Minha primeira vez anal depois da academia
Vou contar isso porque ainda me surpreende lembrar o quanto aquela tarde mudou meu jeito de desfrutar do sexo. Até então, eu achava que conhecia bem meu corpo, meus limites e meus desejos. Eu estava enganada. Meu namorado, Mateo, já sabia como me deixar excitada, mas naquele dia encontrou uma porta que eu mesma mantivera fechada por medo, vergonha e pura ignorância.
Nós dois éramos adultos, já passados dos trinta, com um relacionamento intenso e bastante físico. Nos víamos quase todos os dias e, quando ficávamos sozinhos, era difícil não acabarmos nus em qualquer parte da casa. Eu sempre fora fogosa com ele, dessas mulheres que não precisam fingir quando são tocadas do jeito certo. Mateo tinha paciência para me excitar e atrevimento para dizer coisas sujas no meu ouvido até me fazer perder a compostura.
Meu corpo sempre chamava atenção pelos meus quadris e pela minha bunda. Não digo isso para me gabar; no começo, eu sentia muita vergonha. Podia vestir uma camiseta comprida, andar depressa e olhar para a frente, mas mesmo assim sentia os olhares cravados em mim quando atravessava a rua ou entrava em algum lugar. Mateo percebeu isso desde o início. Primeiro ficava sério quando algum homem continuava olhando. Depois começou a ficar excitado com aquilo.
Aquela mudança dele me confundia. Ele segurava minha mão com mais força, colava meu corpo ao dele e depois, quando estávamos sozinhos, dizia que adorava ver como os outros ficavam bobos por causa da minha bunda, sabendo que era ele quem me tinha na cama. Eu ria, mas, por dentro, aquela ideia começou a me deixar excitada. Fazia eu me sentir observada, desejada e, ao mesmo tempo, protegida por aquela posse descarada que ele demonstrava.
Naquele sábado, fomos à academia no meio da tarde. Estava quente, e eu vestia um short esportivo muito justo, um top simples e uma camiseta grande por cima. Antes de sairmos de casa, Mateo me olhou de cima a baixo e pediu que eu tirasse a camiseta. Eu disse que não, que tudo ficava marcado. Ele se aproximou, segurou minha cintura e me beijou devagar.
— Quero ver você treinando assim — disse contra a minha boca. — Quero que todos olhem para o que eu vou tocar depois.
Senti uma onda de calor no peito. Fiquei com vergonha, mas ouvir aquela frase também me deixou molhada. Acabei saindo de short colado e top, fingindo segurança enquanto cada passo me fazia ter consciência da minha bunda se movendo sob o tecido. No caminho, vários homens olharam descaradamente. Eu baixava os olhos, mas Mateo sorria com uma calma que me deixava nervosa.
Na academia, nos separamos para fazer nossas séries. Eu tinha treino de pernas e glúteos, justamente o pior se quisesse passar despercebida. Cada agachamento me fazia sentir o short esticando contra a pele, e, quando me inclinava para pegar um halter, percebia olhares ao redor. Mateo treinava a alguns metros, mas de vez em quando parava para me observar. Não dizia nada. Apenas me olhava como se já estivesse imaginando o que faria comigo.
Quando terminou a série, aproximou-se para deixar uma toalha ao meu lado. Roçou minhas costas com os dedos e se inclinou para falar no meu ouvido.
— Vestida assim, vou cuidar de você quando sairmos.
Ri de nervoso, mas a risada saiu fraca. Minhas coxas estavam cansadas, a pele quente por causa do exercício e uma umidade incômoda crescia entre minhas pernas. Não era apenas suor. O jeito como Mateo me olhava, a ideia de que outros também me olhavam e o medo de ser descoberta me deixavam mais excitada do que eu queria admitir.
Terminamos o treino e descemos para o estacionamento subterrâneo. O elevador estava vazio. Assim que as portas se fecharam, Mateo me prensou contra a parede metálica e me beijou com uma intensidade que roubou meu ar. Suas mãos desceram direto para minhas nádegas, apertaram-nas por cima do short e me deram um tapa seco que me fez soltar um gemido.
