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Relatos Ardientes

Minha confissão mais íntima excitou meu marido

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Ernesto sempre soube que eu tive uma vida antes dele. O que ele não sabia era o quanto.

Estávamos casados havia cinco anos e o nosso era um relacionamento em que o desejo nunca faltou, mas naquela noite — depois de uma garrafa de vinho compartilhada e de um jantar tranquilo em casa — algo mudou. Não sei como começamos a falar do passado. Talvez tenha sido o vinho, talvez a luz baixa da sala, talvez fosse simplesmente que eu vinha carregando aquela história havia tempo demais e precisava soltar. E o único a quem eu podia contá-la era ele.

—Tem uma coisa que eu nunca te contei —disse, com a taça ainda na mão.

Ernesto me olhou do sofá. Tinha aquela expressão curiosa, serena, sem ansiedade nem ciúme antecipado. Era uma das coisas de que eu mais gostava nele.

—Algo bom ou algo ruim? —perguntou.

—Depende de como você vê.

Deixei a taça sobre a mesa e me aproximei dele. Sentei ao seu lado, perto o bastante para que ele sentisse o calor do meu corpo, e comecei a falar.

***

Foi há uns sete anos, numa época em que eu morava sozinha num apartamento pequeno perto do trabalho. Tinha terminado com meu namorado da época havia pouco e estava naquele período estranho em que uma mulher recupera seu tempo, mas também, sem querer, sua curiosidade sobre o que ainda não conhece. Fazia meses que eu não transava, e o meu cu me lembrava disso toda noite antes de dormir.

Marcos era colega de trabalho de uma amiga minha. Eu o conheci numa reunião informal, daquelas que começam como um almoço de sábado e terminam sendo outra coisa completamente diferente quando alguém abre uma segunda garrafa. Ele era quieto, educado, e tinha aquele tipo de presença física que se nota sem que a pessoa faça nada para chamar atenção. Alto, ombros largos, mãos grandes. O tipo de homem que não precisa ocupar espaço demais porque já o preenche de outro jeito.

—Mãos grandes —repetiu Ernesto do sofá, com um meio sorriso que não era deboche, mas algo mais difícil de nomear.

—Escuta —eu disse —, e não me interrompe.

Notei que ele se ajeitou contra o encosto. As mãos repousavam sobre as coxas, quietas, mas algo na postura me disse que ele estava prestando muito mais atenção do que um momento antes.

***

Não aconteceu nada naquela primeira noite. Trocamos números e, algumas semanas depois, marcamos um drink, sozinhos. Lembro que fiquei nervosa quando o vi me esperando no balcão do bar, sem que ele tivesse feito nada ainda para merecer aquele nervosismo. Era um daqueles homens que simplesmente estão ali, e isso já basta. E eu, sob a saia, já estava molhada só de tê-lo visto.

A segunda taça foi suficiente para que a distância entre nós se tornasse desnecessária. Acabamos no meu apartamento. Foi ele quem me beijou primeiro, e eu quem fechou a porta com o pé sem desgrudar a boca da dele. Sua língua entrou na minha boca com calma, mas com fome, e eu a chupei como se já estivesse chupando outra coisa dele. Enquanto me beijava, a mão dele desceu pelas minhas costas até apertar minha bunda com a palma inteira, e senti a rola, ainda dentro da calça, empurrar contra meu ventre. Era grande. Já dava para notar por baixo do tecido.

No quarto, a coisa foi devagar. Marcos não tinha pressa. Desabotoou minha blusa com uma calma que me desconcertou no começo, como se ele tivesse todo o tempo do mundo e não ligasse para mais nada. Um a um os botões, enquanto me olhava nos olhos e não para o decote. Quando fiquei só de lingerie, ele me olhou de um jeito que não era nem objetificante nem clínico. Era simplesmente honesto. E isso, curiosamente, me pareceu a coisa mais íntima de tudo o que veio depois.

