Meu dom me levou até um templo perdido na Índia
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Eu vinha pensando nisso há meses. Numa noite, num hotel longe de casa, abri o app e deixei subir ao meu quarto o primeiro cara que apareceu a um metro.
Me olhei no espelho com a lingerie dela, os saltos e os lábios pintados, e soube que não podia ficar em casa. Eram duas da manhã.
Achei que fosse só curiosidade. Até ver a foto dele, sentir meu pulso acelerar e entender que eu vinha fugindo havia três anos do que já estava decidido.
Buscar sexo pela internet sempre tinha dado certo, até aquela sexta-feira no quarto 207, quando entendi que nunca se sabe o que esperar de desconhecidos.
Fazia meia hora que eu o olhava de soslaio quando ele me falou. Atrás das rochas, nenhum dos dois tinha intenção de voltar a se vestir no resto da tarde.
Voltávamos da praia para o camping quando uma garota pediu carona no meio do caminho. Eu não sabia que naquela noite descobriria outra coisa.
Naquela tarde, eu não buscava amor nem explicações; buscava dois corpos diferentes no mesmo quarto de motel e a certeza de que ninguém jamais saberia o que aconteceu ali.
Quando o vi entrar no dark room atrás de mim, soube que a noite não terminaria na minha cama. Ele tinha o corpo que só se vê em revista.
Pensei que a chuva me deixaria sem nada. A vinte metros vi o rapaz moreno ao lado do banco, ensopado, e entendi que a noite só estava começando.
Passei anos imaginando isso vendo vídeos às escondidas. Numa tarde, uma mensagem em uma página de encontros, e um desconhecido entrou no meu carro pronto para mudar tudo.
Eles eram jovens, abertos e queriam algo diferente. O que não sabiam é que naquela noite no hotel eu também descobriria uma parte de mim que vinha escondendo havia anos.
Ela ergueu a taça do canto como se brindasse comigo. Ele se aproximou e me disse ao ouvido que queriam me levar ao apartamento em Pichincha. Eu não sabia o que viria depois.
Subi para o segundo andar do ônibus achando que dormiria as sete horas seguidas. Trinta minutos depois, um rosto surgiu entre os assentos e me perguntou para onde eu ia.
Quando percebi que algo tinha mudado, já era tarde. Eu o tinha até o fundo e ele não parou. Só então entendi o que ele tinha feito sem me pedir permissão.
Cada noite em que Marcos assistia sem poder tocar era mais um degrau na descida. Valeria não o seduzia: ela o possuía. E ele não encontrava saída, nem a procurava.
Pablo e Laura chegavam ao resort pensando em tênis. Oito adultos, um terraço com vista para o mar e uma taça de vinho a mais mudaram todos os planos.
Valentina reconheceu os três homens da sala de jantar: já os havia cumprimentado em festas da empresa. Naquela noite, Rodrigo os trouxe por outro motivo.
Andrés sabia exatamente o que fazia com as mãos. Cheguei com dor nas costas e saí com algo sem nome, em que ainda penso quando adormeço.
Sandra tirou a calcinha no banheiro do bar e a colocou na minha mão. Úmida, quente. Naquele instante, soube que não haveria volta.