— Aqui não — murmurei, olhando para o indicador dos andares.
— Então aguente até o carro — respondeu, apertando minha bunda com ainda mais força.
Saímos tentando andar normalmente, mas eu já estava tremendo. O estacionamento estava quase vazio, com luzes amarelas e colunas de concreto que deixavam áreas na sombra. Mateo abriu a porta do carro, deixou que eu entrasse e sentou-se ao volante. Durante alguns segundos, não deu a partida. Apenas ficou me olhando, respirando pesadamente.
— Não aguento ver você assim — disse. — Venha aqui e chupe meu pau.
Inclinei-me na direção dele sem pensar demais. Baixei seu short esportivo e tirei seu pau, duro e quente, com aquela familiaridade que sempre me acendia. Segurei-o com a mão e passei a língua pela ponta, devagar, provando o sabor salgado que já havia ali. Mateo deixou a cabeça cair contra o banco e enroscou os dedos no meu cabelo.
— Tire o top — ordenou. — Quero ver suas tetas enquanto você chupa.
Tirei-o como pude dentro do carro. Minhas tetas ficaram livres, pesadas pelo calor, os mamilos duros de excitação e do ar frio do estacionamento. Ele os beliscou, primeiro suavemente e depois com mais força, até me fazer gemer com o pau dele na boca. Eu gostava de me sentir exposta daquele jeito, meio escondida pelos vidros escuros e, ao mesmo tempo, sabendo que bastava um segurança distraído para estragar tudo.
Chupei-o com vontade. Subia e descia a boca pelo pau, molhando-o com saliva, enfiando-o até onde conseguia sem engasgar. Quando eu me concentrava na cabeça, ele cerrava os dentes e dizia coisas sujas que me faziam molhar ainda mais o short. Passei a língua por baixo, naquela veia que o deixava louco, e depois o masturbei enquanto lambia a ponta com movimentos rápidos.
— Assim, meu amor — rosnou. — Que boca gostosa você tem.
Eu queria continuar, mas o calor dentro do carro se tornou insuportável. Olhei para o para-brisa, com medo de ver alguém passar. Mateo segurou minha nuca e me fez subir para me beijar, saboreando-se na minha boca. Depois apontou para os bancos traseiros.
— Vá para trás.
Obedeci com as pernas bambas. Mudei de lugar desajeitadamente entre os bancos, com o top jogado no chão e as tetas à mostra. Mateo reclinou os bancos dianteiros para abrir mais espaço e foi para trás de mim. Assim que chegou, deitou-me de costas e se agarrou aos meus seios. Chupava meus mamilos com fome, mordiscava-os, soltava-os para olhá-los e voltava a devorá-los como se não conseguisse escolher apenas um.
Sua mão desceu entre minhas pernas. No começo, tocou-me por cima do short, esfregando o tecido contra minha boceta. A lycra estava encharcada, colada aos meus lábios, e cada pressão dos dedos arrancava de mim um gemido mais alto. Eu dizia para ele falar mais baixo, que podiam nos ouvir, mas ele cobriu minha boca com a mão e moveu os dedos com mais descaramento.
— Você adora que possam ouvir você — disse. — Está escorrendo.
Não consegui negar. Meu corpo respondia sozinho. Separei mais as pernas e comecei a mover os quadris contra a mão dele, buscando mais pressão. Ele esfregava meu clitóris através do tecido molhado, em círculos firmes, enquanto eu lambia a palma que ainda cobria parte da minha boca. A vergonha se misturou a uma excitação brutal. Eu me sentia suja no melhor sentido, presa no banco traseiro, nua da cintura para cima, com meu namorado me tocando como se o mundo lá fora não existisse.
— Não tire o short — disse de repente. — Vire-se.