Ele se aproximou, baixou as alças do sutiã com os polegares e o abriu nas costas. Quando meus peitos ficaram livres, ele se abaixou e tomou um mamilo na boca. Chupou devagar, com a língua achatada, e depois deu pequenas mordidas antes de passar para o outro. Joguei a cabeça para trás e senti o meu cu se contrair sozinho, esperando. A mão dele desceu até o elástico da calcinha, enfiou-se por dentro e encontrou a umidade de imediato. Dois dedos abriram meus lábios, exploraram sem pressa, e quando encontrou o clitóris fez um círculo tão preciso que eu gemi sem querer.

—Você já está encharcada —murmurou contra meu mamilo.

—Estou encharcada desde o bar —respondi.

Foi quando ele começou a tirar a roupa que eu entendi por que tinha aquela calma.

Ernesto se mexeu levemente ao meu lado. Não disse nada, mas ouvi sua respiração mudar.

—Continua —disse.

—Por favor —respondeu, com a voz um pouco mais baixa do que antes.

***

Não há maneira elegante de descrever o que eu vi. Era, simplesmente, a rola mais imponente que já tinha ficado diante de mim naquela situação. Não é que eu fosse inexperiente, mas o que Marcos tinha não entrava em nenhuma das minhas referências anteriores. Grossa, comprida, daquela classe que se aprecia melhor de perto do que de longe, com uma pele lisa contrastando com uma rigidez que já era evidente mesmo antes de eu tocá-la. A ponta estava brilhante, úmida de pré-gozo, e a cabeça inchada como se tivesse acabado de sair de uma bainha. As veias do corpo desenhavam um mapa que eu queria percorrer com a língua.

Fiquei um segundo sem me mover. Ele percebeu e sorriu sem arrogância, o que, diga-se de passagem, é bem mais difícil do que parece quando alguém tem bons motivos para ser arrogante.

—Você não precisa fazer nada que não queira —disse.

E isso, justamente isso, foi o que me fez querer fazer tudo.

Me ajoelhei diante dele sobre o tapete. Peguei-a com a mão —não por inteiro, nem perto disso— e a sensação daquela rigidez, daquela proporção que eu não tinha calculado direito até aquele momento, fez algo em mim acelerar de um jeito que não tinha a ver com técnica, mas com algo mais básico e mais honesto. Meus dedos não conseguiam abraçá-la toda. Levantei para vê-la contra o meu rosto e ainda assim me parecia impossível que aquilo coubesse no meu cu. Passei a língua da base até a ponta, devagar, aprendendo as bordas, o peso, a temperatura. Demorei-me no freio, a ponta da língua traçando círculos ali onde eu sabia que se sente mais. Recolhi a gota de pré-gozo que aparecia e engoli. Tinha gosto salgado, limpo, gosto de homem no cio.

Quando finalmente a levei à boca, o que senti foi algo que eu não esperava: prazer próprio, genuíno, nascido da cena em si e não de nenhuma obrigação. Minha boca se encheu de uma vez. Mal entrava a metade. Empurrei mais, forcei a garganta, e senti a cabeça bater no céu da boca e depois descer até o fundo. As lágrimas me vieram aos olhos e eu não liguei. Comecei a chupar a rola com as duas mãos —uma na base, outra nos ovos— enquanto subia e descia a cabeça num ritmo que foi surgindo sozinho. A saliva me escorria pelo queixo e caía sobre os testículos dele. Apertei-os com suavidade, acariciei-os com a língua quando os tirava da boca, chupei um por um.

Marcos estava com os olhos fechados e a mandíbula levemente tensa. Isso também me agradou.

Demorei um pouco para encontrar o jeito de fazer direito, para entender que ritmo funcionava e qual não, para aprender aquela rola que não se parecia com nenhuma outra que eu tivesse conhecido. Mas houve um momento — não sei exatamente quando — em que parei de pensar e simplesmente fiz. E foi nesse momento que ele colocou uma mão no meu cabelo, com suavidade, sem comandar, só para me manter perto. Ele me olhava de cima enquanto eu o chupava, e eu o olhava de baixo com os lábios esticados ao redor da sua pica, e essa imagem sozinha, cruzada entre nós dois, me fez apertar as coxas porque o meu cu já pingava sozinho.

***

—Quantas vezes? —perguntou Ernesto de repente.

