A primeira vez que me fizeram mulher
Passei meses trocando mensagens com ele, sem saber se teria coragem. O dia chegou, e subi no táxi com as mãos tremendo e as meias na mochila.
Passei meses trocando mensagens com ele, sem saber se teria coragem. O dia chegou, e subi no táxi com as mãos tremendo e as meias na mochila.
Ele me perguntou um endereço e eu o acompanhei sem pensar. Nunca imaginei que, minutos depois, estaria contra a parede de um prédio em obras com a calça nos tornozelos.
Quando entrei na sala e vi 198 pessoas nuas esperando meu sinal, entendi que havia cruzado um limite ao qual não queria voltar.
Eu o vi na varanda do porto: alto, barbudo e de costas largas. Marcos me olhou de relance e soube que nós dois pensávamos a mesma coisa.
A primeira vez que entrei eu não sabia o que acontecia no escuro. Uma mão estranha roçou minha perna e mudou tudo para sempre.
Um homem comum descobriu que, sob as roupas da esposa, vivia outra versão de si mesmo, pronta para sair quando veio o confinamento.
Eu estava sozinha no meu quarto quando ouvi a porta se abrir. Ninguém chamou. Ninguém avisou. E eu estava com muito pouca roupa.
Três meses sozinha em Singapura a trabalho, um sábado livre e um massagista que não fez muitas perguntas. Foi assim que começou a tarde que eu nunca havia planejado viver.
Fui de calcinha e meias de cinta-liga por baixo da calça, sem saber se ia acontecer algo. Naquela noite, aconteceu tudo.
Ela amarrou as cordas aos pulsos e avançou para a lama sem saber que alguém a observava da mata, com uma lâmina bem afiada na mão.
Nunca tinha feito isso. Nunca tinha deixado ninguém entrar por ali. Naquela tarde nas cabines, um desconhecido com creme para mãos mudou tudo.
Ele surgiu entre as dunas, parou para olhar e não foi embora. Nós continuamos, e ele também. Assim começou o jogo mais excitante que já tivemos.
A loja estava vazia e o garoto era jovem. Eu vinha imaginando aquele momento exato havia dias e não ia desperdiçá-lo.
Eu estava de peruca e salto quando vi alguém esperando na porta. Era o sobrinho de Germán. Parei a meia quadra, sem saber se seguia.
Nunca tinha saído vestida para a rua. Naquela sexta, decidi que era a hora: minissaia, salto e o vagão mais lotado do ano. O que aconteceu superou tudo.
Eu só ia jantar algo leve e dormir. Até ele entrar com a bandeja, olhar para minha roupa íntima e dizer a frase que mudou tudo.
Eu escondia há anos uma parte de mim. Na noite em que contei isso a ela, não imaginei que acabaria perguntando se faríamos juntos com vários.
Na viagem até o apartamento, o motorista me passou o celular com uns vídeos. O que veio depois não estava nos meus planos e eu nunca tinha feito com outro homem.
Cheguei primeiro ao quarto, de boné e óculos, e me sentei na beirada da cama sem saber o que ia fazer quando aquele desconhecido tocasse a porta.
Minha esposa queria me ver sendo fodido, não o contrário. O que descobri naquela noite na suíte do hotel ainda me obriga a me perguntar coisas que não ouso responder.