Fiquei de quatro sobre o banco, apoiando as mãos no encosto e empinando a bunda para ele. Senti Mateo ficar imóvel por um segundo, olhando para mim. Depois segurou minhas nádegas e as separou por cima da lycra, respirando com força. O tecido entrava entre meus lábios e marcava cada curva. Ele puxou um lado do short com tanta força que a costura cedeu um pouco, o suficiente para afastá-lo e deixar minha boceta exposta.
Enfiou dois dedos sem avisar. Eu estava tão molhada que eles entraram facilmente, até o fundo, e gemi contra o banco. Ele me abriu com movimentos lentos, enfiando e tirando os dedos enquanto, com a outra mão, apertava uma das minhas nádegas. Eu empurrava para trás, pedindo com o corpo que não parasse. O ruído úmido dos dedos entrando na minha boceta enchia o carro.
— Quero seu pau — disse, com a voz quebrada. — Enfia logo.
Mas Mateo não me obedeceu. Tirou os dedos da minha boceta, passou-os pela minha fenda e começou a subir em direção à minha bunda. Fiquei tensa imediatamente.
— O que você está fazendo?
— Só um dedo — respondeu, em voz baixa. — Deixe-me sentir você aí.
Eu nunca tinha feito aquilo. Tinha medo da dor, da sensação estranha, de perder o controle. Mas estava tão excitada que não quis impedi-lo. Levei uma mão ao clitóris e comecei a me tocar enquanto ele umedecia meu ânus com os meus próprios fluidos. A primeira pressão foi estranha, fechada, como se meu corpo dissesse não por reflexo. Depois respirei fundo, cerrei os dentes e deixei que ele continuasse.
— Mais devagar — pedi.
Mateo empurrou com cuidado, insistente, até a ponta do dedo entrar. Soltei um gemido que não era de dor pura nem de prazer puro, mas de surpresa. A sensação era diferente de tudo. Ele me preenchia de um jeito proibido, íntimo, direto demais. Enfiou o dedo pouco a pouco, girando-o levemente, e esfreguei o clitóris mais rápido para ajudar meu corpo a se abrir.
— Assim, cachorrinha — disse. — Empine mais a bunda para mim.
Fiquei excitada com aquela frase. Arqueei as costas, abri mais as pernas e empurrei para trás. O dedo entrou inteiro. Mateo começou a movê-lo devagar, entrando e saindo, enquanto, com a outra mão, tocava minha boceta aberta. Eu estava tão molhada que ensopava os dedos dele. O contraste me deixou louca: meu clitóris sob minha mão, o dedo dele na minha bunda, suas palavras sujas coladas ao meu ouvido.
Depois, acrescentou outro dedo. Aí senti uma pressão forte, um alongamento que me fez morder o encosto para não gritar. Ele não parou completamente, mas diminuiu o ritmo, deixando que meu corpo cedesse. Quando os dois dedos estavam dentro, comecei a me mover sozinha contra eles. Já não era apenas medo. Era desejo. Um desejo sombrio, novo, que me queimava da barriga até as pernas.
— Quer que eu coma sua bunda? — perguntou.
Eu estava com o rosto contra o banco, as tetas esmagadas e os dedos encharcados de me tocar. Tinha vergonha de dizer, mas disse.
— Sim. Quero que você foda minha bunda.
Mateo tirou os dedos e se acomodou atrás de mim. Senti seu pau deslizando entre minhas nádegas, duro, molhado de saliva e dos meus fluidos. Esfregou a cabeça contra meu ânus aberto, sem entrar ainda, fazendo-me tremer cada vez que pressionava. Separei minhas próprias nádegas com as mãos para facilitar a entrada.
— Olhe como eu me abro para você — murmurei, surpresa ao me ouvir tão obscena.
Ele empurrou devagar. A ponta entrou apenas um pouco e meu corpo se fechou ao redor dele. Ardía. Não de um jeito insuportável, mas intenso, cheio, animal. Fiquei imóvel, respirando depressa, enquanto ele segurava meus quadris. Depois avançou mais um pouco. Senti como me esticava, como minha bunda se adaptava centímetro a centímetro, e um gemido longo escapou da minha garganta.