—Como?

—Naquela noite. Quantas vezes você gozou?

Olhei para ele. Tinha a mandíbula um pouco tensa e os olhos brilhando. A mão direita descansava sobre meu joelho, sem pressionar, mas ali.

—Três —disse.

Silêncio. Depois:

—Continua.

***

Começamos na cama. Eu deitada de costas, ele explorando com paciência cada centímetro do meu corpo antes sequer de se aproximar do óbvio. Beijou meus peitos outra vez, mais devagar, chupando cada mamilo até deixá-los duros e avermelhados. Desceu pelo ventre, demorou-se no umbigo, abriu minhas coxas com as duas mãos e se meteu entre elas como se fosse exatamente ali onde queria morar. A primeira lambida foi longa, achatada, da entrada do cu até o clitóris, e eu arqueei na cama sem conseguir evitar. Depois começou a me comer como se soubesse de cor a geografia. Chupava meu clitóris com os lábios fechados, puxando de leve, e enfiava dois dedos grossos, curvando-os para a frente, procurando aquele ponto por dentro. Quando encontrou, pressionou ali com a polpa dos dedos enquanto continuava me chupando, e eu me desmanchei em menos de um minuto, com as pernas apertadas em volta da cabeça dele e as mãos agarradas ao cabelo.

Quando chegou a hora da penetração, eu já tinha gozado uma vez com a boca e a mão dele e estava naquele estado em que o corpo pede mais mesmo enquanto a mente ainda processa o que veio antes. Eu estava escorrendo pelo cu até a bunda, e ele sabia, e gostava disso.

A entrada foi lenta. Ele se colocou entre minhas pernas, passou a rola pelos lábios do meu cu, molhou-a de cima a baixo com a minha própria umidade e empurrou só a ponta. Apenas a cabeça. Eu gemi e me abri mais. Ele teve o cuidado de medir cada reação, parando quando eu precisava, avançando só quando eu pedia sem palavras. Empurrou mais um pouco. E mais um pouco. Cada centímetro novo era uma sensação de preenchimento que eu nunca tinha tido antes. Quando chegou até o fundo, senti o golpe seco contra o colo do útero e me escapou um som que não era gemido nem reclamação, era outra coisa.

—Você está bem? —perguntou, imóvel, com a rola toda dentro.

—Não para —disse a ele. —Me fode.

Ele começou a se mover devagar, saídas quase completas e entradas até o fundo, e eu ia aprendendo a recebê-lo. Não era atuação. Era genuíno. E essa atenção, mais do que qualquer outra coisa, foi o que ficou gravado naquela noite. O som molhado da rola entrando e saindo enchia o quarto. A cama rangia num ritmo que ia aumentando aos poucos.

A segunda vez foi quando eu assumi o controle. Empurrei-o de costas, subi em cima dele e o guiei devagar, ajustando o ângulo, procurando o que funcionava para nós dois. Desci com toda a pica de uma vez e fiquei parada por cima, sentindo-a pulsar dentro de mim, até começar a me mover em círculos com os quadris. Marcos tinha as mãos nas minhas coxas, mas não comandava. Deixava que eu marcasse o ritmo, que encontrasse meu caminho. Eu levava as mãos aos peitos, apertava os mamilos, olhava a união dos nossos corpos lá embaixo — aquela rola enorme entrando e saindo do meu cu aberto, brilhando dos meus fluidos — e me excitava ainda mais. Demorei um pouco, mas quando encontrei o ângulo, não soltei mais. Os movimentos foram ficando mais amplos, mais seguros, e o quarto desapareceu ao meu redor até só restar aquela sensação de preenchimento e aquele ponto exato onde o atrito deixava de ser atrito para virar outra coisa. Gozei em cima dele com as coxas tremendo, o cu apertando a pica dele em espasmos que eu sentia com toda clareza, e ele aguentou sem gozar, mordendo o lábio.

