Confesso que desejo um amo que me dê ordens
Ninguém ao meu redor desconfia, mas o dia inteiro eu obedeço ordens que só existem na minha cabeça… e cada vez desejo mais que se tornem reais.
Ninguém ao meu redor desconfia, mas o dia inteiro eu obedeço ordens que só existem na minha cabeça… e cada vez desejo mais que se tornem reais.
Quando o aquecimento da cabana apagou, meu marido me lembrou que as regras dele não se quebram só porque faz frio. Naquela noite entendi o que significava pertencer a ele de verdade.
Abri os olhos no meio do prazer e a vi apoiada no batente da porta, nos olhando. Ela não disse nada. Só deslizou uma mão dentro do short.
Éramos novatos e estávamos nervosos, mas aquele casal sentado ao fundo do local nos olhava como se soubesse exatamente o que viemos procurar.
Eu tinha dezessete anos e uma namorada caidinha por outro. Levei um ano para entender que essa traição, longe de me ferir, era o que mais me excitava.
Quando Mateo tirou a sunga, vi minha mulher parar de mexer os olhos. Eu já estava bêbado demais para impedir o que aquele olhar começava a prometer.
A menos de cem metros da música e do champanhe, ela abriu as pernas ao sol sem saber que alguém vinha pelo caminho. E, quando o viu, já era tarde demais para fechá-las.
Era meu primeiro trabalho sério: vendedora porta a porta. Não imaginei que, atrás daquele sobrado, haveria um homem, uma câmera e a tarde que mudaria tudo.
Nunca tinha transado com ninguém. E a primeira pessoa que entrou em mim não foi meu namorado, mas o pai dele, numa tarde em que a casa ficou vazia e eu não soube dizer não.
Acordei sem saber como explicaria a ninguém o que me obrigaram a fazer naquela noite, nem como voltar a olhar nos olhos do homem que eu ainda amava.
Ele vinha treinando há anos uma expressão que não revelava nada. Mas naquela tarde, no saguão do hotel, os olhos o denunciaram com o único sentimento que não deveria ter por ela.
Ela sabia exatamente o que queria naquela noite: um homem que a olhasse como se fosse sua e não lhe desse trégua. Só precisava atravessar a porta daquele quarto.
Todo mundo desconfia do que eu sou pelo jeito que me visto, mas eu nunca confirmo. É o meu segredo, e contá-lo anonimamente me deixa mais quente do que qualquer outra coisa.
Morávamos juntos e transávamos há meses, com a regra de que ele era hétero. Naquela noite, com meu plano em pausa, ele me olhou em silêncio e senti que algo ia se romper.
Quando o whisky caiu no meu vestido rosa, soube que aquele casamento não terminaria como eu imaginava. Nem que o tio da noiva me encontraria no corredor mais escuro.
Nunca me atraíram homens, mas aquela figura na tela despertou algo que eu não soube nomear. E então ela se ofereceu para me pagar.
Passei semanas fingindo que estava tudo bem, até que naquela noite um homem me olhou como meu marido havia parado de me olhar, e eu decidi não resistir.
Eu tinha quarenta e quatro anos, duas filhas e um divórcio recente quando a garota da casa da frente me olhou de outro jeito e disse o que eu não ousava pensar.
Estávamos em cima da cerejeira roubando fruta quando Hugo me confessou a obsessão que arrastava desde criança. Naquela mesma tarde, a mãe dele ainda não sabia o que vinha pela frente.
Nunca imaginei que aceitar uma troca de casais acabaria me revelando um segredo que meu marido guardava desde a escola.