A formatura do meu sobrinho terminou comigo de joelhos
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Minha irmã estava no exterior e coube a mim ir à formatura. Quando meu sobrinho cobrou o presente na frente dos amigos, eu soube que aquela noite não terminaria como começou.
Baixei a guarda assim que ele entrou na cocheira. Não fui buscar nada daquilo, mas sua voz mandou que eu me ajoelhasse, e já não soube dizer não.
Na primeira vez que a ouvi do outro lado da divisória, fiquei imóvel, prendendo a respiração, fingindo dormir enquanto ela acreditava estar completamente sozinha.
Esperei as portas se fecharem. Diego já beijava a namorada sem disfarce, e a irmã dela me olhava de lado, mordendo o lábio, sem saber o que fazer com as mãos.
Subimos para estender a roupa com qualquer pretexto. Entre as caixas d’água da laje, descobri que ela estava tão impaciente quanto eu para parar de fingir.
Reconheci o cesto de roupa que não era o meu e, antes de pensar, já tinha enfiado a mão nas peças dele. O que aconteceu depois me mudou por dentro.
Meu irmão me contava tudo: amantes, fetiches, o que fazia com Romina. O que ele nunca imaginou é que, certa madrugada, eu terminaria na cama com ela.
Soube que algo ia mal assim que vi o rosto dele ao entrar. Não houve cumprimento, só uma frieza calculada e uma ordem: «Diga em voz alta do que você é responsável».
Quando a porta do elevador se abriu e vi a do apartamento entreaberta, entendi que dessa vez não haveria regras. E uma parte de mim estava querendo isso havia dias.
Eu o ouvi dizer ao telefone: “essa velha já tá pronta”. Eu devia ter me ofendido. Em vez disso, senti que me molhava inteira contra o balcão.
Ele me passou um papelzinho na mão ao recolher o prato. Li no quarto: era o número dele. E soube que aquela noite eu não ia ficar sozinha.
Encontrei a calcinha dela no chão do corredor, com um bilhete em cima. A partir dessa noite, os dois jogamos um jogo do qual nenhum dos dois queria sair.
Começou com uma mensagem sobre um conto meu. Terminou comigo na cama, no escuro, obedecendo a tudo o que ela escrevia do outro lado da tela.
Não minto sobre minha idade nem sobre a academia, mas naquela cadeira reclinada tudo isso deixa de importar. Só resta a pressão suave do corpo dela contra o meu.
Nunca fiz isso, mas conheço cada detalhe: o café, o elevador, as mãos dele. Esta é a fantasia que se repete e que eu nunca me animo a contar em voz alta.
Ela subia para o quarto, abria o armário e se trocava sabendo que a gente a observava da rua. Eu era o mais novo do grupo, mas fui o primeiro a entrar pela sua porta.
Eu tinha jurado que a virgindade dela era inegociável. Naquela manhã, no apartamento emprestado por um amigo, ela me mostrou até onde estava disposta a ir.
Tinha sessenta anos e um casamento adormecido quando notei que o rapaz da casa ao lado me espionava entre as sebes. Não me cobri. Entrei no jogo dele.
Eu o tinha visto só uma vez e não consegui esquecer o corpo dele. Quando soube que ele também me procurava, esperei minha mãe sair para trabalhar e o deixei entrar.
Me escondi no beiral do vestiário com Bruno colado nas minhas costas. Lá embaixo, minha mãe e a amiga dela se despiram entre os operários, e eu não consegui tirar os olhos.