A terceira vez foi a mais intensa. Ele me pôs de quatro na beira da cama. Ficou atrás de mim, me segurou pelos quadris e me enfiou outra vez, dessa vez sem cerimônia, até o fundo de uma só investida. Gritei contra o travesseiro. Ele começou a me foder assim, com força, as mãos apertando minhas nádegas, afastando-as, olhando a própria rola entrando e saindo do meu cu. Senti como um dedo dele, molhado dos meus próprios fluidos, acariciava meu outro buraco, apenas pressionando, sem chegar a entrar, e essa promessa sozinha bastou para que eu empurrasse a bunda contra ele, pedindo mais. Ele puxou meu cabelo com a mão livre, não forte, só o suficiente para me fazer arquear as costas, e continuou me batendo com um ritmo que já não deixava tempo para pensar. Era só o corpo, o que o corpo pedia, sem nenhuma supervisão de nenhuma outra parte de mim.

—Vou gozar —avisei, com a voz quebrada.

—Goza —me disse. —Goza na minha rola.

Gozei com uma força que me surpreendeu, agarrada aos lençóis, com os olhos abertos olhando para a parede sem ver nada, gritando algo que não era palavra. Ele gozou atrás de mim um segundo depois, enterrado até o fundo, e senti perfeitamente os jatos quentes me enchendo por dentro, um atrás do outro, até transbordar e escorrer pelas minhas coxas.

Quando terminou, os dois ficamos deitados na escuridão, suados e em silêncio. Ele me ofereceu água. Eu aceitei. Conversamos um pouco sobre coisas que não tinham nada a ver com o que acabara de acontecer, e isso também foi uma forma de respeito.

Não voltei a vê-lo. Algumas experiências têm seu próprio limite natural, e aquele encontro tinha o seu.

***

Quando terminei de falar, a sala ficou em silêncio. Ernesto não tinha se mexido, mas a pressão da mão dele sobre meu joelho tinha ido aumentando sem que eu percebesse o instante exato em que isso aconteceu. E outra coisa tinha mudado: sob o tecido da calça, a rola dele marcava duro, inchado, impossível de disfarçar.

—Por que você me conta isso agora? —perguntou.

—Porque acho que faz tempo que você queria que eu contasse —disse —. E porque hoje à noite percebi que você tinha razão.

Olhei nos olhos dele. Ele me olhou. E naquele olhar estava tudo: a excitação, a confiança, algo que não era ciúme, mas exatamente o contrário. Uma espécie de orgulho íntimo que não precisa de nome.

Ele me beijou. Devagar primeiro, depois com mais urgência. As mãos dele se moveram pelas minhas costas e eu senti, entre nós, a evidência de tudo o que meu relato tinha provocado nele. Baixei a mão e apertei por cima da calça. Estava duríssima. Abri o cinto dele, baixei o zíper e tirei para fora. Pus na mão e comecei a masturbá-lo devagar enquanto continuávamos nos beijando.

—Você ainda pensa naquela noite? —murmurou contra minha boca.

—Às vezes —admiti.

—E agora?

—Agora eu só penso em você.

Não era uma resposta conciliadora. Era a verdade. O que eu tinha com Ernesto não se parecia em nada com o que vivi com Marcos. Não se tratava de proporções nem de destreza técnica. Tratava-se de conhecimento mútuo, de anos aprendendo exatamente o que agradava ao outro e como dar isso, daquela familiaridade que não mata o desejo, mas o torna mais preciso.

Nessa noite usamos todo esse conhecimento.

Ernesto me deitou no sofá sem pressa, como se quisesse me provar algo sem precisar dizer. Tirou minha roupa com aquela mistura de familiaridade e desejo que só existe entre pessoas que se conhecem bem, mas que ainda se escolhem. Os lábios dele percorreram meu pescoço, meus ombros, a borda dos meus seios, sem pressa, com aquela atenção que sabe exatamente onde parar e onde continuar. Chupou meus mamilos um por um, mordiscando com os dentes como sabe que eu gosto, e depois desceu pelo ventre até se ajoelhar no chão, entre minhas pernas abertas na beirada do sofá.

—Foi assim tão devagar com ele? —perguntou, sem levantar a cabeça.

O jogo me surpreendeu, mas eu aceitei sem hesitar.

—Parecido —respondi.