— Você está tão apertada — disse Mateo. — Vai me deixar louco.
Quando entrou até a metade, voltei a tocar meu clitóris. Isso mudou tudo. A dor se misturou ao prazer, o prazer à pressão e, de repente, eu quis mais. Empurrei para trás, pedindo sem palavras que ele terminasse de enfiá-lo. Mateo obedeceu. Entrou até o fundo com um movimento lento e firme, e gritei contra o banco.
Ficou imóvel por alguns segundos, completamente enterrado na minha bunda. Eu sentia cada pulsação do pau dele dentro de mim, uma presença quente e profunda que me deixava sem ar. Então começou a se mover. Primeiro devagar, entrando e saindo com cuidado, ouvindo meus gemidos, vendo meu corpo se acostumar. Depois, quando me ouviu dizer “mais”, perdeu a paciência.
Segurou meus quadris com força e começou a foder minha bunda com investidas mais longas. O carro se movia levemente. Meus joelhos escorregavam sobre o banco, minhas tetas batiam contra o encosto e minha mão não parava de esfregar meu clitóris. Cada vez que seu pau entrava, eu sentia um choque profundo subindo pela coluna. Era demais e, ainda assim, eu queria que não parasse.
— Assim, amor, assim — gemi. — Não pare.
Mateo deu um tapa forte na minha nádega, e o golpe fez minha bunda se contrair ao redor dele. Eu o ouvi praguejar entre os dentes. Inclinou-me mais, quase me esmagando contra o banco, e mudou o ângulo. Então a sensação se tornou mais intensa. Cada investida me empurrava contra minha própria mão, e meu clitóris, inchado e sensível, respondia com descargas rápidas.
Eu já não pensava no estacionamento, nos seguranças ou na vergonha. Só existiam o pau dele entrando na minha bunda, minha boceta molhada, meu corpo aberto de um jeito que eu nunca permitira. Gozei assim, com um espasmo brusco, cerrando os dentes e tremendo das pernas. O orgasmo me agarrou de surpresa, mais forte do que eu esperava, e precisei cobrir a boca para não gritar alto demais.
— Estou gozando — balbuciei. — Continue, continue.
Ele continuou. Fodeu-me mais rápido enquanto minha bunda pulsava ao redor do pau dele. Eu ainda estava no meio do orgasmo quando senti o ritmo dele ficar irregular. Segurou-me com as duas mãos, cravou os dedos na minha cintura e empurrou até o fundo uma, duas, três vezes. Depois ficou colado a mim, rosnando meu nome, com o corpo tenso e a respiração entrecortada.
Ficamos assim por alguns segundos, suados, em silêncio, tentando voltar ao mundo. Quando saiu de mim, senti um vazio estranho e uma sensibilidade que me fez fechar os olhos. Mateo me ajudou a me sentar e me beijou com uma ternura que contrastava com tudo o que tínhamos acabado de fazer. Eu estava despenteada, com o short rasgado, as tetas descobertas e um sorriso bobo que não conseguia apagar.
— Você está bem? — perguntou, acariciando minha bochecha.
— Estou mais que bem — respondi, ainda respirando ofegante.
Vesti-me como pude antes que alguém passasse perto do carro. A camiseta comprida voltou a me cobrir, embora, por dentro, eu ainda sentisse cada centímetro do que acontecera. Saímos do estacionamento sem dizer muita coisa. Mateo dirigia com uma mão no volante e a outra apoiada na minha coxa. Eu olhava pela janela, vermelha de vergonha e de desejo satisfeito.
Aquela foi minha primeira vez anal. Não foi perfeita, nem planejada, nem limpa como aquelas fantasias organizadas que imaginamos quando pensamos demais. Foi quente, atrapalhada, intensa e profundamente nossa. Desde então, entendi que algumas portas do corpo só se abrem quando o desejo pesa mais que o medo. E naquela tarde, no banco traseiro de um carro, deixei Mateo abrir uma que nunca mais voltei a fechar completamente.