um arquejo e agarrei o braço dele. Ele demorou ali, movendo os dedos com calma, um deles entrando só um pouco, brincando na entrada, enquanto o polegar roçava o clitóris.
—Shhh —disse—. Mais uma vez pra mim.
Gozei de novo, com a água caindo pelo meu rosto e mordendo o lábio para não acordar as irmãs, apertada contra o corpo dele meio vestido. Não havia nada de apressado nos movimentos dele. Era como se quisesse memorizar cada parte.
—Tão calma —murmurou.
—Eu não estou calma em absoluto —eu disse.
Ele sorriu. Pela primeira vez naquela noite, vi de verdade ele sorrir, com rugas fundas ao redor dos olhos e o bigode se curvando para cima.
Quando ele me tirou do chuveiro, me envolveu na toalha e me abraçou sem dizer nada. Eu chorava um pouco, embora não soubesse explicar exatamente por quê. Ele me deixou chorar sem perguntar.
—Você se arrepende? —disse depois de um tempo.
Demorei a responder.
—Não —disse—. Eu deveria me arrepender, mas não consigo.
—Bem —disse ele—. Eu também não.
***
Coloquei a camisola branca. Ele tirou o uniforme até ficar só de cueca escura e se deitou comigo na cama estreita. Éramos ridículos, os dois naquele espaço mínimo, o corpo enorme dele ocupando mais da metade. Eu me ajeitei contra ele, com o rosto em seu peito e as pernas enroscadas nas dele, sentindo o calor que o corpo dele irradiava e o batimento lento e regular do coração. Senti também, contra a minha cintura, o pau dele endurecendo de novo devagar sob o tecido. Ignoramos os dois, ou fingimos ignorar. Ainda haveria mais noites.
—Você consegue dormir assim? —perguntei.
—Melhor do que em anos —respondeu.
Não sei quando peguei no sono.
***
Acordei com a luz cinza da madrugada entrando pela janela. Ele estava acordado, olhando o teto, com uma mão atrás da nuca e a outra em volta dos meus ombros. O peito peludo subia e descia com uma respiração tranquila que contrastava com a inquietação que eu ainda sentia no estômago.
—Bom dia —disse eu.
—Bom dia, irmã Esperanza —respondeu, com um tom entre sério e debochado.
—Não me chame assim agora.
—Então como te chamo?
—Pelo meu nome —eu disse.
—Esperanza —repetiu devagar, como se provasse o sabor da palavra. Como se fosse a primeira vez que a dissesse em voz alta.
Aproximei-me e beijei o peito dele, a pele quente e áspera, o cheiro de homem misturado ao frio da pedra. Ele afagou meu cabelo sem dizer nada durante um longo tempo. Debaixo do lençol, a mão dele entrou por baixo da camisola e acariciou um seio com lentidão, sem urgência, só pelo prazer de me tocar. Eu fechei os olhos.
—Tenho que ir embora antes que amanheça de verdade —disse ele.
—Eu sei.
—Posso voltar?
Pensei nos votos. Na madre superiora. Em tudo o que eu havia prometido e em tudo o que naquela noite eu escolhera quebrar de olhos bem abertos.
—Pode —disse eu—. Você pode voltar. E da próxima vez eu quero que você me foda até eu não conseguir rezar de pé.
Ele ficou em silêncio por um segundo, olhando para mim como se não esperasse aquelas palavras da minha boca. Depois soltou uma risada baixa, rouca, contra meu cabelo.
—Prometo, Esperanza. Palavra de general.
Vestiu-se devagar, em silêncio. Quando terminou de abotoar a camisa e segurou de novo a boina na mão, parou diante da porta e se voltou para mim uma última vez.
—Cuide-se, Esperanza.
—Você também, Rodrigo.
A porta se fechou. Os passos dele se afastaram pelo corredor de pedra fria. Fiquei na cama olhando o pequeno altar onde a vela ainda não estava acesa, ainda com o gosto dele na boca, pensando que deveria me arrepender e sabendo com absoluta certeza que não o faria.
Lá fora, Segóvia despertava sob a neve.