—E isto? —A língua dele se moveu com uma precisão que eu conhecia de cor e que sabia exatamente aonde me levaria. Ele abriu os lábios do meu cu com os polegares e chupou meu clitóris com a ponta da língua, aquele movimento pequeno e exato que só ele sabe fazer.

—Isso não —disse, com a voz já não totalmente firme. —Isso só você.

Ele pareceu satisfeito com a resposta. E continuou. Enfiou dois dedos enquanto continuava me chupando, e com a outra mão apertou um seio, e eu levantei os quadris contra a boca dele porque não conseguia ficar parada.

Quando gozei pela primeira vez, fiz isso agarrada aos ombros dele e com o rosto afundado no pescoço dele. Ele esperou, sem se mover, deixando a onda passar inteira. Ele me conhece o suficiente para saber que preciso desse intervalo entre uma vez e outra, e sempre me dá isso sem que eu precise pedir.

Depois se posicionou por cima de mim e entrou com aquela segurança que vem de saber que você está exatamente onde quer estar. Me meteu a rola de uma vez, não muito devagar, sabendo que eu já estava pedindo. Puxei-o para mim e senti todo o peso do corpo dele sobre o meu, que é uma das sensações de que eu mais gosto no mundo e que não tem nome preciso em língua nenhuma.

—Me conta como foi a última vez com ele —disse no meu ouvido, enquanto começava a se mover.

Foi a primeira vez que ele me pediu algo assim. Algo na voz dele — baixa, um pouco rouca, carregada de uma tensão que eu reconhecia — me disse que ele precisava daquilo. Não por insegurança, mas exatamente pelo contrário.

Então eu contei. Com detalhes. Com uma voz pausada que foi perdendo a pausa à medida que o ritmo dele aumentava. Descrevi a posição — de quatro, com a bunda levantada —, a sensação daquela pica enorme me abrindo por trás, como ele tinha puxado meu cabelo, como tinha acariciado meu outro buraco sem chegar a me comer ali, o momento exato em que eu tinha gozado pela terceira vez naquela noite distante, com ele gozando dentro de mim. E, enquanto eu fazia isso, sentia como cada palavra o afetava, como a respiração dele se acelerava, como a pressão na minha coxa se tornava mais firme, como a rola dele se cravava mais fundo a cada investida, como todo o corpo dele respondia às minhas palavras do mesmo jeito que respondia às minhas mãos.

—Já —disse de repente, com os dentes quase cerrados. —Não aguento mais.

—Então não para —eu disse. —Me fode como se fosse ele.

E ele não parou. Virou-me no sofá, me pôs de bruços com os joelhos apoiados e os quadris erguidos, e me enfiou outra vez por trás. Me levou com força, me pressionando contra a almofada, com uma mão na nuca e a outra no quadril. O sofá rangia a cada empurrão. Eu apertei meu cu em torno da pica dele de propósito, para senti-lo melhor, e ouvi-o rosnar contra meu ouvido.

O que veio depois foi esse tipo de intensidade que não tem nada a ver com técnica nem com a memória de mais ninguém. Fomos só nós dois, no sofá da nossa sala, completamente perdidos um no outro. Gozei primeiro, mordendo a almofada para não gritar, e o meu cu se fechou em espasmos ao redor dele. Um segundo depois ele gozou dentro, com a rola enterrada até o fundo, e eu senti perfeitamente cada jato quente me atingindo por dentro, essa sincronia improvável que só conseguem pessoas que passam anos aprendendo a fazer isso e que ainda têm vontade de continuar aprendendo.

Depois ficamos em silêncio, enroscados no sofá, sem nenhuma necessidade de dizer nada. A lâmpada da sala continuava acesa. As taças estavam pela metade sobre a mesa. Lá fora, a noite continuava noite. Eu sentia o sêmen escorrendo entre minhas coxas e não me incomodei em me mexer.

Foi Ernesto quem falou primeiro:

—Tem mais histórias que você não me contou?

Olhei para ele. Sorri.

—Tem alguma —disse.

—Ótimo —respondeu, fechando os olhos com um sorriso lento. —Temos tempo.

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