Meu chefe me deu uma ordem e eu obedeci em silêncio
Eu vinha cuidando daquele emprego como ouro. Naquela manhã, a sós com ele antes de abrir, descobri o quanto eu gostava que me dissessem o que fazer.
Eu vinha cuidando daquele emprego como ouro. Naquela manhã, a sós com ele antes de abrir, descobri o quanto eu gostava que me dissessem o que fazer.
Eu tinha escrito que seria minha primeira vez submetido. Não imaginei que o primeiro gesto ao abrir a porta seria uma bofetada e a ordem de me ajoelhar.
Não deixei você levantar a cara até entender que, enquanto estiver atrás de mim, minha boceta e minha boca pertencem a você, e você fará com elas o que eu mandar.
Cada passo fazia o metal escondido sob sua saia soar. Vera aprendeu a viver encharcada, à beira, esperando a próxima agulha que ele cravaria em sua carne.
Ele sabia que ia perder antes de começar. Mas se render de cara não lhe dava nada: o prazer estava em resistir, em obrigar o outro a arrancar a vitória a dentadas sob a lua cheia.
Quando fechamos a porta do quarto, deixamos de ser o casal certinho que todo mundo conhece. Lá dentro não há limites, só os que criamos para quebrá-los.
O recepcionista me entregou um pacote sem remetente. Dentro, um plugue de metal e uma nota com a letra dele: «Para o nosso encontro, quero que você o use».
Cheirou a flor que não deveria existir e seu corpo deixou de obedecer. Entre as árvores, alguém a observava e esperava o instante exato para se aproximar.
Estávamos há duas semanas sem nos tocar. Naquele dia, com a casa finalmente vazia, descobri que o cheiro do corpo adormecido dele podia me transformar em outra mulher.
Encontrei suas calcinhas dobradas no último degrau, ainda mornas, e soube que não era um esquecimento: era uma ordem que eu devia obedecer de joelhos.
Quando me deu as costas para tirar as fotocópias, a mão dele subiu pelas minhas meias como se tivesse o direito de fazer aquilo. E eu não disse não.
O mar me cuspiu no convés de um iate sem um único homem a bordo. Quando acordei pela segunda vez, já estava usando o vestido delas e não entendia por que estava deixando.
Ela chegou à pista como uma semiprofissional de modos impecáveis. Três aulas depois, era ela quem me colocava a chibata na mão e me pedia para não pegar leve.
Ela as deixou dobradas sobre a pia, ainda com o cheiro dela, e um bilhete: «Hoje você usa elas». Eu soube que a tarde seria longa.
Nuria foi ao consultório para se curar da própria luxúria; saiu tendo ensinado à jovem doutora que algumas fogueiras não se curam, se obedecem.
Li o nome na etiqueta do cadáver e meu coração deu um salto: era ela, a mesma que me humilhara durante seis anos. E agora estava imóvel, à minha mercê.
Quando vi o vídeo no celular dela, soube que não havia mais volta: minha vizinha sabia exatamente o que queria de mim, e eu caí na armadilha.
Ela entrou no mercado meio em ruínas em busca de provas para uma denúncia e encontrou quatro homens dispostos a usá-la como nunca ninguém tinha usado.
Assim que ele assumiu o volante, Carmen soube quem mandava: nenhum beijo ou carinho viria quando ela quisesse, mas quando ele decidisse.
Havia uma única condição que eu lhe pedi naquela tarde, e quando ela entrou pela porta eu soube, só pelo jeito que me olhou, que desta vez tinha decidido me obedecer por inteiro.